terça-feira, dezembro 12, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
Natais do capital
As conotações evangélicas da pobreza foram cultivadas durante séculos como caminho seguro para o céu (assumindo a Igreja a boa gestão da caridade e do socorro aos pobres). Mas «pobres», agora, «já não existem». Na sociedade de mercado (capitalista) proclamada como «fim da História» e «fim das classes», só há «excluídos» e consumidores.
Proclamando o advento da «sociedade de consumo», com as correspondentes alterações sociais, económicas, culturais e comportamentais, os interesses dominantes subverteram as imagens e alegorias tradicionais do Natal.
Assim o shopping substituiu com naturalidade o presépio nas imagens de referência, como alternativa virtual para quem não pode materializar os seus sonhos mais profundos.
O shopping reúne, na verdade, uma série de elementos que enchem os olhos de «pós-modernidade» e apetência de consumo. São frequentados até por aqueles que não tem salário. Vitrinas luminosas praticam a economia das diferenças, num ambiente confortável e tranquilo que deixa lá fora a chuva e os conflitos da sociedade. E neles o capital oferece em redoma asséptica o tom de vida apresentado por Huxley no seu livro «O admirável mundo novo».
No quadro da grande operação de retrocesso social em curso os «shopping centers» e as promoções de venda são usados como fonte espiritual obsessivamente apontada a todo o consumidor que almeja comemorar o Natal nos quadros da «normalidade social».
Bom é que as pessoas não desistam de manter os sentimentos que tradicionalmente marcam o natal e o ano novo. Mas necessário é que não esqueçam os presentes de natal que o governo PS está embrulhando para pôr no sapatinho como prenda de ano novo. Como é o caso, por exemplo, do novo orçamento.
Cada vez mais arrogantemente direitos sociais como a educação, a saúde, a segurança social, inerentes ao próprio desenvolvimento da sociedade, são agora sujeitos, pelos sócrates de serviço, às leis do mercado: quem os quiser, tem de os comprar. como se compra a roupa, o carro, o champô.
Na mira do capital surge cada vez mais como alvo a «privatização» do ser humano, como um ser autista, indiferente aos valores da solidariedade, da justiça, da amizade, do amor. Cada vez mais condicionado para se isolar, para não participar em causas colectivas, não acreditar na possibilidade de mudar a sociedade e a vida.
Mas privatizar o ser humano nunca será possível: o ser humano é por natureza um ser social, que só socialmente realiza a sua humanidade. Por isso mesmo haverá sempre quem não aceite que seja posto à venda o direito humano de transformar o mundo.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Sim! Aqui, não há hipocrisia.

A penalização do aborto priva as mulheres de exercerem na sua plenitude os seus direitos sexuais e reprodutivos e é, só por isso, uma questão política. A Carta dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, da Federação Internacional de Planeamento Familiar, afirma, no seu ponto 4, que “todas as mulheres têm o direito de efectuar escolhas autónomas em matéria de reprodução, incluindo as opções relacionadas com o aborto seguro”. A Plataforma de Acção de Pequim, aprovada pelo Estado português, declara, no seu ponto 96, que “os direitos humanos das mulheres incluem o direito de controlar os aspectos relacionados com a sua sexualidade, incluindo a sua saúde sexual e reprodutiva e de decidir livre e responsavelmente sobre essas questões, sem coacção, discriminação ou violência”.
A actual lei de criminalização do aborto é injusta socialmente. É uma lei que aos ricos não afecta porque podem ir fora do país e fazer o aborto. As causas para o aborto são várias: porque as mulheres já tinham filhos; porque eram novas; porque foram abandonadas pelo respectivo companheiro; porque não tinham condições para o criar; ou porque, pura e simplesmente, não queriam. A lei deve, de facto, estabelecer o domínio das garantias da liberdade e da responsabilidade, e não deve procurar impor ou punir comportamentos que relevam da escolha pessoal, familiar ou social. A lei actualmente existente não previne o aborto clandestino, antes acarreta para as mulheres que optam pela interrupção voluntária da gravidez não só danos físicos de abortos feitos em condições clandestinas e deficientes em termos de saúde, mas também danos psicológicos agravados pela criminalização do acto praticado.
