sábado, maio 01, 2010
sexta-feira, abril 30, 2010
domingo, abril 25, 2010
25 de Abril Sempre!
segunda-feira, abril 12, 2010
Dividir para reinar ou "o Rei vai nu"

Passos Coelho virou as baterias contra os pobres e os desempregados. As crises sempre ajudaram a convencer quem nada tem que a culpa é do seu vizinho. E que cada direito conquistado no século passado não passa de um privilégio.
No momento em que vamos sabendo quanto ganham em prémios, em plena crise, gestores de topo de empresas participadas pelo Estado, Passos Coelho virou as suas baterias contra aqueles que, invariavelmente, são tratados como parasitas: os que menos têm. É natural que assim seja: pôr na ordem os rendimentos de António Mexia é bem mais difícil e arriscado do tratar os desempregados como suspeitos.
Passos Coelho não precisou de mais do que 15 dias para usar a mais fácil das receitas: alimentar o ressentimento contra as principais vítimas da crise. No Congresso do PSD, onde se juntaram tantos candidatos a boys ansiosos pelo regresso do poder, explicou que aqueles que recebem subsídios têm de retribuir com trabalho para comunidade (ONG's, juntas de freguesia, etc).
Vou tentar explicar isto devagarinho: aqueles que recebem, por exemplo, o subsídio de desemprego são os mesmos que pagaram as suas prestações à segurança social. Eles deram a sua parte. O que recebem não é nem uma esmola nem um favor. É um direito. Um direito pelo qual pagaram ao longo dos seus anos de trabalho e descontos. O dinheiro não é nem de Sócrates, nem de Passos Coelho, nem das juntas de freguesia ou ONG's onde os querem pôr de castigo. É deles. Foi pago por eles. Eles são a sociedade que deu e que agora recebe. Que foi solidária e que agora precisa da solidariedade. Não são criminosos condenados a "trabalho para a comunidade".
Há uns dias, num desses fora televisivos em que os cidadãos dizem de sua justiça, um desempregado gritava contra os privilégios dos funcionários públicos que "não sabem o que é trabalhar". Uns minutos depois, um funcionário público, irado, perguntava ser seria justo que um desempregado, "que está em casa sem fazer nada", recebesse os mesmos 600 euros que ele, que todos os dias tem de fazer pela vida.
É assim que estes senhores, de Paulo Portas a Pedro Passos Coelho, querem os cidadãos: a esgatanharem-se pelas migalhas que sobram. Convencidos que a culpa da sua miséria é do miserável que mora ao lado. E um dia destes, convencidos que culpa da sua miséria é deles próprios.
Assim, entretidos uns com outros, não põem em causa os fundamentos da desigualdade social neste país. Assim, espalhando as culpas pelas aldeias, estaremos todos dispostos a exigir menos. A olhar para os direitos que demorámos décadas a conquistar como privilégios. Prontos para sermos aliados de quem quer destruir esses direitos em vez de lutarmos pelos nossos.
Por mim, sei o que a história nos ensinou: que dividir para reinar sempre foi a melhor estratégia. E que a ela só se resiste percebendo que aqueles que vivem do seu trabalho só têm uma força que os salve: a que toma cada ataque a um direito de alguém da sua condição como um ataque a si próprio.
A função do discurso contra os supostos "direitos adquiridos" (que se deviam chamar "direitos conquistados") é simples: transportar o trabalhador de novo para o século XIX. Mas talvez quando voltarmos todos a trabalhar à jorna e nada nos segurar no desespero do desemprego voltemos a perceber quem são realmente os privilegiados.
domingo, abril 04, 2010
Eles comem tudo...

domingo, fevereiro 28, 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Este é o meu Candidato
Espero que os Portugueses saibam distinguir o Carácter e a Generosidade da prosápia e dos jogos de interesse que nos vem corroendo a democracia desde há 3o anos. sexta-feira, janeiro 15, 2010
A domesticação da vida

segunda-feira, janeiro 04, 2010
Ir para o desemprego ou abolir o trabalho?

