quarta-feira, fevereiro 20, 2013
sábado, dezembro 29, 2012
sábado, dezembro 22, 2012
sexta-feira, dezembro 14, 2012
O sonho de Pedro Passos Coelho
"Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor. É por isso que nós não os vamos matar. Eles é que vão morrendo. Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos. E as estatísticas já mostram isso. O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho. Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar. Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde? Eles lá sabem. Por isso, joga tudo a nosso favor. A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência. Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos. A natureza faz o resto. O Paulo Macedo também faz o que pode. Não é genocídio, é estatística. Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo. Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas. E as escolhas implicam sempre sacrifícios. Só podemos salvar alguns e devemos salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza. Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.
Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim. Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.
Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma. Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade. Se gastam e não contribuem, tenho muita pena... os recursos são escassos. Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos. O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento? Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta. Portanto, são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro. E os deficientes. Não são todos. Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade. Não era justo. E temos de promover a justiça social.
O outro terço temos de os pôr com dono. É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca-vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar. Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente. Não digo voltar à escravatura - é outro papão de que não se pode falar -, mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura.
Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam. A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazerem algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto), votam - ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós. O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira. Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários. Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda. Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer de fome no meio da rua. E enchê-los de futebol e telenovelas e reality shows para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.
O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo. Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sustentável (tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier), que para eles poderem viver com conforto não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI e que para pagar a saúde deles não podemos pagar a saúde dos pobres.
Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável. E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia. Não vou ficar em Massamá a vida toda. O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite."
Por José Vítor Malheiros
Por José Vítor Malheiros
terça-feira, novembro 20, 2012
terça-feira, outubro 23, 2012
RSI - O Mito e a Realidade
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Estou contra a forma, que considero pouco informada, como são tratados os beneficiários do RSI. Salvo raras excepções, ninguém quer, nem de qualquer maneira pode, ser beneficiário daquela prestação social. As regras (podem ser consultadas a partir d'aqui http://www2.seg-social.pt/left.asp?03.06.06 e a fiscalização cada vez são mais apertadas. Haverá casos mal avaliados e também alguns abusos, reconheço, mas não é justo tomar o todo pela parte e no momento dramático que vivemos, com 1 milhão de desempregados, metade dos quais sem nenhum rendimento, estão contabilizados 290 mil beneficiários do RSI. São números altos, mas apenas mostram a fragilidade do nosso tecido social.
Recuso-me a embarcar na onda “populista” ou falsamente moralista de transformar vítimas em culpados, de aceitar que “vivemos acima das nossas possibilidades”, de aceitar que os desafortunados, os “coitados”, os indigentes e os párias da sociedade sejam os responsáveis pela deterioração das relações sociais entre cumpridores e inconsequentes e, em concreto, pela degradação dos salários e pensões dos contribuintes da segurança social. Enquanto nos digladiamos por migalhas, colocando trabalhadores contra subsídio-desempregados, contribuintes da segurança social contra beneficiários do RSI e agora até utentes do SNS contra doentes com baixa médica, os poderosos vão tocando a sua vidinha sem grandes sobressaltos.
É verdade que o RSI, ao contrário do subsídio de desemprego, é uma prestação não contributiva, pelo que pode ter um entendimento mais assistencialista, mas trata-se apenas dum mecanismo que visa fazer uma descriminação positiva e garantir o mínimo de condições económicas a indivíduos que se encontram em situação muito precária, abaixo do limiar da pobreza, que tem de ser provada e que só é concedido mediante contrato de inserção. É verdade que existem exceções, parasitismos e abusos que tem de ser minimizados e combatidos, mas isso não impede que a sociedade, de forma solidária e até para sua própria segurança e bem-estar, encontre e dê respostas a estas situações de fragilidade social ampliadas pelo fenómeno do desemprego e do crescente empobrecimento dos portugueses.
