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sábado, abril 21, 2007

Homenagem merecida

Caros amigos,

Os CTT estão a promover uma iniciativa para os 20 temas dos selos de 2008. Eu fiz uma proposta para que fosse homenageado Zeca Afonso, figura ímpar da cultura portuguesa, que trilhou, desde sempre, um percurso de coerência. Na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarento, na denúncia dos oportunistas, dos "vampiros que destroçaram Abril".
O meu apelo é para que votem nesta opção.
O link directo é: aqui há selo.
Agradeço a vossa participação e se possível enviem a mensagem para todos os vossos contactos.
Davide da Costa

Associemo-nos a esta homenagem.
Enviem esta mensagem para todos os vossos Contactos.

"Traz Outro Amigo Também"...

Zeca para Sempre!


domingo, abril 15, 2007

Religião e religião organizada

Eu acho que religião e religião organizada são coisas muito diferentes. A primeira é uma coisa inata - eu acho que é uma disfunção qualquer, uma desordem neurológica, mas isso é só a minha opinião - e a segunda é uma coisa muito mais perigosa: é uma organização política com uma agenda própria e onde os objectivos não podem ser, por definição, a paz na Terra, a justiça social, ou qualquer uma das outras coisas que eles apregoam.

Avivar a memória

Agora, que nos aproximamos de mais uma comemoração do 25 de Abril, e que pela degradação da vida democrática e das condições económicas, alguns começam a fazer apelos aos tempos do "rigor, disciplina, sobriedade económica, controlo de opinião, etc. e tal", a eleger Salazar como o maior português, convém lembrar a face negra da era salazarista.

Os quarenta e oito anos de ditadura fascista constituem um dos períodos mais sombrios da história de Portugal.

A ditadura fascista criou um Estado totalitário e um monstruoso aparelho policial de espionagem e repressão políticas. Que actuava em todos os sectores da vida nacional, privando o povo português dos mais elementares direitos e liberdades.

A história da ditadura é uma história de perseguições, de prisões, de torturas, de condenações, de assassinatos daqueles que ousavam defender os direitos do povo, protestar, lutar pela liberdade e por melhores condições de vida e de trabalho.

Utilizando a força coerciva do Estado, a ditadura fascista impulsionou a centralização e a concentração de capitais, a formação de grupos monopolistas. Que se tornaram donos e dirigentes de todos os sectores fundamentais da economia nacional. Acumulando grandes fortunas assentes na sobre exploração, nas privações, na miséria e na opressão do povo português e dos povos das colónias portuguesas.

A ditadura fascista impôs aos trabalhadores formas brutais de exploração. Sacrificou gerações de jovens em treze anos de guerras coloniais. Forçou centenas de milhar de portugueses à emigração. Agravou as discriminações das mulheres e dos jovens, a subalimentação de grande parte da população, o obscurantismo, o analfabetismo, a degradação moral da sociedade.

A ditadura fascista realizou uma política externa de conluio com os regimes mais reaccionários. Que se traduziu no apoio directo à sublevação fascista em Espanha, na cooperação com a Alemanha nazi e a Itália fascista. Que se manifestou nas concessões militares que levaram ao estabelecimento de bases estrangeiras no território português. Que se revelou na subserviência ante as grandes potências imperialistas e no alinhamento com a política de guerra dos seus círculos mais agressivos e reaccionários.

É tudo isto, e muito mais, que certos sectores da sociedade portuguesa procuram esconder e escamotear. Assiste-se a uma permanente e bem elaborada campanha, com vastos meios e sob diversas formas, de branqueamento do regime de Salazar e Caetano.

Pretende-se, despudoradamente, reescrever a história de Portugal no século XX. Por um lado, nega-se a própria existência de um regime fascista. Por outro, intenta-se apagar da memória a gesta da resistência antifascista. As expressões concretas deste objectivo são múltiplas e variadas.

A memória dos povos não é um peso morto das recordações do passado, nem uma crónica desapaixonada dos acontecimentos. A razão de ser da memória histórica está na extracção das lições do passado. Está na aspiração de tornar impossível o desabar de catástrofes sobre a humanidade durante muitos séculos.


terça-feira, abril 10, 2007

O Canudo, por um canudo


Independentemente de ter assistido às aulas, ter estudado e ter tido aproveitamento avaliado, a prática, que é aquilo para que serve a teoria, incluindo a de natureza académica, no caso uma prática pública, absolve os formalismos académicos associados à qualidade de licenciado em engenharia civil atribuída pela Universidade Independente a José Sócrates.

