
sexta-feira, junho 02, 2006
O lado positivo da coisa

domingo, maio 28, 2006
O negócio da (China) doença

Com efeito uma farmácia ganha, no simples acto de aviar os medicamentos de uma receita de um médico do SNS, mais do que ganha o médico que consultou o doente, o ouviu, observou, diagnosticou, se responsabilizou e passou aquela receita.
Algo vai muito mal no reino da Saúde!
Com a introdução dos genéricos aconteceu algo de novo que explica o aparente contra-senso do entusiástico apoio das farmácias aos genéricos. De facto, ao ganharem à percentagem percebe-se mal como as farmácias defendem a venda de medicamentos mais baratos que lhes iriam baixar os rendimentos. É que, com a introdução dos genéricos as farmácias ganharam um novo negócio, ainda mais rentável. Ganharam o poder de escolher entre o Antibiótico Y Genérico, de 30 ou mais Laboratórios de Genéricos. Dantes o Médico receitava o Antibiótico Y e a Farmácia tinha que fornecer o medicamento da marca que o médico que prescrevia. Não tinha qualquer interferência do processo. Agora, sempre que o médico não põe a cruzinha a expressamente o proibir, dispõe do poder de escolher. E qual é o critério de escolha perante trinta ou mais fornecedores ansiosos? Aquele que lhe der mais descontos, mais bónus. A imprensa citou casos aonde os Laboratórios por cada dez que as farmácias comprassem ofereciam várias embalagens de graça às farmácias. Embalagens cujo preço de venda revertiam inteiramente para a farmácia. Aonde as farmácias em vez de ficarem com 23% passaram a ficar com 100%!
Este reflexão é despoletada pela venda livre dos medicamentos nos Hipermercados. Um assunto irrelevante em relação aos graves problemas do Sector da Saúde e que por enquanto se pode resumir a uma aparente luta entre o Lobie das Farmácias e o Lobie dos Hipermercados. Desta vez terá ganho o Lobie dos Hipermercados.
Ou, como no fim se verá, será muito mais do que isso?
António Alvim
terça-feira, maio 23, 2006
Filosofia barata

Bárbara Guimarães não é "só" família (por mais que o Dinis Maria seja exibido como forma de legitimar essa imagem). É isso e muito mais. É algo que pode - muito legitimamente - ser considerado um trunfo eleitoral. Nessa medida, a sua participação na campanha do marido não pode deixar de ser eleitoralmente medida (e na campanha de Carrilho foi-o) e politicamente avaliada. Logo, pode muito legitimamente ser vista como uma instrumentalização eleitoral do casamento, um uso político do domínio privado. Carrilho ainda hoje não quer compreender isto. Na altura também não compreendeu outra coisa: que a "matilha" lhe desmontou a esperteza saloia, Bárbara foi mais ruído do que trunfo e que, finalmente, o eleitorado não pode ser tomado por parvo. Quando vota é em quem se candidata; não no seu cônjuge.
quinta-feira, maio 18, 2006
Paga, mas bufa!
No "dia da libertação dos impostos", os números da AIP "dão que pensar" na carga fiscal.É preciso trabalhar "meses a fio" para saldar as dívidas ao Estado.
* Só os descontos para a Segurança Social exigem 45 dias de trabalho.
* Para se conseguir pagar o IVA são necessários 34 dias.
* IRS 21 dias.
* E, para liquidar o imposto sobre os combustíveis, é necessário trabalhar oito dias.
Estes são apenas alguns exemplos do esforço que é pedido ao país para equilibrar as contas públicas.
De acordo com o estudo da AIP, até ao próximo dia 22 de Junho os portugueses vão estar a contribuir para o sector público, que é como quem diz, vão estar a ajudar a pagar o défice.
É claro que se queremos reformas, infraestruturas, educação, saúde, etc. temos que descontar. O problema é quem e quanto é que desconta. São sempre os mesmos, aqueles que não podem fugir.
Os indigentes estão isentos, por natureza, os liberais declaram rendimentos minimos, as empresas não são colectadas em função dos lucros, o capital financeiro não é taxado e movimenta-se em paraísos fiscais. Restam os trabalhadores por conta de outrem, que pagam por todos.
Se a média dá 137 dias de trabalho, então o "zé pagante" trabalha pelo menos o dobro para pagar os impostos da "cambada toda".
quarta-feira, maio 17, 2006
quarta-feira, maio 10, 2006
De mal a pior!