Haverá beneficiários do RSI que resultam da imigração de cidadãos de outras paragens, mas se a sua situação for legal estarão em pé de igualdade com os naturais, e se foram bons para serem contratados como mão-de-obra barata em tempo de vacas gordas, não é justo descriminá-los agora, ainda para mais sendo Portugal um país de emigrantes. Os baixos salários e a elevada carga fiscal, que continua crescendo e de que maneira, abrem caminho e são um convite à economia paralela, que é alimentada tanto por prestadores de serviços como pelos seus receptores, mas, mais uma vez, é mais fácil culpar os desgraçados que lutam pela sobrevivência em detrimento de quem beneficia dessa ilegalidade. As regras de atribuição do RSI parecem-me claras e justas, a fiscalização das infrações compete à Segurança Social, se por alguma razão não é suficientemente eficaz e não deteta situações de incumprimento, que, insisto, serão excecionais e não generalizadas, então o problema é da fiscalização e não dos beneficiários.
Eu sou um utópico, mas é o sonho que comanda a vida! Acredito na solidariedade mesmo no nosso tipo de sociedade e ela até é real e em alguns aspetos estão mesmo definidos como regras. Elas efetivamente suavizam os problemas sociais advindos das politicas dos governos que tem fustigado o nosso país. Sem essas almofadas, muita gente estaria na completa miséria, na mendicidade. A minha utopia, não vai ao ponto de acreditar que estejam identificados os problemas que nos trouxeram até aqui e muito menos que o "ajustamento" em curso resolva alguma coisa, antes pelo contrário. Todas as medidas e a sua implementação, nomeadamente as execuções orçamentas e previsões tem falhado e se revelado inatingíveis.
Não me incomoda particularmente nem tenho inveja destes cidadãos “beneficiários”, incomoda-me muito mais e estou certo que pesa também muito mais no bolso dos contribuintes, o financiamento de outras situações como a teimosia de Passos Coelho na receita da Troika, o BPN, as PPP’s e as reformas e subvenções milionárias autoatribuídas por detentores de cargos políticos e de administração, que se cruzam e revezam de forma promíscua e altamente delapidadora do erário público.
Para concluir, os dados estatísticos oficiais revelam que 40% dos beneficiários tem menos de 18 anos, 65 % são do sexo feminino e 60% não são população ativa, que a prestação média individual é de +/- 90€ e por família de 230€, quando o valor estabelecido como limiar da pobreza é de 360€ e o orçamento do RSI representa 2,5% do orçamento da Segurança Social.
Recuso-me a embarcar na onda “populista” ou falsamente moralista de transformar vítimas em culpados, de aceitar que “vivemos acima das nossas possibilidades”, de aceitar que os desafortunados, os “coitados”, os indigentes e os párias da sociedade sejam os responsáveis pela deterioração das relações sociais entre cumpridores e inconsequentes e, em concreto, pela degradação dos salários e pensões dos contribuintes da segurança social. Enquanto nos digladiamos por migalhas, colocando trabalhadores contra subsídio-desempregados, contribuintes da segurança social contra beneficiários do RSI e agora até utentes do SNS contra doentes com baixa médica, os poderosos vão tocando a sua vidinha sem grandes sobressaltos.
É verdade que o RSI, ao contrário do subsídio de desemprego, é uma prestação não contributiva, pelo que pode ter um entendimento mais assistencialista, mas trata-se apenas dum mecanismo que visa fazer uma descriminação positiva e garantir o mínimo de condições económicas a indivíduos que se encontram em situação muito precária, abaixo do limiar da pobreza, que tem de ser provada e que só é concedido mediante contrato de inserção. É verdade que existem exceções, parasitismos e abusos que tem de ser minimizados e combatidos, mas isso não impede que a sociedade, de forma solidária e até para sua própria segurança e bem-estar, encontre e dê respostas a estas situações de fragilidade social ampliadas pelo fenómeno do desemprego e do crescente empobrecimento dos portugueses.
Haverá beneficiários do RSI que resultam da imigração de cidadãos de outras paragens, mas se a sua situação for legal estarão em pé de igualdade com os naturais, e se foram bons para serem contratados como mão-de-obra barata em tempo de vacas gordas, não é justo descriminá-los agora, ainda para mais sendo Portugal um país de emigrantes. Os baixos salários e a elevada carga fiscal, que continua crescendo e de que maneira, abrem caminho e são um convite à economia paralela, que é alimentada tanto por prestadores de serviços como pelos seus receptores, mas, mais uma vez, é mais fácil culpar os desgraçados que lutam pela sobrevivência em detrimento de quem beneficia dessa ilegalidade. As regras de atribuição do RSI parecem-me claras e justas, a fiscalização das infrações compete à Segurança Social, se por alguma razão não é suficientemente eficaz e não deteta situações de incumprimento, que, insisto, serão excecionais e não generalizadas, então o problema é da fiscalização e não dos beneficiários.
