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sábado, março 24, 2007

Vamos a madrugar


Eh pá! Outra vez a treta da mundança de hora. Lá vamos novamente a andar a dormir sem vontade e a acordar quando deviamos estar a dormir. Se há coisa que me irrita é esta periódica mudança de horário. E depois, quando já estamos habituados à rotina, toma lá mais uma volta aos ponteiros, que é para não pensares que és esperto.

Para cumprir o início da hora de Verão, à 01h00 da madrugada de domingo os relógios adiantam para as 02h00 em Portugal continental e na Madeira.

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, no arquipélago dos Açores a hora muda às 00h00, devendo os relógios ser adiantados para a 01h00.

Na prática, os portugueses vivem amanhã o dia mais pequeno do ano, com 23 horas, fazendo-se a mudança numa altura em que menos afecta o quotidiano das pessoas, durante a noite e no fim-de-semana.

quinta-feira, março 22, 2007

Outra boa acção

irsf.JPG
Não fiquemos indiferentes ao exercício deste nosso direito de cidadania, que a mais nada nos obriga que ao preenchimento da quadrícula da declaração do IRS, destinada a esse fim.

domingo, março 18, 2007

Contador de luz, água e assinatura telefónica

Sempre fui de opinião que a exigência «ad aeternum» do pagamento do aluguer de um equipamento que serve para medir ou pesar o fornecimento de um bem era, por natureza, iníquo. É como ter de pagar indefinidamente o uso de um equipamento propriedade de terceiro ( que por este me é imposto) e que, embora tendo por fim a manutenção de uma «certa» proporcionalidade das contraprestações de um contrato de fornecimento de um bem, serve fundamentalmente o interesse do seu proprietário (o fornecedor desse bem). É como ter de pagar numa estação de serviço uma taxa autónoma (ainda que mínima) pela utilização da bomba abastecedora de combustível, ou da balança do vendedor num mercado.

É que o peso do eterno e «insubstituível» aluguer da água, electricidade, telefone (e eventualmente outros quejandos serviços e abastecimentos) é sobretudo extremamente significativo na factura mensal dos consumidores menos abastados, justamente aqueles que em razão de possuírem menos equipamentos (ou com menor potência) menos consomem, ou aqueles que por uma ou outra razão ( v.g. ecológica) têm o cuidado de controlar os seus consumos. Em não poucos casos destes tipos de consumidores, o valor do aluguer (eufemisticamente também chamado de «assinatura») é idêntico ou mesmo superior ao do serviço efectivamente prestado ou bem consumido.

A Assembleia da República aprovou no Dia Mundial do Consumidor, uma alteração à lei dos serviços públicos essenciais que prevê a proibição da cobrança de taxas de aluguer dos contadores. No entanto, a avaliar pelas posições dos distribuidores de electricidade, água e gás, o consumidor não tem motivos para festejar uma descida nas facturas. Esperaremos que as questões da fixação dos escalões do consumo ou do serviço prestado (seus níveis e valor das correspondentes unidades) bem como de um eventual consumo mínimo sejam criteriosamente ponderadas.

quinta-feira, março 08, 2007

Comemoração e luta


Foi hoje aprovada a Lei da despenalização da interrupção da gravidez.
Um acontecimento, resultado de luta das mulheres pela sua DIGNIDADE.
Passo a passo as mulheres vão conquistando o lugar a que tem direito.
Esta vitória é um exemplo para todos nós.
É LUTANDO QUE SE VENCE.

sexta-feira, março 02, 2007

A encarnação do oportunismo

O Paulinho, novamente, atrás daquela imagem trabalhada de respeitabilidade e de ridícula pose de politico sério e de grande estadista, não passa de um exímio cínico, o que não deixa de ser uma arte menor em pessoas como ele. E, em boa verdade, com mais ou menos estragos que ele possa fazer, o seu sucesso ou insucesso relativos não dependem só dele. Dependem, também, dos outros partidos e do governo.
Agora regressa, para aproveitar o vazio de liderança da direita, criado por Marques Mendes e pela sua própria sabotagem da liderança do CDS.
Esta figura ridícula excede os seus próprios limites do oportunismo e da deslealdade.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

E que o Senhor te acompanhe, Amen


É realmente fantástica a campanha existente para que, o funcionário BCP/Opus Dei, se mantenha como Director Geral de Impostos e o parco salário de mais de 23.000 euros mensais. A sua competência é endeusada e os resultados alvo de sonoros aplausos.
Mas, estranhamente parece que esta ideia é mais uma ilusão criada que uma realidade.