Já se arrasta há muito tempo o impasse que é um produto da religião católica. Quem como eu é a favor da despenalização não quer impor nada, quer apenas o direito de opção que poupa o sofrimento e a dor que essa discussão envolve.
Despenalizar a Interrupção Voluntária da Gravidez é a única forma de pôr fim às sucessivas investigações, devassas, humilhações, julgamentos e condenações de mulheres que nos últimos anos se repetiram em vários processos judiciais em Portugal.
A actual lei de criminalização do aborto é injusta socialmente. É uma lei que aos ricos não afecta porque podem ir fora do país e fazer o aborto. As causas para o aborto são várias: porque as mulheres já tinham filhos; porque eram novas; porque foram abandonadas pelo respectivo companheiro; porque não tinham condições para o criar; ou porque, pura e simplesmente, não queriam. A lei deve, de facto, estabelecer o domínio das garantias da liberdade e da responsabilidade, e não deve procurar impor ou punir comportamentos que relevam da escolha pessoal, familiar ou social. A lei actualmente existente não previne o aborto clandestino, antes acarreta para as mulheres que optam pela interrupção voluntária da gravidez não só danos físicos de abortos feitos em condições clandestinas e deficientes em termos de saúde, mas também danos psicológicos agravados pela criminalização do acto praticado.
Já se arrasta há muito tempo o impasse que é um produto da religião católica. Quem como eu é a favor da despenalização não quer impor nada, quer apenas o direito de opção que poupa o sofrimento e a dor que essa discussão envolve.
Despenalizar a Interrupção Voluntária da Gravidez é a única forma de pôr fim às sucessivas investigações, devassas, humilhações, julgamentos e condenações de mulheres que nos últimos anos se repetiram em vários processos judiciais em Portugal.
domingo, novembro 26, 2006
The Kid

Jerónimo de Sousa dirigiu-se também ao PSD, afirmando que, para o líder social-democrata Marques Mendes, «deve ser muito difícil ser prior nesta freguesia»: «Se faz propostas mandam-no estar calado, se não faz dizem que não faz oposição».
«O problema não está em Marques Mendes, está em quem manda no PSD e quem manda no PSD é o poder económico que acha que Sócrates não só serve como não deve ser estorvado», disse.
«O problema não está em Marques Mendes, está em quem manda no PSD e quem manda no PSD é o poder económico que acha que Sócrates não só serve como não deve ser estorvado», disse.
Portugal Diário, 18 Novembro 2006
terça-feira, novembro 21, 2006
quarta-feira, novembro 15, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
Zona de Conforto

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta: "Eu posso sentar-me como você e não fazer nada o dia inteiro?" O corvo responde: "Claro, porque não?" O coelho senta-se no chão em baixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.
Nota:
Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar sentado bem no alto.
Nota:
Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar sentado bem no alto.
domingo, novembro 05, 2006
É gente desta que o País precisa!
Para entrevistar um grande dirigente, só poderia ser um grande jornalista.
Um grande bem haja, aos dois.
Levantam a moral a qualquer equipa.
domingo, outubro 29, 2006
Salazar - versão Séc. XXI

Está a cumprir-se o desejo daqueles que clamavam por um "novo Salazar".
Apesar de nos deixar chamar-lhe: Mentiroso, Aldrabão, Arrogante e outros epítetos, o "nosso Primeiro", tal como Salazar, vai encher os cofres do Estado, mas vai pôr-nos a pão e água. Só os ricos terão direito à saúde e à protecção social, os outros arrastar-se-ão nas filas dos poucos hospitais e maternidades centrais e nas filas da Assistência Social, à boa maneira salazarista.