Eu sou um utópico, mas é o sonho que comanda a vida! Acredito na solidariedade mesmo no nosso tipo de sociedade e ela até é real e em alguns aspetos estão mesmo definidos como regras. Elas efetivamente suavizam os problemas sociais advindos das politicas dos governos que tem fustigado o nosso país. Sem essas almofadas, muita gente estaria na completa miséria, na mendicidade. A minha utopia, não vai ao ponto de acreditar que estejam identificados os problemas que nos trouxeram até aqui e muito menos que o "ajustamento" em curso resolva alguma coisa, antes pelo contrário. Todas as medidas e a sua implementação, nomeadamente as execuções orçamentas e previsões tem falhado e se revelado inatingíveis.
Não me incomoda particularmente nem tenho inveja destes cidadãos “beneficiários”, incomoda-me muito mais e estou certo que pesa também muito mais no bolso dos contribuintes, o financiamento de outras situações como a teimosia de Passos Coelho na receita da Troika, o BPN, as PPP’s e as reformas e subvenções milionárias autoatribuídas por detentores de cargos políticos e de administração, que se cruzam e revezam de forma promíscua e altamente delapidadora do erário público.
Para concluir, os dados estatísticos oficiais revelam que 40% dos beneficiários tem menos de 18 anos, 65 % são do sexo feminino e 60% não são população ativa, que a prestação média individual é de +/- 90€ e por família de 230€, quando o valor estabelecido como limiar da pobreza é de 360€ e o orçamento do RSI representa 2,5% do orçamento da Segurança Social.
domingo, outubro 14, 2012
O voto é uma arma, um direito ou um dever?
No nosso sistema é um direito, que é um dever cívico e uma
arma sem direito a licença de uso. Direito porque foi conquistado, tornando-se
um dever cívico de direito e uma arma que tens o direito de usar, até para
virar contra ti.
Votar em branco é não querer se comprometer, abster-se ou
votar nulo é não querer nenhuma das opções, já escolher uma delas é
compartilhar as propostas, ideias e ideais que te fazem e tornar-se seu
cúmplice, votar na simples alternância, sem que isso tenha uma alternativa
associada, é usar a arma para dar tiros de pólvora seca.
Ninguém deve votar por pressão, medo ou cobardia (atenção
que cobardia é a mãe do medo), pode-se tentar escolher o menos pior, mas
lembrem-se sempre que o voto é a legitimação do eleito, que, na democracia representativa,
se apropria dos teus direitos e te aponta a arma do cumprimento dos deveres
que, do alto do seu pedestal, te resolve impor.
Votar bem, consciente e com coragem de romper com o “status
quo”, vale a pena se isso implicar, não uma alternância, mas uma alternativa
credível de ganhos de garantias e direitos. Eu vou votar, mas como diz o outro
“se eleições resolvessem alguma coisa, eram proibidas”. Alternância para mim é
muito pouco, tenho de fazer também um vigoroso protesto. Assim, sei que não me
sai o tiro pela culatra.
segunda-feira, outubro 08, 2012
sexta-feira, setembro 28, 2012
18 Meses de Passos Coelho, a TSU e o défice…
Baixar a TSU 4% para
as empresas... Não é
oportuno!
Em vez disso trabalhar
mais ½ hora por dia... Não
resolve!
Então vamos acabar
com 2 feriados civis e 2 religiosos... Não chega!
Corta os subsídios
aos funcionários públicos e reformados… É inconstitucional!
O trabalhador paga
mais 7% de TSU no lugar do patrão... NÃO!, grita toda a gente.
PÁRA TUDO…
Baralha e começa de novo…
PÁRA TUDO…
Baralha e começa de novo…
QUE SE LIXEM AS EMPRESAS!
Agora temos é que
cumprir o DÉFICE!
Aumentar o IRS 7% ou tirar um subsídio a toda a gente, CLARO!
Aumentar o IRS 7% ou tirar um subsídio a toda a gente, CLARO!
