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Levantou questões que são pertinentes e que vão estar na ordem do dia nos próximos tempos: O problema da tentação de se cair numa ditadura da maioria; A questão dos sinais que o novo governo terá de dar como forma de se fazer distinguir deste que vai sair; De ser criterioso na implementação das reclamadas reformas, não cedendo aos grandes grupos e corporações, mas sim fazendo aquelas que vão beneficiar os mais desfavorecidos, colocando o social à frente do ecnómico; Preveligiando sempre a abertura e o diálogo com os partidos de esquerda; Olhando o PCP e Bloco, não como partidos leninistas e trotskistas, mas sim como partidos fortemente ligados ao mundo do trabalho, da juventude e da intelectualidade e que vão capitalizar para as suas fileiras todo o descontentamento que uma política de direita do governo possa provocar; O reconhecimento da inteligência de Francisco Louçã e da justeza das propostas do Bloco.
Não há dúvida que Soares sabe muito, espero que o Sócrates tenha visto a entrevista ou pedido uns concelhos à velha raposa.
1 comentário:
Concordo plenamente, Soares foi, e continua a ser, o melhor dos políticos portugueses.
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