Tudo:
"A Bem da Redução do Défice"
Apesar de nos deixar chamar-lhe: Mentiroso, Aldrabão, Arrogante e outros epítetos, o "nosso Primeiro", tal como Salazar, vai encher os cofres do Estado, mas vai pôr-nos a pão e água. Só os ricos terão direito à saúde e à protecção social, os outros arrastar-se-ão nas filas dos poucos hospitais e maternidades centrais e nas filas da Assistência Social, à boa maneira salazarista.
Tudo:
"A Bem da Redução do Défice"
quarta-feira, outubro 25, 2006
Blins, porque sim !

Os Blins são os perfeitos criadores do Universo, omnipotentes, omniscientes e omniverdes. São a Origem e o Fim, a Vida e a Morte, o A e o Ya. O blinólogo escolástico São Francisco de Alcabideche declarou em 1208 que os Blins seriam também aqueles alfinetes com cabeça em forma de joaninha que se espetam nas plantas de plástico. Historiadores modernos afirmam tratar-se de um erro na tradução do original hebraico, mas hoje em dia a adoração destes adereços é uma parte importante do culto Bliniano.
Porquê estudar os Blins?
O estudo dos Blins é o mais elevado empreendimento do intelecto humano, pois é a única via para revelar o propósito do Universo, o sentido da vida, e a verdadeira utilidade dos alfinetes com cabeça em forma de joaninha.
Mas não há evidências que os Blins existam, pois não?
A existência dos Blins é uma questão metafísica e transcendente que não pode ser abordada pela ciência, pois o método científico assume à partida uma posição exclusivamente ablínica. Mais, aceitar a existência dos Blins é um acto de fé, e a única forma de receber a Sua graça. Por isso nunca poderá haver argumentos ou evidências que demonstrem a existência dos Blins.
E se a fé não me chega para aceitar que os Blins existem?
Nesse caso, há argumentos e evidências que demonstram a existência dos Blins. Por exemplo, o argumento ontológico. Sendo os Blins os seres mais perfeitos que se pode conceber, e sendo um ser que existe mais perfeito que um que não existe, forçosamente os Blins terão que existir. Podemos também demonstrar a sua existência pelo argumento da afirmação, que diz que os Blins existem porque sim.
As evidências são também claras. O Universo é de tal forma complexo que a sua origem não pode ser explicada pelo acaso, o que prova que é uma criação dos Blins. Também a natureza humana testemunha a existência dos Blins, pois todos os povos e culturas crêem em seres sobrenaturais.
Quantos Blins existem?
O Credo Blim é bastante claro e explícito, dispensando qualquer explicação: «Creio em três Blins, e apenas três. Creio que os Blins são exactamente vinte e seis, e o seu número, que é quantos são, é trezentos e doze. Excepto às quartas feiras.»
Mas isso não é uma contradição?
Não.
Como explicar a existência do vermelho?
Este um dos grandes problemas por resolver na blinologia. Sendo os Blins omnipotentes e omniverdes, a existência do vermelho é algo surpreendente. Será talvez um mistério que ficará para sempre além da compreensão humana. Mas a hipótese mais aceite é que a existência do vermelho foi consequência do livre arbítrio humano, e da escolha que levou à expulsão do Paraíso, onde tudo era verde. Este exercício de vontade que levou a espécie humana a afastar-se da perfeição do verde é relatado com grande beleza nos escritos sagrados Blim, nomeadamente na história de Lucinda, o tremoceiro, e os três porcos cantores.
E o que faz um blinólogo?
Como investigador, o blinólogo pesquisa textos antigos de blinólogos já falecidos, num esforço incessante para rescrever as mesmas ideias em frases ligeiramente diferentes. Este trabalho de leitura e contemplação metafísica tornam-no especialmente apto para se pronunciar sobre temas como a investigação em medicina, genética molecular, contracepção, e a orientação sexual de cada indivíduo.
Porquê estudar os Blins?
O estudo dos Blins é o mais elevado empreendimento do intelecto humano, pois é a única via para revelar o propósito do Universo, o sentido da vida, e a verdadeira utilidade dos alfinetes com cabeça em forma de joaninha.
Mas não há evidências que os Blins existam, pois não?