E já que estamos com a mão na massa aumentamos os impostos todos.
quarta-feira, setembro 26, 2012
Seja em Portugal, Espanha ou Grécia
A polícia é treinada física e
psicologicamente para defender a “ordem estabelecida” e responder
repressivamente contra quem se revolte. O grau de violência da repressão é
sempre considerado adequado pelas autoridades, desde que cumpra o objectivo de
garantir a segurança e as políticas do poder instituído e mantenha o povo
amedrontado e submisso. Os episódios de violência policial, não são esporádicos
nem simples excessos de zelo, fazem parte da estratégia autoritária dos
governos.
Se assistimos a cenas de policiais, equipados e
armados até aos dentes, a desancar em manifestantes indefesos é porque foram
mandados, não passam de marionetas instrumentalizadas, apesar de acharem que
são umas “autoridades”. Quem puxa os cordelinhos é o governo e a cadeia de comando.
segunda-feira, setembro 03, 2012
Falta de trabalho? Ou falta de visão?
Vivemos hoje uma realidade completamente distinta e
desligada dos conceitos e dos paradigmas em que se baseava a Revolução
Industrial. Apesar disso, continuam sendo dadas as mesmas respostas para os
novos problemas com que a sociedade se defronta, insistindo nos mesmos sistemas
políticos e modelos económicos, que nunca vão resolver problemas como o
desemprego, a justiça social e as desigualdades. Já entrámos noutro modelo de
sociedade mas as pessoas continuam a guiar-se por valores e padrões do modelo
de sociedade anterior. Eu dou vários exemplos, os Bancos ainda há 30 anos
tinham 30 ou 40 funcionários em cada agência. Para efectuarem o mesmo trabalho
hoje necessitam de 3 ou 4 pessoas. Outro exemplo, qualquer grande obra, uma
doca ou uma estrada, empregavam centenas de pessoas. Hoje para fazerem o mesmo
trabalho, basta meia dúzia de máquinas, cada qual com um único operador. Mas as
pessoas continuam a reclamar por trabalho, ou melhor por emprego, não sabendo
que essa sociedade não vai mais existir (a não ser que voltássemos para trás,
destruído toda a tecnologia). O emprego vai ser cada vez mais escasso e
portanto, tem de se olhar para as problemáticas que colocam a nova sociedade e
o grande problema não vai ser, o que produzir e como produzir, mas sim como organizar
o trabalho, como garantir produções sustentáveis e como dividir a riqueza
criada. Ora tudo isto obriga a uma revolução de mentalidades que as pessoas não
estão preparadas, nem os políticos do mundo inteiro estão interessados em falar
destes assuntos às pessoas (é mais fácil inventar crises, abrir falências,
manter elevados níveis de desemprego e enterrar a cabeça na areia). Eu estou
preparado para aceitar essa nova sociedade que nem sei como se irá chamar, mas
será uma sociedade de certeza mais fraterna, solidária e respeitadora da
natureza humana.
quinta-feira, agosto 16, 2012
Eu estou de acordo com Onofre Varela
… O fenómeno religioso, embora me interesse culturalmente,
nunca constituiu matéria de extrema importância para a minha vida. Não é daí
que eu tiro o meu sustento, apesar de me sentir bem lendo, pensando e
escrevendo sobre o tema, e sempre fui muito passivo perante as religiões e as
opiniões dos religiosos. Só me afirmei ateu, convicta e conscientemente, quanto
já contava mais de 40 anos de idade. Mantenho-me tolerante, mas, às vezes
(muito raramente), “salta-me a tampa”! Não sou santo e já não tenho idade nem
paciência para aturar insolentes.
Hoje, perante o facto de um licenciado (médico, por exemplo)
encarar o conceito de Deus com a mesma religiosidade demonstrada por um
servente de pedreiro analfabeto, continuo a interrogar-me: Será que o
licenciado não aprendeu nada, ou o analfabeto sabe muito?!…
Na verdade, crença e conhecimento (crer e saber) são
matérias que não cabem no mesmo saco. São como água e azeite. Não se misturam
nem têm índole semelhante. São, até, antagónicas, como o são os polos
magnéticos. Repelem-se. Mas a primeira pode encontrar-se em cabeças recheadas
com a segunda… quando se bebe da taça religiosa até ao fim, em catequeses e
missas, na meninice!
