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sábado, agosto 27, 2005

Regresso às origens

Hoje, andei por aqui, como lamento não disfrutar mais deste cantinho.

Morricão, Calheta do Nesquim - PICO

quinta-feira, agosto 25, 2005

Não me façam engolir este sapo

Confirma-se a candidatura de Soares, confirma-se no mesmo instante a vocação de Mário Soares para sapo, um sapo gordo, velho e crescentemente enfatuado, e a vocação da esquerda portuguesa, socialistas incluídos, para a infantil doença de engolir sapos sem sequer esquartejar os bichos.

O homem tem uma relação doentia com o poder. Ele simplesmente adora ser o "rei", o centro das atenções, o manipulador, o bajulado. Soares é um animal da política. O problema com Soares é o problema de qualquer animal: o que é bom para ele não é forçosamente bom para o meio em que habita, pense ele o que pensar.

A função de Soares vir a jogo é interpretada de duas formas. Uma: enquanto serviço prestado ao PS num momento difícil - o que é para rir pois historicamente o PS existiu para servir Soares e não o contrário, sendo ilegítimo admitir que algo tenha mudado. Neste delírio interpretativo, a que aderiram alguns cronistas sem outra inspiração, o Governo é o grande beneficiado pois a candidatura de Soares "tapa" os problemas do executivo ao ocupar, com o estrondo que habitualmente caracteriza a forma de Mário Soares actuar em público, o espaço mediático. Uma (quase certa) derrota seria a derrota de Soares e não do partido nem do governo. E mesmo nas pobres autárquicas os resultados tornaram-se pouco menos que irrelevantes. Respira Sócrates de alívio.

Segunda forma: em vez de bocejar nos programas de televisão e arrastar-se pelas cadeiras da sua fundação, Soares vê uma oportunidade de regressar à arena de que tanto gosta.

Como ninguém na esquerda tem tomates para dizer não a Mário Soares, e como a política de vistas curtas que é hoje característica obrigatória dos governantes faz Sócrates optar pelo mal (para ele) menor do mínimo de mossa na sua imagem (que Soares lhe garante em qualquer cenário), Portugal enfrenta um problema inesperado e indesejado.

Sugiro que nos quotizemos para oferecer a Mário Soares uma Playstation e o "Political SimCity 3", a ver se desampara a loja aos portugueses. E apelo aos portugueses que ainda acham a dignidade um valor, para que opinem, exijam, demandem, argumentem, peçam a Alegre que trave o combate da dignidade nas próximas presidenciais.

ÓH SENHOR PRESIDENTE, FRANCAMENTE !!!...

Enquanto o José Sócrates se manteve no Quénia, a santa boquinha do PR não disse nada.
Ai disse--falou inglês, quando interrompeu as férias para medalhar os U2.
E Portugal ardia.
E morria gente, bombeiros e vulgares populares a fugir ou a combater as chamas.
Os telejornais informavam por palavras e imagens o horror que se estava a passar. Sua Exa. desconhecia, no ALGARVE.
Regressou o PM e MILAGRE -A boca de Sampaio começar a articular "paroles".
E agora é quase diariamente.

É inacreditável como um Presidente de um País que está praticamente todo queimado,vem agora falar em limpeza de floresta. Sabe que mesmo o Estado não limpa as suas florestas que também ardem (Tapada de Mafra por exemplo)?

MEDITAÇÃO?
O que precisamos é de políticos competentes que actuem em tempo útil, leis que impossibilitem estas desgraças, consciência cívica, ordenamento florestal, meios próprios de combate a incêndios, justiça célere e exemplar para os prevaricadores e tudo isso Senhor Presidente, como saberá melhor que todos nós:

NÃO EXISTE EM PORTUGAL!!

segunda-feira, agosto 22, 2005

Os Incêndios do Regime

Depois de saber quem ganha com tanto incêndio (artigo de José Gomes Ferreira) temos também os incêndios do regime (artigo de Paulo Varela Gomes) no "Público" do dia 11:

"O território português que está a arder - que arde há vários anos - não é um território abstracto, caído do céu aos trambolhões: é o território criado pelo regime democrático instalado em Portugal desde as eleições de 1976 (a III República Portuguesa).

Está a arder por causa daquilo que o regime fez, por culpa dos responsáveis do regime e dos eleitores que votaram neles.

Ardem, em Portugal, dois tipos de território:

Em primeiro lugar, a floresta de madeireiro, as grandes manchas arborizadas de pinheiro e eucalipto. A floresta arde porque as temperaturas não param de subir e porque, como toda a gente sabe, está suja e mal ordenada.
Não foi sempre assim.
Este tipo de floresta começou a crescer, nos últimos 50 anos, com a destruição progressiva da agricultura tradicional, ou seja, com a expropriação dos pequenos agricultores, obrigados, em primeiro lugar, a recorrer à floresta pela ruína da agricultura, para, depois, perderem tudo com os incêndios e desaparecerem do mapa social do país.
Também isso está na matriz desta III República - ela existe para "modernizar" o País, o que também quer dizer acabar com as camadas sociais de antigamente, nomeadamente os pequenos agricultores.
Em 2005, os distritos de Portalegre, Castelo Branco e Faro ardem menos que os outros e não admira, já ardeu aí muita da grande mancha florestal que podia arder, já centenas de agricultores e silvicultores das serras do Caldeirão ou de S. Mamede perderam tudo o que podiam perder.

O segundo tipo de território que está a arder, em particular neste ano de 2005, é o território das matas periurbanas, características dos distritos mais feios e mais destruídos do país, os do litoral Centro e Norte. Os citadinos podem ver esse território, nas imagens da televisão, a arder, por detrás dos bombeiros exaustos e das mulheres desesperadas que gritam "Valha-me Nossa Senhora!".
É o território das casas espalhadas por todas as encostas e vales, uma aqui, outra acolá, encostadas umas às outras, sem espaço para passar um autotanque, separadas por caminhos serpenteantes, que ficaram, em parte, por alcatroar.
É o território das oficinecas no meio de matos de restolho sujo de óleo, montanhas de papel amarelecido ao sol, garrafas de plástico rebentadas.
É o território dos armazéns mais ou menos ilegais, cheios de materiais de obra, roupas, mobiliário, coisas de pirotecnia, encostados a casas ou escondidos nos eucaliptais, o território dos parques de sucata entre pinheiros, rodeados de charcos de óleo, poças de gasolina, garrafas de gás, o território dos lugares que nem aldeias são, debruados a lixeiras, paletes de madeira a apodrecer, bermas atafulhadas de papel velho, embalagens, ervas secas.
É o território que os citadinos, leitores de jornais, jornalistas, ministros, nunca vêem porque só andam nas auto-estradas, o território onde, à beira de cada estradeca, no sopé de cada encosta, convenientemente escondido dos olhares pelas silvas e pelos tufos espessos de arbustos, há milhares - literalmente milhares - de lixeiras clandestinas, mobília velha, garrafas de plástico, madeiras de obras (é verdade, embora poucos o saibam: o campo, em Portugal, é muito mais sujo que as cidades).
Este território foi criado, inteiramente criado, pela III República. Nasceu da conjugação entre um meio-enriquecimento das pessoas, que, 30 anos depois do 25 de Abril, não chega para lhes permitir uma verdadeira mudança de vida, e o colapso da autoridade do Estado central e local, este regime de desrespeito completo pela lei, que começa nos ministros e acaba no último dos cidadãos.
É o território do incumprimento dos planos, das portarias e regulamentos camarários, o território da pequena e média corrupção, esse sangue, alma, nervo da III República.

