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segunda-feira, dezembro 12, 2005

Barco encalhdo ganha raízes

Desde 6ª feira que está encalhado, na Fajã da Praia do Norte, um porta contentores, que devido a avaria se aproximou da costa, ficando preso no areal.
Estão a revelar-se infrutíferas as tentativas de retirar o cargueiro para águas mais profundas. As condições adversas do mar, o peso bruto, o posicionamento do barco e o fraco poder de tracção dos três rebocadores convocados, tem impedido a remoção do cargueiro que viajava do Canadá para Espanha.
Como consequência deste acidente acabou por acontecer um derrame que manchou de negro as límpidas águas da Fajã, não se sabendo ainda se terá origem nalgum rombo nos tanques de combustível, que transportavam mais de 1 100 toneladas de fuel ou se trata de “ águas sujas” da lavagem dos tanques.
As autoridades marítimas e ambientais já estão em acção, controlando e organizando operações por forma minimizar os riscos e danos que a mancha de poluição possa provocar na orla costeira.
Cada dia que passa parece tornar-se mais difícil a remoção do barco, que cada vez se enterra mais na areia. Certamente haverá maneira de o tirar, ali é que não pode ficar.

Mãe solteira, provável presidente do Chile

O poder quase absoluto da Igreja Católica no Chile, um país onde o divórcio só é possível desde o ano passado, está prestes a conhecer o seu primeiro contratempo desde o assassinato em 1973 do presidente Salvador Allende durante o golpe de direita, chefiado pelo general Pinochet, um católico exemplar.

De facto, o resultado das eleições de domingo é quase o equivalente a uma revolução pacífica, inesperada neste país sob tão marcada influência da Igreja de Roma. Assim, os resultados preliminares indicam que Michelle Bachelet , mãe solteira, de 54 anos, que nas suas próprias palavras encarna «todos os pecados capitais - socialista, a filha do seu pai, divorciada e ateísta» será muito provavelmente a primeira presidente chilena.
A socialista Michelle Bachelet venceu a 1ª volta das eleições presidenciais realizadas no ontem no Chile, com 45,95% dos votos e deverá disputar a 2ª volta em 15 de Janeiro contra o direitista Sebastián Piñera, que obteve 25,41%. O também direitista Joaquín Lavín, da União Democrata Independente (UDI), conseguiu 23,22% e o esquerdista Tomás Hirsch 5,4%.

O pai que ela menciona como um dos seus pecados capitais foi um general progressista da Força Aérea chilena que fez parte do governo de Salvador Allende em 1972 e que morreu de ataque cardíaco quando torturado pelos algozes de Pinochet, um ano depois do golpe de estado.
Michelle e a mãe foram enviadas para o infame centro de tortura Villa Grimaldi mas as suas ligações com os militares evitaram que tivessem o destino de tantos milhares de chilenos desta época negra do país e partiram para o exílio.

Em 2000 o presidente Ricardo Lagos, nomeou Michelle ministra da Saúde, cargo que abandonou dois anos depois quando passou a ocupar a pasta da Defesa.

Tou lixado!

Depois dos 50 anos, a única coisa que o médico deixa um homem comer com gordura, é a sua própria mulher ...

sábado, dezembro 10, 2005

Calimero, será?

Quanto mais baterem em Manuel Alegre maior será o efeito aglutinador da sua candidatura. Não há dúvidas de que, apesar de não ter suporte partidário, já formalizou a sua candidatura, as sondagens continuam a ser-lhe favoráveis e parece ser capaz de defrontar Cavaco na 2ª volta.
Manuel Alegre nunca negou que era do PS, um partido social-democrata, portanto do centro/esquerda, uma área imprescindível para a eleição dum Presidente da República. Aliás, é utópico a esquerda pensar que vai eleger um candidato da sua área.
Manuel Alegre só pode ser acusado de ser do PS, mas acontece que está fazendo um percurso inverso ao de Soares, é verdade que obrigado pelas circunstâncias, mas ganhou liberdade e capacidade crítica em relação ao governo ao contrário de Soares que está irreconhecível, agora está com Sócrates a 100% e já nem fala dos americanos.

Não há dúvida que Mário Soares só avançou para esta corrida depois de ter garantido algum apoio dos partidos à esquerda do PS, basta ver a forma diferente como se lhe referem, as presenças no seu lançamento e comissão.
É correcto a esquerda aparecer nesta eleição defendendo projectos próprios, apresentar candidatos que cubram a maior área possível, com efeitos positivos no combate à abstenção e na subtracção de votos no candidato da direita.
Já não me parece tanto correcto esse pacto com Mário Soares, depois deste trair Alegre e se dispor a meter agora o republicanismo na gaveta, fazendo um 3º mandato papal, cujo termo espero não seja também transmitido em directo nas TVs.
Todas as críticas são legitimas, mas não caiamos na tentação de fazer o jogo de Sócrates que parece tudo fazer para levar Cavaco ao colo para Belém.