Na última semana, o governo PS anunciou um conjunto de reformas na segurança social, com vista a adaptá-la à nova realidade portuguesa, sem, contudo, desvirtuar os seus princípios de universalidade e solidariedade.
Contudo, constatamos que o mesmo governo, desde que tomou posse, tem sido responsável por uma série de medidas nesta área que mais não são do que pequenos passos no sentido de acabar com o sistema público de segurança social.
Para além do aumento da idade de reforma dos funcionários públicos para os 65 anos, a diminuição do período de prestação do subsídio de desemprego para os trabalhadores com menos descontos, e o recente aumento da carga tributária dos pensionistas o governo avança com novos critérios no regime de contribuições e reformas.
Em primeiro lugar, pretende associar a idade da reforma à esperança média de vida, ou seja, tendo em conta o constante crescimento do último factor, ao pensionista é proposto as seguintes opções: ou trabalha mais tempo (por cada aumento de um ano na esperança média de vida, mais cinco meses para além do limite anterior), ou paga mais contribuições, ou, finalmente, recebe uma menor reforma. Em segundo lugar, a fórmula de cálculo das pensões deixa de ser determinado pelo valor contributivo dos 10 melhores anos dos últimos 15, para se basear em toda a carreira contributiva. Tal poderá implicar uma diminuição das reformas entre os 8% e os 17%. Em terceiro lugar, os aumentos anuais das reformas serão directamente influenciados pelo crescimento económico, o que certamente deverá conduzir à diminuição desses aumentos.
Finalmente, as contribuições dos trabalhadores serão determinadas pelo número de filhos, prevendo-se reduções para os casais com mais de dois filhos e agravamentos para quem tiver apenas um ou nenhum (não deixa de ser curioso constatar que, paralelamente, o governo decreta o encerramento de maternidades por todo o país). Como tal, a constituição de família, cada vez mais dificultada pelo aumento do desemprego estrutural e pela expansão do trabalho precário, passará a ser orientada por critérios económicos. A decisão de ter filhos não será assim fruto da liberdade de escolha do casal, mas sim da necessidade de poupança.
De referir que, entre as reformas anunciadas, não se encontram quaisquer medidas que incidam sobre os rendimentos das empresas.
segunda-feira, maio 08, 2006
segunda-feira, maio 01, 2006
Bem unidos façamos: A Internacional

Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Senhores, patrões, chefes supremos,
Nada esperamos de nenhum!
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair desse antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Crime de rico a lei cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que ela o restitua,
O povo só quer o que é seu!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Nós fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verrá que as nossas balas
São para os nossos generais!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
Pois somos do povo os activos
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!
Bem unido façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional
sexta-feira, abril 28, 2006
Morrer de miséria: a trabalhar ou na reforma!
A principal mudança, com efeitos mais imediatos na sustentabilidade financeira do sistema, será a de ligar a idade de reforma e o valor da pensão à esperança média de vida. Embora a idade legal de reforma se mantenha nos 65 anos, os trabalhadores de hoje que se quiserem aposentar com aquela idade serão confrontados com uma escolha, já a partir de 2007:
"Se na próxima década a esperança média de vida aumentar um ano, então quem se reformar daqui a dez anos terá três alternativas: ou a sua pensão é ajustada pelo 'factor de sustentabilidade', que se estima neste caso em cerca de 5%; ou para atenuar, parcial ou totalmente o efeito desse factor, o beneficiário opta por aumentar nos próximos dez anos o seu nível de descontos; ou ainda, finalmente, opta por prolongar, se assim quiser, a sua vida activa por mais cerca de cinco meses, por forma a compensar o efeito daquele factor de sustentabilidade", explicou o primeiro-ministro."
Morre-se a trabalhar, morre-se do trabalho, morre-se cada vez mais pela escravidão imposta. A violência deste regime é apenas mensurável se tivermos em conta alguns factores como sejam: sermos o país da UE com o custo de vida mais elevado, sobretudo no que toca aos bens de primeira necessidade; termos salários cerca de QUATRO vezes mais baixos (para igual posto de trabalho) que os nossos colegas da UE; termos um salário mínimo de cerca de 370 euros, INFERIOR ao RENDIMENTO MÍNIMO DE SUBSISTÊNCIA de Espanha, França, Alemanha, etc.; termos uma qualidade média dos serviços de saúde, educação e assistência social, muitíssimo longe dos padrões dos outros países europeus, especialmente em vários aspectos vitais de apoio às populações mais carenciadas; termos cerca de metade dos pensionistas ACTUAIS a receberem MENOS DE 300 EUROS POR MÊS.
São sempre os mesmos, os trabalhadores e a classe média, que que carregam este país às costas, todos são penalizados e cada vez mais se alarga o leque entre os mais pobres e os mais ricos. Dentro em breve seremos o mais pobre da UE a 25.
A inanidade destas medidas agora anunciadas é causada pela ânsia do governo em mostrar que a maximização dos lucros das empresas é a sua exclusiva preocupação. Mantém um nível irrisório de taxação do sector bancário, ainda por cima mantendo o paraíso fiscal da Madeira.
Um cardume de tubarões...
Um bando de abutres...
Um pântano cheio de sanguessugas...
terça-feira, abril 25, 2006
25 de Abril Sempre

