
É bom atentar para o que o papa diz. Porta-voz de Deus na Terra, ele só pensa pensamentos divinos. Nós, homens tolos, gastamos o tempo pensando sobre coisas sem importância tais como o efeito estufa e a possibilidade do fim do mundo. O papa vai directo ao que é essencial: “O segundo casamento é uma praga!”
Os casamentos, o primeiro, o segundo, o terceiro, pertencem à ordem maldita, caída, praguejada, pós-paraíso. Nessa ordem não se pode confiar no amor. Por isso inventou-se o casamento, esse contrato de prestação de serviços entre marido e mulher. O casamento não é uma celebração do amor, é o estabelecimento de direitos e deveres. Até as relações sexuais são obrigações a ser cumpridas.
O papa está certo. O segundo casamento é uma praga. Eu, como já disse, acho que todos são uma praga. O símbolo dessa maldição está na palavra “conjugal”: do latim, “com”= junto e “jugus”= canga. Canga, aquela peça pesada de madeira que une dois bois. Eles não querem estar juntos. Mas a canga obriga-os, sob pena do ferrão…
Para haver segundo casamento, é preciso que o primeiro seja anulado pelo divórcio. Permitir o divórcio equivale a dizer: o sacramento é uma balela. Donde, a igreja é uma balela… Com o divórcio ela seria rebaixada do seu lugar infalível e passaria a ser apenas uma instituição falível entre outras. A igreja, sábia, tratou de livrar os seus funcionários da maldição do amor. Proibiu-os de se casarem.
Hoje, a questão que se põe é porquê manter um casamento contra a vontade de uma das partes, a necessidade do mútuo acordo. Se a vontade dos cônjuges é indispensável para originar o casamento, não se compreende que ele possa manter-se contra a vontade de uma das partes. Começa a não caber na cabeça das pessoas que seja necessário invocar a violação dos deveres para solicitar o divórcio.
Há já uma série de situações que desvalorizam o casamento como instituição. O único motivo que deve bastar para originar o divórcio é a vontade expressa de um dos cônjuges, ou dos dois, o casamento deve adaptar-se às mudanças sociais e ser entendido como "um encontro de duas liberdades".
Os casamentos, o primeiro, o segundo, o terceiro, pertencem à ordem maldita, caída, praguejada, pós-paraíso. Nessa ordem não se pode confiar no amor. Por isso inventou-se o casamento, esse contrato de prestação de serviços entre marido e mulher. O casamento não é uma celebração do amor, é o estabelecimento de direitos e deveres. Até as relações sexuais são obrigações a ser cumpridas.
O papa está certo. O segundo casamento é uma praga. Eu, como já disse, acho que todos são uma praga. O símbolo dessa maldição está na palavra “conjugal”: do latim, “com”= junto e “jugus”= canga. Canga, aquela peça pesada de madeira que une dois bois. Eles não querem estar juntos. Mas a canga obriga-os, sob pena do ferrão…
Para haver segundo casamento, é preciso que o primeiro seja anulado pelo divórcio. Permitir o divórcio equivale a dizer: o sacramento é uma balela. Donde, a igreja é uma balela… Com o divórcio ela seria rebaixada do seu lugar infalível e passaria a ser apenas uma instituição falível entre outras. A igreja, sábia, tratou de livrar os seus funcionários da maldição do amor. Proibiu-os de se casarem.
Hoje, a questão que se põe é porquê manter um casamento contra a vontade de uma das partes, a necessidade do mútuo acordo. Se a vontade dos cônjuges é indispensável para originar o casamento, não se compreende que ele possa manter-se contra a vontade de uma das partes. Começa a não caber na cabeça das pessoas que seja necessário invocar a violação dos deveres para solicitar o divórcio.
Há já uma série de situações que desvalorizam o casamento como instituição. O único motivo que deve bastar para originar o divórcio é a vontade expressa de um dos cônjuges, ou dos dois, o casamento deve adaptar-se às mudanças sociais e ser entendido como "um encontro de duas liberdades".

A precariedade invade todas as áreas da vida e é mais completa entre os mais novos: desempregados e contratados a prazo, bolseiros, estudantes-trabalhadores (já/ainda/quase), imigrantes, etc...

Uma das coisas que tenho visto é imensa gente que detesta o 25 de Abril muito preocupada com a falta de renovação das comemorações do 25 de Abril. E se a simbologia é importante em comemorações, gostava de ter visto Cavaco com um cravo ao peito. Não é obrigado, claro. Mas fico a imaginar que tipo de comemoração quer, em que o mais básico e consensual da simbologia da data o incomoda.










Os antigos, quando se referiam à loucura, usavam o termo “alienação mental”. O louco, segundo essa concepção, é alguém que deixou de pertencer a si mesmo, é um estranho perante si próprio.


Sempre fui de opinião que a exigência «ad aeternum» do pagamento do aluguer de um equipamento que serve para medir ou pesar o fornecimento de um bem era, por natureza, iníquo. É como ter de pagar indefinidamente o uso de um equipamento propriedade de terceiro ( que por este me é imposto) e que, embora tendo por fim a manutenção de uma «certa» proporcionalidade das contraprestações de um contrato de fornecimento de um bem, serve fundamentalmente o interesse do seu proprietário (o fornecedor desse bem). É como ter de pagar numa estação de serviço uma taxa autónoma (ainda que mínima) pela utilização da bomba abastecedora de combustível, ou da balança do vendedor num mercado.

O Paulinho, novamente, atrás daquela imagem trabalhada de respeitabilidade e de ridícula pose de politico sério e de grande estadista, não passa de um exímio cínico, o que não deixa de ser uma arte menor em pessoas como ele. E, em boa verdade, com mais ou menos estragos que ele possa fazer, o seu sucesso ou insucesso relativos não dependem só dele. Dependem, também, dos outros partidos e do governo. 










Paulo Macedo, director-geral dos Impostos e quadro do BCP, banco do Opus Dei, que aufere de um vencimento bruto superior a 23 mil euros, encomendou uma missa, supostamente de acção de graças pela DGCI e pelos seus funcionários, para que todos - independentemente da confissão ou falta dela - foram convocados. A cerimónia realizou-se anteontem, às 18 horas e 30 minutos, na Sé de Lisboa.