Num excelente post colocado no blog “O Jumento”, encontrei os seguintes números sobre a evolução da receita desde 1996, segundo os dados da Direcção-Geral do Orçamento:
1996-1995: + 7,6%
1997-1996: + 10,4%
1998-1997: + 10,1%
1999-1998: + 8,1%
2000-1999: + 7,7%
2001-2000: + 4,4%
2002-2001: + 9,4%
2003-2002: + 1,6%
2004-2003: - 0,2% (Paulo Macedo)
2005-2004: + 5,1% (Paulo Macedo)
2006-2005: + 7,2% (Paulo Macedo)

Por estes números pode-se ver o embuste que existe sobre o assunto. Mas para um melhor esclarecimento pode ler todo o texto sobre o assunto [AQUI].

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Rei das Bananas e dos Tomates


Este carnaval, Alberto João não precisou de fantasia para ser eleto o Rei das Bananas e dos Tomates.
Depois de "Proclamar" que os portugueses que aceitaram o resultado do Referendo não tinham testículos.
Aproveitou, agora, a quadra e veio mais uma vez desfilar de "Salvador da Pátria" madeirense. Empunhando o espantalho das Finanças Regionais, dá um "golpe de estado", pretendendo convocar e transformar uma eleição antecipada num plesbicito salazarista, concentrando, por via dos votos, o poder totalitário nas mãos do Rei do Arquipélago das Bananas e dos Tomates.

domingo, fevereiro 18, 2007

Muita Saudade, Meu Velho!

A vida passa e a saudade
passa a ser a vida ausente,
- é uma vaga claridade
de um clarão de antigamente...

Saudade boa é a que existe
na espera... que há de chegar...
Mas há uma saudade triste
que fica sempre a esperar...

O tempo tudo desbasta
mas nem a tudo desfaz:
a saudade não se gasta
com o tempo aumenta mais!

Sentir saudade, não é
ser infeliz, - pensa bem,
- mais infeliz é quem nunca
sentiu saudades de alguém.

De JG de Araujo Jorge

Não façam pouco do Zé


E não é que agora vem este "genecologista dos números" também querer fazer uma leitura à Marcelo, do resultado do referendo, participando dum boicote organizado por parte de quem não aceita o resultado expresso nas urnas.
Defendo que a mulher seja aconselhada e informada das alternativas a que tem direito, mas não concordo, e isso estava bem claro na pergunta do referendo, que o aconselhamento seja obrigatório, nem que os médicos sejam transformados em novos policias ou juizes organizados em comissões. O médico, obrigatoriamente, deve estar disponivel para o aconselhamento, mas a mulher, nas primeiras 10 semanas é livre de pedir ou não essa ajuda.
Saber respeitar o voto do Zé Povinho, é o que se exige a Cavaco. Agora quem tem a responsabilidade de fazer uma lei equilibrada é a Assembleia da República. Quanto a Cavaco, não desequilibre, por favor. É essa a sua responsabilidade.

domingo, fevereiro 11, 2007

Venceu a DIGNIDADE

 
A vitória do SIM vem resolver um grave problema de saúde pública e mostrar que Portugal já não é um protectorado do Vaticano.

É a derrota da Igreja Católica às mãos do povo português, a primeira humilhação do clero pelos eleitores, o desprezo pela Conferência Episcopal Portuguesa, o vilipêndio do Papa e o desdém pelas lágrimas de sangue com que a Senhora de Fátima sujou as caixas de correio dos portugueses.

Em primeiro lugar foi uma vitória das mulheres que se libertaram da clandestinidade e dos riscos que lhe estavam associados: perigo de vida, perseguições judiciais, devassa da vida íntima e humilhações cruéis.

Ganharam depois todos os que defendem uma maternidade consciente e desejada, sem estigmas nem medos.

Há agora condições legais para ajudar as mulheres e evitar o recurso à praga do aborto, para relançar uma política de apoio à maternidade, sem a impor, para que a gravidez ou a sua interrupção sejam medicamente assistidas e não policialmente vigiadas.

Esta é uma vitória civilizacional que colocará a lei portuguesa a par da dos países mais laicizados da Europa, dos EUA e do Canadá, deixando a companhia pouco estimável da Polónia, Malta e Irlanda.

Finalmente, o pecado deixou de fazer parte do Código Penal e os clérigos da polícia dos costumes. A vocação totalitária da Igreja romana pereceu nas urnas com padres-nossos, missas, terços e novenas desperdiçados na campanha terrorista do Não. Nem as hóstias deglutidas pelos beatos ajudaram.