Mas, a mudança não se efectuou num dia. Foi preciso tempo, empenho, coragem e sacrifícios de muitas pessoas para construir um país diferente onde Liberdade, Solidariedade e Democracia não fossem apenas palavras.
Ao longo deste caminho, construíram-se partidos e associações, foi garantido o direito de expressão e realizaram-se eleições livres. Vivemos em Democracia.
Terminou a guerra colonial, e as antigas colónias portuguesas tornaram-se independentes. Vivemos em paz.
Os Açores e a Madeira são hoje Regiões Autónomas, com orgãos de governo próprio.
A Constituição garante os direitos económicos, jurídicos e sociais dos cidadãos.
Hoje, podemos falar livremente, dizer aquilo com que concordamos e o que não apoiamos, integrar associações, viver num novo Espaço Europeu e ter acesso directo ao Mundo sem receio de censura ou perseguições.
Os trabalhadores portugueses alcançaram importantes conquistas e adquiriram um valioso conjunto de direitos, até então negado, que constituem um património da nossa democracia e fundamentos do regime constitucional: a liberdade sindical e os direitos sindicais; o direito de reunião e de manifestação; o direito de greve; o direito de negociação colectiva; a constituição de comissões de trabalhadores; a institucionalização do salário mínimo; a generalização do 13º mês; o direito a um mês de férias e respectivo subsídio; a democratização do ensino; a universalização do direito à segurança social e à saúde; a generalização das pensões de reforma e do subsídio de desemprego; a participação em múltiplos órgãos e organismos do Estado.
As conquistas do 25 de Abril estão de tal modo inseridas no quotidiano que mal se dá por elas.
As mulheres foram reconhecidas como cidadãs de plenos direitos: têm acesso a todas as profissões, podem votar, ter contas bancárias, possuir passaporte e sair do país sem autorização escrita dos maridos, o que antes da revolução de 1974 era impensável.
Foram abolidas as certidões de bom comportamento moral e cívico e as informações da polícia necessárias a quem deseje obter certos empregos.
Temos uma democracia avançada em termos político-constitucionais, mas não temos uma sociedade avançada no plano económico e social. Continua-se a insistir num modelo de crescimento baseado na mão-de-obra barata; confrontamo-nos com um violento ataque aos sistemas públicos da segurança social, da saúde e do ensino; enfrentamos uma feroz ofensiva, conduzida principalmente pelos últimos Governos, contra os direitos dos trabalhadores, essencialmente por via do Código do Trabalho e da sua regulamentação; assistimos ao maior ataque de sempre à classe média e aos reformados, apesar de continuar a escandaleira das reformas milionárias; cresce o desemprego e a precariedade do trabalho; os jovens licenciados ou não vêem a seu futuro hipotecado.
Hoje, 32 anos depois, quando nos confrontamos ainda com tantos problemas sociais e grandes dificuldades para afirmar um desenvolvimento que nos aproxime, de forma segura, dos nossos parceiros europeus e quando estamos perante um quadro em que os melhores valores e ideais da humanidade são postos em causa pela globalização capitalista, afirmar Abril, é um objectivo que deve estar presente, todos os dias, na nossa acção, mas não chega,
o Povo já clama por um NOVO 25 DE ABRIL
sábado, abril 22, 2006
Iniciativa bem sucedida
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NOITE EUROPEIA INESQUECÍVEL (Link)

