
domingo, fevereiro 11, 2007
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
O "Bando dos Quatro"

Esta Máfia quer vender-nos ao preço da banana,pra lá de passada, e transformar este Retângulo com umas Pérolazinhas à volta, no Cantão da Europa.
sábado, janeiro 27, 2007
10 Razões para votar "SIM"

Antes de mais devo esclarecer que uso a palavra aborto sem preconceitos, é-me indiferente que lhe chamem aborto, IVG ou mesmo o termo mais usado pelo povo que é desmancho. Sou contra o aborto e quero que sejam feitos no menor número possível. A realidade é que o aborto clandestino não só é um mal condenável como deve ser combatido com firmeza e neste momento o debate já não está entre a vida e a morte, o haver ou não abortos, o que os partidários do "Não" têm vindo a dizer é que o aceitam e não querem prender as mulheres, desde que seja mantido na clandestinidade.
Deixo aqui as dez razões que me levam a votar "Sim" no referendo:
1 - Porque os partidários do “Não” estiveram tempo suficiente no poder para fazerem prova da sinceridade das suas propostas.
2 - Porque as leis são para aplicar e se for mantida uma pena de prisão é essa que os juízes devem aplicar. A solução do “Nim” apenas serve para liberalizar o aborto clandestino.
3 - Porque os custos psicológicos e físicos de um abordo clandestino, perseguido judicialmente e condenado socialmente são infinitamente maiores.
4 - Porque se os custos do aborto clandestino forem todos contabilizados (custos administrativos da polícias e tribunais, custos do tratamentos no SNS, perdas de horas de trabalho, etc.) são superiores ao do legal.
5 - Porque não me cabe a mim condenar uma decisão que à mulher diz respeito e muito menos impor as minhas convicções éticas ou religiosas não aceites pela generalidade da sociedade como padrão do direito penal.
6 - Porque o aborto clandestino estimula a criminalidade e favorece a evasão fiscal. Admitir o aborto clandestino ao sugerir que se mantenha a lei e fechem os olhos é alimentar o mercado paralelo da saúde.
7 - Porque desejo que o aborto clandestino seja combatido sem que as vítimas desse combate sejam as mesmas vítimas dessa má solução.
8 - Porque considero que manter a lei à custa da sua ineficácia serve para estimular o aborto mantendo-o à margem da sociedade.
9 - Porque é mais fácil tratar problema no SNS do que fazendo de conta que não existe. É mais fácil ajudar uma mulher atendendo-a no SNS do que mandando-a para a clandestinidade ou sugerindo-lhe que se dirija às instituições de caridade (onde muito dos partidários do “Não” usam para redimir os seus pecados).
10 - Porque não quero que o meu voto seja uma sentença condenatória para mulheres que não tenho o direito de mandar para a prisão, e muito menos que essa prisão sirva apenas para meu conforto condenando pessoas que não conheço em função dos meus conceitos e preconceitos religiosos. Quem sou eu para atirar a primeira pedra?
Deixo aqui as dez razões que me levam a votar "Sim" no referendo:
1 - Porque os partidários do “Não” estiveram tempo suficiente no poder para fazerem prova da sinceridade das suas propostas.
2 - Porque as leis são para aplicar e se for mantida uma pena de prisão é essa que os juízes devem aplicar. A solução do “Nim” apenas serve para liberalizar o aborto clandestino.
3 - Porque os custos psicológicos e físicos de um abordo clandestino, perseguido judicialmente e condenado socialmente são infinitamente maiores.
4 - Porque se os custos do aborto clandestino forem todos contabilizados (custos administrativos da polícias e tribunais, custos do tratamentos no SNS, perdas de horas de trabalho, etc.) são superiores ao do legal.
5 - Porque não me cabe a mim condenar uma decisão que à mulher diz respeito e muito menos impor as minhas convicções éticas ou religiosas não aceites pela generalidade da sociedade como padrão do direito penal.
6 - Porque o aborto clandestino estimula a criminalidade e favorece a evasão fiscal. Admitir o aborto clandestino ao sugerir que se mantenha a lei e fechem os olhos é alimentar o mercado paralelo da saúde.
7 - Porque desejo que o aborto clandestino seja combatido sem que as vítimas desse combate sejam as mesmas vítimas dessa má solução.
8 - Porque considero que manter a lei à custa da sua ineficácia serve para estimular o aborto mantendo-o à margem da sociedade.