É evidente que a tragédia dos campos e das periferias urbanas portuguesas se deve também ao aumento das temperaturas. Para isso, o regime tão-pouco oferece perspectivas.
De facto, seria necessário mudar de vida para enfrentar o que aí vem, a alteração climatérica de que começamos a experimentar apenas os primeiros efeitos:

Por exemplo, seria necessário reordenar a paisagem, recorrendo à expropriação de casas, oficinas, armazéns, sucatas;
Seria necessário proibir a plantação de eucaliptos e pinheiros.

Na cidade, pensando sobretudo nas questões relativas ao consumo de energia, seria necessário pensar na mudança de horários de trabalho, fechando empresas, lojas e escolas entre o meio-dia e as cinco da tarde de Junho a Setembro, mantendo-as abertas até às oito ou nove da noite, de modo a poupar os ares condicionados - cuja factura vai subir em flecha.

Modificar os regulamentos da construção civil, de modo a impor pés-direitos mais altos, menos janelas a poente, sistemas de arrefecimento não eléctricos.

Para alterações deste calibre - que são alterações quase de civilização - seria preciso um regime muito diferente deste, um regime de dirigentes capazes de dizer a verdade, de mobilizar os cidadãos, de manter as mãos limpas...

...Espero um rebate de consciência política por parte destes políticos, ou o aparecimento de outros.

sábado, agosto 20, 2005

Temos "homem"...


Depois de ter perguntado mais de duas vezes se deveria interromper as férias, agora resolveu passar à acção.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Alegre...


Alegre ainda não desistiu de ser o candidato presidencial da esquerda e eu aplaudo e apoio. Ouvi-o falar da importância política dos afectos e subscrevo. Cada vez estou mais convencido de que Alegre seria um bom presidente. Seria, pelo menos, um presidente que eu respeitaria. Definitivamente, dispenso fantoches e farsantes. Portugal precisa de um pouco mais. E a esquerda também.

quarta-feira, agosto 17, 2005

O País rejubila

Após umas merecidas férias em terras africanas, depois de 4 árduos meses de trabalho, que colocaram os portugueses na pior situação económica e social dos últimos anos, temos hoje o regresso do nosso 1º Ministro.
O País está ardido, não há água, os bombeiros morrem esgotados e sem meios, os €uros estão desaparecidos e a vida está pior que nunca, mas cá nos arranjamos.
O importante é o bem estar do nosso 1º.
Festejemos com vivas e bandeirinhas o seu regresso.

terça-feira, agosto 16, 2005

Israel: o "plano de paz" imperialista


O plano Bush-Sharon, apesar da rejeição do Likud, visa justamente uma saída estratégica do ponto de vista dos interesses americano-sionistas. Os milionários gastos de segurança com a repressão aos palestinianos em Gaza seriam substituídos pela estruturação da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na faixa, base do que viria a ser o pretenso “Estado palestiniano”, enquanto os colonos israelitas concentrariam suas colónias na Cisjordânia, em áreas férteis e produtivas, longe de confrontos diários com palestinianos que estariam cercados e concentrados quase unicamente na Faixa de Gaza, entregues à miséria ainda maior. O próprio estatuto de maior ocupação israelita na Cisjordânia seria reconhecido, ou seja, fica legitimada a rapina de grande parte da chamada Palestina histórica, já que todo esse plano contaria com o aval da ANP e da ONU.

Essa expropriação das terras historicamente palestinas seria aceite pela ANP, com Mahmoud Abbas no seu comando, através da promessa de libertação de recursos para alimentar a corrupta cúpula da OLP e o seu aparato de repressão sobre o povo palestiniano. Sem essa condição, ou seja, no caso das massas palestinianas retomarem a Intifada e de continuarem os problemas internos em Israel, a situação já crítica dos EUA no Iraque passaria a ser caótica e poderia colocar em risco a almejada estabilidade capitalista de toda a região, hoje já um verdadeiro barril de pólvora.
A resistência popular e armada à ocupação americana no Iraque e Afeganistão, assim como a rapina dos territórios palestinianos pelo enclave sionista mantém-se firme, apesar de todo o esforço da ANP de dividir a luta de libertação nacional e “estabilizar” a Palestina, seguindo assim as ordens de seus amos imperialistas.
Com a morte de Yasser Arafat, o imperialismo americano e o seu enclave sionista sentiram-se mais livres para impor seu “plano de paz” contra-revolucionário em colaboração com a “nova” direcção da ANP. A “retirada” de Gaza e a ocupação completa da Cisjordânia estão voltadas a reforçar o domínio sionista nas terras ocupadas e colocar sob a responsabilidade da ANP a repressão aos próprios palestinianos.

Para que as aspirações do heróico povo palestiniano sejam conquistadas é preciso colocar abaixo a farsa da política imperialista de “dois estados” e combater pela destruição do enclave sionista.

domingo, agosto 14, 2005

A paranoia


O Irão, um país anti-democrático, cujo presidente é um fundamentalista islâmico, potencial terrorista, ou apoiante de terroristas, vai reiniciar a conversão de urânio. Como é que podemos consentir, nós que somos o baluarte da democracia ocidental, que semelhante barbaridade ocorra? Mas quem se julgam os iranianos, uns atrasados mentais de primeira, para desafiar desse modo o poderio dos "oleados"? A AIEAOA, autoridade em matéria de energia atómica, oculta e americana, selou as instalações iranianas, mas os iranianos vão retirar os selos e retomar o processamento de urânio. Um desaforo destes tem que ter a devida resposta dos "oleados". Já que eles tanto querem a bomba atómica, porque não lha damos? Bomba atómica para cima deles!

Mas convinha que a bomba atómica não destruísse os poços de petróleo; o melhor mesmo seria uma bomba de neutrões, que só mata as pessoas, deixando os recursos petrolíferos intactos. Os iranianos, assim como iraquianos e afegãos, não passam de insectos que é necessário destruir. Ou nós ou eles. Vamos a eles, pá. Quer dizer, nós só teremos que mandar para lá uns cento e tal coveiros depois da bomba explodir. Os nossos "oleados" ficam com o granel e nós lambemos-lhes as botas, pode ser que nos vendam o "pitrol" mais em conta.


por TNT

quarta-feira, agosto 10, 2005

O que é o sexo, afinal?

* Segundo os médicos é uma doença, porque acaba sempre na cama.

* Segundo os advogados é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.

* Segundo os alentejanos é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.

* Segundo os arquitectos é um erro de projecto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

* Segundo os políticos é um acto de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.

* Segundo os economistas é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é activo, passivo, ou se há valor acrescentado.

* Segundo os contabilistas é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.

* Segundo os matemáticos é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.

* Segundo os psicólogos, é fodido de explicar...

terça-feira, agosto 09, 2005

Volta José, vem ver este SAFARI PORTUGUÊS

Nada melhor do que ir para bem longe de Portugal para tentar esquecer que "isto" existe...

Já andou pela internet uma anedota que fazia um paralelismo entre a camisa vermelha do Napoleão e as calças castanhas do José Sócrates...

Já vimos tudo...
A fuga, as calças "borradas", o incontornável desconforto já atingiu mortalmente o nosso primeiro ministro.