A existência dos Blins é uma questão metafísica e transcendente que não pode ser abordada pela ciência, pois o método científico assume à partida uma posição exclusivamente ablínica. Mais, aceitar a existência dos Blins é um acto de fé, e a única forma de receber a Sua graça. Por isso nunca poderá haver argumentos ou evidências que demonstrem a existência dos Blins.
E se a fé não me chega para aceitar que os Blins existem?
Nesse caso, há argumentos e evidências que demonstram a existência dos Blins. Por exemplo, o argumento ontológico. Sendo os Blins os seres mais perfeitos que se pode conceber, e sendo um ser que existe mais perfeito que um que não existe, forçosamente os Blins terão que existir. Podemos também demonstrar a sua existência pelo argumento da afirmação, que diz que os Blins existem porque sim.
As evidências são também claras. O Universo é de tal forma complexo que a sua origem não pode ser explicada pelo acaso, o que prova que é uma criação dos Blins. Também a natureza humana testemunha a existência dos Blins, pois todos os povos e culturas crêem em seres sobrenaturais.
Quantos Blins existem?
O Credo Blim é bastante claro e explícito, dispensando qualquer explicação: «Creio em três Blins, e apenas três. Creio que os Blins são exactamente vinte e seis, e o seu número, que é quantos são, é trezentos e doze. Excepto às quartas feiras.»
Mas isso não é uma contradição?
Não.
Como explicar a existência do vermelho?
Este um dos grandes problemas por resolver na blinologia. Sendo os Blins omnipotentes e omniverdes, a existência do vermelho é algo surpreendente. Será talvez um mistério que ficará para sempre além da compreensão humana. Mas a hipótese mais aceite é que a existência do vermelho foi consequência do livre arbítrio humano, e da escolha que levou à expulsão do Paraíso, onde tudo era verde. Este exercício de vontade que levou a espécie humana a afastar-se da perfeição do verde é relatado com grande beleza nos escritos sagrados Blim, nomeadamente na história de Lucinda, o tremoceiro, e os três porcos cantores.
E o que faz um blinólogo?
Como investigador, o blinólogo pesquisa textos antigos de blinólogos já falecidos, num esforço incessante para rescrever as mesmas ideias em frases ligeiramente diferentes. Este trabalho de leitura e contemplação metafísica tornam-no especialmente apto para se pronunciar sobre temas como a investigação em medicina, genética molecular, contracepção, e a orientação sexual de cada indivíduo.
sábado, outubro 21, 2006
O País está fodido, tem de fazer um aborto!
Numa conferência de imprensa, onde também estava um bêbado ao fundo da sala, um repórter da RTP fez uma última pergunta aos três políticos presentes: -"Meus Senhores, se fossem solteiros, com quem gostariam de casar?"
O primeiro a responder foi Santana Lopes: "Com a Catarina Furtado, a mulher mais bonita de Portugal!"
E o bêbado, lá no fundo, aplaude e grita:
"Isso mesmo, muito bem, casou pela beleza, muito bem!!!"
A seguir, o Presidente Cavaco Silva responde: "Eu casava-me com a minha mulher, porque ela me ama!!!"
E o bêbado, mais uma vez: "Muito bem, é assim mesmo, casamento por amor!
Muito bem!"
Por último, José Sócrates, para ficar bem no retrato, dá a sua resposta:
"Eu casava-me com Portugal pois o meu coração pertence a este país!"
E o bêbado, num grande estardalhaço:
"É assim mesmo, isto é que é um homem honrado: fodeu, tem que casar!!!
Bravo!"
O primeiro a responder foi Santana Lopes: "Com a Catarina Furtado, a mulher mais bonita de Portugal!"E o bêbado, lá no fundo, aplaude e grita:
"Isso mesmo, muito bem, casou pela beleza, muito bem!!!"
A seguir, o Presidente Cavaco Silva responde: "Eu casava-me com a minha mulher, porque ela me ama!!!"E o bêbado, mais uma vez: "Muito bem, é assim mesmo, casamento por amor!
