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quarta-feira, setembro 21, 2005

Cristal Vermelho

A Cruz Vermelha e o seu equivalente em países islâmicos, o Crescente Vermelho, podem ter em breve uma designação comum, o Cristal Vermelho. A medida que se pretende implementar visa a utilização de um emblema neutro, nesta era de crescentes conflitos de origem religiosa. De igual forma, sob a nova designação algumas organizações humanitárias anteriormente excluídas, como a israelita Magen David Adom, que usa o escudo vermelho de David, podem juntar-se à organização. A Suiça, o país de origem da Cruz Vermelha, pretende realizar uma conferência no final do ano em que os 192 países que aderiram à convenção de Genebra serão auscultados sob a nova designação e símbolo.

A Cruz Vermelha é uma organização humanitária que não tem nada a ver com religião e o seu símbolo actual é apenas a imagem revertida da bandeira suiça, um país com uma longa tradição de neutralidade. Mas o facto fortuito de esta ser uma cruz impediu, quase desde as origens da organização, a utilização universal do símbolo. Esperemos que o novo símbolo e designação sejam aprovados e que o Cristal Vermelho seja uma realidade a nível global já em 2006!

Palmira F. da Silva

Graças a Deus


Um governo em oração. Não de joelhos, mas de pé. Prostrados não, mas extremamente agradecidos... por não viverem em New Orleans, por não serem pretos (enfim, a Condoleeza...)... por serem eles "os escolhidos" para governar o Mundo. Os eleitos pelo poder divino. Bush, Cheney & Co., acreditam mesmo nisso, acreditam que têm uma missão divina para cumprir aqui na Terra. Só por isso insistem tanto em nos foder o juízo.

um homem das cidades

terça-feira, setembro 20, 2005

Impasse

As eleições alemãs tiveram dois grandes derrotados (CDU e SPD) e dois pequenos vitoriosos (Liberais e Partido de Esquerda). O que será que faz o eleitor dar as costas aos partidos tradicionais e optar pelos minoritários?

Os grandes perderam e é escusado arranjar argumentos para validar a vitória de quem quer que seja, até porque os sinais, para já os económicos, como o dia de ontem provou, e os sociais virão a seguir, dão mostras de astenia.
Este impasse, que tem duração incerta, não favorece ninguém e consegue prejudicar todos. Parece impossível mas é bem real.
Em suma, das urnas de domingo um facto salta à vista de todos, de acordo com os números das urnas, nenhum destes dois serve para comandante do barco germânico.

Registe-se a percentagem do Partido de Esquerda com 8.7% e com um crescimento de 4,7% - o partido que mais cresceu. É um sinal.

A elevada precariedade do trabalho

É uma das causas da baixa produtividade e competitividade da economia portuguesa.

Um dos argumentos mais utilizados pelas entidades patronais e pelos defensores do pensamento económico neoliberal é que a baixa de competitividade da Economia Portuguesa tem como uma das causas mais importantes a rigidez das leis do trabalho em Portugal, ou, por outras palavras, a insuficiente precariedade das relações de trabalho no nosso País. Essa afirmação não tem qualquer consistência técnica como os dados divulgados pelo INE e Eurostat provam.

Em Portugal a precariedade é muito superior à média comunitária. Se nos dados sobre precariedade e desemprego considerarmos apenas o desemprego oficial, para tornamos os dados de Portugal comparáveis com os publicados pelo Eurostat, conclui-se que em 2004, na União Europeia 29 activos em cada 100 tinham uma relação de trabalho precária ou estavam no desemprego, enquanto no nosso País, no mesmo ano, eram 34 em cada 100 que se encontravam na mesma situação. Portanto, a precariedade em Portugal é muito superior à média comunitária. Fica assim claro que afirmar, como fazem o patronato e os defensores do neoliberalismo, que a baixa competitividade da Economia Portuguesa é consequência da rigidez das leis laborais, ou seja, da reduzida precariedade, não tem qualquer consistência técnica

A elevada precariedade que se verifica em Portugal contribui também para a baixa taxa de formação e o baixo nível de escolaridade que se verifica em Portugal, o que explica a baixa produtividade e competitividade da maioria das empresas portuguesas.

Em resumo, a elevada precariedade que se verifica em Portugal está inevitavelmente associada a baixas taxas de participação dos activos em acções de educação e formação, a baixos níveis de qualificação tanto de adultos como de jovens, e a taxas elevadas de abandono prematuro da escola pelos jovens. Tudo isto tem consequências graves e dramáticas quer para os trabalhadores, que assim continuam sujeitos a condições degradantes e desmotivadoras de trabalho e de remuneração, quer para as empresas, cuja esmagadora maioria está a perder a batalha da produtividade e da competitividade.

Texto completo AQUI

segunda-feira, setembro 19, 2005

Dilema: bolo-rei ou rei do bolo


Cavaco estudou em Inglaterra.
Soares ensinou em França.

Cavaco gosta de trepar em coqueiros.
Soares gosta de montar tartarugas.

Cavaco é um cara-de-pau.
Soares é um cara-de-bolacha.

Cavaco gosta de bolo-rei.
Soares gosta de ser o rei do bolo.

Cavaco escreveu a sua própria biografia (e saiu uma bela merda).
Soares preferiu escrevê-la através de uma idiota útil que meteu perguntas simuladas pelo meio e no final assinou o nome.

Cavaco é magro.
Soares é gordo.

domingo, setembro 18, 2005

O Capelo no bom caminho


Foi, hoje, inaugurada a Casa Rural Típica da Reserva Florestal de Recreio do Capelo, uma infra-estrutura de turismo rural e ambiental que vem colocar à disposição da população e de quem nos visita um quadro da vivência dos nossos antepassados.
Outros factores de valorização da florescente freguesia do Capelo é a melhoria da rede viária de acesso, já em curso, e a obra de requalificação do Farol dos Capelinhos, a iniciar ainda este ano, cujo custo ultrapassará os dois milhões de euros que inclui a preservação da ruína do Farol, a redescoberta de partes soterradas das construções anexas, com a funcionalização de alguns desses espaços, e a criação de um Centro de Interpretação.

sábado, setembro 17, 2005

Ser socialista no século XXI


O BE é um movimento de novo tipo, que vive da contestação e da luta anticapitalistas e pela construção de uma alternativa socialista.
O BE não tem ideologia, isto significa não perfilhar nem o marxismo-leninismo, nem o leninismo, nem o trotskismo, nem o marxismo, apenas recolher contributos destes pensadores.
O BE é um movimento anti capitalista e socialista. O socialismo não existe sem uma transformação das condições do regime económico e social.E isso consegue-se por grandes combates transformadores que são reformas e que são revoluções. Batendo-se por reformas essenciais e fazendo-o com toda a convicção de que é importantíssimo para ajudar a mudar a vida das pessoas. O capitalismo moderno, que é um capitalismo predador e selvático, só pode ser substituído por uma sociedade socialista.
Há grandes reformas que podem ser revolucionárias. Não se consegue combater a injustiça fiscal, o privilégio do poder económico de ter regras distintas para si próprio, diferentes da grande maioria da população, sem uma alteração da relação de forças que permitem impor a democracia como regra. Não se conseguem alterar regras do comércio internacional e impor o predomínio do direito internacional na relação de conflitos sem uma alteração da relação de forças que derrote o império. Não muda a União Europeia sem uma grande refundação democrática e social que reconstrua as suas bases na estruturação. Isso são revoluções.