Mas o que choca, para além de um país em chamas, de uma economia em queda, do desespero da sobrevivência no dia-a-dia, dos olhares e das acções vazias dos cidadãos deste país, o que choca mesmo, é a cegueira generalizada daqueles que deram a maioria ao irmão siamês do PSD...
Os que apostaram tudo nos que comem, de 4 em 4 anos e em alternância com os Laranjas, os "tachões" (e não mensalões) das EDP´s, CGD´s, PTelecom e Banco de Portugal.

Volta José... volta das Áfricas e vem ver este SAFARI PORTUGUÊS... com coutadas de desempregados (com possibilidade de abater alguns...milhares), grutas e florestas com perigosos incêndiários (espécie protegida), lagos artificiais, estilo Alqueva com fabulosas aves raras do jet-set a fazer jet-sky, arrepiantes ambientes fantasmagóricos em fábricas encerradas, com toxicodependentes no seu interior (também podem ser abatidos, pois existem muitos)...

Isto e muito mais, neste fantástico País Safari...

daqui

segunda-feira, agosto 08, 2005

30ª Semana do Mar


Regata de botes baleeiros

A «Semana do Mar», o maior evento cultural e desportivo da ilha do Faial, realiza-se entre 7 e 14 de Agosto e inclui um dos maiores festivais náuticos do país, com a realização de dezenas de provas ao longo de uma semana.

Canoagem, vela ligeira e de cruzeiro, windsurf, pesca desportiva, pólo aquático, jogos de água, natação, mergulho, remo, jet-ski e as tradicionais regatas de botes baleeiros serão as grandes atracções da festa.

Durante a «Semana do Mar», que conta com um orçamento de cerca de 300 mil euros, haverá também vários espectáculos musicais, feiras de actividades económicas, de artesanato e do livro, gastronomia regional, assim como diversas exposições, organizadas pela autarquia local, a Câmara do Comércio e a Casa da Cultura da Horta.
Horta, a capital da ilha cujo porto de recreio é internacionalmente conhecido.

Programa no banner lateral

sábado, agosto 06, 2005

Portugal

O País
• A capital do país é Lisboa;
• A língua é o português;
• O catolicismo é a religião maioritariamente praticada;
• A unidade monetária até 2001 foi o escudo ( PTE ) porém, a partir de Janeiro de 2002, a moeda oficial passa a ser o euro ( € ) que circula conjuntamente com o escudo até substituí-lo definitivamente a 28/02/2002;
• O Estado é democrático pluralista, com um Presidente da República, um Primeiro Ministro e uma Assembleia com 230 Deputados;
• Portugal é estado-membro da União Europeia, faz parte da OSCE e da NATO, entre outras organizações internacionais.
ou...
-Lisboa é a capital se não arder
-o Português é mal falado e mal escrito por muitos
-existem outras religiões para quem não sabe
-o Euro circula na mão de alguns
-vive-se uma democracia em ebulição
-tem vários candidatos a PR
-tem um PM no Quénia
-tem 230 deputados com o cabedal ao sol
-Portugal está um bocado desmembrado

ahhhh... ia esquecendo:

- tem um povo à rasca...


por hammer

quinta-feira, agosto 04, 2005

Sócrates no Quénia

100% de Portugal está em seca severa, já se fecham chuveiros e fontanários, metade do País está a arder, mas o Sócrates não descansa. Aproveita a sua passagem pelo safari no Quénia para se inteirar de novas tecnologias hidráulicas.
Na rentré vamos ter o lançamento do Plano Tecnológico e água por todos os lados.

Para trás mija a burra


O feitio e o ego de Mário Soares não cabem neste mundo. Cego pela ambição de tudo controlar, Mário Soares não olha a meios para alcançar os seus fins.
Em 1985 não hesitou em pisar o seu amigo de sempre Salgado Zenha. Hoje, repetindo o que fez então, a vítima é Manuel Alegre.
E o povo? Será que ainda está disponível para ceder a mais este capricho de Soares?

segunda-feira, agosto 01, 2005

MOVIMENTO 560


É necessário apoiar a produção nacional, é fundamental!

Compre produtos portugueses. Os portugueses vivem hoje, num clima de crise, desde o desemprego à nossa fraca economia é certo que quem mais paga somos nós, mas o que certamente muitas vezes não nos passa pela cabeça é que podemos ter uma certa culpa nesta grande situação. Muitas das vezes, quando vamos às compras, tentamos ir à procura do produto mais barato, mas o que agora é barato pode vir a curto prazo tornar-se muito caro para todos nós. Desde a mais pequena especiaria ao peixe que comemos, que o nosso mercado está lotado por produtos fabricados no estrangeiro, tendo normalmente esses países uma economia mais forte que a nossa, conseguem vender os seus produtos a um preço menos elevado, desta forma somos levados, a comprar esses produtos, mas quando o fazemos estamos a contribuir para um maior crescimento externo desses produtos e sem dúvida a tirar postos de emprego no nosso país. Quando não compramos produtos nacionais e compramos produtos internacionais, as nossas produtoras são obrigadas a levantar o preço dos seus produtos, ora se os produtos concorrentes já eram mais baratos isto faz com que o nossos sejam ainda mais caros, sendo mais caros ninguém os compra e toda esta situação leva posteriormente ao encerramento de várias industrias e consequentemente ao desemprego.

Ora aí está um boa ideia para apoiar os produtos nacionais...Pôr toda a gente a olhar para os códigos de barras...
Na hora de escolher é bastante fácil tomar uma atitude correcta, procure no produto, o código de barras e verifique se ele começa por 560. Todos os produtos portugueses começam por 560 no código de barras, posteriormente poderá ter em conta se a marca é nacional ou não e claro a qualidade e preço do produto. Seguem-se abaixo dois exemplos modelo dos códigos de barras:


Divulgue, mude os seus hábitos, ajude, tome uma atitude!

Fale com os seus amigos acerca deste assunto, divulgue o Movimento 560 no seu site através dos painéis de divulgação laterais (banners), mande uma msg, mas acima de tudo, mude de atitude, todos nós agradecemos, um pequeno gesto, uma grande atitude.......

sexta-feira, julho 29, 2005

Areia para os olhos

Já que gostam de teorias conspirativas, tomo a liberdade de acrescentar mais uma. Cá vai.
Agora que são muito amigos, Sócrates e Freitas combinam a entrevista que o MNE ia dar ao DN. A coisa está a correr mal e é preciso criar aqui qualquer coisa para desviar atenções. «Vamos lá resolver a história das Presidenciais». Freitas fica encarregue de pegar fogo ao circo e diz-se disposto a avançar para Belém.
Homem de barba rija, poeta de esquerda, Alegre resolve que é hora de voltar a dizer não à reacção e avança confiante.
O Bochechas, que anda farto de não fazer nada e tem uns amigos a dizer-lhe que devia era candidatar-se também, chega-se à frente. Lança a isca no Expresso, para apalpar terreno.
Estava resolvido o problema do primeiro-ministro. Sem dar tempo para ninguém respirar, Sócrates vem a público apoiar Soares e mata dois coelhos de uma só vez: vinga-se de Alegre, que lhe fez a vida negra na luta à liderança do PS, e arranja o candidato ideal. É que, depois da previsivel derrota nas autárquicas, se Soares perder para Cavaco, a derrota será mais do candidato do que do PS... Por outro lado, dá também a Soares a hipótese de se vingar de Alegre, a quem o bochechas não perdoa não se ter juntado ao seu filhote na corrida à liderança do PS.
Ora aqui está a minha teoria da conspiração. Logo eu, que nem sequer tenho um sótão...