9 - Porque é mais fácil tratar problema no SNS do que fazendo de conta que não existe. É mais fácil ajudar uma mulher atendendo-a no SNS do que mandando-a para a clandestinidade ou sugerindo-lhe que se dirija às instituições de caridade (onde muito dos partidários do “Não” usam para redimir os seus pecados).
10 - Porque não quero que o meu voto seja uma sentença condenatória para mulheres que não tenho o direito de mandar para a prisão, e muito menos que essa prisão sirva apenas para meu conforto condenando pessoas que não conheço em função dos meus conceitos e preconceitos religiosos. Quem sou eu para atirar a primeira pedra?
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Poema pelo "SIM"

De meu tenho este corpo de mulher.
Minhas as mãos
Minha a cabeça
E as pernas
E o ventre
E o sexo.
Tudo o que no meu corpo tenho
Fora e dentro.
É meu!
Minha é a escolha do corpo bem ou mal tratar,
Minha é a liberdade de o viver,
Ou do corpo não querer
Mais a vida e o respirar.
Meu é o sexo
E minha a liberdade de amar rejeitando a concepção.
Porque meu o corpo
E minha a decisão
Do que quero do meu corpo fazer.
Se eu cortar um braço.
Alguém me penaliza?
Se eu cortar uma perna.
Alguém o desautoriza?
Alguém legisla sobre pernas e braços e outras partes do corpo que é meu?
Recuso que o meu corpo seja discutido!
Recuso que o meu corpo seja debatido!
Recuso que o meu corpo seja ofendido
Violado e limitado
Por discursos demagógicos e humilhantes
E ofensivas ameaças de prisão.
Sobre o meu corpo ninguém legisla!
Só eu!
Minha é a escolha de conceber e criar
Ou de recusar
Que um óvulo me cresça dentro.
Porque meu o ventre!
Meu o corpo!
Minha a vida!
Minha a decisão!
E minha a liberdade
De parir ou não!
...
Se eu cortar um braço
Alguém me penaliza?
Se eu me maltratar
Vou para a prisão?
Minhas as mãos
Minha a cabeça
E as pernas
E o ventre
E o sexo.
Tudo o que no meu corpo tenho
Fora e dentro.
É meu!
Minha é a escolha do corpo bem ou mal tratar,
Minha é a liberdade de o viver,
Ou do corpo não querer
Mais a vida e o respirar.
Meu é o sexo
E minha a liberdade de amar rejeitando a concepção.
Porque meu o corpo
E minha a decisão
Do que quero do meu corpo fazer.
Se eu cortar um braço.
Alguém me penaliza?
Se eu cortar uma perna.
Alguém o desautoriza?
Alguém legisla sobre pernas e braços e outras partes do corpo que é meu?
Recuso que o meu corpo seja discutido!
Recuso que o meu corpo seja debatido!
Recuso que o meu corpo seja ofendido
Violado e limitado
Por discursos demagógicos e humilhantes
E ofensivas ameaças de prisão.
Sobre o meu corpo ninguém legisla!
Só eu!
Minha é a escolha de conceber e criar
Ou de recusar
Que um óvulo me cresça dentro.
Porque meu o ventre!
Meu o corpo!
Minha a vida!
Minha a decisão!
E minha a liberdade
De parir ou não!
...
Se eu cortar um braço
Alguém me penaliza?
Se eu me maltratar
Vou para a prisão?
escrito por encandescente
sábado, janeiro 13, 2007
Demagogia barata


Este folheto vergonhoso é apenas uma pequena amostra da campanha de intimidação, completamente sem argumentos e, espero eu, contraproducente da Igreja Católica.
De facto, ao restringir-se estritamente a argumentos religiosos torna-se óbvio para todos que vamos referendar apenas um dogma religioso, que não há uma única razão objectiva - científica, biológica, ética ou de Direito - para criminalizar o aborto.
Só nos países em vias de desenvolvimento ou sub-desenvolvidos encontramos teocracias e sociedades que não reconhecem a mulher como um ser humano de plenos direitos. A construção de um Portugal melhor passa pelo resultado do referendo: a vitória do SIM será igualmente a vitória do Portugal moderno!
De facto, ao restringir-se estritamente a argumentos religiosos torna-se óbvio para todos que vamos referendar apenas um dogma religioso, que não há uma única razão objectiva - científica, biológica, ética ou de Direito - para criminalizar o aborto.
Só nos países em vias de desenvolvimento ou sub-desenvolvidos encontramos teocracias e sociedades que não reconhecem a mulher como um ser humano de plenos direitos. A construção de um Portugal melhor passa pelo resultado do referendo: a vitória do SIM será igualmente a vitória do Portugal moderno!