Muito bem!"
Por último, José Sócrates, para ficar bem no retrato, dá a sua resposta:"Eu casava-me com Portugal pois o meu coração pertence a este país!"
E o bêbado, num grande estardalhaço:
"É assim mesmo, isto é que é um homem honrado: fodeu, tem que casar!!!
Bravo!"
quarta-feira, outubro 18, 2006
Mais um cromo, ou seja, uma besta!
A culpa é dos consumidores !
"Culpa do aumento da electricidade é do consumidor"
O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação declarou que "a culpa" do aumento de 15,7% da electricidade para os consumidores domésticos em 2007 é do consumidor, porque esteve vários anos a pagar menos do que devia.
O governo justifica este brutal aumento com o congelamento decretado pelos governos, em que as subidas percentuais não poderiam ser superiores à inflação. A EDP diz ter agora um acumulado de centenas de milhões de euros e terá que fazer este aumento.
Falta explicar aos utentes, como a EDP, empresa portuguesa que mais lucros obteve nos últimos anos, vem agora dizer ter um acumulado de prejuízos.
Então a responsabilidade é dos consumidores! Foram eles que decidiram os aumentos nos anos anteriores. Ainda sobre a justificação dos apenas 9% de aumento para as empresas, refere esta anormalidade: As empresas é que fazem a economia logo afecta a sua produtividade. Ou seja, esquece um aspecto nuclear da economia que são os consumidores. "Sem consumo não há economia" Sr. Secretário. Aonde é que andou a estudar para revelar tanta ignorância em tão pouco tempo. São os políticos que temos e que não merecemos.
"Culpa do aumento da electricidade é do consumidor"O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação declarou que "a culpa" do aumento de 15,7% da electricidade para os consumidores domésticos em 2007 é do consumidor, porque esteve vários anos a pagar menos do que devia.
O governo justifica este brutal aumento com o congelamento decretado pelos governos, em que as subidas percentuais não poderiam ser superiores à inflação. A EDP diz ter agora um acumulado de centenas de milhões de euros e terá que fazer este aumento.
Falta explicar aos utentes, como a EDP, empresa portuguesa que mais lucros obteve nos últimos anos, vem agora dizer ter um acumulado de prejuízos.
Então a responsabilidade é dos consumidores! Foram eles que decidiram os aumentos nos anos anteriores. Ainda sobre a justificação dos apenas 9% de aumento para as empresas, refere esta anormalidade: As empresas é que fazem a economia logo afecta a sua produtividade. Ou seja, esquece um aspecto nuclear da economia que são os consumidores. "Sem consumo não há economia" Sr. Secretário. Aonde é que andou a estudar para revelar tanta ignorância em tão pouco tempo. São os políticos que temos e que não merecemos.
domingo, outubro 08, 2006
domingo, setembro 24, 2006
Ninguém é perfeito, mas há coisas que tem de ser ditas
Demora um pouco a ver. Mas vale a pena. Hugo Chavez na ONU em 20 Setembro 2006 - Um discurso para a história?http://www.youtube.com/watch?v=mwQz6TRtXOgt
E para aqueles que preferirem, a tradução completa está aqui
sábado, setembro 23, 2006
E tudo ficou por resolver...

Foi o "envelope nº9";
Foi o caso "Casa Pia";
Foi o "apito dourado";
Foi o "saco azul de Felgueiras";
O processo da Pequena Joana;
Foi o "processo Freeport";
Foram as fugas dos "segredos" de informação;
E etc, etc......
Foi o caso "Casa Pia";
Foi o "apito dourado";
Foi o "saco azul de Felgueiras";
O processo da Pequena Joana;
Foi o "processo Freeport";
Foram as fugas dos "segredos" de informação;
E etc, etc......
sábado, setembro 16, 2006
Com pezinhos de lã
A revolta muçulmana contra Bento XVI apossou-se dos países islâmicos tendo como pretexto um discurso papal na Universidade de Ratisbona no sul da Alemanha.O Papa, que conhece bem a intolerância da sua própria Igreja, citou um diálogo entre o Imperador bizantino Manuel II Paleólogo (1391) e um erudito persa em que o primeiro pedia ao segundo que lhe desse um exemplo de algo de novo que o mundo devesse a Maomé e que só encontraria coisas «más e desumanas» como a «ordem de expandir com a espada a fé que ele pregava».