Vejamos, em contributo para o juízo do júri público acerca da forma como Sócrates tem exercido os seus mandatos como líder do PS e primeiro-ministro:
- Análise de Estruturas: Aprovado. Alguém chega a Secretário-Geral do PS sem analisar com mestria o estado e as inclinações das estruturas locais e regionais do PS?
- Betão (armado e pré-esforçado):Aprovado . Não há hipótese de haver primeiro-ministro que não seja perito em betão. No mínimo, não conseguia entender-se com a Associação Nacional de Municípios.
- Estruturas Especiais: Aprovado. Pela quantidade de assessores e ainda ter nomeado um Secretariado Geral de todas as polícias na sua dependência directa.
- Inglês Técnico: Aprovado. Por ser uma necessidade básica para a próxima presidência da UE.
- Projecto e Dissertação: Aqui vamos por partes, com uma aprovação e um chumbo clamoroso. Em “Dissertação”: distinção com louvor (basta a forma como arrasa mensalmente as oposições nos debates parlamentares). Quanto a “Projecto”, a ausência de ter lido sequer uns parcos apontamentos sobre a matéria, é gritante. Mesmo que cabulassse, nota-se à légua que não meteu pé em qualquer aula ou disso alguma vez tivesse tido vontade.

Estude “Projecto”, Engenheiro Sócrates, e dê-nos uma luzinha sobre o que quer para este país além do défice. Então, nós, bom povo português, damos-lhe o “canudo”, em forma de utilidade pública, e a chicana morre já.  

sábado, abril 07, 2007

Bife com batatas fritas

A patrística cristã alude à fé e ao conhecimento como duas modalidades distintas e complementares da intelectualidade cristã. Ambas são indispensáveis.
Concordo que conhecimento e fé são distintos, mas não que se complementem. O bife e as batatas fritas complementam-se. Ou a flauta e o violino, ou as calças e a camisola. A fé e o conhecimento são o gato e o rato. Ou se separam, ou há chatice. O conhecimento diz que num sistema que não troca energia com o exterior a entropia não diminui. A fé diz que há um deus que, se quiser, faz com que a entropia diminua num sistema isolado. Isto não é complementaridade. É contradição. Ou se rejeita o conhecimento acreditando que isto é possível, ou se rejeita a fé como uma hipótese refutada. Este é apenas um exemplo entre muitos. Em geral, ou se tem fé, ou se compreende. Não há complementaridade. Quem tem o bife, quer batatas, mas ninguém precisa de ter fé naquilo que já compreende...

A- Se x é impar não é divisível por 2.
B- Se blih transforma bleh em blah, blih de bleh dá blah.
C- A proposição P é verdadeira e falsa ao mesmo tempo.

Rejeitamos C, pois é incoerente: a proposição P não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Exigir coerência elimina muitos disparates. Mas não elimina todos: A e B são ambas coerentes, mas B também é disparate.
O supra-empírico defende não vê diferença entre A e B porque a diferença está na correspondência ao empírico.

Há uns anos, a propósito de uma desgraça qualquer que já não me lembro, uma jornalista na televisão perguntou a um transeunte como estava a situação. Ele respondeu que estava tudo empírico. Ela perguntou o que ele queria dizer, e ele esclareceu: «É pá, tá fodido!».

domingo, abril 01, 2007

Dia das mentiras - Mentiras dia a dia


1) Advogado: - A gente ganha esse processo bem rápido.
2) Ambulante: - É garantido. Qualquer coisa, volta aqui que a gente troca.
3) Anfitrião: - Mas, já vai?! É tão cedo! Fica mais um pouco.
4) Aniversariante: - Não tem problema não trazer presente? Sua presença é o que importa.
5) Bebado: - Sei perfeitamente o que estou dizendo.
6) Casal sem filhos: - Visite-nos sempre; adoramos suas crianças.
7) Construtor: - Está quase pronto.
8) Delegado: - Tudo será apurado e os responsáveis serão punidos exemplarmente.
9) Dentista: - Fique tranquilo. Não vai doer nada.
10) Desiludida: - Nunca mais! Eu não quero mais saber de homem!
11) Devedor: - Pago amanhã, sem falta!
12) Canalizador: - O problema é muita pressão que vem da rua..
13) Filha de 17 anos: - Vou dormir na casa de uma colega..
14) Filho de 18 anos: - Volto logo. Antes das 11 estarei estou em casa.
15) Gerente de Banco: - Nossas taxas de juros são as mais baixas do mercado.
16) Inimigo do Morto: - No fundo, era um bom sujeito.
17) Jogador de Futebol: - Foi um bom jogo, nada está perdido.
18) Ladrão: - Não sei. Isso aqui foi um homem que me deu.
19) Mecânico: - É a rebibela da parafuseta.
20) Comerciante: - É muito bom e tem garantia de fábrica.
21) Namorada nova: - Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei...
22) Namorado: - Você foi a única mulher que eu realmente amei.
23) Noivo: - Vamos casar o mais rápido possível!
24) Orador: - Vou dizer apenas umas poucas palavras...
25) Pobre: - Se eu ficasse rico eu dava dinheiro a quem precisasse..
26) Recém-Casado: - Te amarei até que a morte nos separe.
27) Sapateiro: - Depois de usar um pouco, ele alarga no pé.
28) Sogra: - Em briga de marido e mulher não me meto.
29) Vagabundo: - Faz 3 anos que estou procurando emprego mas não acho.
30) Viciado: - Essa vai ser a última...Eu juro
31) Marques Mendes : - Eu, baixava os impostos.
32) Ministro da saúde: - Vamos melhorar e alargar os cuidados de saúde.
33) Sócartes: - Vamos criar 150.000 empregos.