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Ele há cada uma!
Paulo Macedo, director-geral dos Impostos e quadro do BCP, banco do Opus Dei, que aufere de um vencimento bruto superior a 23 mil euros, encomendou uma missa, supostamente de acção de graças pela DGCI e pelos seus funcionários, para que todos - independentemente da confissão ou falta dela - foram convocados. A cerimónia realizou-se anteontem, às 18 horas e 30 minutos, na Sé de Lisboa.Fontes bem informadas dizem, que a verdadeira intenção é pedir a intercepção divina no sentido de fazer descer o Espírito Santo sobre as cabeças do Sócrates e o do Ministro das Finanças, por forma a encontrarem uma solução que mantenha o Paulinho das Missas com um vencimento superior ao G.W. Bush.
Até, os defensores da dignidade da carreira politica já vão dizendo que não é o Macedo que ganha muito, mas sim eles que ganham pouco. Assim, a solução poderá passar por actualizar o vencimento do 1º ministro para 23 mil euros e já não será necessário dispensar o Carola das Finanças.
domingo, janeiro 07, 2007
Terrorismo de sapatinhos roxos

Este mundo continua a oferecer coisas insólitas. Há sempre mais uns pozinhos que se adicionam ao impensável. A credibilidade das instituições mede-se também pela tendência de asneirar (numa medida de proporcionalidade inversa). Porventura desnorteada pelo andar dos tempos, e por se sentir cada vez mais desfasada do mundo que existe, a igreja tem-se destacado na arte da tolice. Uma infindável série de tiros no pé, para deleite dos adversários.
O papa falou às hostes por ocasião do novo ano. Da lição de moral constava uma referência ao aborto. Na prédica, Bento XVI comparou o aborto ao terrorismo.As mulheres que praticam o aborto são comparadas a terríveis terroristas que levam a vida de inocentes com a detonação das bombas que covardemente espalham. É uma discussão infindável, a que envolve os partidários e os adversários do aborto: saber se o feto é vida humana, e a partir de que momento o embrião é considerado ser humano portador de direitos que assistem às pessoas. O simplismo da comparação papal é um golpe oportunista: "tal como as vítimas do terrorismo são pessoas inocentes, também os embriões alojados no ventre materno são inocentes a quem as mulheres decepam a existência quando decidem abortar".
Para além de golpe oportunista, é um enviusamento mental. Não há como comparar o que não é comparável: ao nível da violência usada no terrorismo, que não está presente no aborto; o terrorismo leva vidas de pessoas a quem é reconhecida, de forma incontestável, personalidade jurídica, enquanto os embriões que nidificam no ventre materno não têm essa autonomia, são dependentes da mãe que os hospeda; e porque o aborto não é homicídio, como acontece com os resultados do terrorismo. A desorientação da igreja mostra a sua anacrónica veia. Colocar ao mesmo nível aborto e terrorismo pode apaziguar crentes e adversários da legalização do aborto. Com o custo, muito elevado, de não perceberem que escorregam para a desonestidade intelectual. Que seja urgente arregimentar as hostes perante os desafios que a igreja não consegue vencer – nomeadamente, viver a compasso do tempo que corre – é compreensível. Contudo, os devotos católicos são educados para a não contestação dos dogmas. Decerto não terá sido aos fiéis que a mensagem se dirigia. A prédica papal teria como destinatários os que começam a hesitar na fé e as ovelhas tresmalhadas.
A retórica é uma arte sublime. Bento XVI, que por encabeçar a igreja católica tem especiais responsabilidades, devia ter a sensatez de medir as palavras. Para não passar a imagem de um terrorista intelectual que amedronta mulheres mais frágeis que já praticaram o aborto e que, por devoção, hão-de carregar até ao fim da vida o peso do supremo pecado sancionado pelo papa. Isto é terrorismo mental. O seu promotor é um terrorista que armadilha as consciências de quem fica preso às amarras da angústia, depois de escutar as "sempre sábias" palavras papais.
O que falta ao papa (e à igreja em geral) é um consultor de marketing...
O papa falou às hostes por ocasião do novo ano. Da lição de moral constava uma referência ao aborto. Na prédica, Bento XVI comparou o aborto ao terrorismo.As mulheres que praticam o aborto são comparadas a terríveis terroristas que levam a vida de inocentes com a detonação das bombas que covardemente espalham. É uma discussão infindável, a que envolve os partidários e os adversários do aborto: saber se o feto é vida humana, e a partir de que momento o embrião é considerado ser humano portador de direitos que assistem às pessoas. O simplismo da comparação papal é um golpe oportunista: "tal como as vítimas do terrorismo são pessoas inocentes, também os embriões alojados no ventre materno são inocentes a quem as mulheres decepam a existência quando decidem abortar".