Manuel Alegre não é um candidato de esquerda, mas é o candidato que a esquerda pode eleger, com votos também do centro. Não ver esta evidência é contribuir para eleger Cavaco senão na 1ª é à 2ª de certeza.
Oxalá tenhamos de engolir um sapo, votando Alegre à 2ª volta.

Louçã abana Cavaco


Até que enfim! Desta vez foi um debate a sério. Ficou muito por discutir e aprofundar mas também pela primeira vez, Cavaco Silva foi obrigado a dizer mais do que pretendia, a sair do discurso redondo e a clarificar algumas posições.

Cavaco Silva foi confrontado com o período em que foi chefe de governo e o país recebia cinco milhões de euros de fundos comunitários por dia e o preço do barril do petróleo caíra significativamente e não soube fazer as apostas certas na formação, na educação, nas qualificações, ou nas tecnologias que agora tanto se reclama. Francisco Louçã também demonstrou que nesse período as injustiças e as desigualdades aumentaram, apresentando números que não foram questionados.

Cavaco Silva deixou implícito que defende a liberalização do desemprego e não tem propostas ou ideias sobre a sustentabilidade do sistema de Segurança Social a não ser o aumento da idade da reforma. Surpreendentemente, Cavaco Silva, mete o pé na poça onde menos se espera ao preconizar estudos sobre o estado da Segurança Social quando estes estão feitos e são credíveis. É extraordinário como um economista e candidato presidencial desconhece os problemas na sua extensão e alvitre soluções.

Também ficou demonstrada a insensatez de querer intervir na governação com sugestões de propostas de lei, como foi desmontado por Louçã, pois na primeira vez que isso acontecesse, duas coisa podiam acontecer ou o Parlamento era irremediavelmente condenado a um papel subalterno, com os perigos que isso acarretaria, se fossem por aí ou se recusassem, abria-se um conflito institucional.

Também sobre as escutas Cavaco Silva sugeriu propostas contra as escutas ilícitas quando elas já existem, não são é aplicadas.

Do mesmo modo ficou implícito o seu apoio à cimeira das Lages que lançou a guerra no Iraque e também o apoio à própria guerra, embora no quadro das Nações Unidas.

Mas ainda muita coisa ficou por dizer, mas Cavaco Silva já disse mais alguma coisa que ajuda a perceber o seu pensamento.

Francisco Louçã falou claro, as suas ideias não tem duas interpretações.

Sobre o aumento da idade da reforma, sobre a segurança social (o único candidato com propostas concretas no seu programa mas que não puderam ser aprofundadas), sobres as prioridade do País, (a defesa de politicas de criação de emprego e qualificações e o ataque ao desemprego), o não apoio à intervenção portuguesa no Afeganistão e no Iraque e não fugiu a questões, como o casamento de homossexuais ou a legalização dos imigrantes com base no direito de solo.

O debate mostrou duas personalidades e duas visões do mundo e nesse sentido foi esclarecedor.

Francisco Louçã soube ser acutilante, persuasivo, elevou a qualidade do debate, falou olhos nos olhos, cara a cara, com segurança e com conhecimento dos assuntos e obrigou Cavaco a abrir-se mais do que queria.

Cavaco Silva estava tenso, atemorizado, titubeante, surpreendido, nunca olhou para o adversário, (ao contrário de Louçã que procurou o debate mais solto) e cometeu alguns lapsos, sendo que em determinados momentos, de tão confundido, pareceu que ia encostar às boxes. Soube reagir na segunda parte do debate mas sem conseguir sair da mediania e fugindo, algumas vezes, às questões, refugiando-se no que estipula a Constituição.

Julgo que este debate conseguiu encostar Cavaco Silva à direita, retirando-lhe apoios ao centro político-partidário e nessa medida foi um grande contributo para derrotar Cavaco Silva.