Manuel Barros Moura

quinta-feira, julho 28, 2005

Reis de Espanha visitam quatro ilhas Açoreanas

Os reis de Espanha, Juan Carlos e Sofia, estão em visita privada de três dias a quatro das nove ilhas dos Açores, a convite do Presidente da República.
Durante a deslocação às ilhas Terceira, Faial, Pico e São Miguel, os monarcas espanhóis serão acompanhados por Jorge Sampaio e por Maria José Ritta.

Hoje, quinta-feira, os monarcas espanhóis vão visitar o Clube Naval da Horta, já que o rei é também um velejador, e o café Peter, mundialmente famoso por ser um ponto de encontro entre navegadores de todo o mundo que cruzam o oceano Atlântico.

Depois fazem a travessia de barco entre as ilhas do Faial e do Pico, com acompanhamento de botes baleeiros de velas ao vento e de várias embarcações associadas do Clube Naval e mais tarde estarão num jantar oferecido pelo presidente do Governo Regional dos Açores.

Os reis de Espanha tem nos Açores uma "segurança idêntica a uma deslocação" no território espanhol, o que provocou o fecho de várias ruas na Cidade da Horta e um aparato despropositado e exagerado de segurança.

segunda-feira, julho 25, 2005

E a idade da reforma sempre a subir



Só mesmo em Portugal é possível ir recauchutar Presidentes da República.
Empurrar Mário Soares, venerável "Senador da República" com 80 anos para a "corrida(de tartaruga)" presidencial, é de doidos. Terá a ver com o Plano Tecnlógico ou com as preocupações ecológicas do Sócrates? Reciclar é bom?

Já tou a ver daqui a 10 anos o Sampaio de volta, fresco e revigorado a candidatar-se de novo.

Alguns tentam disfarçar o absurdo desta candidatura, com o exemplo do Papa. Devo lembrar que até para ser elegível para Papa tem que ter menos de 80 anos. Não nos esqueçamos do que foi a agonia, em directo em nossas casas. Apesar da actual boa forma de Soares.

Outros no desespero de apoiar o Senador, tentam compará-lo ao Reagan. Devo lembrar que o Reagan foi eleito aos 69 anos (menos 11 que o Soares). E que lá apenas se cumpre 2 mandatos de 4 anos cada. Saiu com 77 anos, menos 3 do que aqueles com que o Soares quer reentrar.

Devo relembrar os entusiastas apoiantes de esquerda do Soares, que após isto, já não há argumentos para as reformas não subirem para pelo menos os 75 anos.

Depois não se queixem.

Apesar de simpatizar com a figura de Senador que Mário Soares corporiza só votarei nele na 2ª volta, não de olhos tapados, mas lamentando não haver um Português com mais de 35 anos e menos de 65 capaz de unir e ter o apoio de toda a esquerda, para derrotar Cavaco logo à primeira.

quinta-feira, julho 21, 2005

Défice 0 - Despesismo 1


Quem vem atrás que feche a porta.

Luís Cunha sai em conflito com os seus pares do Governo e com um Partido Socialista que cada vez está mais nervoso com as próximas eleições autárquicas, e muito provavelmente sai porque os sinais vindos da economia sugerem algumas dúvidas sobre o sucesso da sua opção pelo aumento dos impostos, decisão que foi da sua inteira responsabilidade já que foi a condição que colocou a José Sócrates para aceitar o cargo e o próprio primeiro-ministro confirmou o convite quatro dias depois de o ter feito.

Mas se no que se refere ao aumento dos impostos Luís Cunha poderá ter averbado um erro de política económica, já no que se refere à avaliação dos investimentos públicos ele poderá ter protagonizado o único momento de lucidez nos últimos vinte anos. Mas Sócrates não podia deixar cair a sua promessa de criar 120.000 empregos depois de ter dado o dito por não dito em muitas das suas promessas eleitorais e, por outro lado, o aparelho do PS quer ganhar autarquias nem que para isso tenham que encher as urnas de cimento.

Sócrates e a sua direcção no PS demonstram que não têm a política alternativa aos governos Barroso e Santana Lopes que tinham prometido durante a campanha eleitoral e que motivou a conquista de uma maioria absoluta histórica por parte do PS em 21 de Fevereiro último. Sócrates e o seu governo têm-se limitado, com outro estilo (mas só isto!), a aplicar as mesmíssimas políticas dos governos de direita. À inexistência de políticas alternativas juntam, também agora, instabilidade e descoordenação governativas

A direcção do PS, liderada por Jorge Coelho, limita-se politicamente a tentar baralhar os eleitores e militantes socialistas com afirmações que querem fazer passar a ideia de que políticas liberais desenvolvidas por um governo PS são "boas" e que essas mesmas medidas desenvolvidas por um governo de direita são "más". Pelo meio surge sempre a evocação dessa abstracção chamada "interesse nacional", no qual cabem trabalhadores, empresários, jovens, desempregados e reformados. Não há, obviamente, um "interesse nacional" abstracto para um socialista. Um socialista, em nome do interesse nacional, deve ter coragem política para desenvolver rupturas com lógicas, políticas e interesses liberais e de direita. Isso, a actual direcção do PS nunca teve nem terá. Porque de socialistas não têm nada. Até o "s" de PS já nem conseguem pronunciar por extenso...

O actual governo PS se fosse um qualquer produto de supermercado, deveria merecer uma queixa dos consumidores à DECO por... terem sido enganados: o rótulo (i.e. programa eleitoral) do produto não tem nada a ver com o conteúdo!!!

O governo Sócrates precisa urgentemente da definição de uma ALTERNATIVA DE ESQUERDA E SOCIALISTA. Uma alternativa para a qual os militantes do Partido Socialista são parte decisiva e integrante! Uma alternativa que possa mobilizar os trabalhadores, os cidadãos, por um programa e políticas que marquem uma clara ruptura com o liberalismo e as políticas liberais de Durão Barroso, de Santana Lopes e também de José Sócrates.

d'aqui e d'ali

quarta-feira, julho 20, 2005

Presidenciais

Subscrevo e revejo-me neste apelo de Abnoxio:

Estamos a seis meses das eleições presidenciais e os portugueses que não se querem resignar à hossanada entronização de Cavaco não têm ainda candidato. A abulia da esquerda não augura um desfecho feliz.
Há 20 anos atrás, empenhei-me activamente na campanha presidencial de Maria de Lurdes Pintasilgo. Foi a última "batalha" política que travei do lado do palco. A partir de 1986, passei à plateia e remeti-me à condição de cidadão eleitor, limitando-me a escolher o mal menor ou, simplesmente, a votar em branco.
Nas últimas eleições legislativas, apelei aqui ao voto no Bloco de Esquerda, para tentar impedir a maioria absoluta do PS. Três meses passados, creio que muitos dos que votaram PS já estarão a interrogar-se sobre se fizeram a opção mais acertada.
Digo tudo isto para que se perceba que não sou militante, nem eleitor do PS - o que não me impede, nesta altura, de considerar que Manuel Alegre é o único candidato da esquerda com hipóteses de derrotar Cavaco.
Eu não quero na Presidência da República um ex-primeiro ministro frustrado e, muito menos, um economista iluminado que deixou o país às escuras. Quero alguém com quem me possa sentir minimamente identificado pela palavra e pelo exemplo. Manuel Alegre, para além de ser um escritor e um homem de cultura, nunca virou, cobardemente, as costas aos inimigos da liberdade e sempre se bateu, coerentemente, por aquilo em que acreditava, mesmo quando estava em minoria no interior do seu próprio partido. É um tipo decente.
Provavelmente, perceberá muito pouco de economia e falharia como chefe de governo. Mas o que o país espera do Chefe de Estado não é que governe, mas sim que garanta o regular funcionamento das instituições democráticas, que represente condignamente a República e, em todas as circunstâncias, com lucidez e coragem políticas, diga o que deve ser dito e faça o que deve ser feito. Penso que Manuel Alegre tem suficiente experiência da vida, do país e da política para poder ser um Presidente à altura da sucessão de Jorge Sampaio.
Custa-me, por isso, verificar que, por falta de entusiasmo e de empenhamento do PS, corramos à esquerda o risco de chegar ao fim do ano sem um candidato credível que, em condições favoráveis, possa bater nas urnas Cavaco. Talvez tenha chegado o momento de os cidadãos deste país que não querem entregar a presidência, de mão beijada, à direita se mobilizarem para significar a Manuel Alegre que exigem e apoiarão a sua candidatura.
Se partilha da minha incomodidade cívica e concorda com o objectivo (não necessariamente com o teor) deste apelo, divulgue-o.