Para além de golpe oportunista, é um enviusamento mental. Não há como comparar o que não é comparável: ao nível da violência usada no terrorismo, que não está presente no aborto; o terrorismo leva vidas de pessoas a quem é reconhecida, de forma incontestável, personalidade jurídica, enquanto os embriões que nidificam no ventre materno não têm essa autonomia, são dependentes da mãe que os hospeda; e porque o aborto não é homicídio, como acontece com os resultados do terrorismo. A desorientação da igreja mostra a sua anacrónica veia. Colocar ao mesmo nível aborto e terrorismo pode apaziguar crentes e adversários da legalização do aborto. Com o custo, muito elevado, de não perceberem que escorregam para a desonestidade intelectual. Que seja urgente arregimentar as hostes perante os desafios que a igreja não consegue vencer – nomeadamente, viver a compasso do tempo que corre – é compreensível. Contudo, os devotos católicos são educados para a não contestação dos dogmas. Decerto não terá sido aos fiéis que a mensagem se dirigia. A prédica papal teria como destinatários os que começam a hesitar na fé e as ovelhas tresmalhadas.
A retórica é uma arte sublime. Bento XVI, que por encabeçar a igreja católica tem especiais responsabilidades, devia ter a sensatez de medir as palavras. Para não passar a imagem de um terrorista intelectual que amedronta mulheres mais frágeis que já praticaram o aborto e que, por devoção, hão-de carregar até ao fim da vida o peso do supremo pecado sancionado pelo papa. Isto é terrorismo mental. O seu promotor é um terrorista que armadilha as consciências de quem fica preso às amarras da angústia, depois de escutar as "sempre sábias" palavras papais.
O que falta ao papa (e à igreja em geral) é um consultor de marketing...
sexta-feira, dezembro 29, 2006
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Natal utópico

Imaginei um Natal humanitário, sui generis: sem poluição, sem violência, sem racismo, nem guerras, sem exploradores, sem explorados! Um Natal em que os homens e mulheres independentemente do sexo, da cor, do país de nascimento, da religião que professam, do tamanho, da força física, da inteligência, de credos políticos e ideológicos se dêem a mão como amigos, como irmãos, como iguais.
Um Natal em que os homens resolvam eliminar as armas químicas, bacteriológicas, atómicas, de hidrogénio; abandonar as pesquisas bélicas, desmilitarizar generais e soldados, derreter os tanques, as espingardas, as pistolas e metralhadoras, enfim, todas as armas e com essa matéria-prima fabricar ferramentas, máquinas agrícolas e industriais.
Um Natal com mágicos poderes para apagar todas as leis dos alfarrábios e dos cérebros, transformar os quartéis, seminários, igrejas e prisões em museus e escolas novas destinadas a educar, instruir e despertar a Humanidade só para praticar o bem. Abolir as cercas convencionais, conhecidas por fronteiras, acabar com as nacionalidades, os idiomas que separam, dividem e tornam os homens adversários, inimigos, gerando guerras. Um Natal que eleja o Esperanto como elo de ligação e entendimento entre os seres humanos. Um Universo sem policiais, juízes, advogados, funcionários burocráticos, comerciantes, banqueiros; livre de hierarquias, de homens e mulheres ligados só pelo Amor, associados em comunidades de afinidade, autogestionárias, de grandes famílias capazes de produzir (cada um fazendo o que sabe ou pode e recebendo o que precisa), até alcançar a igualdade de acesso a alimentos, vestuário, transporte, moradia e demais bens materiais, educação, ensino e lazer de forma a proporcionar a felicidade de todos.
Nesse Natal por mim imaginado um homem só valia um homem e como tal todos teriam iguais direitos e deveres. Não haveria lugar para o ódio, rancor, inveja, a ambição, a ganância, ninguém se escravizaria para acumular fortuna, porque o dinheiro e a propriedade privada não existiriam mais, haviam sido abolidos. Seria um Natal sem negociatas, sem ninguém para comprar e vender produtos, indulgências, armas para matar gente e comprar consciências, a boa vontade de funcionários, da assistência médica, dos servidores públicos, enfim, não haveria corruptores, corruptos, nem ladrões...