Eu espero é que também a candidatura de Louçã tenha ganho alguma coisa!

a hora que há-de vir

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Debate para cumprir calendário

Considerando os candidatos e o modelo do debate, não se esperava nada de extraordinário nem emocionante.
Não há dúvida que apesar do objectivo comum, derrotar Cavaco, existe um pacto, sem o qual Soares não se tinha candidatado, de não agressão e de viabilização da candidatura da "velha rapoza". Espero que Manuel Alegre seja capaz de estragar este arranjinho.
O debate de hoje tem de ser diferente, Louçã (professor doutor de economia) tem de encostar Cavaco à parede e desmontar-lhe a pose de "salvador da pátria". Só o debate de hoje pode abrir caminho para a derrota de Cavaco.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Assim, não vamos lá!

Portugal é o país da União Europeia onde o nível de escolaridade da população é mais baixo (79,4% tem apenas o ensino básico ou menos; apenas 11,3% possui o secundário e somente 9,4% o ensino superior) e onde o abandono escolar prematuro é mais elevado (em 2004, atingia 39,4% em Portugal, quando a média em todos os países da União Europeia alcançava apenas 15,7%). No entanto, no Orçamento do Estado para 2006, o valor orçamentado para o “ensino básico e secundário” diminui em –0,5% e, para o ensino superior, desce em –2,5%. E isto em valores nominais, porque em valores reais a diminuição é muito mais elevada. Tudo isto sucede quando, devido ao atraso em que se encontra o País neste campo, era necessário investir muito mais, mas a obsessão do défice falou mais alto.

E tudo isto sucede quando uma das causas da baixa competitividade da Economia Portuguesa é precisamente o baixíssimo nível de escolaridade e de qualificação da população empregada, e quando os especialistas que têm visitado o nosso País têm afirmado que Portugal, para poder ultrapassar rapidamente o grave atraso em que se encontra neste campo, terá de investir mais neste campo, e nunca reduzir o esforço financeiro, como acontecerá em 2006 com o Orçamento do governo que foi aprovado.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Jogaram pró empate

A jogar à defesa não se marcam golos.
Num confronto onde Cavaco joga para não perder os votos que as sondagens lhe dão e Alegre joga para não hostilizar os votos do PS, pode dizer-se que o jogo terminou empatado.
É verdade que o figurino do debate também não ajudava muito, como dizia um comentador, foi um debate plano, sem altos nem baixos, mais uma entrevista cruzada.

A avaliação pode fazer-se mais pelo estilo, onde Alegre estava mais à vontade e com um discurso mais fácil e confiante. Quanto ao conteúdo, Cavaco não consegue enxergar para além da sua “profissão” de economista, vacila em temas como o Iraque, cooperação estratégica e não tem uma visão alargada dos poderes e da função presidencial.

O resultado da sondagem relâmpago da SIC Notícias, que dá a vitória a Cavaco, não é mais que o reflexo das sondagens já realizadas.
Para ganhar debates e votos vai ser preciso arriscar mais. Passar da defesa ao ataque.

domingo, dezembro 04, 2005

País velho e miserável

O governo acabou de anunciar os aumentos das pensões para o ano de 2006. De acordo com o comunicado que se encontra disponível no site do Ministério do Trabalho, os aumentos são os seguintes:

A pensão média de 796.725 reformados que recebem as pensões mínimas do Regime Geral aumentará apenas 10,21 euros, ou seja, 34 cêntimos por dia, pois passará de 236,05 euros para 246,26 euros.

A maioria dos reformados deste grupo receberão apenas 223,2 euros, já que os que recebem este valor representam 59,4% do total. O número de reformados que receberão pensões inferiores a 300 euros por mês soma 729.299, ou seja, 91,5% do total.

A pensão média englobando a Pensão Social e a dos Agrícolas aumenta apenas 7,05 euros, ou seja, 24 cêntimos por dia. Se considerarmos individualmente cada uma destas pensões, o aumento por mês varia entre 6,7 euros e 8,26 euros por mês, o que é um valor muito baixo.

Em 2006, menos de 60.000 reformados, com mais de 80 anos, receberão a chamada pensão extraordinária prometida pelo eng. Sócrates durante a campanha eleitoral para todos os pensionistas que estivessem abaixo do limiar da pobreza, ou seja, que tivessem um rendimento mensal inferior a 300 euros. No entanto, em 2006, mais de 1.100.000 reformados receberão pensões inferiores a 300 euros por mês.

De acordo com a mesma informação constante também do referido site, os restantes reformados que recebem pensões superiores às mínimas, que são mais de 1.700.000, verão as suas pensões aumentar apenas em 2,3%. Em 2006, a taxa de inflação aumentará, segundo o Banco de Portugal, em 3% e, segundo o FMI, em 2,5%. Como consequência, estes reformados verão o poder de compra das suas pensões diminuir.