O trabalho ridiculariza a liberdade. A versão oficial é que todos temos direitos e vivemos numa democracia. Outros desafortunados que não são livres como nós têm que viver em Estados policiais. Tais vítimas obedecem a ordens, por mais arbitrárias que sejam, ou sofrem as consequências. As autoridades mantêm-nas sob vigilância regular. Burocratas do Estado controlam até os menores detalhes do dia-a-dia. Os funcionários que as oprimem respondem apenas aos seus superiores públicos ou particulares. De qualquer forma, a discordância e a desobediência são punidas. Informadores relatam tudo regularmente às autoridades. Tudo isso deve ser muito mau.E é mesmo, embora não seja nada mais do que uma descrição do local de trabalho contemporâneo.
Os liberais, conservadores e "libertários" que se lamentam pelo totalitarismo são fingidos e hipócritas. Há mais liberdade em qualquer ditadura moderadamente "desestalinizada" do que num local de trabalho americano normal. Um trabalhador é um escravo moderno. O chefe diz quando deve chegar, quando deve ir embora e o que deve fazer durante a jornada. Ele diz quanto trabalho alguém deve fazer, e com que rapidez. Tem liberdade para levar o seu controle a extremos humilhantes, regulamentando, se assim desejar, o que alguém deve vestir ou com que frequência deve ir ao WC. Com poucas excepções, pode demitir alguém por qualquer motivo, ou sem motivo. Põe dedos-duros para espionar as pessoas e acumula um dossier para cada empregado. Retrucar é chamado de "insubordinação", como se o trabalhador fosse uma criança malcriada, e não só leva à demissão da pessoa, como também impede que ela obtenha um subsídio de desemprego.
Pode dizer-se: és o que fazes. Se fazes um trabalho bruto, chato, idiota ou monótono..., desperta. O trabalho é uma explicação muito melhor para a crescente cretinização que nos cerca do que até mesmo mecanismos claramente imbecilizadores como a televisão e a educação. Pessoas que são arregimentadas por toda a vida, entregues ao trabalho pela escola e delimitadas pela família no início e pelo asilo no fim, estão acostumadas à hierarquia e escravizadas psicologicamente. A preparação para a obediência no trabalho contamina as famílias que elas criam, gerando assim outras formas de reprodução do sistema, e contamina igualmente a política, a cultura e tudo o mais, quando se drena a vitalidade das pessoas no trabalho, elas ficam predispostas a se submeter à hierarquia e à especialização em tudo. Estão educadas para isso.
Vamos fingir por um momento que o trabalho não transforma as pessoas em submissos estupidificados. Vamos fingir, desafiando qualquer psicologia plausível e a ideologia de seus propagadores, que ele não tem efeito algum na formação do carácter. E vamos fingir que o trabalho não é chato, cansativo e humilhante como todos de fato sabemos que é. Mesmo assim, o trabalho ainda seria um insulto a todas as aspirações humanistas e democráticas, apenas porque usurpa tanto de nosso tempo.
Sócrates (o outro) dizia que trabalhadores braçais são maus amigos e maus cidadãos porque não tem tempo de cumprir as responsabilidades da amizade e da cidadania. Ele tinha razão. Por causa do trabalho, não importa o que estejamos fazendo, estamos sempre olhando para o relógio. O tempo livre é dedicado principalmente a se preparar para o trabalho. Cícero disse que "quem troca a sua força de trabalho por dinheiro vende-se e coloca-se na classe dos escravos".
De fato, trabalho é extermínio em massa ou genocídio. Directa ou indirectamente, o trabalho vai matar a maioria das pessoas que lêem estas palavras. No trabalho, milhões ficam inválidos ou feridos por ano. Mesmo que não morra ou fique aleijado enquanto trabalha, isso pode muito bem acontecer enquanto vai para o trabalho, volta do trabalho, procura trabalho ou tenta esquecer o trabalho. A grande maioria das vítimas dos desastres de automóvel tem um acidente enquanto cumpre uma das actividades impostas pelo trabalho, ou então é morta por alguém que desempenha uma delas. A essa contagem adicional de mortos devem ser somados as vítimas de doenças profissionais, da poluição da industria, do alcoolismo e da dependência de drogas induzidos pelo trabalho. O trabalho, portanto, institucionaliza o homicídio como um meio de vida.
O que se disse até agora não deveria causar controvérsias. Muitos trabalhadores estão fartos do trabalho. Há índices altos e crescentes de faltas, rotatividade, baixas fraudulentas, greves e absentismo no trabalho. E, no entanto, a sensação que prevalece, universal entre chefes e seus agentes e também difundida entre os próprios trabalhadores, é que o trabalho é inevitável e necessário.
Podemos discordar. É possível abolir o trabalho e substituí-lo, nos casos em que ele tem finalidades úteis, por uma variedade de novos tipos de actividades livres. Abolir o trabalho requer atacá-lo em duas frentes, a quantitativa e a qualitativa. Por um lado, o lado quantitativo, precisamos cortar de forma maciça a quantidade de trabalho que está sendo feito. Actualmente, a maior parte do trabalho é inútil ou coisa pior, e deveríamos simplesmente acabar com ela. Por outro lado - e acho que essa é a parte crucial e a novidade revolucionária -, precisamos pegar o trabalho que permanece útil e transformá-lo numa variedade de passatempos lúdicos e artesanais, indistinguíveis de outros passatempos prazeirosos excepto pelo fato de que resultam em produtos finais úteis. Certamente isso não os deveria tornar menos atraentes. Aí, todas as barreiras artificiais do poder e da propriedade poderiam cair. A criação poderia tornar-se recreação. E todos poderíamos parar de sentir medo um dos outros.
domingo, dezembro 27, 2009
Utopia vs Real