segunda-feira, julho 18, 2005

Estagnação económica e injustiça social

Contrariamente ao que se pretende fazer crer o défice orçamental não é, nem sob o ponto de vista empírico nem sob o ponto de vista técnico, insustentável, nem é o problema mais grave que o País enfrenta. Ele é fundamentalmente consequência e sintoma de outros problemas muito mais graves cuja resolução é muito mais urgente.

Em Portugal, mesmo com governos de Cavaco Silva, verificaram-se défices orçamentais mais elevados que o actual (por ex, em 1993, -8,9% do PIB) e não se ouviu nessa altura os defensores actuais do pensamento económico único dizer que eles eram insustentáveis.

Muito mais grave do que o défice orçamental é o défice comercial (-10,8% em 2004), que já atinge o dobro do défice orçamental, e que revela uma perda crescente de competitividade das empresas portuguesas quer nos mercados externos quer mesmo no mercado nacional, hipotecando assim Portugal como nação independente, mas que não tem merecido qualquer atenção.

A economia portuguesa está a crescer, em média, a um ritmo que corresponde a metade do da economia da União Europeia, e esta está a crescer a metade do ritmo de crescimento da Economia Mundial. Tudo isto, a manter-se, só poderá determinar para Portugal mais estagnação económica e mais desemprego.

É evidente que o Plano de Investimentos, que o governo apresentou com pompa e circunstância no Centro Cultural de Belém, em 5 de Julho de 2005, tem um efeito reduzido e é de prever que não consiga tirar o País, de uma forma sustentada, do estado de estagnação económica em que se encontra. Serve de exemplo concreto a situação do sector têxtil que não é considerado no Plano apresentado pelo governo. No entanto, se não houver uma forte intervenção do Estado visando a modernização das empresas, inevitavelmente assistir-se-á no máximo daqui a 3 anos a milhares de despedimentos e à destruição de uma parte significativa deste importante sector produtivo.

A juntar a tudo isto, verifica-se uma crescente injustiça social, de que é prova o facto de que se em Portugal revertesse para os trabalhadores a mesma percentagem do PIB que em média reverte na União Europeia, os trabalhadores em Portugal teriam recebido, em 2004, mais 13.500 milhões de euros, ou seja, em média mais 250 euros por mês.

Num país como o nosso, em que o tecido económico e social é extremamente frágil, em que os empresários têm, em média, apenas 7,7 anos de escolaridade, o papel de uma Administração Pública moderna e eficiente é fundamental para assegurar a modernização das empresas e garantir um desenvolvimento sustentado do País. O ataque violento que se verifica neste momento contra os trabalhadores da Administração Pública põe em causa o importante papel que deverá ter a Administração Pública em Portugal.

por Eugénio Rosa

domingo, julho 17, 2005

Terror religioso

Subscrevo:

Sou particularmente sensível às desigualdades sociais e à potencial violência que geram; à injustiça de uma sociedade egoísta e insensível ao sofrimento alheio; à discriminação que a riqueza, o consumo e o ostentação geram entre os que têm acesso imoderado e os que não podem sonhar com a mais ténue partilha.

Conheço do liberalismo económico as consequência deletérias na ruptura do tecido social e na marginalizarão de largas camadas populacionais, cuja miséria se torna mais obscena na comparação com o luxo que cresce e se ostenta a seu lado.

Não ignoro os ressentimentos que o colonialismo criou, as injustiças e os crimes cometidos nos países colonizados, o saque feito pelas nações poderosas do Norte aos países atrasados do hemisfério Sul.

Tudo isto é verdade e mal vai o mundo se a justiça distributiva se não ampliar, se o progresso não puder ser partilhado por maior número de pessoas, se a liberdade não se estender aos países onde os cleptocratas se apropriaram do aparelho do Estado e imensas populações vivem na mais cruel das misérias.

Mas nada disto justifica a barbárie que o fanatismo religioso espalha pelo mundo, nem serve de alibi a universitários, pilotos de avião e outros privilegiados que escolheram a profissão de suicidas. Não se pode conceder a liberdade a clérigos que açulam os crentes contra a civilização. Urge impedir o sangue e o ódio cultivados durante anos nos antros de mesquitas, contra a liberdade, o progresso e a cultura.

Há quem pense que todo o conhecimento que não cabe nos livros execráveis, que passam a vida a decorar, são inúteis; que qualquer manifestação de liberdade que colida com a vontade divina é um pecado grave; que a liberdade é uma provocação a um ditador cruel e sanguinário a cuja vontade interpretada pelo clero se submetem até à loucura e à morte.

O direito de culto não pode ser posto em causa mas o direito à vida e a civilização têm de merecer uma vigilância que não pare à porta das mesquitas ou na sacristia das igrejas. Os criminosos islâmicos que se imolaram no Metro de Londres eram ingleses imbecilizados por mullahs, veículos de bombas feitas provavelmente por um professor universitário que acredita na grandeza de Alá e na bondade de Maomé.

A esta corja de fanáticos, que medra no esterco da fé, é preciso dizer basta. Em nome da civilização. Por amor à liberdade. Pela igualdade dos sexos. Em defesa da vida. Pela diversidade de culturas. No estrito respeito pela Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Abaixo a fé. Viva a vida.

Por Carlos Encarnação

sexta-feira, julho 15, 2005

Amiga Bárbara!

Num jantar organizado pelo PS de apoio ao seu candidato à Câmara Municipal de Lisboa, e onde estiveram presentes 1500 comensais socialistas, o momento alto da noite aconteceu quando Jorge Coelho subiu ao palanque para declarar públicamente, e sem pudor, uma tripla afeição: uma sua, outra do seu partido e outra em nome do povo. "O PS gosta de si e o povo gosta de si", exclamou Jorge Coelho. O burlesco da situação é que estas palavras não foram dirigidas ao seu candidato, mas à sua amiga Bárbara, a tal com a qual o seu candidato é casado.

Para que conste, e segundo rezam as crónicas, o candidato pareceu sentir-se ofuscado pela presença da bela Bárbara e limitou-se a lançar umas «ideias simples», pois a mais não é obrigado.

Assim se faz política em Portugal... e o povo gosta!

Por que será que nos outdoors do PS aparece um gajo com cara de parvo e não a boa da Bárbara.

quarta-feira, julho 13, 2005

Negativa só em matemática?

Não entendo o espanto que por aí vai com o facto de 70% dos alunos do 9.º ano da escolaridade obrigatória terem tido negativa a matemática, admirado ficaria eu se tivesse sucedido o contrário, seria sinal de que sem se ter feito qualquer esforço Portugal teria uma nova geração de portugueses resultantes de um conflito genético.