A juntar a tudo isto, há que acrescentar os trabalhadores aposentados da Administração Pública, que ultrapassam os 500.000, e cujo aumento das pensões depende do aumento das remunerações dos trabalhadores do activo. Como nos últimos anos estas têm aumentado menos que a taxa de inflação, as pensões destes trabalhadores têm perdido poder de compra. E poderá suceder o mesmo em 2006.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Bom senso europeu

A União Europeia emitiu um comunicado onde desautorizou completamente toda a política americana de prevenção à SIDA. Pela primeira vez a Europa afirma com todas as letras que os programas de abstinência promovidos pela administração de Bush não são eficazes e que devem ser rejeitados pelas nações que desejam proteger os seus cidadãos.

Neste momento a União Europeia considera como prioridades o uso do preservativo (absolutamente fulcral), educação sexual e cuidados de saúde reprodutiva. Considera-se ainda como extremamente preocupante a ressurgência de mensagens enganadoras e sem validade empírica no que toca à prevenção do VIH. Uma óbvia referência aos programas americanos. Convém referir que dois terços da ajuda americana neste campo são usados exclusivamente para a promoção da abstinência. Trata-se acima de tudo da promoção de um modelo religioso sobre a capa de ajuda humanitária.

Vale a pena citar as palavras da secretária europeia para o desenvolvimento internacional, Hillary Benn : “... não acredito que as pessoas devam morrer porque têm sexo.”

E tudo vai bater nesse ponto, neste momento a política humanitária americana está a ser comandada por um dogma religioso (é a própria ONU a afirmá-lo) e está a causar estragos incríveis nas zonas mais afectadas pela doença ao cortar os fundos para os meios eficazes (leia-se - preservativo).

Felizmente que e União Europeia se dissociou claramente do programa de evangelização norte-americano, que haja pelo menos uma voz forte e sensata na comunidade internacional.

de Pedro Fontela

quinta-feira, dezembro 01, 2005

A pandemia dos "nossos pecados"

Em todo o mundo em 2005, 4,9 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus da SIDA, o maior salto desde que o primeiro caso dagnosticado, em 1981. Segundo o porta-voz do Programa das Nações Unidas sobre HIV/SIDA, actualmente há 40,3 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo—contra 37,5 milhões em 2003.
Os 4,9 milhões de novas infecções de HIV registados em 2005, ocorreram principalmente na África subsaariana, Rússia e países do Leste Europeu, segundo o relatório.
Só neste ano, mais de 3,1 milhões de pessoas morreram por causa da SIDA, incluindo 570 mil crianças, aproximadamente 13.500 pessoas foram infectadas por dia com o vírus HIV, a maioria delas, 95%, nos países mais pobre africanos, de acordo com o estudo.

O Papa Paulo VI baniu o uso de contraceptivos pelos católicos há 37 anos, e a hierarquia da igreja considera o assunto encerrado desde então.
João Paulo II reiterou que a Igreja Católica Romana deve ensinar que o uso do preservativo é proibido, mesmo para evitar a dispersão da SIDA, considera, que acima de tudo, é necessário combater a doença de uma forma responsável aumentando a prevenção, através da educação acerca do respeito pelo valor sagrado da vida e formação sobre uma sexualidade correcta, que pressupõem castidade, abstenção e fidelidade.
A ICAR está para o preservativo como o Islão para o toucinho. O bom senso não é o forte das religiões e a compaixão não consta dos seus valores. Bastaria o drama de África, onde a epidemia da SIDA grassa de forma devastadora, encaminhando o Continente para uma hecatombe, para abdicar de um dogmatismo estulto e criminoso.
Os beatos preconceitos continuam sendo um obstáculo às campanhas de saúde pública, um entrave à prevenção das epidemias e um estorvo ao bem-estar humano. Intérpretes encartados de um Deus cujo prazo de validade há muito se extinguiu, arautos de uma moral anacrónica, zeladores intransigentes da dor e do sofrimento, continuarão a ser cruéis, obsoletos e hipócritas.

Combater a SIDA é uma obrigação para salvar vidas humanas. Desacreditar as Igrejas é uma medida sanitária imprescindível à felicidade humana. Dentro de poucos anos um Papa qualquer pedirá perdão pelos crimes do actual, tal como o anterior pediu pelos dos seus antepassados, sempre sobre os escombros das sociedades a que levaram a angústia, a dor e a morte.

quarta-feira, novembro 30, 2005

À 2ª, estalou o verniz!