Assim, a equipa Faialense (Açoriana, Portuguesa) continua o seu périplo pelas competições europeias, indo discutir o jogo final com um margem que certamente permitirá discutir o jogo até ao fim.
O SC HORTA, exceptuando os primeiros 10 minutos, jogo sempre bem, controlando o jogo e cavando a diferença no marcador de forma consistente e coesa. A equipa funcionou como o próprio nome indica, com muito espírito de sacrifício de todos, em conjunto e de forma determinada. Foram todos espectaculares e proporcionaram um verdadeiro espectáculo desportivo, a que as pessoas da Horta (e não só) puderam assistir.
Este é sem duvida alguma o maior passo dado no andebol regional e está a um passo de ser o maior feito de sempre do andebol português.
Quem diria que numa ilha com 15000 habitantes mora uma EQUIPA FANTÁSTICA!!!!!!
sexta-feira, abril 21, 2006
Moral e bons costumes - a Postura

Portugal, nos tempos da ditadura, a que a Revolução de Abril pôs termo, não era só um país pobre e repressivo. Era também um país fechado, triste, bafiento, com uma moral castradora, que algumas leis e regulamentos, de um ridículo atroz, procuravam enquadrar.
Famosa ficou a postura da Câmara Municipal de Lisboa, em vigor desde 1953. Dirigida aos polícias e aos guardas-florestais, especificava os crimes e multas em que incorriam todas aquelas pessoas que procuravam “frondosas vegetações para a prática de actos que atentem contra a moral e os bons costumes”:
1º - Mão na mão (2$50);
2º - Mão naquilo (15$00);
3º - Aquilo na mão (30$00);
4º - Aquilo naquilo (50$00);
5º - Aquilo atrás daquilo (100$00);
§ único - Com a língua naquilo (150$00 de multa, preso e fotografado).
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quarta-feira, abril 19, 2006
Petróleo - que futuro?