E o que é que é ser socialista no século XXI?

Significa ter vivido e aprendido a lição do socialismo soviético e chinês e rejeitá-la. Nunca existe socialismo que proíbe o direito de greve, que impõe na Constituição o governo perpétuo de um partido político, como é o caso do Partido Comunista chinês e da Constituição chinesa. É rejeitar as monarquias delirantes como a Coreia do Norte. No fundo, é rejeitar a ideia de que o socialismo pode ser compatível com a redução do pluralismo político ou da liberdade social. O socialismo só pode existir, só se pode limpar, se resultar da reflexão e de rejeição do que foram os modelos de Leste. E é também uma outra coisa, é um anti capitalismo, uma contestação da civilização capitalista e do desastre humano e ambiental que ela representa.

O BE não tem que se identificar com o leninismo, não há ideologia única.

O BE nasceu e só podia ter nascido assim não por uma fusão ideológica que reinterpretasse o passado, mas por uma definição da agenda política e do programa. O programa constrói-se na luta social, nas alternativas políticas para o país, para a Europa. E foi isso que permitiu aprender um nível de política completamente distinto do que a esquerda radical tinha feito em Portugal durante 30 anos. O BE transformou completamente a capacidade de actuação política e social, tornando-se uma força política influente.
Quando o BE surgiu ainda não existia o Fórum Social, mas o movimento que lhe ia dar origem já estava a nascer, o movimento antiglobalização.
Há algumas políticas que são de reformas, há outras que são de combates frontais. Por exemplo, na política do ambiente quando se defende uma política de redução das emissões de dióxido de carbono por causa do efeito de estufa é uma grande reforma.

O BE não concebe a oposição política exclusivamente teorizada, sem ser através da acção dos movimentos sociais, da contestação social. A exclusiva representação parlamentar reduziria a democracia, como se fosse a única forma de debate político no país. O BE dá toda a importância à intervenção parlamentar, mas entende que a democracia vai para além da vida parlamentar.

quinta-feira, setembro 15, 2005

Uma banda larga de liberdade

O BE apresentou um projecto de lei de alteração do modelo de financiamento das autarquias. Os bloquistas não defendem o corte das receitas, mas regras novas na sua distribuição
A maioria das receitas recebida pelas autarquias provém dos impostos municipais - sobre imóveis, transportes e transacções imobiliárias. Quantos mais licenciamentos forem passados mais dinheiro recebem as câmaras.
Os bloquistas propõem que as receitas sejam, antes, distribuídas em função de factores como a população residente e a área geográfica. Uma alteração que consideram imprescindível para o ordenamento do território, uma vez que o poder local se tem revelado "refém do sector" imobiliário.
O projecto defende, ainda, que dois por cento das receitas sejam automaticamente distribuídos pelas freguesias. Uma forma das freguesias deixarem de "depender da boa vontade dos presidentes de câmara" e ganharem autonomia financeira.
Outra das alterações propostas refere-se à obrigatoriedade de apresentação de todas as transacções entre autarquias e entidades externas, como fundações e empresas.
Enquanto as autarquias forem financiadas através de impostos decorrentes da urbanização, vão deixar construir, e, nessa lógica, é muito difícil haver uma Agenda 21 local.
A Agenda 21 Local é um processo, proposto pelas Nações Unidas, no qual as autarquias, cidadãos, técnicos, empresários e associações trabalham em conjunto e definem as prioridades para um desenvolvimento sustentável do seu concelho nas vertentes social, ambiental e económica.

Açorianos são os que mais morrem do coração

Consanguinidade pode ser a explicação. O remédio mesmo é prevenir: abandonar os maus hábitos.

Os Açores são a região do País e do Mundo onde mais se morre por doenças cardiovasculares.
Em 2001, registaram-se nas ilhas açorianas 451.3 óbitos por cem mil habitantes resultantes de doenças cardiovasculares - um número ainda distante dos registados no Alentejo (267.7 óbitos por cem mil habitantes), a segunda região portuguesa logo a seguir aos Açores, com o maior número de óbitos causados por doenças cardiovasculares.

A inactividade física é reconhecida hoje, como importante factor de risco para doenças cardiovasculares. E embora não possa ser considerada tão perigosa, como o tabagismo, a hipertensão arterial e a hipercolesterolemia (taxa de colesterol sanguínea aumentada), é muito importante pois atinge uma percentagem muito elevada da população.

Mas outros factores de risco contribuem para a elevada percentagem de mortes por doenças cardiovasculares. A alimentação, por exemplo, é um factor de extrema importância na protecção da saúde.

Definidos os factores de risco e chegando-se à conclusão que são comuns às populações de todo o território nacional, fica no entanto por explicar a razão do elevado número de mortes por doenças cardiovasculares nos Açores, em comparação com outras regiões do país.

Segundo os especialistas, reunidos hoje na Horta, uma possível explicação é: nos Açores, há uma maior consanguinidade - são quatro séculos de ilhas fechadas que abriram apenas há 30 anos. Alguns problemas de saúde, como a obesidade, a diabetes e alterações de gordura no sangue, que levam à doença cardiovascular, são mais evidenciadas quando há maior consanguinidade.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Soma e segue - mais 100 mortos no Iraque


Perto de 100 pessoas morreram hoje no Iraque, 80 das quais num atentado suicida em Bagdade, o mais mortífero na capital nas últimas sete semanas, cometido após ameaças extremistas na sequência de uma ofensiva contra rebeldes no nordeste do país.
Estes ataques acontecem depois das ameaças lançadas por grupos extremistas sunitas, entre os quais a Al-Qaeda, depois de uma ofensiva militar na cidade de Tall Affar, no nordeste do Iraque, perto da fronteira com a Síria.
A ofensiva, realizada pelo exército iraquiano, com o apoio das forças norte-americanas, permitiu, segundo as autoridades de Bagdade, capturar rebeldes e combatentes estrangeiros provenientes da Síria.
As operações militares provocaram cerca de 150 mortos entre os rebeldes e mais de 400 suspeitos foram detidos, de acordo com o revelado pelo exército norte-americano.
Está ainda muito longe a pacificação do Iraque, violência gera violência e já ninguém dá importância aos mortos iraquianos. Os “opinion makers “ cristãos/católicos fazem-nos chorar mais um morto americano que 100 iraquianos.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Arranque promissor ???