Não estamos num país que nem sequer é capaz de conhecer um défice orçamental e que há quase uma década que não acerta numa previsão económica? E de que servirá a matemática num país que premeia o expediente?

A verdade é que os 70% que tiveram negativa vão engrossar os licenciados em direito ou em arquitectura que ganharão menos do que uma empregada doméstica, ou engrossarão os quadros de técnicos superiores da Administração pública que serão condenados a viver o resto das suas vidas a serem acusados dos males da sociedade. Dos 30% sairão os engenheiros que construirão as grandes obras promovidas pelos patos bravos que os 70% darão ao país, e com alguma sorte ainda aí encontraremos algum primeiro-ministro ou mesmo um presidente do governo regional da Madeira para nos livrarmos de um Alberto João que teve média de 11 (a mesma de Santana Lopes) e que no primeiro ano mudou-se para a Universidade de Coimbra porque chumbou na de Lisboa.

Que admiração, então o país não tem também negativa rotundas na competência dos governos, na capacidade dos empresários, na eficácia da Administração Fiscal, na qualidade dos serviços médicos, na celeridade da justiça, na competitividade dos exportadores, na honestidade de muitos políticos? Alguém vai decidir dar aulas suplementares a toda esta gente como parece que vai ser feito com a matemática?

E que dizer de uma Manuela Moura Guedes armada em púdica a discutir o tema com um dos alunos dos 70%? Então o país da TVI não é exactamente um reality show permanente da estupidez nacional?

Quando fui professor e perguntei a um aluno porque não estudava ele respondeu-me no seu melhor alentejano:

“Então vô estuda paquê? Omê pai tem dinhêro!”

Pois é, vejam quais são os nossos modelos de sucesso e depois digam-me se estudar é a via do sucesso em Portugal…

Por Roncinante

segunda-feira, julho 11, 2005

Padres, ciência e sexo

A ciência formula hipóteses, a religião impõe certezas. A primeira observa e perscruta, a segunda esconde e deturpa.

Na ciência oficiam os que investigam, nas religiões os que recitam. Uns interrogam-se, outros conformam-se. Entre os que buscam a verdade e procuram a mudança e os que carregam a mentira e defendem a tradição, vai a distância entre um ateu e um crente.

De um lado está o progresso, do outro o hábito. Uns buscam a felicidade humana, os outros a glória de Deus.

«Quem sabe faz, quem não sabe ensina». É por isso que os clérigos reclamam o ensino da educação sexual, mas um bispo a falar de sexo é como uma prostituta a exaltar a castidade. Um fala daquilo que lhe é vedado e a outra daquilo que não pratica.

A divina hipocrisia tem destas coisas.

As vestes talares dos clérigos remetem para um desejo hermafrodita em que os castos por ofício sonham com a auto-suficiência para satisfação do cio.

Carlos Esperança

sábado, julho 09, 2005

Sabedoria Popular

1) - Que posição sexual produz os filhos mais feios?
- Pergunta á tua mãe.

2) -Como embaraçar um arqueólogo?
- Dá-lhe um tampão e pergunta-lhe de que período é que é.

3) - Qual é a diferença entre amor, verdadeiro amor e exibicionismo?
- Cuspir, engolir ou gargarejar.

4) - O que leva os homens a perseguir mulheres com quem não tencionam casar?
- O mesmo impulso que leva os cães a perseguir carros que não tencionam conduzir.

5) - Qual o maior problema de um ateu?
- Ninguém a quem chamar durante o orgasmo.

6) - O que é que se chama a um Amish com a mão espetada no rabo de um cavalo?
- Um mecanico.

7) - Qual é o gajo mais popular numa colonia de nudistas?
- O que consegue carregar uma chavena de café em cada mão e uma duzia de donuts.

8) - Qual é a gaja mais popular numa colonia de nudistas?
- A que consegue comer o ultimo donut.

quinta-feira, julho 07, 2005

Continuam morrendo inocentes


Os atentados terroristas em Londres, que vitimaram um número ainda indeterminado de pessoas, merecem a mais viva condenação. Sejam quem forem os seus autores, trata-se de um crime repugnante e aviltante, devendo os seus responsáveis ser rapidamente descobertos e punidos.
Em contraste com a seriedade do jornalismo britânico, bastava sintonizar a RTP e ver o belicista Loureiro dos Santos a prenunciar que vem aí a guerra mundial, com os islâmicos a invadir e matar tudo. Tom igualmente catastrofista nos comentários do SIC Notícias (vem aí o fim do mundo). Espreitando os canais britânicos, era ver a Polícia, os comentadores, os transeuntes a exaltar o carácter multi-étnico da cidade, e a afirmar que este ataque era um ataque a todos eles, sem ver a cor ou a origem, ou religião.
Expresso a minha solidariedade ao povo inglês.
Mas expresso também a maior repulsa pelo "clown" Blair, esse canalha arrogante sorridente que meteu o seu povo numa guerra injusta, num país (Iraque) onde também já morreram milhares de pessoas.
E isto não vai ter fim. Porque com a arrogância imperial de sempre não vão perceber que a saída não é pelas armas. Enquanto isso morreram alguns inocentes hoje em Londres, morrem centenas deles todos os dias no Iraque. Para eles o meu pensamento.
Agora não posso é com os hipócritas que só manifestam incómodo e repulsa quando os mortos são ocidentais, brancos e de boas "familias" (leia-se países). Espero a reacção do povo inglês ao palhaço do Blair.

quarta-feira, julho 06, 2005

Cada um tem o que merece


Responde o atendedor de chamadas da Casa de Saúde:

"Obrigado por ter ligado para o Júlio de Matos (Instituto de Saúde Mental), a companhia mais adequada aos seus momentos de maior loucura."

* Se você é obsessivo-compulsivo, marque repetidamente o 1;

* Se você é co-dependente, peça a alguém que marque o 2 por si;

* Se você tem múltipla personalidade, marque o 3, 4, 5 e 6;

* Se você é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer. Aguarde em linha enquanto localizamos a sua chamada;

* Se você sofre de alucinações, marque o 7 nesse telefone colorido gigante que você, e só você, vê à sua direita;

* Se você é esquizofrênico, oiça com atenção, e uma voz interior lhe indicará o número a marcar;

* Se você é depressivo, não interessa que número marque. Nada o vai tirar dessa sua lamentável situação;

* Porém, se VOCÊ votou Sócrates, não há solução, desligue e espere até 2009.
Aqui atendemos LOUCOS, não atendemos PARVOS ou INGÉNUOS! Obrigado!

terça-feira, julho 05, 2005

A montanha, mais uma vez, pariu um rato


O Programa de Investimento Prioritário (PIIP), hoje apresentado pelo Governo, reunido em peso e com grande pompa, baseia-se numa expectativa excessivamente optimista sobre a disponibilidade do investimento privado, fica aquém das previsões de criação de emprego anunciadas pelo governo e mantém a aposta num modelo económico de desenvolvimento esgotado.

Baseado maioritariamente em capitais privados, o Governo não pode garantir com rigor quando, como e quanto esses mesmos agentes privados vão investir num prazo de quatro anos.