O Papa acrescentou ainda que a jihad contraria Deus e considerou irracional defender a fé com violência, como se essa não fosse prática habitual das religiões, incluindo a sua.
Logo uma legião de clérigos ululou no Egipto, Irão, Paquistão e Iraque. Que as palavras do Papa «incitam ao terrorismo» - dizem os líderes sunitas, que desconhece a «tolerante religião islâmica» verberam os Ayatollahs do Irão.
E a verdade é que o Papa tem razão. Por mais que agora levante o vestidinho e mostre os sapatinhos vermelhos e as meias a condizer, disse o óbvio ululante. Aliás, os Papas seus antecessores, igualmente santos, pregaram a guerra, «numa das mãos a espada e na outra a cruz», como ora fazem os terroristas dos vários credos, com particular regozijo do Islão, e, de forma mais subtil, os bispos na luta contra a laicidade e o ateísmo.
É uma evidência que o proselitismo anima a clericanalha de um lado e outro. O sangue é o alimento predilecto do Deus de qualquer deles. O martírio é a demência com melhor cotação na bolsa de valores do Paraíso. «Crês ou morres» é a divisa criada pela ambição demencial dos beatos das religiões do livro.
Não se percebe a onda de indignação. É mais um número equivalente ao das caricaturas do boçal pastor de camelos. Da parte do Papa apenas os métodos são mais suaves após a desconfiança e desprezo a que o votaram as sociedades secularizadas.
Mas não se pense que a violência é exclusiva de uma religião particular, é o ópio que anima as multidões de crentes fanatizados na infância pela clericanalha ao serviço de um Deus qualquer para que os homens vivam de rastos e morram de joelhos.
O que está em causa é a liberdade de expressão, independentemente da luta que a clericanalha cristã e islâmica travam pela hegemonia no mercado da fé.
É essa liberdade que o laicismo assegura e que tem de ser defendida.
um artigo de Carlos Esperança,
sexta-feira, setembro 15, 2006
Os "bons", os "maus" e os "anjinhos"
A mentalidade ocidental foi acostumada desde muito cedo a dividir as coisas em dois eixos principais: as boas e as más. Essa mentalidade é muito mais forte nos países de tendências Judaico-Cristãs (tendência que abarca também o Islamismo) do que nos de cultura oriental, porém, mesmo nesses, essa tendência existe e deve ser observada atentamente.Classificar fenómenos entre bons e maus é uma tendência antiga da mente humana, isso porque esses rótulos facilitam a compreensão do mundo. É fácil dizer que tal pessoa não é confiável porque é má, ou que alguém está com más intenções em relação a algo. O difícil é explicar o que é bem e o que é mal. Torna-se tão difícil definir esses dois conceitos antagónicos por um só motivo: ambos não existem de verdade; são apenas construções baseadas nas ideologias daqueles que as constroem.
Depois dos mil anos de Idade Média Europeia que deram bases à mentalidade dos Europeus que conquistaram e colonizaram a América, influenciando todo o mundo, a moral Judaico-Cristã difundiu se pelo planeta, e hoje nada que destoe muito dela é visto com bons olhos. Por isso, temos uma noção tão definida do que é bem e do que é mal. Mesmo estes conceitos não passando de construções,
Hoje o país mais poderoso do mundo é os EUA e, além de se considerarem o modelo de democracia perfeita, eles ainda são regidos por uma moral mista entre o mais forte Puritanismo Cristão e o Judaísmo Ortodoxo.
Quem governa faz a História, pois a História pertence aos vencedores, sendo assim, para quase todo o mundo, os fatos são vistos como os EUA querem que eles sejam mostrados.