Arrancou hoje, oficialmente, o ano lectivo 2005/6. O Governo Regional dos Açores aproveitou para, em cerimónia oficial, lançar a 1ª pedra do que será a nova Escola Secundária da Horta.
Esta escola já vem sendo inscrita nos Orçamentos e Planos da Região há mais de uma dúzia de anos. Espero que os trinta meses de prazo de execução da obra, contados a partir de hoje, sejam efectivamente para cumprir.
Mesmo parecendo que a oportunidade da cerimónia se deve ao período eleitoral que se avizinha, o importante é que não seja apenas mais uma iniciativa eleiçoeira, como o boletim e anexos municipais com repetidas referências e fotos aos mesmos acontecimentos e que arranque a obra, já que a actual escola está completamente lotada e ultrapassada para os dias de hoje.

domingo, setembro 11, 2005

Desgraça americana


Há 4 anos atrás os Estados Unidos julgavam-se uma nação invulnerável aos problemas do mundo e do planeta. Depois do 11 de Setembro ficou provado que não há país invulnerável às forças do inimigo. Com Katrina fica provado que não há país invulnerável às tragédias ambientais do planeta.
Bush, um homem de visão estreita e belicosa, recebeu um presente. Nova Orleans é apenas uma fotografia assombrosa que se pode tornar rotineira. Ela veio com uma faixa preta de luto e outra vermelha de alerta: De Katrina para Bush. Ele não entendeu, mas o povo americano, sim.
A tragédia de Nova Orleães está a deixar a descoberto os erros de um governo fechado há anos numa espécie de psicose antiterrorista. Mas, desta vez, ao contrário do 11 de Setembro, não há nenhum inimigo para atirar com as culpas. O "Katrina" poderá ser, assim, o tsunami pessoal de Bush.

sábado, setembro 10, 2005

Ex-ministro, o melhor emprego

Qual é a importância da denúncia pública de Louçã, no meio da corrupção generalizada que envolve os políticos deste país?

Eu respondo: é que pela primeira vez os cidadãos portugueses vêem, preto no branco, como é que estes administradores ganham dinheiro com a miséria alheia.
Esta situação só foi possível, como será provado nas instâncias próprias, porque os interesses dos políticos corruptos se sobrepuseram à segurança e aos interesses dos cidadãos.
Para estes empresários terem os seus negócios montados à mesa do orçamento do Estado, 16 cidadãos morreram, o património florestal está reduzido a metade, a miséria prolifera entre aqueles nossos compatriotas que perderam o pouco que tinham nas chamas.

Esta denúncia serve para revelar até que ponto os actuais e ex-governantes são insaciáveis, implacáveis e para extrapolarmos para outras situações.
A quem serve o não funcionamento da justiça? A quem serve a compra dos submarinos? A quem serve o estado a que a Saúde chegou? A quem serve a criação de universidades privadas a formarem jovens com cursos que ninguém sabe para que servem?
Se seguirmos as pistas que os incêndios neste caso demonstraram, de certeza que vamos encontrar por trás fortes interesses económicos apoiados ou dirigidos pelas eminências pardas altamente colocadas nos partidos do alternanço.
A questão que se põe é como se vão julgar os culpados, se tudo está dentro da legalidade, suportada com leis feitas a pedido desses dinâmicos empresários da desgraça, como bem provam os regulamentos das reformas feitos na Galp, CGD, Banco de Portugal, etc., feitos para servirem quem os elaborou e implementou?

Uma coisa todos sabemos.
Desde que trouxeram meios aéreos para apagar fogos...estes nunca mais pararam de aumentar em todos aspectos...Quantidades de fogos...tempo que os mesmos levam a ser instintos...custos de combate aos mesmos....
Logo que acabe as horas contratadas e que se passe a pagar os meios aéreos a hora os fogos disparam em cardume...
Portanto tudo isto leva a muita especulação...E os meios aéreos tem um dono...Se agora são um alvo é porque foram apanhados com a boca na botija?

Loureiro foi um dos que inventou a máxima: Bom não é ser do Governo, mas dele sair.
O melhor emprego em Portugal é ser-se ex-ministro.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Moralizar os vencimentos dos gestores!


As novas regras, baseiam-se, dizem, em três princípios:
(1) Prevenir os abusos nas auto-atribuições de vencimentos, devendo “as remunerações ser consentâneas com as praticadas no respectivo sector”;
(2) Moralização, atribuindo os prémios de gestão conforme os objectivos atingidos, e proibindo que recebam as pensões antes de se reformarem;
(3) Transparência, devendo ser descriminados, publicamente, em cada ano, as verbas destinadas a vencimentos e demais regalias dos gestores, nos relatórios e contas.

Em boa verdade, a legislação a aprovar mantém as actuais mordomias, ilegitimamente apropriadas (a lei não tem efeitos retroactivos), o que implica que o país vai ter que continuar a esvair-se com encargos para sustentar a gula criminosa, as benesses escandalosas e injustificadas, apropriadas pelos que agora as têm.
Por isso se prevê que esta lei só venha a fazer efeito em 2007.

É claro que, para credibilizar o embuste, logo vieram os comentadores económicos discordar, com o velho e falacioso argumento de que isso afasta os melhores, destas funções. Dizem, estes comentadores, que estes técnicos devem ser remunerados segundo o seu valor…
Os melhores? Mas essa gente é toda criminosa, incapaz, incompetente e mafiosa, a ponto de nos terem conduzido para a situação degradante em que nos encontramos!
Estou inteiramente de acordo, desde que esse “seu valor” seja determinado em função do impacto económico, para o país, do bom exercício das respectivas funções; isto é conforme a evolução da situação económica. E ainda que seja ratificado pelos cidadãos, após discussão livre e aberta e consulta directa à população.

As pessoas que têm, realmente, valor, não são motiváveis pelo valor absurdo e escandaloso dos vencimentos, porque sabem que isso prejudica os propósitos e objectivos determinados pelos superiores interesses do país, os que motivam as pessoas dignas e de bem. Só os mafiosos se “motivam” com vencimentos escandalosos, de que se apropriam a qualquer custo, à nossa custa e do estado degradante da economia do país, que destroem com a sua incompetência e prepotência, com a sua tacanhez.

extractos daqui

quarta-feira, setembro 07, 2005

27º lugar, a descer e mais desigual

O problema não é Portugal estar no 27º lugar no ranking do desenvolvimento dos países...o problema é estar a descer lugares...e serem maiores as desigualdades, menos ricos cada vez mais ricos e mais pobres cada vez mais pobres.