Espanto-me com a recusa, ou incapacidade, que esse indivíduo
intelectualmente superior tem, de apartar o mito do real! Acaba por fazer uma
salada com ingredientes que não ligam! O resultado dessa experiência culinária, só pode ser…uma estupidificante diarreia mental!…
… Obviamente (porque, realmente, não sou antropólogo, e não
obstante a minha tolerância) não me coíbo de criticar costumes da Igreja, e de
seitas religiosas que nascem como cogumelos em estrumeira para explorarem o
sentido religioso dos mais despossuídos de tudo: de dinheiro, de sentido
crítico, de qualidade de pensamento e de vida… e do resto.
Exploração que confirma o facto de Deus ser a pior invenção
do Homem, porque tem, na subtil clonação das mentes, um dos aproveitamentos
mais maldosos das religiões, criando “batalhões” que se servem de Deus para
explorarem, chularem, sugarem e vigarizarem os crentes, que são, sempre, as
vítimas culturalmente mais indefesas…
E isso devia constituir crime.
Onofre Varela
terça-feira, julho 24, 2012
Começa com o baptismo e vai por aí fora...
O maior crime lesa-consciência perpetrado sobre crianças
pela humanidade é da responsabilidade das religiões e das famílias. Tudo por
TEMOR, é a cultura do medo e da cobardia que tanto jeito dá aos poderosos.
domingo, julho 22, 2012
sábado, julho 07, 2012
E agora?
O TC declarou inconstitucional o corte dos subsídios.
O Governo vai fazer o que sempre tem feito, aumentar e alargar a incidência dos impostos sobre o rendimento do trabalho, o consumo e a pequena propriedade. É o mais fácil e tem um efeito imediato, mas, como a realidade mostra, é um erro de palmatória, pois tem um efeito completamente destruidor da economia, do emprego e do estado social. No lugar de devolver os subsídios aos funcionários públicos vai alargar o confisco à generalidade dos trabalhadores.
Não precisa ser economista para perceber que a receita fiscal só cresce se for alargada a BASE de incidência dos impostos, ou seja sobre melhores salários, sobre um consumo sustentado que faça funcionar a economia e sobre uma propriedade que não corra o risco de ser penhorada por falta de pagamento. Esta solução é viável se o estado apontar baterias para os verdadeiros detentores da riqueza e corrigir os contratos milionários cozinhados por governantes que saltam para os conselhos de administração e destes para o Governo, uma autentica promiscuidade que atinge também o poder judicial que é constituído por indicação partidária.
Não é à toa que nos vão entretendo com novelas do tipo Sócrates e Relvas, que criam situações de colocar desempregados contra beneficiários do RSI e funcionários públicos contra trabalhadores da iniciativa privada. Enquanto nos travamos de razões, eles vão-nos limpando o sebo.
O Governo e a classe que representa sabem muito bem salvar os seus interesses, ora criando legislação que os protege, ora isentando de imposto os seus rendimentos prediais e de capital ou ainda fazendo negócios milionários entre si, de tal modo armadilhados que se revelam impossíveis de denunciar.
Vivemos num regime em que são os pobres e os trabalhadores que sustentam os mais ricos. E não serve de nada esperar por eleições para alterar a situação, os que entram são iguais aos que saem. Isto está transformado numa República das Bananas e só se resolve com uma limpeza geral.
Não precisa ser economista para perceber que a receita fiscal só cresce se for alargada a BASE de incidência dos impostos, ou seja sobre melhores salários, sobre um consumo sustentado que faça funcionar a economia e sobre uma propriedade que não corra o risco de ser penhorada por falta de pagamento. Esta solução é viável se o estado apontar baterias para os verdadeiros detentores da riqueza e corrigir os contratos milionários cozinhados por governantes que saltam para os conselhos de administração e destes para o Governo, uma autentica promiscuidade que atinge também o poder judicial que é constituído por indicação partidária.
Não é à toa que nos vão entretendo com novelas do tipo Sócrates e Relvas, que criam situações de colocar desempregados contra beneficiários do RSI e funcionários públicos contra trabalhadores da iniciativa privada. Enquanto nos travamos de razões, eles vão-nos limpando o sebo.