Manuel Alegre voltou a faltar à votação do orçamento, agora na versão final, como disse aquando da votação na generalidade, era o mínimo que se lhe exigia.
A posição correcta era ir lá e votar contra ou então pedir a desvinculação do PS, mas isso era pedir demais a Manuel Alegre (histórico fundador do partido), portanto, apesar de dizer que votaria o documento se o seu voto fosse indispensável, o que é certo é que o não votou.
Esta atitude, repetida, fez estalar o verniz do aparelho Socrático que vinha usando o argumento de que o partido era plural e que Alegre tinha o direito de se candidatar.
Cada vez é maior o desconforto do aparelho de Sócrates, não há maneira de Soares subir nas sondagens, apesar dos compromissos que este procurou garantir à sua esquerda, começa a instalar-se o pânico nas hostes fieis ao líder, não vá haver segunda volta e ser Manuel Alegre o candidato a enfrentar Cavaco.
Espero ter o gozo de ver o Sócrates, muito contrariado, vir apelar ao voto em Manuel Alegre. Vai ser de partir o côco.

O meu contributo pá campanha do Cavaco

terça-feira, novembro 29, 2005

Movimento "deixem o Professor comer"

Foi notado nos meios democráticos que os assessores de Cavaco Silva, em particular o seu assessor de imprensa, o ex-director do DN Fernando Lima, não deixa o Professor comer. Revela a revista Sábado, que garante que o Professor tem humor, que no Brasil Fernando Lima impediu vergonhosamente o candidato de por um pão de leite na boca, com medo das fotos dos jornalistas presentes, que lembrassem o episódio do bolo-rei.
Mas um pão de leite não é um bolo-rei e a indignação dos democratas cresceu quando se soube que esta opressão se vai manifestando com regularidade. Por isso, está a nascer um movimento "Deixem o Professor comer", para garantir o direito de todos, incluindo os do candidato.

diário campanha de Francisco Louçã

segunda-feira, novembro 28, 2005

"Trindade" de símbolos


48 anos lado a lado

É bom lembrar e também dizer aos mais novos, que os crucifixos não apareceram nas paredes da escola por obra de nenhum milagre, foram mandados lá pôr ao lado da fotografia de Salazar, por ordem deste ditador que nos crucificava a todos. Surgem como moeda de troca pela bênção da ditadura pela hierarquia da Igreja católica, a quem era dado o exclusivo da evangelização em Portugal, aquém e além-mar.
A presença de símbolos religiosos nas salas de aula e a obrigatoriedade das aulas de religião e moral são imposições que não se admitem em estados laicos e democráticos. A religião deve ser uma emanação da liberdade e não um sub-produto da ditadura.
Os cristãos podem usar crucifixos ao pescoço, pendurados no espelho retrovisor do automóvel, colocados nas paredes das salas ou pousados nas mesas de cabeceira, não podem é obrigar uma população inteira, seja ou não cristã, a continuar a recordar que durante décadas Deus e Pátria fundiam-se num único símbolo da Nação.
A irritação da Igreja Católica com a retirada dos crucifixos das escolas é pura hipocrisia, a não ser no sentido em que estes servem para impor as suas convicções aos que as não partilham.

CITAÇÃO



Se planificares para um ano, planta arroz.
Se planificares para um década, planta árvores.
Se planificares para um século, educa os teus filhos.

KWAN-TZU (300 a. C.)

sábado, novembro 26, 2005

Compre Menos VIVA Mais!


Hoje, 26 de Novembro, celebra-se mais um “Dia Sem Compras”. Pretende ser um dia de reflexão sobre as consequências éticas e ambientais do consumo. Os países ricos – que correspondem apenas a 20% da população- são culpados de consumirem 80% dos recursos naturais do planeta, causando elevados estragos ambientais e uma injusta distribuição da riqueza
Num mundo em que o consumismo nos consome, cabe a todos a tarefa de promoção do consumo responsável. Repensar a forma como os países industrializados utilizam abusivamente os recursos naturais e as suas consequências para os países mais pobres é cada vez mais urgente.

O “Dia Sem Compras” não pretende fazer a apologia da regresso à idade da pedra nem que todos os dias sejam dias sem consumo. O “Dia Sem Compras” quer sim lançar reflexões que possam alterar os padrões de consumo em todos os dias do ano.
Consumir menos, informarmo-nos sobre a origem dos produtos, empenharmo-nos na reciclagem e reutilização das embalagens e pressionar as grandes empresas a co-responsabilizarem-se pelos impactes provocados são tarefas urgentes e necessárias. Os consumidores têm aqui um papel fundamental e podem realmente fazer a diferença.