O Programa falha também as metas anunciadas para a criação de emprego. Depois de, na campanha eleitoral, o Partido Socialista ter anunciado 150 000 novos empregos, e de o ministro das Finanças ter prometido no Parlamento 260 mil novos postos de trabalho, o executivo fala agora em 120 mil durante 4 anos. Uma meta que não cobre sequer os postos de trabalho perdidos durante os 3 anos da maioria PSD/PP, e muito menos responde ao aumento do desemprego que o governo prevê no Pacto de Estabilidade ou às novas entradas no mercado de trabalho.

Por último, e mais importante, pensar que o modelo de desenvolvimento económico português é alterado ou positivamente arrastado pelo massivo investimento no TGV ou no novo aeroporto da OTA é reincidir no erro das últimas duas décadas: continuar sem apostar nos portugueses, na sua qualificação e no apoio aos projectos económicos que criem emprego qualificado e qualificante.

segunda-feira, julho 04, 2005

Na África do Sul, tratavam-lhe da saúde!


As declarações do presidente do Governo Regional da Madeira não se limitam a ser politicamente desprezíveis. Incorrem, à face da lei portuguesa, num ilícito criminal [apelo à violência racial]. É um crime público e as autoridades competentes devem tomar conta da situação.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, declarou, no domingo, que não quer chineses a fazer negócios na região autónoma, ao falar da concorrência de países de fora da Europa e do leste europeu.
"Portugal já está sujeito à concorrência de países fora da Europa, os chineses estão a entrar por aí dentro, os indianos a entrar por aí dentro e os países de leste a fazer concorrência a Portugal...", afirmou Jardim, no discurso de encerramento da iniciativa "48 Horas a Bailar", no domingo à noite em Santana. Confrontado com um sinal de uma pessoa entre a assistência, o líder madeirense respondeu: "Está-me a fazer um sinal porquê? Estão aí uns chineses? É mesmo bom para eles ouvirem porque eu não os quero aqui".

Aquelas declarações são um apelo não só implícito como quase explícito à violência racial, ao conflito inter-étnico e à discriminação.
Essas declarações deviam ter sanção. Só num país onde as afirmações destemperadas do presidente do governo regional da Madeira merecem uma espécie de impunidade habitual é que se permite que um responsável político deste nível possa fazer declarações deste quilate.

Não se lembrou certamente das centenas de milhar de madeirenses emigrados no Brasil, EUA, Bermuda, Venezuela, Argentina e na África do Sul, onde tem sido vítimas de violência, xenofobia e racismo.

domingo, julho 03, 2005

G8/Live 8: uma perigosa ilusão

A organização de um concerto rock global descentralizado em dez palcos de dez países diferentes é apresentado como factor de pressão sobre os dirigentes do G8 para realizarem um efectivo perdão da dívida de países pobres e de uma duplicação das ajudas a África.
Na realidade, o que se está encenando não é mais do que a "salvação" da vítima pelo verdugo. Inocenta-se assim os países ricos e as corporações transnacionais que, de facto, controlam as políticas dos principais dirigentes mundiais, criando a ilusão de que eles -os do G8- fazem o melhor que podem, contribuem no máximo das suas possibilidades, etc.

As "ajudas" que tão generosamente os países ocidentais vêm dispensando desde há tantos anos aos países pobres não têm tido como consequência qualquer alívio no seu estado de depauperamento, mas antes têm agravado as condições gerais, no plano da saúde pública e da autonomia alimentar. Mas também se têm agravado as situações das migrações tanto internas como para países terceiros e têm-se sucedido guerras "étnicas" ou de clãs rivais.
As referidas "ajudas" são condicionadas ao cumprimento de draconianos planos ditos de "ajustamento estrutural", sob o mando da dupla FMI / Banco Mundial, que têm como principal característica proceder à privatização de domínios inteiros, como - por exemplo - a distribuição de água, oferecidos a gulosas multinacionais, como a "Vivendi" .

É escusado insistir no depauperamento extremo em que se encontram vários países africanos devido à epidemia de SIDA. Neste caso, anos e anos a fio, os EUA e outros países onde estão sediadas as firmas farmacêuticas detentoras de patentes de medicamentos retrovirais, indispensáveis para o combate à infecção pelo HIV, têm feito toda a pressão possível para impedir que sejam produzidos e comercializados esses medicamentos a um preço compatível com as capacidades desses países paupérrimos.

Na agricultura, vemos que toda a produção está virada para espécies de exportação, como o café, o cacau, o amendoim, etc. havendo um superávit de produção alimentar muito grande em certos países, em paralelo com situações de fome crónica ou aguda. Isto não é surpreendente, quando se sabe que estas produções para exportação são as principais fontes de divisas de muitos desses países e que essas divisas são indispensáveis para o pesadíssimo serviço da dívida.

O que os países ricos iriam "perdoar", seria apenas as dívidas dos 30 países mais pobres e este "perdão" não envolve todos os capitais em dívida, pois não inclui empréstimos contraídos por esses 30 países directamente a bancos privados ou consórcios desses bancos. Esses países continuariam portanto devedores e pagadores de juros da sua dívida, embora numa percentagem menor.

O capitalismo internacional tem sangrado a generalidade dos países do terceiro mundo, extraindo as suas riquezas a preço muito favorável, com uma interferência constante nos seus assuntos internos, com um constante fornecimento de armas e de equipamento militar, hipotecando inclusive a suas hipóteses de desenvolvimento futuro pelas destruições ambientais maciças.

Os principais defensores políticos da ordem capitalista mundial apenas desejam fazer uma operação de propaganda e contam para isso com a generosa colaboração dos "ídolos" da música pop-rock, que fazem efectivamente parte da sociedade do espectáculo e são efectivamente beneficiários da ordem mundial injusta. Eles nem sequer questionam essa ordem injusta, apenas estão pedindo para os dirigentes do G8 fazerem um "gesto que alivie" os sofrimentos dos países mais pobres. Nem lhes passa pela cabeça que estão apenas a juntar à humilhação de uns - os expoliados e oprimidos - a alienação de outros; os bem-nutridos filhos e filhas desta civilização do desperdício, que assim "aliviam" a sua consciência, "participando" no tal Live 8.

Aqui

sexta-feira, julho 01, 2005

Governantes incompetentes


As contas públicas portuguesas estão a tornar-se uma confusão interminável. Faltam 4 mil milhões de euros no Orçamento actual, feito por Bagão Félix, o Orçamento Rectificativo tem verbas duplicadas, um dos quadros do Relatório da Comissão Constâncio contém um erro – ou uma gralha, de acordo com técnicos do Banco de Portugal – que tomado literalmente faria diminuir o défice esperado para o Orçamento de 2005 de 6,83 para 6,72 %.
Com governantes, ministros e economistas destes não é de estranhar que Portugal esteja nas ruas da amargura. Não fazem outra coisa senão enganarem-nos e enganarem-se, além de aldrabões são incompetentes. Reivindicam salários que dignifiquem a classe política, acumulam chorudas reformas e vencimentos, mas conduziram o País a este buraco sem saída. Eles é que tem de dar provas das suas capacidades – Liderança e Rigor.

quinta-feira, junho 30, 2005

Raposa livre entre galinhas livres

O Livre Comércio é a expressão da moda, talvez a mais manipulada no mundo de hoje.
Nos anos 90 a resistência dos movimentos sociais foi contra o modelo neoliberal, que então se associava aos planos de "ajustamento estrutural" emanados do Fundo Monetário Internacional e calorosamente apoiados pelo Banco Mundial.

