
Durante muito tempo o socialismo e o ecologismo andaram de costas voltadas. Por um lado, a esquerda demorou a incorporar os novos desafios colocados face à catástrofe ecológica provocada pelo sistema capitalista. Por outro lado, os movimentos ecologistas foram dominados por um pensamento anti-político, como se a “causa verde” estivesse acima da tradicional divisão esquerda-direita. Felizmente, esta situação está a mudar, mas ainda há um longo caminho a percorrer.
A ideia principal do socialismo ecológico, ou do eco-socialismo, foi formulada por James O’Connor: à contradição apontada por Marx entre forças de produção e relações de produção há que acrescentar uma outra entre forças de produção e condições de produção. A primeira contradição do sistema capitalista implica que à acumulação de capital privado subjaz a redução do poder de compra dos pobres. As desigualdades sociais criadas acabam por minar o próprio mercado e teremos uma cada vez maior dificuldade em escoar a crescente produção. A segunda contradição reside no facto de o aumento da produção causar o esgotamento dos recursos disponíveis. O dilema clássico da economia de mercado – satisfazer necessidades ilimitadas com recursos limitados – torna-se, assim, cada vez mais preponderante.
Ambas as contradições foram parcialmente solucionadas pelo imperialismo. O colonialismo deu à burguesia europeia a possibilidade de encontrar novos mercados, além de permitir a redução dos custos de produção pela incorporação de mão-de-obra escrava. O neo-colonialismo refinou este processo ao ponto de anunciar medidas anti-desenvolvimentistas do FMI e do Banco Mundial como sendo parte da ajuda externa, legitimando simultaneamente a exportação da degradação ambiental. Um bom exemplo é o caso do México que exporta petróleo a preços baixos para os EUA para amortizar uma dívida externa que nunca estará saldada, recebendo em troca milho transgénico. A colocação no mercado do milho importado leva, por sua vez, à ruína os camponeses mexicanos. A troca é, portanto, desigual quer do ponto de vista social, quer do ponto de ambiental.
A ideia principal do socialismo ecológico, ou do eco-socialismo, foi formulada por James O’Connor: à contradição apontada por Marx entre forças de produção e relações de produção há que acrescentar uma outra entre forças de produção e condições de produção. A primeira contradição do sistema capitalista implica que à acumulação de capital privado subjaz a redução do poder de compra dos pobres. As desigualdades sociais criadas acabam por minar o próprio mercado e teremos uma cada vez maior dificuldade em escoar a crescente produção. A segunda contradição reside no facto de o aumento da produção causar o esgotamento dos recursos disponíveis. O dilema clássico da economia de mercado – satisfazer necessidades ilimitadas com recursos limitados – torna-se, assim, cada vez mais preponderante.
Ambas as contradições foram parcialmente solucionadas pelo imperialismo. O colonialismo deu à burguesia europeia a possibilidade de encontrar novos mercados, além de permitir a redução dos custos de produção pela incorporação de mão-de-obra escrava. O neo-colonialismo refinou este processo ao ponto de anunciar medidas anti-desenvolvimentistas do FMI e do Banco Mundial como sendo parte da ajuda externa, legitimando simultaneamente a exportação da degradação ambiental. Um bom exemplo é o caso do México que exporta petróleo a preços baixos para os EUA para amortizar uma dívida externa que nunca estará saldada, recebendo em troca milho transgénico. A colocação no mercado do milho importado leva, por sua vez, à ruína os camponeses mexicanos. A troca é, portanto, desigual quer do ponto de vista social, quer do ponto de ambiental.




A precariedade invade todas as áreas da vida e é mais completa entre os mais novos: desempregados e contratados a prazo, bolseiros, estudantes-trabalhadores (já/ainda/quase), imigrantes, etc...

Uma das coisas que tenho visto é imensa gente que detesta o 25 de Abril muito preocupada com a falta de renovação das comemorações do 25 de Abril. E se a simbologia é importante em comemorações, gostava de ter visto Cavaco com um cravo ao peito. Não é obrigado, claro. Mas fico a imaginar que tipo de comemoração quer, em que o mais básico e consensual da simbologia da data o incomoda.










Os antigos, quando se referiam à loucura, usavam o termo “alienação mental”. O louco, segundo essa concepção, é alguém que deixou de pertencer a si mesmo, é um estranho perante si próprio.


Sempre fui de opinião que a exigência «ad aeternum» do pagamento do aluguer de um equipamento que serve para medir ou pesar o fornecimento de um bem era, por natureza, iníquo. É como ter de pagar indefinidamente o uso de um equipamento propriedade de terceiro ( que por este me é imposto) e que, embora tendo por fim a manutenção de uma «certa» proporcionalidade das contraprestações de um contrato de fornecimento de um bem, serve fundamentalmente o interesse do seu proprietário (o fornecedor desse bem). É como ter de pagar numa estação de serviço uma taxa autónoma (ainda que mínima) pela utilização da bomba abastecedora de combustível, ou da balança do vendedor num mercado.

O Paulinho, novamente, atrás daquela imagem trabalhada de respeitabilidade e de ridícula pose de politico sério e de grande estadista, não passa de um exímio cínico, o que não deixa de ser uma arte menor em pessoas como ele. E, em boa verdade, com mais ou menos estragos que ele possa fazer, o seu sucesso ou insucesso relativos não dependem só dele. Dependem, também, dos outros partidos e do governo. 






