Pesquisar neste blogue

terça-feira, fevereiro 07, 2006

O Capitalista de Abril

A manipulação e a lavagem ao cérebro populistas prossegue para convencer "o povo simples" a pagar os negócios das oligarquias, nos programas da SIC, Prós e Contras da RTP e na missa dominical de Marcelo Rebelo de Sousa

Ora aqui está o "povo simples" que elegeu Sócrates e a quem Cavaco Silva apelou para votar nele, a sentir o apelo à confiança no investimento, aprofundando a democracia, pondo a politica subjugada aos interesses do "povo simples" e não os grupos económicos e financeiros dependentes dos interesses políticos. Agora sim o "povo simples" vai ver melhorar a educação. a saúde e a habitação e com as reformas garantidas no futuro...Viva o "povo simples".

Este negócio, a acontecer será um grande investimento!!!!!! Com a enorme particularidade de não criar nem um cêntimo de riqueza. Em termos de crescimento esse grande investimento, vale? zero.
Trata-se simplesmente de fazer passar de uma para outras mãos o que já existe.
O que se passa com o sr. Belmiro de Azevedo, reputado empresário talentosíssimo? Está a perder qualidades? Não é capaz de aplicar todo esse dinheiro a criar um negócio novo de raiz?

Então, vamos de uma posição dominante da PT, para a junção dos 2 maiores operadores.E os nossos economistas dizem que vai ser melhor para Consumidores e vai haver maior concorrência?!
Quanto receberam?

A verdade é que se a PT for um bom negócio para o Eng. Belmiro de Azevedo é de certeza um mau negócio para a PT e os seus accionistas.

domingo, fevereiro 05, 2006

Mistura explosiva: xenofobia e fanatismo


Um jornal dinamarquês, pelo puro prazer de testar os limites da liberdade de expressão, teve a ideia completamente parva de pedir a 12 cartoonistas que fizessem cartoons com Maomé.
A história dos cartoons anti-islâmicos, agora já publicados em diversos jornais europeus, configura uma das tristes facetas da xenofobia anti-islâmica em que a Europa se está a afundar.
Os Muçulmanos revoltaram-se no mundo inteiro por o seu profeta ter sido retratado como um terrorista. Têm todo o direito à indignação, mas também, têm que respeitar que nas democracias verdadeiras, os governos não controlam o que é publicado.
Todos estão sujeitos à crítica, tal como foi publicada há uns anos uma célebre caricatura do Papa, com um preservativo no nariz, num país muito católico chamado Portugal.
Tal como o seu profeta, também os lideres religiosos e deuses das democracias ocidentais já foram criticados e caricaturados nos nossos jornais. A verdadeira democracia é assim mesmo. Nada, nem ninguém, está imune a ser criticado.
Não podemos trocar valores como “Liberdade” por xenofobia e fanatismo religioso. Os europeus não têm o direito de ofender a comunidade islâmica inteira, confundindo uma parte com o todo, mas os muçulmanos também não podem reagir fanaticamente impedindo a liberdade de expressão.
Contraponham ou calem-se.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Aniversário em "Dia de Amigos"


Tal como o Carnaval, também aqui as comemorações prolongam-se por 3 dias.
Como sempre, estão todos convidados, usem e abusem deste meu/vosso ciberespaço.
É o vosso estímulo que me anima, espero que também, de alguma maneira, vos possa ser útil.
Obrigado pelo tempo e atenção que me tem dispensado!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Dia das estrelas, agarra a tua!

A estrela é um símbolo que, longe de estar ligado a uma linha concreta dentro da esquerda, tem representado historicamente, e em algum momento, a todas as suas facções. É, portanto, um símbolo que conjuga pluralidade e unidade.
A estrela simboliza o internacionalismo das lutas dos Povos contra a opressão e a desigualdade.
A "estrelinha ajuizada" também procura dar um contributo para alumiar o caminho dos que tudo produzem e menos têm, sem falsos paternalismos nem soluções milagrosas.
O caminho faz-se andando, mas com rumo certo: esclarecimento e luta, não rezas e água benta.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Ser de "boas" famílias

HÁ MILHÕES DE CUNHAS EM PORTUGAL.
A FAMÍLIA CUNHA É DAS MAIS NUMEROSAS EM PORTUGAL

HÁ QUEM AFIRME GENERALIZANDO COM POUCA MARGEM DE ERRO QUE HÁ CUNHAS EM TODAS AS FAMÍLIAS DE PORTUGAL - "NUMAS MAIS, NOUTRAS MENOS".
OS CUNHAS DOMINAM PORTUGAL HÁ MUITOS ANOS, E PELA ANÁLISE DAS ESTATÍSTICAS DE CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO E NATALIDADE, NÃO SE PREVÊ QUE OUTRO APELIDO DE BOA FAMÍLIA PORTUGUESA VENHA A ULTRAPASSAR A CUNHA.