No meu Natal não existiria gente dormindo nas calçadas, debaixo dos viadutos, nos bancos dos jardins, pocilgas sem luz, sem ar, nem gente estragando alimentos que faltam a milhões de crianças e adultos, num mundo que teimam em proclamar de civilizado e cristão. Cheio de gente se enganando, envenenando e matando mutuamente, robotizadas e alienadas, vivendo em permanente conflito com o Ser e o Parecer, cada um disputando o seu espaço vital, sempre aperfeiçoando estratégias, cada vez mais sofisticadas, para suplantar os menos audaciosos e os mais dependentes.
Seria um Natal sem leis, expressão da vontade dos conquistadores, enunciando como querem eles governar seus súbditos e que os outros lhes obedeçam.
Um Natal onde a felicidade de um fosse a felicidade de todos!
Em suma, imaginei um Natal impossível enquanto os seres humanos teimarem em viver às custas dos seus semelhantes, implantando, para isso, sistemas políticos e religiosos capazes de convencer (por meios "divinos", jurídicos ou na pancada) os menos inteligentes e os acomodados que desde que o mundo é mundo sempre existiram pobres e ricos...
Eu discordo!
A natureza tudo deu de graça aos homens, por isso ninguém pode negar a esse mesmo homem o direito à sua parcela neste mundo que também é seu, que é de todos nós!
Será um Natal utópico, dirão! Mas é o que pode imaginar hoje um ateu: Um Natal de Todos. Humanista, por isso belo.
UM NATAL IMAGINÁRIO - 2ªparte
de Edgar Rodrigues
Um Natal em que os homens resolvam eliminar as armas químicas, bacteriológicas, atómicas, de hidrogénio; abandonar as pesquisas bélicas, desmilitarizar generais e soldados, derreter os tanques, as espingardas, as pistolas e metralhadoras, enfim, todas as armas e com essa matéria-prima fabricar ferramentas, máquinas agrícolas e industriais.
Um Natal com mágicos poderes para apagar todas as leis dos alfarrábios e dos cérebros, transformar os quartéis, seminários, igrejas e prisões em museus e escolas novas destinadas a educar, instruir e despertar a Humanidade só para praticar o bem. Abolir as cercas convencionais, conhecidas por fronteiras, acabar com as nacionalidades, os idiomas que separam, dividem e tornam os homens adversários, inimigos, gerando guerras. Um Natal que eleja o Esperanto como elo de ligação e entendimento entre os seres humanos. Um Universo sem policiais, juízes, advogados, funcionários burocráticos, comerciantes, banqueiros; livre de hierarquias, de homens e mulheres ligados só pelo Amor, associados em comunidades de afinidade, autogestionárias, de grandes famílias capazes de produzir (cada um fazendo o que sabe ou pode e recebendo o que precisa), até alcançar a igualdade de acesso a alimentos, vestuário, transporte, moradia e demais bens materiais, educação, ensino e lazer de forma a proporcionar a felicidade de todos.
Nesse Natal por mim imaginado um homem só valia um homem e como tal todos teriam iguais direitos e deveres. Não haveria lugar para o ódio, rancor, inveja, a ambição, a ganância, ninguém se escravizaria para acumular fortuna, porque o dinheiro e a propriedade privada não existiriam mais, haviam sido abolidos. Seria um Natal sem negociatas, sem ninguém para comprar e vender produtos, indulgências, armas para matar gente e comprar consciências, a boa vontade de funcionários, da assistência médica, dos servidores públicos, enfim, não haveria corruptores, corruptos, nem ladrões...
No meu Natal não existiria gente dormindo nas calçadas, debaixo dos viadutos, nos bancos dos jardins, pocilgas sem luz, sem ar, nem gente estragando alimentos que faltam a milhões de crianças e adultos, num mundo que teimam em proclamar de civilizado e cristão. Cheio de gente se enganando, envenenando e matando mutuamente, robotizadas e alienadas, vivendo em permanente conflito com o Ser e o Parecer, cada um disputando o seu espaço vital, sempre aperfeiçoando estratégias, cada vez mais sofisticadas, para suplantar os menos audaciosos e os mais dependentes.
Seria um Natal sem leis, expressão da vontade dos conquistadores, enunciando como querem eles governar seus súbditos e que os outros lhes obedeçam.
Um Natal onde a felicidade de um fosse a felicidade de todos!
Em suma, imaginei um Natal impossível enquanto os seres humanos teimarem em viver às custas dos seus semelhantes, implantando, para isso, sistemas políticos e religiosos capazes de convencer (por meios "divinos", jurídicos ou na pancada) os menos inteligentes e os acomodados que desde que o mundo é mundo sempre existiram pobres e ricos...