sexta-feira, março 30, 2007

A "loucura" capitalista

Os antigos, quando se referiam à loucura, usavam o termo “alienação mental”. O louco, segundo essa concepção, é alguém que deixou de pertencer a si mesmo, é um estranho perante si próprio.
O homem alienado é um homem desprovido de si mesmo. É preciso entender como o homem se constrói, para que saibamos como ele se nega. Foi através do trabalho que o homem se construiu.
O trabalho é ao mesmo tempo criação e tédio, miséria e fortuna, felicidade e tragédia, realização e tortura dos homens. O trabalho volta-se contra o seu criador, quem produz riqueza colhe miséria. No trabalho organizado na sociedade capitalista, ocorre uma ruptura, uma cisão, um divórcio entre o produto e o produtor, o trabalhador produz o que não consome, consome o que não produz. Aí a alienação implica ser e não ser ao mesmo tempo.
Quando o trabalho se transforma em mercadoria, passa a valer a quantidade de trabalho injectado na natureza e não mais a qualidade de trabalho. A mercadoria só será mercadoria na medida em que permita o lucro. O trabalho humano não só se transformou em mercadoria, como também em uma mercadoria especial. Uma mercadoria capaz de ser explorada, porque é comprada pelo preço da sua própria reprodução, ou seja, eu pago ao trabalhador que realiza o produto o necessário para que ele sobreviva e vendo o produto no mercado pelo valor que ele tem. O trabalho, modo de sobrevivência do homem, transformou-se em modo de exploração de um homem pelo outro.
Essa dupla relação -mercadoria e lucro promove a ruptura entre o homem e o seu próprio gesto, entre a acção e o dono dela, entre o trabalho e o seu produtor; eis como a alienação é gerada na nossa sociedade.
O trabalho também é uma via de identificação com o outro, insere-nos num grupo, numa espécie, iguala-nos e diferencia-nos dos outros indivíduos pela via do trabalho, eu significo algo para o outro e o outro significa algo para mim.
No trabalho alienado o outro apresenta-se-me como um ser estranho. A alienação inventa a solidão humana, transforma cada um de nós em seres irreconhecíveis perante o outro.

A razão da existência do capital é o seu próprio crescimento, não só se realiza quando cresce. Ou cria novas necessidades de consumo, ou se apropria de necessidades nunca dantes transformadas em mercadoria.
O capitalismo entra em crise de superprodução cíclica: enquanto faltar produtos o sistema está bem, quando eles existirem ocorrerá uma crise, embora as necessidades básicas estejam longe de serem satisfeitas. A produção, portanto, é consumo dos meios de produção, é consumo de força de trabalho e, por último, é condição para a produção. Uma mercadoria que não vem a ser consumida não se transforma em mercadoria, o consumo é um elo obrigatório na corrente da produção.
O consumo pode num 1ºmomento, alienar-te das relações de produção e consumo. Num 2ºmomento, transforma essa alienação e escravidão em liberdade e fantasia. Num 3º provoca a necessidade de consumir a fantasia que ela criou. O homem produz e não é dono do produto do seu trabalho, realiza-se num produto que se volta contra ele.
Em resumo, o processo de consciencialização, a rebeldia contra o quotidiano, a participação social e política têm um papel bastante importante na luta contra a alienação. A transformação do produto em mercadoria que gera lucro (mais-valia) demanda a transformação do próprio trabalho em mercadoria, vendida e apropriada como qualquer outra. Eis o reinado da alienação: o produto separa-se do produtor, ”enfrenta-o como ser estranho” meu trabalho, meu modo de ser no mundo não me pertence. Por esta via eu me separo de mim mesmo, do outro, da História.

sábado, março 24, 2007

Vamos a madrugar


Eh pá! Outra vez a treta da mundança de hora. Lá vamos novamente a andar a dormir sem vontade e a acordar quando deviamos estar a dormir. Se há coisa que me irrita é esta periódica mudança de horário. E depois, quando já estamos habituados à rotina, toma lá mais uma volta aos ponteiros, que é para não pensares que és esperto.

Para cumprir o início da hora de Verão, à 01h00 da madrugada de domingo os relógios adiantam para as 02h00 em Portugal continental e na Madeira.