TER CUNHAS (AMIGOS E/OU FAMILIARES) É MUITO IMPORTANTE. É VITAL.


domingo, janeiro 29, 2006

IRS à "Circulo de Leitores"

Eu, como creio que toda a gente, detesto a burocracia. E um dos tenebrosos símbolos da burocracia é a famosa declaração do IRS, coisa complicada, que obriga a bichas enormes porque a malta tem o costume de deixar a coisa para os últimos dias. Digo que é complicado mesmo para mim que sei ler e escrever razoavelmente bem, mas para os analfabetos funcionais que para aí proliferam, chamar-lhe complicado é um eufemismo.
Nos últimos anos a melhoria foi poder enviar-se por Internet, quem a tinha e sabia fazê-lo, e agora anunciam que essa declaração deixa de ser obrigatória.
Então como é que vai ser?
E aqui é que vem a parte que não percebo: «o contribuinte passa a receber a sua declaração de IRS via Internet, já preenchida». Vou só expor as minhas dúvidas.
a) O que se vai receber é a parte com nome, morada, BI e NC, estado civil, entidade patronal, o que se recebeu e as deduções feitas, imagino eu.
b) Se for baseado no ano anterior, exige um grande cruzamento de dados, para se saber se não nasceu nenhum filho, se não houve nenhum casamento ou separação, se o filho já não está a cargo, e outros “pormenores” destes.
c) As deduções que quase toda a gente tem com saúde e educação (pelo menos) terão de ser preenchidas pelo contribuinte, calculo eu. Ou desaparecem as deduções?
d) Não entendi se, quando se fala em receber “via Internet”, é a Internet do serviço onde se trabalha. Porque decerto não se imagina que todos os funcionários tenham Internet em casa.
e) Apesar de aqui se dizer que «a experiência será alargada a todos os trabalhadores do Estado» deduzindo-se daqui que não abrange ainda os privados, devem ter decerto consciência da grande quantidade de locais "do estado" que ainda não estão ligados por net.
f) O "português", para não se chatear, vai aceitar declarações incorrectas, mas a responsabilidade será dos serviços?
Enfim, aplaudindo o que seja desburocratizar, esta medida tal como está apresentada resalvo, parece-me ainda muito tosca e de difícil aplicação.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

"top secret"

Começa o desastre e não se meche uma palha!

clic nas imagens para aumentar

A forte ondulação verificada durante a noite provocou mais degradação no navio e na sua carga. Regista-se uma grande quantidade de fuel-óleo a ser libertada pelo navio. Os modelos de oceanografia física apontam para a a possibilidade de este fuel-óleo ser transportado para a zona do Canal Pico-S. Jorge, ao contrário de ontem, em que foram, essencialmente, transportados para Oeste da Baía das Cabras.
Para trás fica uma mancha escura de hidrocarbonetos que cobre toda a Baía das Cabras. É um triste espectáculo este que fica com a bonança. Cinco manchas deslocam-se para o exterior da Baía pela Ponta dos Cedros.
Durante a tempestade, locais referiram que a proa do barco se movimentava um pouco, mas que a popa não. Será este um sintoma de fragilidade da embarcação? A forte ondulação, que ultrepassava, neste período, os cinco metros, está a martirizar o que resta da carga do "CP Valour". Apesar da espectacularidade das imagens ainda restam muitos contentores sobre o convés (cerca de uma centena). O perigo que estes constituem para a segurança da navegação é de potencial impacto ambiental, obrigam a uma vigilância permanente da embarcação.
Aparentemente a forte ondulação verificada nos últimos dias funcionou como agente dispersante, sendo o cenário na Praia do Norte muito mais optimista. Caso não estivesse o navio no meio da Praia e até poderia parecer que nada tinha ocorrido. Apenas uma mancha insiste em não abandonar a área, como que relembrando que a contaminação ambiental invisível pode ser elevada e que o perigo potencial se mantém.

daqui

quinta-feira, janeiro 26, 2006

"Deus é Amor e não usa preservativo"


Que raio de ideia!
Publicar uma encíclica!
E logo sobre sexo e caridade!
Podia ser sobre futebol e esperança ou fé e gestão de empresas, mas não, tinha logo que ser sobre sexo e caridade!
O Papa não deve estar à espera que alguém que ganhe o salário mínimo seja tão caridoso como o Belmiro de Azevedo, o Amorim ou outro ricalhaço qualquer, pois não?
Nem espera que um mancebo de 20 anos seja tão casto e "puro" como uma velhota de 80, pois não?
Renunciar ao êxtase de Eros e aos prazeres da carne, para um cota todo caquético como ele e com aquela beleza alternativa, é fácil.
E os jovens com o sangue quente?

Que sabe esta gente de amor? Nada, pois é o sado masoquismo e a baixeza espiritual e moral que impera na Igreja....agora de sexo são especialistas, em especial nas suas vertentes mais doentias.
O Vaticano já teve prostituição legalizada. Os Bórgias não brincavam em serviço. Na Idade Média o Vaticano era um antro de vício.

