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Domingo, Março 18, 2012

Falando “espiritês”

“Depois da vida” é um programa da TVI, que saiu em digressão pelo País, agora aparece à venda em CD e já é transmitido há algum tempo. Nunca vi nada tão estúpido e a sua audiência só pode estar relacionada com o nosso nível cultural.
A nossa televisão é perita em manter as pessoas na ignorância, no preconceito, na superstição, em manter o espírito de obediência que caracteriza o nosso povo; é lamentável que as pessoas se deixem enganar tão facilmente, mas isso tem uma explicação. A razão nunca poderá competir com a emoção e não nos esqueçamos que tudo o que diz respeito a preconceitos, crendices, superstições é adquirido cedo na vida, logo, sustenta a personalidade. Parece-me ser o caso das pessoas que acreditam neste tipo de “milagres”.
Não há outra justificação para a falta de questionamento que os adeptos deste tipo de programas parecem ter. A mim, por exemplo, mesmo passando por cima de todas as falsidades da charlatã Janette Parker – pergunto-me será que “do outro lado” depois de “bater a caçoleta” se fica a saber todas as línguas e comunicam com a dita senhora em inglês ou será que falam com ela em português e ela só para dar trabalho à tradutora fala em inglês? Talvez a autoproclamada médium contacte em algum tipo de linguagem espiritual acessível só aos espíritos mais elevados? Isto dos conhecimentos linguísticos dos espíritos realmente dá que pensar. Não me parece que a explicação seja que uma vez no Paraíso todos os espíritos aprendem todas as línguas existentes, acho que a teoria é que a própria linguagem que usam por lá é espiritual, uma espécie de “espiritês” ou “espertês” para comunicar com a TVI.

Quinta-feira, Março 15, 2012

Um paradoxo agravado - i online

Portugal mantém, desde o 25 de Abril, um paradoxo.

Segundo vários indicadores, os preceitos da religião tradicional são irrelevantes para a maioria da população. Nos casamentos, a cerimónia religiosa é escolha minoritária. Os jovens casais, frequentemente, nem se casam (duas em cinco crianças nascem de pais solteiros). O divórcio banalizou-se. A frequência da missa diminui. Nas escolas, os alunos fogem da Religião e Moral depois da puberdade.

E no entanto, talvez por não terem interiorizado que a sociedade se secularizou (e muito), os governos (de «direita» e de «esquerda») tratam a Igreja Católica como se representasse ainda uma fracção preponderante do país. Recentemente, assistiu-se ao ridículo de o governo da República «negociar» com essa igreja o fim de feriados civis (algo a que a Concordata nem obriga). Essa mesma igreja mantém os seus privilégios imunes à «austeridade», agravando o paradoxo da secularização sem laicização.

O fim da devolução do IVA, da isenção de pagamento de IMI (falamos do maior proprietário privado nacional) ou dos subsídios autárquicos à construção e manutenção de templos faria mais pela redução do défice que algumas medidas, socialmente gravosas, que estão a ser tomadas. Ao contrário de um mito urbano persistente, a «assistência social» atribuída à Igreja Católicanão seria afectada: essas são outras contas.
http://www.ionline.pt/opiniao/paradoxo-agravado

Quinta-feira, Março 08, 2012

E mais não digo!

Este vídeo, no que se refere à dívida, é uma lição de economia. Depois de o ver ficamos a saber para que servem os sacrifícios!
 A parte essencial está entre os 5 e 30 minutos.

Sexta-feira, Março 02, 2012

Não é à toa que querem riscar o 1º de Dezembro do calendário


Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)
Sabem quem é Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?
Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?
Sabem o que é Goldman Sachs?

Goldman Sachs: é um dos maiores bancos de investimento mundial e co-responsável directo, com outras entidades (como a agência de notação financeira Moody?s), pela actual crise e um dos seus maiores beneficiários. Como exemplo, em 2007,a G.S. ganhou 4 bilhões de dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre da economia do EUA. O EUA ainda não recuperaram das percas infligidas pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.

Papademos: actual primeiro-ministro grego na sequência da demissão de Papandreou. Atenção não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu 2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de
subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002. Falseou as contas do défice público do país com o apoio activo da Goldman Sachs, o que levou, em grande parte à actual crise no país.

Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de Berlusconi. Atenção não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a esconder o défice orçamental grego.

Mario Draghi: actual presidente do Banco Central Europeu para substituir Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006, período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado.

Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs ....
Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O governo da Goldman Sachs na Europa."
Como é que eles fizeram?
Eu explico:

Encorajaram Investidores a investir em produtos secundários que sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem documentado, podem investigar. Agora enquanto lêem este e-mail estão
esperando na base da especulação sobre a dívida soberana italiana e seguidamente será a espanhola.

Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.

A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes, tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e é, do meu ponto de vista, como se segue:

1. Afundar o país mediante especulação na bolsa de valores / mercado.
Pomo-los loucos com medo do que dirão os mercados, que nós controlamos dia a dia.