Excluindo os campos petrolíferos de águas marinhas profundas, a extracção está a diminuir em 54 dos 65 grandes países produtores de petróleo do mundo. A Indonésia, país membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), não só não pode produzir suficiente petróleo para cobrir sua quota de produção como já nem sequer poder extrair o suficiente para atender ao seu consumo interno. A Indonésia hoje é um país importador de petróleo. Dentro de seis anos, outros cinco países atingirão o pico. Só uns poucos países — Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Casaquistão e Bolívia — têm potencial para extrair mais petróleo do que antes. Em 2010, a extracção destes países e dos campos em águas profundas terá que compensar a diminuição em 59 países e o aumento da procura no resto do mundo.
Muitos países do mundo são muito pobres. Seria necessário duplicar o PIB mundial para conseguir algum tipo de vida decente para as pessoas desses países. Os exemplos da Suécia e da China indicam que, se seguirem as pautas de desenvolvimento económico anterior, para duplicar o PIB haveria que duplicar a produção mundial de petróleo. Mas isto pode ser feito? E pode o planeta tolerar o aumento das emissões de CO2?
Os Estados Unidos, o país mais rico do mundo, têm 5% da população mundial e consomem 25% do petróleo. É tempo de discutir o que os EUA devem fazer para reduzir o consumo, e rapidamente. Em Fevereiro de 2005 um relatório do Departamento de Energia dos EUA (Peaking of World Oil Production: Impacts, Mitigation, and Risk Management, o chamado relatório Hirsch) argumentou que "o pico mundial do petróleo representa um problema com uma gravidade sem precedente. Os riscos políticos, económicos e sociais são enormes. A prevenção prudente de riscos exige uma atenção urgente uma acção imediata". Qualquer programa sério iniciado hoje tardará 20 anos para dar resultados.
Os animais que enfrentam a escassez de alimentos têm pouco tempo para adaptar-se e geralmente as suas populações reduzem-se. Alguns acreditam que os seres humanos enfrentarão uma situação semelhante. Não posso aceitar. Como seres humanos podemos pensar e creio que podemos encontrar soluções. O caminho estará cheio de obstáculos e muitas pessoas sofrerão, mas quando chegarmos ao fim do percurso a sociedade deverá ser sustentável. Não será possível percorrer este caminho sem usar parte das reservas existentes de combustíveis fósseis, mas poderemos fazê-lo de modo a que tenham um impacto mínimo sobre o planeta. Teríamos que haver começado há pelo menos 10 anos atrás. Por isso não podemos esperar mais, ou os golpes e os buracos no caminho poderiam ser devastadores.
por Kjell Aleklett
sexta-feira, abril 14, 2006
quinta-feira, abril 06, 2006
TAMBÉM COMEÇO A ESTAR...
FARTO DE…
Farto de ser o culpado sem ter culpa de nada
Ser rejeitado farto de conversa fiada
Farto deste sistema de merda que nos engole
Farto destes políticos a coçar colhões ao sol
Farto de promessas da treta
Sobem ao poder metem as promessas na gaveta
Farto de ver o país parado como uma lesma
Ver as moscas mudarem e a merda ser a mesma
Farto de os ver saltar quando os barcos naufragam
Quanto mais tiverem melhor , menos impostos pagam
Farto de rir quando me apetece chorar
Farto de comer calado e calado ficar
Farto das notícias na televisão
Farto de guerras , conflitos ,fome e destruição
Farto de injustiças , tanta desigualdade
Cegos sao os que fingem que não veem a verdade
E eu tou farto...
Racismo, Guerra, Injustiça , Fome, Desemprego , Pobreza
E eu tou farto
Mentiras, Traiçao, Inveja, Cinismo, Maldade, Tristeza
E eu tou farto
Racismo, Guerra, Injustiça , Fome, Desemprego , Pobreza
E eu tou farto
Mentiras, Traiçao, Inveja, Cinismo, Maldade, Tristeza
Já chega...
Farto de miséria , o povo na pobreza
Uns deitam a comida fora , outros não a tem á mesa
Farto de rótulos , estigmas e preconceitos
Abrir os olhos e ver não temos os mesmos direitos
Farto de mentiras , farto de tentar acreditar
Farto de esperar sem ver nada a melhorar
Farto de ser a carta fora do baralho
Farto destes cabrões neste sistema do caralho
Ver roubar o que é nosso , impávido e sereno
Ser acusado de coisas que eu próprio condeno
Farto de ser político quando só quero ser mc
Nao te iludas ninguém quer saber de ti
Todos falam da crise mas nem todos a sentem
Muitos com razao, mas muitos deles apenas mentem
Crimes camuflados durante anos a fio
Tavam lá todos eles mas ninguém viu
Nao foi ninguém, ninguém fez nada,
E se por acaso perguntarem ninguém diz nada
Farto de ver intócaveis sairem impunes
Dizem que a justiça é para todos mas muitos sao imunes
Dois pesos, duas medidas
Fazem o que fazem seguem com as suas vidas
Para o povo nao há facilidades
E os verdadeiros criminosos do lado errado das grades
BOSS AC
Ritmo Amor Palavras
terça-feira, abril 04, 2006
Salvam a árvore e deixam arder a floresta!
Desde 2003, cerca de 190 pessoas foram contaminadas com o vírus da gripe, das quais 107 - afectadas pela estirpe H5N1, a mais perigosa - já morreram, revelou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).
107 pessoas em três anos! E num universo de quantas? Na zona onde se tem manifestado devem viver aí uns 4 mil milhões de pessoas!
Assim, entre 4 mil milhões morreram 107 em três anos!!!!
É isso justificativo do alarme e pânico mundial que criaram?
Problemas sérios vivem-se em Africa, nomeadamente em Moçambique, mas aí a comunidade política e cientifica não vê dividendos. Em 2004 já morreram, vítimas de sida, 147 mil moçambicanos, 20 mil dos quais crianças menores de 5 anos. Existem ainda em todo o país 2,4 milhões de pessoas infectadas com o VIH (o vírus que causa a sida), ou seja, 18 por cento dos seus 18 milhões de habitantes. Nos infectados contam-se cerca de 1,4 milhões de mulheres, 800 mil homens e 200 mil crianças. Apesar de ainda não haver dados concretos, estima-se que no ano passado se tenham registado perto de 140 mil novos casos de VIH/SIDA no país, dos quais 45 mil foram raparigas menores de 20 anos.
Onde acaba a preocupação e começa o sensacionalismo?
Onde acaba a seriedade e começa a negociata?
Os laboratórios que produzem o "tamiflu" fizeram um negócio do milénio. A Roche e um laboratório dos USA a que está ligado o boss do Pentágono estão a encher-se de dinheiro!!!! !
É essa a razão desse alarmismo a nível mundial? Tenham vergonha, sejam sérios!