O Governo e a classe que representa sabem muito bem salvar os seus interesses, ora criando legislação que os protege, ora isentando de imposto os seus rendimentos prediais e de capital ou ainda fazendo negócios milionários entre si, de tal modo armadilhados que se revelam impossíveis de denunciar.
Vivemos num regime em que são os pobres e os trabalhadores que sustentam os mais ricos. E não serve de nada esperar por eleições para alterar a situação, os que entram são iguais aos que saem. Isto está transformado numa República das Bananas e só se resolve com uma limpeza geral.
quinta-feira, julho 05, 2012
sábado, junho 16, 2012
O trabalho não protege as pessoas da pobreza
O
trabalho deixou de constituir uma protecção contra a pobreza, tendo-se
transformado num mecanismo de aprofundamento das desigualdades sociais". A
prova disto, sustenta o sociólogo Agostinho Rodrigues Silvestre, é que 12% dos
trabalhadores portugueses viviam abaixo do limiar de pobreza em 2010.
"O desemprego em Portugal cresceu de uma forma consistente entre 2000 e 2010, ou seja, numa década passou de 4% para 11% e o que a crise veio fazer foi apenas agudizar essa tendência", observa. "O que isto nos mostra é que o modo como as sociedades se organizaram a partir da revolução industrial, mas sobretudo a partir da II Guerra Mundial - em que o trabalho se consolidou como princípio organizador da vida individual e colectiva e foi proclamado como referência identitária e medida das permutas sociais - vai ter que sofrer uma profunda transformação".
Dito
doutro modo, a subsistência dos indivíduos terá que ser desligada do trabalho.
"O próprio sistema de protecção social está muito ligado à posição que o
indivíduo ocupa no sistema produtivo e a ideia que tem vindo a ganhar
consistência, nalguns movimentos intelectuais e nalgumas linhas de
investigação, é que esta lógica terá que ser substituída por aquilo a que se
tem chamado rendimento médio de cidadania, a atribuir a cada cidadão
independentemente da posição que este ocupa no sistema produtivo".
De
onde viria o dinheiro? "Por via de uma reformulação total do sistema de
Segurança Social, isto é, pela canalização dos recursos afectos a abonos de
família, reformas, etecetera, para esse rendimento médio. É uma ideia polémica,
mas há cálculos que demonstram que 80% do que se gasta hoje com essa
proliferação de apoios chegariam para pagar a todos os cidadãos com mais de 18
anos esse rendimento médio, cujo valor teria que ser discutido, não ao nível de
Portugal ou Espanha, mas de toda a Europa e até do mundo ocidental",
admite o sociólogo.
Considera
que, independentemente do que vier a seguir, o que o Estado não pode, numa
altura em que a precariedade laboral se generalizou, é continuar a atirar o
ónus do desemprego para as costas dos cidadãos: "O Estado põe no indivíduo
a responsabilidade de procurar emprego, o que, numa altura em que o trabalho
entrou em desordem mas continua a habitar a ordem social, pode significar forçar
os cidadãos a procurar uma coisa que não existe".
quinta-feira, maio 24, 2012
Por que razão, os partidos capitalistas conseguem a maioria nas sondagens?!
Depois de dez anos de políticas de austeridade e anti-laborais, particularmente agravadas pelos dois últimos governos PS e agora PSD/CDS/UE/FMI, com o desemprego real a atingir 1300000 pessoas, com tendência para continuar a aumentar segundo as declarações do próprio governo capitalista, com todas as consequências sociais que daí derivam, as últimas sondagens divulgadas continuam a dar a estes partidos capitalistas uma maioria confortável.
Pelas mesmas políticas reacionárias o povo grego penalizou e colocou estes partidos em minoria nas últimas eleições, como resultado e efeito prático que a radicalização que implementou à sua luta contra as medidas de austeridade e anti-laborais e contra o pagamento da crise económica capitalista.
Por que razão o mesmo não sucede em Portugal? Será porque o movimento laboral e popular está na disposição de se sujeitar a mais medidas de austeridade e a mais sacrifícios sociais em prol dos interesses da burguesia financeira e capitalista e como tal inteiramente responsável por esta situação?