A desigualdade é a nível nacional e mundial e maior do que há 10 anos.

O Relatório sobre a Situação Social Mundial 2005 das Nações Unidas considera que grande parte do mundo se debate com um "problema de desigualdade":

As desigualdades entre países e dentro dos mesmos têm acompanhado a globalização.
O desemprego continua a ser elevado em muitos contextos e as taxas de desemprego dos jovens são particularmente altas.
Há milhões de pessoas a trabalhar que continuam a ser pobres; quase um quarto dos trabalhadores do mundo inteiro não ganha o suficiente para conseguir ultrapassar o limiar de pobreza de 1 dólar por dia e melhorar a situação da sua família.
Em muitos países, as desigualdades salariais, especialmente entre trabalhadores qualificados e não qualificados, aumentaram desde a década de 1980, tendo-se registado uma diminuição dos salários mínimos reais e um aumento acentuado dos rendimentos de nível mais elevado.
Apesar dos progressos realizados em alguns contextos, as desigualdades nas áreas da saúde e da educação aumentaram, especialmente dentro dos países. A África ao Sul do Sara e partes da Ásia são as regiões em que essas desigualdades são maiores.
A violência é muitas vezes fruto da desigualdade.
Os povos indígenas, as pessoas com deficiência, os idosos e os jovens são normalmente excluídos de processos de decisão que afectam o seu bem-estar.

As políticas macroeconómicas e de liberalização do comércio, a globalização económica e financeira, e as mudanças ao nível das instituições internacionais do trabalho não podem ser dissociadas da luta pelo desenvolvimento social, pela igualdade e pela justiça social. Se não adoptarmos uma abordagem abrangente e integrada em relação ao desenvolvimento, estaremos a perpetuar o problema da desigualdade, e isso terá um preço que todos terão de pagar.

Resumo do Relatório

terça-feira, setembro 06, 2005

Manuais de muitas gerações

Hoje, para bem ou para mal dos nossos pecados, todos os anos há manuais diferentes que variam de escola para escola.

sábado, setembro 03, 2005

Uma 2ª volta implica sempre uma 1ª volta

Mário Soares e a direcção PS inviabilizaram uma candidatura unificadora da esquerda, o primeiro por se achar o dono da verdade e da República e ninguém ter tomates para lhe fazer ver que águas passadas não movem moinhos e o Sócrates para desviar a atenção da péssima acção governativa e do mais que provável mau resultado nas autárquicas.
Manuel Alegre, também não teve coragem de enfrentar a direcção partidária e acobardou-se perante o anúncio da candidatura de Soares.
Quantos mais candidatos a esquerda apresentar, mais votos terá no seu conjunto e maior será a derrota da provável candidatura de Cavaco.
Acabou de ser noticiado que Francisco Louçã representará o seu partido na corrida às presidenciais.
Já nos demonstrou ser o único deputado/partido que, na Assembleia de República, aborda questões difíceis, polémicas e pertinentes, apresenta propostas de solução e é capaz de, pela justeza e oportunidade das suas posições, marcar a agenda política.
Estamos perante um deputado com uma intervenção acutilante e sobretudo oportuna quando se trata de denunciar situações lesivas dos mais desfavorecidos e do interesse nacional e exigir responsabilidades aos detentores de cargos públicos.
É inteligente e irreverente e por vezes chega mesmo a ser inconveniente.
Por isso julgo que apareceu a minha alternativa ao voto em branco. Louçã é o candidato que, no decorrer da campanha para presidente da república, melhor poderá contribuir para evitar que este PS liderado por José Sócrates continue a cometer os erros governativos do nosso descontentamento.
Por isso vou tornar o meu voto útil.

sexta-feira, setembro 02, 2005

A impotência da superpotência

O caos e a desordem com saques, disparos, violações, lixo, águas de esgoto, fogos e escaramuças, cadáveres apodrecendo, milhares de sobreviventes que deambulam pelas ruas inundadas de Novas Orleães e polícias a serem alvejados, depois da passagem do furacão Katrina são o panorama da principal cidade do Estado do Luisiana.
Houve milhares de mortos, feridos, centenas de milhares ficaram sem casa, pilhagens do que restava, etc.
O "texano" encara esta tragédia como uma grande “cowboyada”, quando há dois dias interrompe as suas férias dando logo ordem para atirar a matar.
A comunicação social mostra o desespero dos pobres, mas não explica como é que a nação mais poderosa do planeta (agora, ao nível do 3º Mundo) foi tão incompetente em gerir esta crise apesar do alerta antecipado dos meteorologistas.
É que esta orgulhosa América Imperial está convencida que tem a "protecção divina", que pode fazer as guerras que quiser e onde quiser e que as desgraças que exportam e se abatem sobre outros povos não a afectarão nunca. Como Bush está sempre a invocar o nome de Deus em vão, pode ser que o dito lhe vá abrindo os olhos (leia-se a natureza lhe vá abrindo os olhos), e que o faça reflectir o tão pequeno que é perante a dita...
É certo que os furacões têm estado a aumentar nos últimos tempos em consequência do aquecimento climático.
É uma tragédia que o povo da região assolada deverá também atribuir à (ir)responsabilidade da Administração Bush, ao recusar combater o aumento da concentração de gases de efeito de estufa, sendo os E.U.A. o principal poluidor planetário: 25% do petróleo mundial é consumido neste país, em termos populacionais não representando mais de 5% de toda a humanidade.
Não existem catástrofes 100% naturais; há sempre um factor humano associado na génese destes acontecimentos.
Infelizmente este furacão vem pôr em destaque que os militares numa situação destas são incapazes de auxiliar as suas populações mais pobres. Sim, porque ao contrário da propaganda existe muita miséria nos Estados Unidos.
Com o Bush a América caiu a pique no conceito mundial...nunca tantos se manifestaram em uníssono como na era Bush....e a economia sempre em queda livre, o que não é bom para ninguém...
Mas a total solidariedade ao povo sofredor dos Estados Unidos da América...

Vou engoli-lo, mas só na 2ª volta

quinta-feira, setembro 01, 2005

Por enquanto, o rei vai nu.


"Estimular os Velhinhos, que se recusam a morrer antes do tempo" fico descansado...
O país agora vai mesmo sair da crise...
Os velhinhos vão ficar todos excitados e vão começar a trabalhar.
Só tenho pena é das velhinhas...coitadas...com tanta excitação dos maridos...vão ter de voltar a pôr a febra a trabalhar...
Algumas já nem sabem como funciona...

Sr. Mário passe bem, dê palha ao burro e coma também!
Não são só os velhos que se recusam a morrer, são todos.