Eu discordo!
A natureza tudo deu de graça aos homens, por isso ninguém pode negar a esse mesmo homem o direito à sua parcela neste mundo que também é seu, que é de todos nós!
Será um Natal utópico, dirão! Mas é o que pode imaginar hoje um ateu: Um Natal de Todos. Humanista, por isso belo.
UM NATAL IMAGINÁRIO - 2ªparte
de Edgar Rodrigues
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Feliz Solstício de Inverno

Estamos diante de mais um dia de grandes contrastes, uma data que teve a sua origem na imperfeição do velho calendário, saído, como se sabe, dos solstícios, ou seja, das duas épocas do ano em que se registram alternadamente a mais longa noite e o maior dia.
A época da noite mais comprida é o solstício de Inverno. E como, nos dois hemisférios, as estações são inversas, o que é o solstício de Inverno para o hemisfério norte é o solstício de verão para o hemisfério sul, e vice-versa.
Os antigos ignoravam que existisse uma parte da Terra onde houvesse o verão enquanto os europeus e asiáticos viviam o Inverno. Julgavam que o solstício de Inverno marcava a época da mais longa noite para a Terra inteira.
Em seus mitos solares, faziam nascer o deus Sol no solstício de Inverno, no momento em que os dias começavam a crescer. A sua juventude era no equinócio da primavera. No solstício de verão raiava em todo o esplendor da sua força, e depois do equinócio de Outono, na regressão da sua idade, envolvia-se num escuro invasor.
Entre os povos do Oriente, o sol nascente era representado por um menino no colo de uma Virgem celeste, sua mãe. Os egípcios, em especial, celebravam todos os anos, no solstício de Inverno, o nascimento do pequeno Horus, filho da virgem Isis, e sua imagem era exposta, num presépio à adoração do povo.
A grande imperfeição do velho calendário romano, chamado de Numa, apesar das intercalações periódicas, feitas pelos padres, de um mês completo de tamanho variável, no tempo de Júlio César o ano estava atraso mais de 60 dias da época em que devia ter início. O ditador chamou o astrónomo alexandrino Sosígenes para refazer a diferença.
Para este a duração do giro da Terra em volta do Sol era de 365 dias e 6 horas, dando então origem ao ano de 365 dias com a reserva de 6 horas excedentes para formar um tricentésimo sexagésimo sexto dia a juntar cada 4 anos. Propunha ainda o começo do ano no solstício de Inverno. Mas César, para não chocar os demais habitantes romanos, preferiu que o 1 de Janeiro do ano da reforma Juliana fosse colocado não no solstício mesmo mas no dia da Lua nova imediata. Ora, nesse ano, a Lua recaía 8 dias depois do solstício de Inverno. Isso deu resultado a que, no calendário Juliano, o solstício correspondesse não ao 1 de Janeiro, mas a 25 de Dezembro.
O dia 25 de Dezembro tornou-se, então, no novo calendário imposto ao império romano, como data oficial da festa que celebrava por toda a parte o nascimento do Sol, de Horus egípcio, do Mirtha persa, do Phebo grego e romano, etc.
A Igreja ao sentar-se no trono imperial com Constantino, cerca de um século após a época de Júlio César, aproveitou a festa do solstício de Inverno, do menino Horus nos braços da Virgem Isis para transformá-lo em festa do Natal, que se comemora até aos nossos dias das formas mais extravagantes, possíveis e imagináveis.
Natal é também Província da República da África do Sul, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Norte e significa nascimento, reunião, festa da família, época de grandes negócios...
UM NATAL IMAGINÁRIO - 1ªparte
de Edgar Rodrigues
A época da noite mais comprida é o solstício de Inverno. E como, nos dois hemisférios, as estações são inversas, o que é o solstício de Inverno para o hemisfério norte é o solstício de verão para o hemisfério sul, e vice-versa.
Os antigos ignoravam que existisse uma parte da Terra onde houvesse o verão enquanto os europeus e asiáticos viviam o Inverno. Julgavam que o solstício de Inverno marcava a época da mais longa noite para a Terra inteira.
Em seus mitos solares, faziam nascer o deus Sol no solstício de Inverno, no momento em que os dias começavam a crescer. A sua juventude era no equinócio da primavera. No solstício de verão raiava em todo o esplendor da sua força, e depois do equinócio de Outono, na regressão da sua idade, envolvia-se num escuro invasor.
