
Com efeito uma farmácia ganha, no simples acto de aviar os medicamentos de uma receita de um médico do SNS, mais do que ganha o médico que consultou o doente, o ouviu, observou, diagnosticou, se responsabilizou e passou aquela receita.
Algo vai muito mal no reino da Saúde!
Com a introdução dos genéricos aconteceu algo de novo que explica o aparente contra-senso do entusiástico apoio das farmácias aos genéricos. De facto, ao ganharem à percentagem percebe-se mal como as farmácias defendem a venda de medicamentos mais baratos que lhes iriam baixar os rendimentos. É que, com a introdução dos genéricos as farmácias ganharam um novo negócio, ainda mais rentável. Ganharam o poder de escolher entre o Antibiótico Y Genérico, de 30 ou mais Laboratórios de Genéricos. Dantes o Médico receitava o Antibiótico Y e a Farmácia tinha que fornecer o medicamento da marca que o médico que prescrevia. Não tinha qualquer interferência do processo. Agora, sempre que o médico não põe a cruzinha a expressamente o proibir, dispõe do poder de escolher. E qual é o critério de escolha perante trinta ou mais fornecedores ansiosos? Aquele que lhe der mais descontos, mais bónus. A imprensa citou casos aonde os Laboratórios por cada dez que as farmácias comprassem ofereciam várias embalagens de graça às farmácias. Embalagens cujo preço de venda revertiam inteiramente para a farmácia. Aonde as farmácias em vez de ficarem com 23% passaram a ficar com 100%!
Este reflexão é despoletada pela venda livre dos medicamentos nos Hipermercados. Um assunto irrelevante em relação aos graves problemas do Sector da Saúde e que por enquanto se pode resumir a uma aparente luta entre o Lobie das Farmácias e o Lobie dos Hipermercados. Desta vez terá ganho o Lobie dos Hipermercados.
Ou, como no fim se verá, será muito mais do que isso?
António Alvim

No "dia da libertação dos impostos", os números da AIP "dão que pensar" na carga fiscal.












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