Se for eleito ficamos com o reformado mor a fiscalizar os reformados do governo.

Gostei de ver o rosto do Sócrates depois do discurso do seu pai político, depois de tanta porrada ideológica e críticas (nas entrelinhas) à sua governação, este ainda agradeceu as palavras e enalteceu o perfil do rei.

- Este é o verdadeiro choque tecnológico!

Por enquanto, o rei vai nu.
Tenho que começar a pensar nos "sais de frutos".

quarta-feira, agosto 31, 2005

Manel, Manel...

Ontem ao ouvir o início do discurso de Manuel Alegre, fiquei empolgado e dei por mim a pensar: aqui está um homem que sabe qual é o nosso mal, e não tem medo de o dizer...
Mas, e há sempre um mas.... Logo a seguir veio o desespero...
Afinal, o Homem que eu pensava batalhador, sincero e de palavra, em 5 minutos tornou-se num homenzinho do partido, sim senhor, não senhor, desculpem se errei...
Obrigado pela sinceridade. Estamos habituados ao discurso dos socialistas eleitos que "agora vou ser presidente de todos os portugueses, sou supra partidário" etc, etc. e depois todos vimos no que deu. Manuel Alegre conseguiu ser diferente: "divisão não, PS acima de tudo”. Fugiu-lhe a boca para a verdade: Pôs o Partido acima dos seus princípios, dos seus ideais e da sua dignidade.
Manuel Alegre, um homem do Partido que, depois de ter enumerado os nossos males, se recusou a servir o PAÍS e o POVO PORTUGUES para não afrontar o seu Partido.
Muita parra e pouca uva.

Uma desilusão e um problema, não quero o Cavaco, mas Mário Soares também não me convence e é chão que já deu uvas, não mobiliza ninguém.

PORTUGAL está e continua sem esperança.

segunda-feira, agosto 29, 2005

Alegre, diga apenas: "sou candidato"

Manuel Alegre, afirmou há dias que na República não há lugar para homens-providência e que a Democracia não tem donos.

Quem ama a liberdade só pode estar plenamente de acordo!

Espero, por isso, que amanhã Manuel Alegre não diga "tudo o que tem a dizer" sobre as presidenciais, mas comece apenas por dizer que é candidato!

Desde logo, em nome da coerência!

Mas também e principalmente, em nome da liberdade e da solidariedade!

E ainda, em nome da Esquerda dos valores, das convicções, das causas! A Esquerda dos cidadãos, imensa, toda, e não a pequena esquerda das confrarias partidárias e dos obsessivos jogos pela conquista do poder!

Espero ainda que Manuel Alegre não se preocupe com as sondagens e "análises" que lhe são desfavoráveis. Em 85, também Soares não era favorito e acabou por ser eleito!

De resto, em Democracia há ganhar e perder, e perder, lutando pelos valores em que se acredita, não é desonra nenhuma!

domingo, agosto 28, 2005

"Retrato" Açoriano


daqui

Fiquemo-nos pelos "amantes"

O QUE É O PARAÍSO?
é um lugar onde:
- a polícia é britânica
- os cozinheiros são franceses
- os mecânicos são alemães
- os amantes são portugueses
- e tudo é organizado pelos suíços

O QUE É O INFERNO?
é um lugar onde:
- a polícia é alemã .
- os cozinheiros são ingleses
- os mecânicos são franceses
- os amantes são suíços
- e tudo é organizado pelos portugueses

sábado, agosto 27, 2005

Regresso às origens

Hoje, andei por aqui, como lamento não disfrutar mais deste cantinho.

Morricão, Calheta do Nesquim - PICO

quinta-feira, agosto 25, 2005

Não me façam engolir este sapo

Confirma-se a candidatura de Soares, confirma-se no mesmo instante a vocação de Mário Soares para sapo, um sapo gordo, velho e crescentemente enfatuado, e a vocação da esquerda portuguesa, socialistas incluídos, para a infantil doença de engolir sapos sem sequer esquartejar os bichos.

O homem tem uma relação doentia com o poder. Ele simplesmente adora ser o "rei", o centro das atenções, o manipulador, o bajulado. Soares é um animal da política. O problema com Soares é o problema de qualquer animal: o que é bom para ele não é forçosamente bom para o meio em que habita, pense ele o que pensar.

A função de Soares vir a jogo é interpretada de duas formas. Uma: enquanto serviço prestado ao PS num momento difícil - o que é para rir pois historicamente o PS existiu para servir Soares e não o contrário, sendo ilegítimo admitir que algo tenha mudado. Neste delírio interpretativo, a que aderiram alguns cronistas sem outra inspiração, o Governo é o grande beneficiado pois a candidatura de Soares "tapa" os problemas do executivo ao ocupar, com o estrondo que habitualmente caracteriza a forma de Mário Soares actuar em público, o espaço mediático. Uma (quase certa) derrota seria a derrota de Soares e não do partido nem do governo. E mesmo nas pobres autárquicas os resultados tornaram-se pouco menos que irrelevantes. Respira Sócrates de alívio.

Segunda forma: em vez de bocejar nos programas de televisão e arrastar-se pelas cadeiras da sua fundação, Soares vê uma oportunidade de regressar à arena de que tanto gosta.

Como ninguém na esquerda tem tomates para dizer não a Mário Soares, e como a política de vistas curtas que é hoje característica obrigatória dos governantes faz Sócrates optar pelo mal (para ele) menor do mínimo de mossa na sua imagem (que Soares lhe garante em qualquer cenário), Portugal enfrenta um problema inesperado e indesejado.

Sugiro que nos quotizemos para oferecer a Mário Soares uma Playstation e o "Political SimCity 3", a ver se desampara a loja aos portugueses. E apelo aos portugueses que ainda acham a dignidade um valor, para que opinem, exijam, demandem, argumentem, peçam a Alegre que trave o combate da dignidade nas próximas presidenciais.

ÓH SENHOR PRESIDENTE, FRANCAMENTE !!!...

Enquanto o José Sócrates se manteve no Quénia, a santa boquinha do PR não disse nada.
Ai disse--falou inglês, quando interrompeu as férias para medalhar os U2.
E Portugal ardia.
E morria gente, bombeiros e vulgares populares a fugir ou a combater as chamas.
Os telejornais informavam por palavras e imagens o horror que se estava a passar. Sua Exa. desconhecia, no ALGARVE.
Regressou o PM e MILAGRE -A boca de Sampaio começar a articular "paroles".
E agora é quase diariamente.

É inacreditável como um Presidente de um País que está praticamente todo queimado,vem agora falar em limpeza de floresta. Sabe que mesmo o Estado não limpa as suas florestas que também ardem (Tapada de Mafra por exemplo)?