2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o Status-Quo ou simplesmente salvá-los da Banca Rota. Estes empréstimos são rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o governo vendesse todo o país, e não é metáfora, é matemática, aritmética.

3. Exigimos cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro investido na dívida desses países e noutros investimentos.

4. Cria-se um alto nível de descontentamento social, adequado para que o povo, já ouvido, aceite qualquer coisa para sair da situação.

5. Colocamos os nossos homens, onde mais nos convenha.

Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo do século XX e XXI noutros países, nomeadamente na América Latina pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida externa por exemplo a países da América Central, criando instabilidade e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes "simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o EURO. O EURO é uma moeda Forte, porque os investidores vêm ai carne para desossar, se não houvesse o Euro o ataque acontecia na mesma, só que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria Alemanha, a Inglaterra etc. Não são o Governo dos EUA, que deferem estes golpes, mas sim pela indústria financeira internacional, principalmente sediada em Wall Street(New York) e na City (Londres), é que, o que está acontecendo sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos
nossos governos é o maior assalto de sempre na história da humanidade à escala global, são autênticos golpes de estado e violações
flagrantes da soberania dos Estados e seus povos.

É fácil divulgar isto na internet.
Se nos estão comendo vivos ... As pessoas precisam saber.

Estamos a sofrer uma anexação pela via financeira, e esta é a realidade

Por: Carlos Galveias

Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012

O CÚMULO DA HIPOCRISIA

Estão contra os efeitos do "Memorando da Troika", mas a favor da sua aplicação.
Oh Povo! Que talhas com o teu machado as tábuas do teu caixão, abre os olhos!

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012

A 1ª coisa é quebrar o enguiço...

 De acordo com a visão religiosa ocidental, ao perderem o paraíso, Adão e Eva são condenados pela divindade a um terrível destino: o sofrimento do trabalho. (Gen, 3:17-9)
O trabalho, segundo a “Fé na Religião” (que por acaso está sempre do lado do Poder), não é uma escolha do livre-arbítrio humano, mas sim um castigo divino.
O trabalho é, realmente, a fonte de quase todos os sofrimentos do mundo. É a principal causa direta de morte dos trabalhadores, morre-se a caminho do trabalho e no regresso, morre-se no trabalho e com doença profissional. Indiretamente, o desemprego, o stress e a exploração aumentam o sofrimento e fazem subir o número de mortes.
A maior parte do trabalho é inútil ou pior, serve para produzir, indefinidamente, necessidades e a sua satisfação.
O trabalho, o capital e o estado policial são os instrumentos, que os capitalistas usam para criar e se apropriar da riqueza enquanto perpétuam a pobreza dos trabalhadores.
O trabalho humilha, ridiculariza e escraviza.
Só o ócio criativo quebra o enguiço da religião, acaba com a exploração e é gerador de satisfação, prazer e liberdade.

Terça-feira, Janeiro 31, 2012

ACTA é o fim da INTERNET LIVRE

É a hora de levantar bem alto a bandeira da luta pela INTERNET LIVRE. Os poderosos e seus governos querem manter-nos na ignorância e afastados. Temem a força do conhecimento e da unidade. A Primavera Árabe assustou-os.
Portugal em conjunto com a UE assinou, dia 26/01/2012 no Japão a ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement) , uma lei que põe em risco a Internet como hoje conhecemos. Depois dos protestos online de há uns dias contra a SOPA e a PIPA, a assinatura do ACTA é o sinal de que a democracia está a ser contornada para impor políticas que afectam a liberdade de comunicação e inovação a nível mundial.

Sábado, Janeiro 28, 2012

A VIOLÊNCIA DAS LEIS

Muitas DEMOCRACIAS (representativas) foram criadas de modo a fazer com que as pessoas acreditassem que todas as leis estabelecidas atendiam a desejos expressos pelo Povo. Mas a verdade é que as leis não foram feitas para atender a vontade da maioria, mas sim a VONTADE DAQUELES QUE DETÊM O PODER, democracia é só no dia do sufrágio, as leis são feitas depois. Portanto elas serão sempre, e em toda a parte, aquelas que MAIS VANTAGENS POSSAM TRAZER À CLASSE DOMINANTE E AOS PODEROSOS.
Em toda a parte e sempre, as leis são uma forma de exigir que determinadas regras, do interesse do legislador, sejam cumpridas e de obrigar a generalidades das pessoas a cumpri-las e ISSO SÓ PODE SER OBTIDO COM PANCADAS, PERDA DA LIBERDADE E COM A MORTE. 
Se as leis existem, é necessário que haja uma força capaz de obrigar as pessoas a respeitá-las. E só há uma força capaz de fazer com que alguns seres se submetam à vontade de outros e esta força é o ESTADO, a VIOLÊNCIA ORGANIZADA em POLÍCIAS e EXÉRCITOS, usada por aqueles que têm o poder nas mãos para fazer com que os outros obedeçam à sua vontade.