Entre os povos do Oriente, o sol nascente era representado por um menino no colo de uma Virgem celeste, sua mãe. Os egípcios, em especial, celebravam todos os anos, no solstício de Inverno, o nascimento do pequeno Horus, filho da virgem Isis, e sua imagem era exposta, num presépio à adoração do povo.
A grande imperfeição do velho calendário romano, chamado de Numa, apesar das intercalações periódicas, feitas pelos padres, de um mês completo de tamanho variável, no tempo de Júlio César o ano estava atraso mais de 60 dias da época em que devia ter início. O ditador chamou o astrónomo alexandrino Sosígenes para refazer a diferença.
Para este a duração do giro da Terra em volta do Sol era de 365 dias e 6 horas, dando então origem ao ano de 365 dias com a reserva de 6 horas excedentes para formar um tricentésimo sexagésimo sexto dia a juntar cada 4 anos. Propunha ainda o começo do ano no solstício de Inverno. Mas César, para não chocar os demais habitantes romanos, preferiu que o 1 de Janeiro do ano da reforma Juliana fosse colocado não no solstício mesmo mas no dia da Lua nova imediata. Ora, nesse ano, a Lua recaía 8 dias depois do solstício de Inverno. Isso deu resultado a que, no calendário Juliano, o solstício correspondesse não ao 1 de Janeiro, mas a 25 de Dezembro.
O dia 25 de Dezembro tornou-se, então, no novo calendário imposto ao império romano, como data oficial da festa que celebrava por toda a parte o nascimento do Sol, de Horus egípcio, do Mirtha persa, do Phebo grego e romano, etc.
A Igreja ao sentar-se no trono imperial com Constantino, cerca de um século após a época de Júlio César, aproveitou a festa do solstício de Inverno, do menino Horus nos braços da Virgem Isis para transformá-lo em festa do Natal, que se comemora até aos nossos dias das formas mais extravagantes, possíveis e imagináveis.
Natal é também Província da República da África do Sul, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Norte e significa nascimento, reunião, festa da família, época de grandes negócios...
UM NATAL IMAGINÁRIO - 1ªparte
de Edgar Rodrigues
terça-feira, dezembro 12, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
Natais do capital
As conotações evangélicas da pobreza foram cultivadas durante séculos como caminho seguro para o céu (assumindo a Igreja a boa gestão da caridade e do socorro aos pobres). Mas «pobres», agora, «já não existem». Na sociedade de mercado (capitalista) proclamada como «fim da História» e «fim das classes», só há «excluídos» e consumidores.
Proclamando o advento da «sociedade de consumo», com as correspondentes alterações sociais, económicas, culturais e comportamentais, os interesses dominantes subverteram as imagens e alegorias tradicionais do Natal.
Assim o shopping substituiu com naturalidade o presépio nas imagens de referência, como alternativa virtual para quem não pode materializar os seus sonhos mais profundos.
O shopping reúne, na verdade, uma série de elementos que enchem os olhos de «pós-modernidade» e apetência de consumo. São frequentados até por aqueles que não tem salário. Vitrinas luminosas praticam a economia das diferenças, num ambiente confortável e tranquilo que deixa lá fora a chuva e os conflitos da sociedade. E neles o capital oferece em redoma asséptica o tom de vida apresentado por Huxley no seu livro «O admirável mundo novo».
No quadro da grande operação de retrocesso social em curso os «shopping centers» e as promoções de venda são usados como fonte espiritual obsessivamente apontada a todo o consumidor que almeja comemorar o Natal nos quadros da «normalidade social».
Bom é que as pessoas não desistam de manter os sentimentos que tradicionalmente marcam o natal e o ano novo. Mas necessário é que não esqueçam os presentes de natal que o governo PS está embrulhando para pôr no sapatinho como prenda de ano novo. Como é o caso, por exemplo, do novo orçamento.
Cada vez mais arrogantemente direitos sociais como a educação, a saúde, a segurança social, inerentes ao próprio desenvolvimento da sociedade, são agora sujeitos, pelos sócrates de serviço, às leis do mercado: quem os quiser, tem de os comprar. como se compra a roupa, o carro, o champô.
Na mira do capital surge cada vez mais como alvo a «privatização» do ser humano, como um ser autista, indiferente aos valores da solidariedade, da justiça, da amizade, do amor. Cada vez mais condicionado para se isolar, para não participar em causas colectivas, não acreditar na possibilidade de mudar a sociedade e a vida.
Mas privatizar o ser humano nunca será possível: o ser humano é por natureza um ser social, que só socialmente realiza a sua humanidade. Por isso mesmo haverá sempre quem não aceite que seja posto à venda o direito humano de transformar o mundo.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Sim! Aqui, não há hipocrisia.