MEDITAÇÃO?
O que precisamos é de políticos competentes que actuem em tempo útil, leis que impossibilitem estas desgraças, consciência cívica, ordenamento florestal, meios próprios de combate a incêndios, justiça célere e exemplar para os prevaricadores e tudo isso Senhor Presidente, como saberá melhor que todos nós:

NÃO EXISTE EM PORTUGAL!!

segunda-feira, agosto 22, 2005

Os Incêndios do Regime

Depois de saber quem ganha com tanto incêndio (artigo de José Gomes Ferreira) temos também os incêndios do regime (artigo de Paulo Varela Gomes) no "Público" do dia 11:

"O território português que está a arder - que arde há vários anos - não é um território abstracto, caído do céu aos trambolhões: é o território criado pelo regime democrático instalado em Portugal desde as eleições de 1976 (a III República Portuguesa).

Está a arder por causa daquilo que o regime fez, por culpa dos responsáveis do regime e dos eleitores que votaram neles.

Ardem, em Portugal, dois tipos de território:

Em primeiro lugar, a floresta de madeireiro, as grandes manchas arborizadas de pinheiro e eucalipto. A floresta arde porque as temperaturas não param de subir e porque, como toda a gente sabe, está suja e mal ordenada.
Não foi sempre assim.
Este tipo de floresta começou a crescer, nos últimos 50 anos, com a destruição progressiva da agricultura tradicional, ou seja, com a expropriação dos pequenos agricultores, obrigados, em primeiro lugar, a recorrer à floresta pela ruína da agricultura, para, depois, perderem tudo com os incêndios e desaparecerem do mapa social do país.
Também isso está na matriz desta III República - ela existe para "modernizar" o País, o que também quer dizer acabar com as camadas sociais de antigamente, nomeadamente os pequenos agricultores.
Em 2005, os distritos de Portalegre, Castelo Branco e Faro ardem menos que os outros e não admira, já ardeu aí muita da grande mancha florestal que podia arder, já centenas de agricultores e silvicultores das serras do Caldeirão ou de S. Mamede perderam tudo o que podiam perder.

O segundo tipo de território que está a arder, em particular neste ano de 2005, é o território das matas periurbanas, características dos distritos mais feios e mais destruídos do país, os do litoral Centro e Norte. Os citadinos podem ver esse território, nas imagens da televisão, a arder, por detrás dos bombeiros exaustos e das mulheres desesperadas que gritam "Valha-me Nossa Senhora!".
É o território das casas espalhadas por todas as encostas e vales, uma aqui, outra acolá, encostadas umas às outras, sem espaço para passar um autotanque, separadas por caminhos serpenteantes, que ficaram, em parte, por alcatroar.
É o território das oficinecas no meio de matos de restolho sujo de óleo, montanhas de papel amarelecido ao sol, garrafas de plástico rebentadas.
É o território dos armazéns mais ou menos ilegais, cheios de materiais de obra, roupas, mobiliário, coisas de pirotecnia, encostados a casas ou escondidos nos eucaliptais, o território dos parques de sucata entre pinheiros, rodeados de charcos de óleo, poças de gasolina, garrafas de gás, o território dos lugares que nem aldeias são, debruados a lixeiras, paletes de madeira a apodrecer, bermas atafulhadas de papel velho, embalagens, ervas secas.
É o território que os citadinos, leitores de jornais, jornalistas, ministros, nunca vêem porque só andam nas auto-estradas, o território onde, à beira de cada estradeca, no sopé de cada encosta, convenientemente escondido dos olhares pelas silvas e pelos tufos espessos de arbustos, há milhares - literalmente milhares - de lixeiras clandestinas, mobília velha, garrafas de plástico, madeiras de obras (é verdade, embora poucos o saibam: o campo, em Portugal, é muito mais sujo que as cidades).
Este território foi criado, inteiramente criado, pela III República. Nasceu da conjugação entre um meio-enriquecimento das pessoas, que, 30 anos depois do 25 de Abril, não chega para lhes permitir uma verdadeira mudança de vida, e o colapso da autoridade do Estado central e local, este regime de desrespeito completo pela lei, que começa nos ministros e acaba no último dos cidadãos.
É o território do incumprimento dos planos, das portarias e regulamentos camarários, o território da pequena e média corrupção, esse sangue, alma, nervo da III República.

É evidente que a tragédia dos campos e das periferias urbanas portuguesas se deve também ao aumento das temperaturas. Para isso, o regime tão-pouco oferece perspectivas.
De facto, seria necessário mudar de vida para enfrentar o que aí vem, a alteração climatérica de que começamos a experimentar apenas os primeiros efeitos:

Por exemplo, seria necessário reordenar a paisagem, recorrendo à expropriação de casas, oficinas, armazéns, sucatas;
Seria necessário proibir a plantação de eucaliptos e pinheiros.

Na cidade, pensando sobretudo nas questões relativas ao consumo de energia, seria necessário pensar na mudança de horários de trabalho, fechando empresas, lojas e escolas entre o meio-dia e as cinco da tarde de Junho a Setembro, mantendo-as abertas até às oito ou nove da noite, de modo a poupar os ares condicionados - cuja factura vai subir em flecha.

Modificar os regulamentos da construção civil, de modo a impor pés-direitos mais altos, menos janelas a poente, sistemas de arrefecimento não eléctricos.

Para alterações deste calibre - que são alterações quase de civilização - seria preciso um regime muito diferente deste, um regime de dirigentes capazes de dizer a verdade, de mobilizar os cidadãos, de manter as mãos limpas...

...Espero um rebate de consciência política por parte destes políticos, ou o aparecimento de outros.

sábado, agosto 20, 2005

Temos "homem"...


Depois de ter perguntado mais de duas vezes se deveria interromper as férias, agora resolveu passar à acção.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Alegre...


Alegre ainda não desistiu de ser o candidato presidencial da esquerda e eu aplaudo e apoio. Ouvi-o falar da importância política dos afectos e subscrevo. Cada vez estou mais convencido de que Alegre seria um bom presidente. Seria, pelo menos, um presidente que eu respeitaria. Definitivamente, dispenso fantoches e farsantes. Portugal precisa de um pouco mais. E a esquerda também.

quarta-feira, agosto 17, 2005

O País rejubila

Após umas merecidas férias em terras africanas, depois de 4 árduos meses de trabalho, que colocaram os portugueses na pior situação económica e social dos últimos anos, temos hoje o regresso do nosso 1º Ministro.
O País está ardido, não há água, os bombeiros morrem esgotados e sem meios, os €uros estão desaparecidos e a vida está pior que nunca, mas cá nos arranjamos.
O importante é o bem estar do nosso 1º.
Festejemos com vivas e bandeirinhas o seu regresso.

terça-feira, agosto 16, 2005

Israel: o "plano de paz" imperialista


O plano Bush-Sharon, apesar da rejeição do Likud, visa justamente uma saída estratégica do ponto de vista dos interesses americano-sionistas. Os milionários gastos de segurança com a repressão aos palestinianos em Gaza seriam substituídos pela estruturação da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na faixa, base do que viria a ser o pretenso “Estado palestiniano”, enquanto os colonos israelitas concentrariam suas colónias na Cisjordânia, em áreas férteis e produtivas, longe de confrontos diários com palestinianos que estariam cercados e concentrados quase unicamente na Faixa de Gaza, entregues à miséria ainda maior. O próprio estatuto de maior ocupação israelita na Cisjordânia seria reconhecido, ou seja, fica legitimada a rapina de grande parte da chamada Palestina histórica, já que todo esse plano contaria com o aval da ANP e da ONU.