A fraude de Deus foi posta à prova. Os cidadãos derrotaram o Deus misógino que odeia o sexo e a liberdade.

um artigo de Carlos Esperança

Exerça, SIMplesmente, o seu direito cívico


 

sábado, janeiro 27, 2007

10 Razões para votar "SIM"


Antes de mais devo esclarecer que uso a palavra aborto sem preconceitos, é-me indiferente que lhe chamem aborto, IVG ou mesmo o termo mais usado pelo povo que é desmancho. Sou contra o aborto e quero que sejam feitos no menor número possível. A realidade é que o aborto clandestino não só é um mal condenável como deve ser combatido com firmeza e neste momento o debate já não está entre a vida e a morte, o haver ou não abortos, o que os partidários do "Não" têm vindo a dizer é que o aceitam e não querem prender as mulheres, desde que seja mantido na clandestinidade.

Deixo aqui as dez razões que me levam a votar "Sim" no referendo:

1 - Porque os partidários do “Não” estiveram tempo suficiente no poder para fazerem prova da sinceridade das suas propostas.

2 - Porque as leis são para aplicar e se for mantida uma pena de prisão é essa que os juízes devem aplicar. A solução do “Nim” apenas serve para liberalizar o aborto clandestino.

3 - Porque os custos psicológicos e físicos de um abordo clandestino, perseguido judicialmente e condenado socialmente são infinitamente maiores.

4 - Porque se os custos do aborto clandestino forem todos contabilizados (custos administrativos da polícias e tribunais, custos do tratamentos no SNS, perdas de horas de trabalho, etc.) são superiores ao do legal.

5 - Porque não me cabe a mim condenar uma decisão que à mulher diz respeito e muito menos impor as minhas convicções éticas ou religiosas não aceites pela generalidade da sociedade como padrão do direito penal.

6 - Porque o aborto clandestino estimula a criminalidade e favorece a evasão fiscal. Admitir o aborto clandestino ao sugerir que se mantenha a lei e fechem os olhos é alimentar o mercado paralelo da saúde.

7 - Porque desejo que o aborto clandestino seja combatido sem que as vítimas desse combate sejam as mesmas vítimas dessa má solução.

8 - Porque considero que manter a lei à custa da sua ineficácia serve para estimular o aborto mantendo-o à margem da sociedade.

9 - Porque é mais fácil tratar problema no SNS do que fazendo de conta que não existe. É mais fácil ajudar uma mulher atendendo-a no SNS do que mandando-a para a clandestinidade ou sugerindo-lhe que se dirija às instituições de caridade (onde muito dos partidários do “Não” usam para redimir os seus pecados).

10 - Porque não quero que o meu voto seja uma sentença condenatória para mulheres que não tenho o direito de mandar para a prisão, e muito menos que essa prisão sirva apenas para meu conforto condenando pessoas que não conheço em função dos meus conceitos e preconceitos religiosos. Quem sou eu para atirar a primeira pedra?

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Poema pelo "SIM"


De meu tenho este corpo de mulher.
Minhas as mãos
Minha a cabeça
E as pernas
E o ventre
E o sexo.
Tudo o que no meu corpo tenho
Fora e dentro.
É meu!
Minha é a escolha do corpo bem ou mal tratar,
Minha é a liberdade de o viver,
Ou do corpo não querer
Mais a vida e o respirar.
Meu é o sexo
E minha a liberdade de amar rejeitando a concepção.
Porque meu o corpo
E minha a decisão
Do que quero do meu corpo fazer.
Se eu cortar um braço.
Alguém me penaliza?
Se eu cortar uma perna.
Alguém o desautoriza?
Alguém legisla sobre pernas e braços e outras partes do corpo que é meu?
Recuso que o meu corpo seja discutido!
Recuso que o meu corpo seja debatido!
Recuso que o meu corpo seja ofendido
Violado e limitado
Por discursos demagógicos e humilhantes
E ofensivas ameaças de prisão.
Sobre o meu corpo ninguém legisla!
Só eu!
Minha é a escolha de conceber e criar
Ou de recusar
Que um óvulo me cresça dentro.
Porque meu o ventre!
Meu o corpo!
Minha a vida!
Minha a decisão!
E minha a liberdade
De parir ou não!
...
Se eu cortar um braço
Alguém me penaliza?
Se eu me maltratar
Vou para a prisão?


escrito por encandescente