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, no arquipélago dos Açores a hora muda às 00h00, devendo os relógios ser adiantados para a 01h00.

Na prática, os portugueses vivem amanhã o dia mais pequeno do ano, com 23 horas, fazendo-se a mudança numa altura em que menos afecta o quotidiano das pessoas, durante a noite e no fim-de-semana.

quinta-feira, março 22, 2007

Outra boa acção

irsf.JPG
Não fiquemos indiferentes ao exercício deste nosso direito de cidadania, que a mais nada nos obriga que ao preenchimento da quadrícula da declaração do IRS, destinada a esse fim.

domingo, março 18, 2007

Contador de luz, água e assinatura telefónica

Sempre fui de opinião que a exigência «ad aeternum» do pagamento do aluguer de um equipamento que serve para medir ou pesar o fornecimento de um bem era, por natureza, iníquo. É como ter de pagar indefinidamente o uso de um equipamento propriedade de terceiro ( que por este me é imposto) e que, embora tendo por fim a manutenção de uma «certa» proporcionalidade das contraprestações de um contrato de fornecimento de um bem, serve fundamentalmente o interesse do seu proprietário (o fornecedor desse bem). É como ter de pagar numa estação de serviço uma taxa autónoma (ainda que mínima) pela utilização da bomba abastecedora de combustível, ou da balança do vendedor num mercado.

É que o peso do eterno e «insubstituível» aluguer da água, electricidade, telefone (e eventualmente outros quejandos serviços e abastecimentos) é sobretudo extremamente significativo na factura mensal dos consumidores menos abastados, justamente aqueles que em razão de possuírem menos equipamentos (ou com menor potência) menos consomem, ou aqueles que por uma ou outra razão ( v.g. ecológica) têm o cuidado de controlar os seus consumos. Em não poucos casos destes tipos de consumidores, o valor do aluguer (eufemisticamente também chamado de «assinatura») é idêntico ou mesmo superior ao do serviço efectivamente prestado ou bem consumido.

A Assembleia da República aprovou no Dia Mundial do Consumidor, uma alteração à lei dos serviços públicos essenciais que prevê a proibição da cobrança de taxas de aluguer dos contadores. No entanto, a avaliar pelas posições dos distribuidores de electricidade, água e gás, o consumidor não tem motivos para festejar uma descida nas facturas. Esperaremos que as questões da fixação dos escalões do consumo ou do serviço prestado (seus níveis e valor das correspondentes unidades) bem como de um eventual consumo mínimo sejam criteriosamente ponderadas.

quinta-feira, março 08, 2007

Comemoração e luta


Foi hoje aprovada a Lei da despenalização da interrupção da gravidez.
Um acontecimento, resultado de luta das mulheres pela sua DIGNIDADE.
Passo a passo as mulheres vão conquistando o lugar a que tem direito.
Esta vitória é um exemplo para todos nós.
É LUTANDO QUE SE VENCE.

sexta-feira, março 02, 2007

A encarnação do oportunismo

O Paulinho, novamente, atrás daquela imagem trabalhada de respeitabilidade e de ridícula pose de politico sério e de grande estadista, não passa de um exímio cínico, o que não deixa de ser uma arte menor em pessoas como ele. E, em boa verdade, com mais ou menos estragos que ele possa fazer, o seu sucesso ou insucesso relativos não dependem só dele. Dependem, também, dos outros partidos e do governo.
Agora regressa, para aproveitar o vazio de liderança da direita, criado por Marques Mendes e pela sua própria sabotagem da liderança do CDS.
Esta figura ridícula excede os seus próprios limites do oportunismo e da deslealdade.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

E que o Senhor te acompanhe, Amen


É realmente fantástica a campanha existente para que, o funcionário BCP/Opus Dei, se mantenha como Director Geral de Impostos e o parco salário de mais de 23.000 euros mensais. A sua competência é endeusada e os resultados alvo de sonoros aplausos.
Mas, estranhamente parece que esta ideia é mais uma ilusão criada que uma realidade.

Num excelente post colocado no blog “O Jumento”, encontrei os seguintes números sobre a evolução da receita desde 1996, segundo os dados da Direcção-Geral do Orçamento:
1996-1995: + 7,6%
1997-1996: + 10,4%
1998-1997: + 10,1%
1999-1998: + 8,1%
2000-1999: + 7,7%
2001-2000: + 4,4%
2002-2001: + 9,4%
2003-2002: + 1,6%
2004-2003: - 0,2% (Paulo Macedo)
2005-2004: + 5,1% (Paulo Macedo)
2006-2005: + 7,2% (Paulo Macedo)

Por estes números pode-se ver o embuste que existe sobre o assunto. Mas para um melhor esclarecimento pode ler todo o texto sobre o assunto [AQUI].