Essa expropriação das terras historicamente palestinas seria aceite pela ANP, com Mahmoud Abbas no seu comando, através da promessa de libertação de recursos para alimentar a corrupta cúpula da OLP e o seu aparato de repressão sobre o povo palestiniano. Sem essa condição, ou seja, no caso das massas palestinianas retomarem a Intifada e de continuarem os problemas internos em Israel, a situação já crítica dos EUA no Iraque passaria a ser caótica e poderia colocar em risco a almejada estabilidade capitalista de toda a região, hoje já um verdadeiro barril de pólvora.
A resistência popular e armada à ocupação americana no Iraque e Afeganistão, assim como a rapina dos territórios palestinianos pelo enclave sionista mantém-se firme, apesar de todo o esforço da ANP de dividir a luta de libertação nacional e “estabilizar” a Palestina, seguindo assim as ordens de seus amos imperialistas.
Com a morte de Yasser Arafat, o imperialismo americano e o seu enclave sionista sentiram-se mais livres para impor seu “plano de paz” contra-revolucionário em colaboração com a “nova” direcção da ANP. A “retirada” de Gaza e a ocupação completa da Cisjordânia estão voltadas a reforçar o domínio sionista nas terras ocupadas e colocar sob a responsabilidade da ANP a repressão aos próprios palestinianos.

Para que as aspirações do heróico povo palestiniano sejam conquistadas é preciso colocar abaixo a farsa da política imperialista de “dois estados” e combater pela destruição do enclave sionista.

domingo, agosto 14, 2005

A paranoia


O Irão, um país anti-democrático, cujo presidente é um fundamentalista islâmico, potencial terrorista, ou apoiante de terroristas, vai reiniciar a conversão de urânio. Como é que podemos consentir, nós que somos o baluarte da democracia ocidental, que semelhante barbaridade ocorra? Mas quem se julgam os iranianos, uns atrasados mentais de primeira, para desafiar desse modo o poderio dos "oleados"? A AIEAOA, autoridade em matéria de energia atómica, oculta e americana, selou as instalações iranianas, mas os iranianos vão retirar os selos e retomar o processamento de urânio. Um desaforo destes tem que ter a devida resposta dos "oleados". Já que eles tanto querem a bomba atómica, porque não lha damos? Bomba atómica para cima deles!

Mas convinha que a bomba atómica não destruísse os poços de petróleo; o melhor mesmo seria uma bomba de neutrões, que só mata as pessoas, deixando os recursos petrolíferos intactos. Os iranianos, assim como iraquianos e afegãos, não passam de insectos que é necessário destruir. Ou nós ou eles. Vamos a eles, pá. Quer dizer, nós só teremos que mandar para lá uns cento e tal coveiros depois da bomba explodir. Os nossos "oleados" ficam com o granel e nós lambemos-lhes as botas, pode ser que nos vendam o "pitrol" mais em conta.


por TNT

quarta-feira, agosto 10, 2005

O que é o sexo, afinal?

* Segundo os médicos é uma doença, porque acaba sempre na cama.

* Segundo os advogados é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.

* Segundo os alentejanos é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.

* Segundo os arquitectos é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

* Segundo os políticos é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.

* Segundo os economistas é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.

* Segundo os contabilistas é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.

* Segundo os matemáticos é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.

* Segundo os psicólogos, é fodido de explicar...

terça-feira, agosto 09, 2005

Volta José, vem ver este SAFARI PORTUGUÊS

Nada melhor do que ir para bem longe de Portugal para tentar esquecer que "isto" existe...

Já andou pela internet uma anedota que fazia um paralelismo entre a camisa vermelha do Napoleão e as calças castanhas do José Sócrates...

Já vimos tudo...
A fuga, as calças "borradas", o incontornável desconforto já atingiu mortalmente o nosso primeiro ministro.

Mas o que choca, para além de um país em chamas, de uma economia em queda, do desespero da sobrevivência no dia-a-dia, dos olhares e das acções vazias dos cidadãos deste país, o que choca mesmo, é a cegueira generalizada daqueles que deram a maioria ao irmão siamês do PSD...
Os que apostaram tudo nos que comem, de 4 em 4 anos e em alternância com os Laranjas, os "tachões" (e não mensalões) das EDP´s, CGD´s, PTelecom e Banco de Portugal.

Volta José... volta das Áfricas e vem ver este SAFARI PORTUGUÊS... com coutadas de desempregados (com possibilidade de abater alguns...milhares), grutas e florestas com perigosos incêndiários (espécie protegida), lagos artificiais, estilo Alqueva com fabulosas aves raras do jet-set a fazer jet-sky, arrepiantes ambientes fantasmagóricos em fábricas encerradas, com toxicodependentes no seu interior (também podem ser abatidos, pois existem muitos)...

Isto e muito mais, neste fantástico País Safari...

daqui

segunda-feira, agosto 08, 2005

30ª Semana do Mar


Regata de botes baleeiros

A «Semana do Mar», o maior evento cultural e desportivo da ilha do Faial, realiza-se entre 7 e 14 de Agosto e inclui um dos maiores festivais náuticos do país, com a realização de dezenas de provas ao longo de uma semana.

Canoagem, vela ligeira e de cruzeiro, windsurf, pesca desportiva, pólo aquático, jogos de água, natação, mergulho, remo, jet-ski e as tradicionais regatas de botes baleeiros serão as grandes atracções da festa.

Durante a «Semana do Mar», que conta com um orçamento de cerca de 300 mil euros, haverá também vários espectáculos musicais, feiras de actividades económicas, de artesanato e do livro, gastronomia regional, assim como diversas exposições, organizadas pela autarquia local, a Câmara do Comércio e a Casa da Cultura da Horta.
Horta, a capital da ilha cujo porto de recreio é internacionalmente conhecido.