A penalização do aborto priva as mulheres de exercerem na sua plenitude os seus direitos sexuais e reprodutivos e é, só por isso, uma questão política. A Carta dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, da Federação Internacional de Planeamento Familiar, afirma, no seu ponto 4, que “todas as mulheres têm o direito de efectuar escolhas autónomas em matéria de reprodução, incluindo as opções relacionadas com o aborto seguro”. A Plataforma de Acção de Pequim, aprovada pelo Estado português, declara, no seu ponto 96, que “os direitos humanos das mulheres incluem o direito de controlar os aspectos relacionados com a sua sexualidade, incluindo a sua saúde sexual e reprodutiva e de decidir livre e responsavelmente sobre essas questões, sem coacção, discriminação ou violência”.
A actual lei de criminalização do aborto é injusta socialmente. É uma lei que aos ricos não afecta porque podem ir fora do país e fazer o aborto. As causas para o aborto são várias: porque as mulheres já tinham filhos; porque eram novas; porque foram abandonadas pelo respectivo companheiro; porque não tinham condições para o criar; ou porque, pura e simplesmente, não queriam. A lei deve, de facto, estabelecer o domínio das garantias da liberdade e da responsabilidade, e não deve procurar impor ou punir comportamentos que relevam da escolha pessoal, familiar ou social. A lei actualmente existente não previne o aborto clandestino, antes acarreta para as mulheres que optam pela interrupção voluntária da gravidez não só danos físicos de abortos feitos em condições clandestinas e deficientes em termos de saúde, mas também danos psicológicos agravados pela criminalização do acto praticado.
Já se arrasta há muito tempo o impasse que é um produto da religião católica. Quem como eu é a favor da despenalização não quer impor nada, quer apenas o direito de opção que poupa o sofrimento e a dor que essa discussão envolve.
Despenalizar a Interrupção Voluntária da Gravidez é a única forma de pôr fim às sucessivas investigações, devassas, humilhações, julgamentos e condenações de mulheres que nos últimos anos se repetiram em vários processos judiciais em Portugal.
A actual lei de criminalização do aborto é injusta socialmente. É uma lei que aos ricos não afecta porque podem ir fora do país e fazer o aborto. As causas para o aborto são várias: porque as mulheres já tinham filhos; porque eram novas; porque foram abandonadas pelo respectivo companheiro; porque não tinham condições para o criar; ou porque, pura e simplesmente, não queriam. A lei deve, de facto, estabelecer o domínio das garantias da liberdade e da responsabilidade, e não deve procurar impor ou punir comportamentos que relevam da escolha pessoal, familiar ou social. A lei actualmente existente não previne o aborto clandestino, antes acarreta para as mulheres que optam pela interrupção voluntária da gravidez não só danos físicos de abortos feitos em condições clandestinas e deficientes em termos de saúde, mas também danos psicológicos agravados pela criminalização do acto praticado.
Já se arrasta há muito tempo o impasse que é um produto da religião católica. Quem como eu é a favor da despenalização não quer impor nada, quer apenas o direito de opção que poupa o sofrimento e a dor que essa discussão envolve.
Despenalizar a Interrupção Voluntária da Gravidez é a única forma de pôr fim às sucessivas investigações, devassas, humilhações, julgamentos e condenações de mulheres que nos últimos anos se repetiram em vários processos judiciais em Portugal.
domingo, novembro 26, 2006
The Kid

Jerónimo de Sousa dirigiu-se também ao PSD, afirmando que, para o líder social-democrata Marques Mendes, «deve ser muito difícil ser prior nesta freguesia»: «Se faz propostas mandam-no estar calado, se não faz dizem que não faz oposição».
«O problema não está em Marques Mendes, está em quem manda no PSD e quem manda no PSD é o poder económico que acha que Sócrates não só serve como não deve ser estorvado», disse.
«O problema não está em Marques Mendes, está em quem manda no PSD e quem manda no PSD é o poder económico que acha que Sócrates não só serve como não deve ser estorvado», disse.
Portugal Diário, 18 Novembro 2006
terça-feira, novembro 21, 2006
quarta-feira, novembro 15, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
Zona de Conforto

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta: "Eu posso sentar-me como você e não fazer nada o dia inteiro?" O corvo responde: "Claro, porque não?" O coelho senta-se no chão em baixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.
Nota:
Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar sentado bem no alto.
Nota:
Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar sentado bem no alto.
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