Tomem por bem e por mal aquilo que bem entenderem, mas se compreenderam este texto verão que esses conceitos dependem única e exclusivamente do lado com o qual você simpatiza mais. Se for realmente imparcial, talvez você consiga fazer a seguinte análise:
Palavras de Deus (se é que ele existe):
Quando eu disse Amai ao Próximo como a Ti Mesmo, eu não pensava em fazer com que uns explorassem os outros, matassem em meu nome ou financiassem Estados que servissem de pontos estratégicos para guerras futuras. Porém, por outro, quando meu filho esteve na Terra, disse certa vez “Se te baterem numa face, ofereça a outra”, e não “Se te baterem numa face destrua até mesmo crianças, famintos e doentes inocentes para castigar aquele que te golpeou”.
quarta-feira, setembro 06, 2006
As duas faces da mesma $moeda$
Ninguém saberá ao certo como ocorreu o 11 de Set. 2001. Todas as pessoas que iam com os terroristas nos aviões estão mortas. O registo das conversas das caixas negras pode estar ou não manipulado. Ninguém saberá jamais todos os detalhes. Dirão uns que foi um grupo de Al Quaida, dirão outros que foi uma conspiração pela própria administração Bush.
Mas o que importa é sobretudo o que daí adveio.
A mudança de orientação, sobretudo ao nível da política externa. A assunção de que os EUA estavam em guerra «contra o terrorismo». O ataque e derrube do regime dos taliban no Afeganistão. A autorização para escutas praticamente ilimitadas e a possibilidade de prender alguém secretamente, sem acesso a advogado durante longo tempo, com a mera suspeita de «terrorismo», o «Patriot Act»...
Depois, a encenação que levou à invasão do Iraque (em 2003) e todos os desenvolvimentos que se conhecem. O alinhamento incondicional do governo britânico, e o apoio da direita europeia mais conservadora (incluindo Asnar e Durão Barroso).
A própria viragem da UE, temerosa de desagradar ao Big Brother USA.
Se foi uma espécie de Pearl Harbour, ou não, nunca saberemos (o supremo comando naval dos EUA tinha interceptado as mensagens dirigidas à marinha e aviação nipónicas: não fizeram nada, tinham assim um «casus belli» para entrarem na IIª Guerra Mundial).
O que sabemos todos é a consequência disto tudo. Guerra e mais guerra.
A guerra que é levada a cabo é declaradamente contra os «terroristas»; porém, duplica-se esta por uma guerra económica dos ricos contra os pobres, os cada vez mais pobres.
A globalização capitalista mata muito mais num dia, do que todas as bombas de terroristas juntas.
Os terrorismos de grupos diversos e o terrorismo de Estado, complementam-se. Os objectivos de uns não seriam possíveis sem a actuação dos outros.
São quase a sua própria imagem em espelho: apenas uns têm meios muito mais potentes do que os outros.
O terrorismo é o maior amigo dos estados capitalistas e imperialistas. Estes sabem bem que têm de o «cultivar» á socapa, têm de o alimentar, com medidas que apenas servem para o inflacionar, pois é graças ao pretexto terrorista que os Estados se tornam cada vez mais fascistas.
Isto com a passividade, indiferença ou mesmo aplauso entusiasta dos cidadãos... salvo uma pequena parte que não perdeu a lucidez mental...
Se achas que pertences a este último grupo, não cedas às manipulações...
e não caias nas argumentações idiotas de uns e de outros.
Manuel Baptista
domingo, setembro 03, 2006
Não há miséria que não dê em fartura!







-
«O SISTEMA de ensino em Portugal tem nada menos do que 2071 manuais escolares. Do 1º ao 12º ano é este o número de livros que os alunos podem escolher com preços que variam entre os dois e os 32 euros. Só até ao 4.º ano (antiga 4.ª Classe) temos 333 livros. Mas nenhum passa por qualquer crivo ou acreditação oficial, apesar de desde 1990 a lei exigir a avaliação dos livros escolares.»
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