Programa no banner lateral

sábado, agosto 06, 2005

Portugal

O País
• A capital do país é Lisboa;
• A língua é o português;
• O catolicismo é a religião maioritariamente praticada;
• A unidade monetária até 2001 foi o escudo ( PTE ) porém, a partir de Janeiro de 2002, a moeda oficial passa a ser o euro ( € ) que circula conjuntamente com o escudo até substituí-lo definitivamente a 28/02/2002;
• O Estado é democrático pluralista, com um Presidente da República, um Primeiro Ministro e uma Assembleia com 230 Deputados;
• Portugal é estado-membro da União Europeia, faz parte da OSCE e da NATO, entre outras organizações internacionais.
ou...
-Lisboa é a capital se não arder
-o Português é mal falado e mal escrito por muitos
-existem outras religiões para quem não sabe
-o Euro circula na mão de alguns
-vive-se uma democracia em ebulição
-tem vários candidatos a PR
-tem um PM no Quénia
-tem 230 deputados com o cabedal ao sol
-Portugal está um bocado desmembrado

ahhhh... ia esquecendo:

- tem um povo à rasca...


por hammer

quinta-feira, agosto 04, 2005

Sócrates no Quénia

100% de Portugal está em seca severa, já se fecham chuveiros e fontanários, metade do País está a arder, mas o Sócrates não descansa. Aproveita a sua passagem pelo safari no Quénia para se inteirar de novas tecnologias hidráulicas.
Na rentré vamos ter o lançamento do Plano Tecnológico e água por todos os lados.

Para trás mija a burra


O feitio e o ego de Mário Soares não cabem neste mundo. Cego pela ambição de tudo controlar, Mário Soares não olha a meios para alcançar os seus fins.
Em 1985 não hesitou em pisar o seu amigo de sempre Salgado Zenha. Hoje, repetindo o que fez então, a vítima é Manuel Alegre.
E o povo? Será que ainda está disponível para ceder a mais este capricho de Soares?

segunda-feira, agosto 01, 2005

MOVIMENTO 560


É necessário apoiar a produção nacional, é fundamental!

Compre produtos portugueses. Os portugueses vivem hoje, num clima de crise, desde o desemprego à nossa fraca economia é certo que quem mais paga somos nós, mas o que certamente muitas vezes não nos passa pela cabeça é que podemos ter uma certa culpa nesta grande situação. Muitas das vezes, quando vamos às compras, tentamos ir à procura do produto mais barato, mas o que agora é barato pode vir a curto prazo tornar-se muito caro para todos nós. Desde a mais pequena especiaria ao peixe que comemos, que o nosso mercado está lotado por produtos fabricados no estrangeiro, tendo normalmente esses países uma economia mais forte que a nossa, conseguem vender os seus produtos a um preço menos elevado, desta forma somos levados, a comprar esses produtos, mas quando o fazemos estamos a contribuir para um maior crescimento externo desses produtos e sem dúvida a tirar postos de emprego no nosso país. Quando não compramos produtos nacionais e compramos produtos internacionais, as nossas produtoras são obrigadas a levantar o preço dos seus produtos, ora se os produtos concorrentes já eram mais baratos isto faz com que o nossos sejam ainda mais caros, sendo mais caros ninguém os compra e toda esta situação leva posteriormente ao encerramento de várias industrias e consequentemente ao desemprego.

Ora aí está um boa ideia para apoiar os produtos nacionais...Pôr toda a gente a olhar para os códigos de barras...
Na hora de escolher é bastante fácil tomar uma atitude correcta, procure no produto, o código de barras e verifique se ele começa por 560. Todos os produtos portugueses começam por 560 no código de barras, posteriormente poderá ter em conta se a marca é nacional ou não e claro a qualidade e preço do produto. Seguem-se abaixo dois exemplos modelo dos códigos de barras:


Divulgue, mude os seus hábitos, ajude, tome uma atitude!

Fale com os seus amigos acerca deste assunto, divulgue o Movimento 560 no seu site através dos painéis de divulgação laterais (banners), mande uma msg, mas acima de tudo, mude de atitude, todos nós agradecemos, um pequeno gesto, uma grande atitude.......

sexta-feira, julho 29, 2005

Areia para os olhos

Já que gostam de teorias conspirativas, tomo a liberdade de acrescentar mais uma. Cá vai.
Agora que são muito amigos, Sócrates e Freitas combinam a entrevista que o MNE ia dar ao DN. A coisa está a correr mal e é preciso criar aqui qualquer coisa para desviar atenções. «Vamos lá resolver a história das Presidenciais». Freitas fica encarregue de pegar fogo ao circo e diz-se disposto a avançar para Belém.
Homem de barba rija, poeta de esquerda, Alegre resolve que é hora de voltar a dizer não à reacção e avança confiante.
O Bochechas, que anda farto de não fazer nada e tem uns amigos a dizer-lhe que devia era candidatar-se também, chega-se à frente. Lança a isca no Expresso, para apalpar terreno.
Estava resolvido o problema do primeiro-ministro. Sem dar tempo para ninguém respirar, Sócrates vem a público apoiar Soares e mata dois coelhos de uma só vez: vinga-se de Alegre, que lhe fez a vida negra na luta à liderança do PS, e arranja o candidato ideal. É que, depois da previsivel derrota nas autárquicas, se Soares perder para Cavaco, a derrota será mais do candidato do que do PS... Por outro lado, dá também a Soares a hipótese de se vingar de Alegre, a quem o bochechas não perdoa não se ter juntado ao seu filhote na corrida à liderança do PS.
Ora aqui está a minha teoria da conspiração. Logo eu, que nem sequer tenho um sótão...

Manuel Barros Moura

quinta-feira, julho 28, 2005

Reis de Espanha visitam quatro ilhas Açoreanas

Os reis de Espanha, Juan Carlos e Sofia, estão em visita privada de três dias a quatro das nove ilhas dos Açores, a convite do Presidente da República.
Durante a deslocação às ilhas Terceira, Faial, Pico e São Miguel, os monarcas espanhóis serão acompanhados por Jorge Sampaio e por Maria José Ritta.

Hoje, quinta-feira, os monarcas espanhóis vão visitar o Clube Naval da Horta, já que o rei é também um velejador, e o café Peter, mundialmente famoso por ser um ponto de encontro entre navegadores de todo o mundo que cruzam o oceano Atlântico.

Depois fazem a travessia de barco entre as ilhas do Faial e do Pico, com acompanhamento de botes baleeiros de velas ao vento e de várias embarcações associadas do Clube Naval e mais tarde estarão num jantar oferecido pelo presidente do Governo Regional dos Açores.

Os reis de Espanha tem nos Açores uma "segurança idêntica a uma deslocação" no território espanhol, o que provocou o fecho de várias ruas na Cidade da Horta e um aparato despropositado e exagerado de segurança.