Vídeo 1
Vídeo 2
Vídeo 3
Vídeo 4
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Aminetu Haidar a caminho de casa

sábado, dezembro 12, 2009
terça-feira, dezembro 08, 2009
terça-feira, dezembro 01, 2009
Porreiro pá!
quarta-feira, novembro 25, 2009
domingo, novembro 22, 2009
sábado, novembro 21, 2009
sexta-feira, novembro 13, 2009
Escutas...

1) Presidente da República - fez uma declaração ao País por um seu assessor temer estar sob escuta;
2) Presidente da Assembleia da República - declarou nos Gato Fedorento que gosta de ser escutado;
3) Primeiro-Ministro - quer saber durante quanto tempo foi escutado;
4) Presidente do Supremo Tribunal de Justiça - anulou as escutas em que intreveio 3);
5) Presidente do Tribunal de Contas - não foram escutados os seus avisos e, assim, recusou um visto prévio;
6) Antigos Presidentes da República - um não se cala, outro não se percebe;
7) Ministros - estão a aprender a escutar os sindicatos;
8) Presidente ou secretário-geral do maior partido da oposição - leva ao Parlamento o que se escuta nos cafés do País;
9) Vice-presidentes da Assembleia da República e presidentes dos grupos parlamentares - escutaram 3) dizer que não sabia nada sobre o negócio da Prisa;
10) Procurador-Geral da República - garante que não há mal-estar com 4) por causa das escutas a 3);
segunda-feira, novembro 09, 2009
Há 20 anos, em directo e a cores
A muralha começou a ser construída em 2002, durante o governo do ex-primeiro ministro israelita Ariel Sharon, com a justificação de evitar a entrada de terroristas em Israel. O Tribunal Penal Internacional declarou-a ilegal em 2004, pois ela corta terras palestinianas e isola cerca de 450 mil pessoas. De acordo com dados de Abril de 2006 fornecidos por Israel, a extensão total da barreira é de 721 km, dos quais 58,04% estão construídos, 8,96% em construção e 33% por construir.
Às vésperas do aniversário da queda do Muro de Berlim, jovens palestinianos derrubaram na sexta-feira passada uma parte da construção na cidade árabe de Naalin e foram repreendidos por militares israelitas com bombas de gás lacrimogéneo. “Não importa o quão alto sejam, todos os muros cairão”, proclamava um cartaz colocado na estrutura pelos jovens.
domingo, novembro 01, 2009
A CGTP-IN lança abaixo-assinado
O desemprego é o problema mais grave que estamos a enfrentar, dado não haver a criação de emprego necessário e tão prometido pelo Governo do PS, com cada vez mais trabalhadores desempregados de longa duração sem protecção social, porque entretanto já esgotaram o subsidio de desemprego e o subsídio social de desemprego, correndo o risco de pobreza.
Milhares de jovens precários, por terem contratos de pequena duração, não lhes permite obter o período de garantia nem sequer para ter acesso ao subsídio social de desemprego e há ainda a juntar os milhares de jovens que também não têm esta prestação por serem prestadores de serviços, os chamados “falsos recibos verdes”.
A CGTP-IN tem vindo a reivindicar e considera cada vez mais premente as alterações nesta prestação social, adequando-a aos riscos sociais que estão a ocorrer, propondo assim o prolongamento do subsídio social de desemprego durante todo o período de recessão, assim como a redução dos períodos de garantia e a majoração da protecção do desemprego e das prestações familiares quando há mais que um desempregado no mesmo agregado.
A petição também reclama a alteração urgente das regras de actualização das pensões, dado que os factores que intervêm nesta regra condicionam os aumentos do próximo ano. Por outro lado, as pensões dos reformados e aposentados acima das mínimas desde 2001, perderam em média 5% do seu poder de compra. E as pensões mínimas apenas têm mantido ultimamente o poder de compra; Sócrates, com estas regras, interrompeu o ciclo da dignificação das pensões mínimas que foi importantíssimo, para elevar o poder de compra das mesmas.
A petição reclama ainda a revogação do factor de sustentabilidade que tem reduzido ainda mais as pensões, para quem se reformou depois de 1 de Janeiro de 2008.

