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domingo, abril 24, 2005

ALVORADA de ABRIL de 1974


Dedico o post de hoje aos militares de Abril por terem acreditado e por terem tornado possível a democracia, quase plena, de hoje. Dedico-o a todos os capitães de Abril, a Salgueiro Maia, a Otelo Saraiva de Carvalho, o comandante operacional do Golpe, e todos os militares anónimos que participaram no 25 de Abril de 1974.

No dia 25 de Abril de 1974, pelas 00 horas e 20 minutos, a transmissão da canção "Grândola Vila Morena" de José Afonso, no programa "Limite" da Rádio Renascença, é a senha escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), como sinal confirmativo de que as operações militares se encontram em marcha e são irreversíveis.

Na véspera, dia 24 de Abril, a canção "E Depois do Adeus", interpretada por Paulo de Carvalho, transmitida aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa, pelas 22h 55m, marcava o início das operações militares contra o regime.
No dia 25 de Abril de 1974, pelas 00 horas e 30 minutos são ocupadas as instalações da Rádio Televisão Portuguesa, da Emissora Nacional, da Rádio Clube Portuguesa, do Aeroporto de Lisboa, do Quartel General, do Estado Maior do Exército, do Ministério do Exército, do Banco de Portugal e da Marconi, locais estratégicos considerados fundamentais.
Pelas 4 horas e 20 minutos, é difundido pelo Rádio Clube Português, o primeiro comunicado ao país do Movimento das Forças Armadas (MFA).
Duas horas depois, Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, estacionam no Terreiro do Paço.
Às 13 horas e 30 minutos, as forças para-militares leais ao regime, começam a render-se. A Legião Portuguesa é a primeira.
Pelas 14 horas, inicia-se o cerco ao Quartel do Carmo. Dentro do Quartel estão refugiados Marcelo Caetano, Presidente do Conselho e dois Ministros do seu gabinete.
No exterior, no Largo do Carmo e nas ruas vizinhas, juntam-se milhares de pessoas.
Às 16 horas e 30 minutos, terminado o prazo inicial para a rendição, anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia, oficial que comandava o cerco.
Uma hora depois, o General Spínola, mandatado pelo MFA, entra no Quartel do Carmo para negociar a rendição do Governo.
O Quartel do Carmo iça a bandeira branca.
Marcelo Caetano rende-se às 19 horas e 30 minutos.
Meia hora depois, alguns elementos da PIDE/DGS disparam sobre manifestantes que começavam a afluir à sua sede, na Rua António Maria Cardoso, fazendo 4 mortos e 45 feridos.

No dia 26 de Abril, à 1 hora e 30 minutos, a Junta de Salvação Nacional apresenta-se ao país perante as câmaras da RTP.
Às 9 horas e 30 minutos, a PIDE/DGS rende-se, após conversa telefónica entre o General Spínola e Silva Pais, director daquela polícia política.
No dia seguinte, 27 de Abril, são libertados os presos políticos das cadeias de Caxias e Peniche.
É apresentado ao País o Programa do Movimento das Forças Armadas
As primeiras eleições livres, realizaram-se a 25 de Abril de 1975. Num acto eleitoral com uma taxa de participação de 91.7%, os portugueses elegeram a Assembleia Constituinte, incumbida de elaborarem e aprovar a Constituição da República.
A 2 de Abril de 1976, a Assembleia Constituinte aprovou a Constituição da República.

1 comentário:

Anónimo disse...

Também foi com o 25 de Abril que a Liberdade, a Democracia, a Autonomia e o Desenvolvimento chegaram aos Açores. A minha gratidão a todos quantois arriscaram ou mesmo deram a vida por estes valores. 25 de Abril sempre.