Ao contrátrio de tudo que é dito, Jesus não foi NADA inovador quando defendeu "o amor ao próximo". A esmagadora maioria das sociedades, anteriores ao cristianismo ou sem influência do cristianismo chegaram lá... É algo humano. Não é algo cristão. Quanto à ética cristã, é lamentável achar necessário acreditar em «Deus» para fazer o bem. Eu acho que se deve fazer o bem porque é isso que deve ser feito, independentemente das recompensas que se esperam ou dos castigos que se pretendem evitar.

domingo, janeiro 22, 2006

Cavaco/Sócrates - as duas faces da má moeda

Já nem sei o que mais me chateia, se Cavaco ser o presidente de todos os portugueses ou a "besta" do Sócrates ser o primeiro-ministro de todos nós. Não votei em nenhum deles, mas também dispenso que me governem.
Sócrates, o aparelho do PS, as empresas de sondagens e os grupos financeiros elegeram Cavaco. Agora, mais do que antes, estão a classe dominante e o seu governo dum lado e os trabalhadores, os desempregados e os mais pobres do outro.
Nesta noite eleitoral, dois acontecimentos me deixaram triste e revoltado: primeiro ver o candidato da direita, por escassos décimas, ser eleito por um eleitorado tradicionalmente de esquerda e depois ver o palhaço do Sócrates atropelar a declaração final de Manuel Alegre, numa atitude desqualificada e indiciadora de arrogância e mau perder.
Com esta parelha nos mais altos cargos da Nação, bem pode o Povo levantar a cabeça e preparar-se para a luta pois novos e maiores ataques aos direitos e às liberdades dos trabalhadores se avizinham.
Se um diz mata, o outro diz esfola.

Foram poucos, mas foram bons


Embora sem nenhum significado, espero que os resultados desta votação sejam um bom prenuncio.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Votar nos outros é um erro de casting

Apoio Manuel Alegre porque é um humanista, um escritor, um homem de cultura, um português aberto ao mundo. Apoio Manuel Alegre porque é um democrata convicto, um cidadão livre, um resistente, homem que pensa pela sua própria cabeça. Apoio Manuel Alegre porque é um homem da esquerda dos valores. Integridade, coragem, honradez, frontalidade, autonomia são infelizmente qualidades cada vez mais raras na política portuguesa.
Votar nos outros candidatos para a Presidência seria contribuir para um erro de casting. Assim, Garcia Pereira é um excelente candidato a secretário geral do MRPP, Jerónimo de Sousa seria um óptimo Provedor de Justiça, Francisco Louçã deveria ser o Procurador Geral da República (ou, em alternativa, o Director Geral dos Impostos). Mário Soares é já o nosso Eusébio ou Carlos Lopes da política. Cavaco Silva é o perfeito candidato a Governador do Banco de Portugal (aliás, esse é o cargo que desempenharia mesmo que fosse eleito para a Presidência). Portugal precisa de Alegre na Presidência da República. Até porque Alegre não é um catedrático qualquer...

António Carlos Santos

domingo, janeiro 15, 2006

A arte de ser português...

Toda a gente já percebeu, pelas sondagens, duas coisas relativamente às presidenciais:
1- Que Cavaco ainda não tem assegurada a maioria absoluta e a consequente eleição;
2- Que Manuel Alegre é, de longe, o candidato melhor posicionado para bater Cavaco numa segunda volta (e que, na primeira, será o candidato da área da esquerda mais votado).
Claro que os soaristas fazem figas e negam todas as evidências. Mas só quem se deixa iludir com as manchetes dos jornaleiros apaniguados é que ainda acredita que Soares ficará à frente de Alegre. Eu próprio fico espantado, mas ainda não conheci ninguém, nas minhas relações, que declarasse a intenção de votar Soares. Sei de muitos que votarão Cavaco, Alegre, Louçã e até Jerónimo de Sousa, mas ainda ninguém me disse que iria votar Soares. Deve ser, provavelmente, por vergonha, porque as sondagens garantem que Soares tem votantes (fora do círculo de cortesãos que, caninamente, o acompanham sempre). Mas não deixa de ser intrigante e significativo que os putativos votantes de Soares tenham tanta dificuldade em confessar o seu apoio à criatura.
A decisão das presidenciais está nos ainda indecisos. Eles, como sempre, é que vão ditar se haverá ou não segunda volta. Como apoiante de Manuel Alegre, tenho naturalmente a esperança de que, até ao próximo dia 22, a maioria dos indecisos opte, finalmente, por ir às urnas e não vote em Cavaco. Se assim for, a eleição presidencial não ficará resolvida na primeira volta e depois... tudo pode acontecer. Num confronto directo entre Cavaco e Alegre, estou convencido de que Alegre poderá vencer. E por uma razão muito simples: ele é, em muitos aspectos, muito mais português e genuíno do que Cavaco. E a maioria dos portugueses, à direita e à esquerda, acabará por votar nele.
Vai uma aposta?...

por ademar.santos