Ou esta situação está diretamente relacionada com as políticas de conciliação e colaboração levadas a cabo durante anos pelas estruturas sindicais, no qual o último "acordo" promovido entre a UG"T" e Governo é bem significativo?
Se em Portugal, a exemplo da Grécia houvesse um amplo esclarecimento sobre a gravidade e as consequências que esta crise económica acarreta para os trabalhadores e para os mais pobres e se, se mobilizasse e radicalizasse as formas de luta, contra a política reacionária de recuperação capitalista, em vez de se defender a "renegociação" da dívida, com o objectivo claro não de a combater, mas de suavizar as medidas de austeridade e a agudização dos conflitos sociais, ou apelar-se ao "aumento da produção" que na prática implica um maior grau de exploração sobre os trabalhadores e ajudar a burguesia a sair da crise em que está atolada, como o fazem os partidos ditos de “esquerda”, a CGTP e a UG"T", posições essas que não diferem daquilo que o PS/PSD/CDS defendem, será que o povo português, particularmente os trabalhadores não tinham uma atitude diferente e mais combativa face a estes partidos e à ofensiva capitalista?
As lutas GANHAM-SE LUTANDO, não levando ao colo quem nos suga o sangue!
daqui
As lutas GANHAM-SE LUTANDO, não levando ao colo quem nos suga o sangue!
daqui
sexta-feira, maio 11, 2012
A Democracia e o seu arremedo
Quando as pessoas dizem ou pensam que vivem em democracia,
quando dizem que em ditadura é que as manifestações são proibidas e reprimidas
e somente lamentam os acontecimentos ou se indignam com o governo sem
entenderem o seu real significado quando protestam e levam cargas policiais. Elas
não sabem, não entendem ou esqueceram, que o poder está nas mãos de uma classe
e que ela oprime as restantes. Que não há, mas nunca, neste quadro social,
qualquer tipo de liberdade ou de democracia, são só concessões temporárias. Dai
a sua ingenuidade política, pelo facto de ainda não terem entendido isto.
A política e a democracia são muito mais do que se possa
imaginar. Não existe democracia alguma na nossa sociedade. Nem há uma
perspectiva de mudança, ou uma oportunidade para melhorar a sociedade ou as
condições de vida das pessoas só porque existem partidos e eleições, ou porque
nos deixam falar, ou porque nos permitem a "liberdade" de nos
manifestarmos, isso não é e nem significa democracia.
Tudo isso é uma fachada. O essencial está salvaguardado e
enquanto o estiver, ou seja, o poder nas mãos da classe dominante, o jogo vai-se
jogando. Mas este “jogo” está viciado à partida, porque eles, a classe
dominante, neste jogo do monopólio, do Carnaval Eleitoral e “democrático”,
estão com a "banca", a policia e as forças armadas nas suas mãos e
subvertem o jogo, quando eles entenderem e sempre que o entendam.
Toda a governação, todo o governo feito mandante de todos,
defende apenas e somente o mais importante, os privilégios de classe, a
manutenção do poder nas mãos do capitalismo. Por isso é normal esta atuação.
Não a vermos assim é sermos ingénuos demais.
Entenda-se que democracia e legalidade não é podermos
manifestar-nos, isso é um direito, direito que foi conquistado. Ainda que a classe
dominante diga respeitar a "legalidade" manifestação, isso é uma
falsidade. Ela apenas concede, por enquanto, esta aparente liberdade e aparente
legalidade, que mais deve ser um direito, de nos manifestarmos, porque ainda
não tem a força e o total da opinião pública da parte dela, apesar de intensas campanhas de estupidificação nas TVs. No dia que a tenha
tudo muda de figura. Deixa de haver legalidade, ou direitos, ou o que quer que
seja de espécie alguma. O que temos é uma determinada conjectura, o que vivemos
é um quadro conjectural temporário.
Em última análise, a história dar-nos-á a vitória, porque
não se pode contrariar a roda da história. A missão do inimigo é fazer com que
ela ande o menos rápida possível. A nossa missão é fazer o contrário. Podemos
perder esta batalha não a vitória final do avanço da história. A luta pela DEMOCRACIA
efetiva ainda só agora começou! A luta, pode
ser bem mais dura e mais prolongada. Deixem-se de ilusões e de ingenuidades!
terça-feira, maio 01, 2012
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