Actualmente vivemos a "onda do livre comércio", que ultrapassou muito o significado tradicional da expressão livre comércio e hoje significa não só e não tanto comércio como a projecção global de uma estratégia de dominação imperialista que utiliza o neoliberalismo como seu modo de ser, mas que se ramifica e estende, constituindo um verdadeiro pacote integrado.
Para os países menos desenvolvidos o livre comércio é outra coisa, bem diferente.
A divisão do trabalho entre as nações consiste em que umas se especializem em ganhar e outras em perder. Examinado com objectividade, o comércio internacional cumpre hoje várias funções no sistema imperialista de dominação caracterizado pela globalização de signo neoliberal.
Essas funções são instrumento de domínio em favor dos países ricos, factor de acentuação e perpetuação de desigualdades e iniquidades e cenário de uma guerra virtual pelo controle dos mercados actuais e os do futuro.

O livre comércio não é livre agora nem nunca o foi, nem é já sequer comércio de acordo com o conceito clássico deste, nem sua prática gera crescimento económico per si, nem reduz a pobreza, nem reparte "benefícios mútuos" entre as partes que comerciam.
O livre comércio interessa, mas interessa tanto ou mais a livre mobilidade do capital, a liberalização da conta de capital da balança de pagamentos que equivale à taxa de câmbio de mercado e a liberdade para fugir com o capital, liberdade para o que capital transnacional invista à sua escolha e liberdade para que contrate em condições de "flexibilidade laboral" uma força de trabalho indefesa.

Uma novidade do livre comércio é a capacidade de vincular novas e avançadas tecnologias com baixíssimos salários da força de trabalho.
Os porta-vozes do livre comércio dizem que este é um instrumento para reduzir a pobreza. Mas o aumento do comércio mundial desde os anos 80 contradiz isso. Não existe correlação entre o crescimento do comércio e a redução da pobreza. Por exemplo o México multiplicou as suas exportações e no mesmo período viu multiplicar-se a quantidade de pobres.
Essa liberalização tem um código genético bem claro. É filha do mercado capitalista e não pode ocultar a sua vocação essencial para a exploração comercial que emana do intercâmbio desigual entre partes desiguais às quais o intercâmbio aparente de equivalentes apresenta como iguais.

O mundo melhor é possível, esse da utopia imprescindível que nos permite avançar, não necessita amenizar a liberalização e sim criar outro padrão de valores. Um padrão de valores no qual a solidariedade entre também no comércio, e impeça que este continue a ser o cenário descrito por Che Guevara da actuação da raposa livre entre galinhas livres.

Abandonar - é o mais fácil


Nos tempos que correm continua a ser absolutamente indispensável a existência de um Barnabé. Meus senhores (Daniel e Rui), façam favor de cumprir o vosso dever de cidadania. Este país está a ficar muito mal frequentado é, pois, preciso que haja alguém que faça a sua denúncia e discuta o que é importante ser discutido.
Fico à espera que o Daniel e o Rui se juntem e que em breve tenhamos novidades.
Espero que reconsiderem e não deixem morrer o Barnabé.

domingo, junho 26, 2005

Imensa desilusão

O Orçamento Rectificativo para 2005 consagra a continuidade da política económica. Define o aumento dos impostos, uma política de facilidade em relação ao continuismo económico e, sobretudo, a incapacidade absoluta de combater a fraude fiscal.
Não há democracia enquanto uns pagarem os impostos e os mais ricos não o fizerem, o Governo não tem a coragem, não quer tomar as medidas essenciais no combate contra a fraude fiscal.
A maior parte das empresas registadas no sector financeiro da zona franca da Madeira não só não pagam como não fazem declaração de impostos. Não se sabe nada sobre essas empresas. Evidentemente, um Estado sério não pode aceitar que uma empresa nem sequer lhe faça a declaração de IRC no final do ano.
São indispensáveis medidas como o levantamento do sigilo bancário, a exemplo do que acontece em Espanha.
Neste momento em Portugal os bancos têm de dar informação sobre as contas dos estrangeiros. Um alemão que tenha uma conta em Portugal o banco português dá toda a informação ao fisco alemão, mas não dá informação ao fisco português sobre as contas que existem em Portugal.
Saber a verdade é a regra do combate pela justiça fiscal. Isso é um grande combate em Portugal e este Governo não quis dar um passo essencial nesse sentido, o Governo está a tomar as mesmas medidas que já deram mau resultado no passado, dois por cento de aumento do IVA foi o que fez a Manuela Ferreira Leite e o défice do Estado aumentou em vez de diminuir.
O Orçamento rectificativo consagra uma política recessiva, reduzindo o investimento público quando o investimento privado está igualmente a cair. Esta é a receita para o desastre – e é por causa destas políticas recessivas que se prevê a continuação do aumento do desemprego pelo menos nos próximos dois anos.
Estamos a ir de mal para pior enquanto há privilégios fantásticos de administradores, gestores públicos, que não só fazem fortunas rapidamente como ainda se lhes permitir ter, depois de 18 meses de trabalho, três mil contos de pensão para toda a vida.

Metamorfoses da mala

mala

sexta-feira, junho 24, 2005

Ensino Básico até às 17h30


Com esta medida estou de acordo:
Os horários de funcionamento das escolas do Ensino Básico serão alargados até às 17h30 e 25 por cento dos alunos dos terceiro e quarto anos terão Inglês no próximo ano lectivo.
Só é pena que a sua entrada em vigor seja gradual e que só estejam previstas 50 % das escolas a funcionar neste regime no próximo ano.
O alargamento do horário de funcionamento permitirá oferecer às famílias uma escola a tempo inteiro, com efectivas oportunidades de acesso a actividades extracurriculares, estudo acompanhado, desporto escolar e desenvolver um programa para generalizar no Ensino Básico a utilização das tecnologias de informação em regime extracurricular.
No domínio da Matemática, prevê-se um programa de formação contínua para todos os professores com turmas dos terceiro e quarto anos de escolaridade, envolvendo escolas superiores de educação na formação, acompanhamento e supervisão do ensino da disciplina. Ainda se pretende generalizar o acesso a refeições escolares para todos os alunos do primeiro ciclo do ensino básico.
Espero que não sejam novas falsas promessas, Portugal precisa, como de pão para a boca, de novas gerações instruídas e capazes de responder às exigências que já hoje se colocam.

quarta-feira, junho 22, 2005

Apertar a gravata até ficar importante

A propósito do uso da gravata tem aqui um post à medida.
Também é muito interessante o comentário do Biranta:
...Vocês sabiam que, no Japão, o primeiro ministro proibiu todos os seus "colaboradores", ministros e staff incluídos, de andar de gravata?
Sabem porquê? porque ele tem esperança de que "a moda pegue" e porque, segundo dizem, está provado que a gravata aumenta a temperatura do corpo, em 2 graus. Esse facto obriga a maior dispêndio de energia, nos ares condicionados, para além de provocar problemas entre homens e mulheres, porque os primeiros precisam de regular para uma temperatura mais baixa e as mulheres ficam com frio...
São conhecidas as "figuras" tristes dos "figurões" que suam em bica, mas não despem o casaco nem tiram a gravata... É caso para dizer: "tacanhez, a quanto obrigas"...
Mas, para este tipo de gente cretina, só há uma forma de resolver estes problemas: é alguém "descobrir", (ou inventar) que a gravata afecta, negativamente, o "desempenho sexual dos homens", que provoca impotência. Aí era vê-los, a todos, a tirar as gravatas... Quem quer começar?

Compromisso de honra


Eu, abaixo assinado, declaro solenemente, por minha honra
Que auferirei e desfrutarei
De todos os privilégios a que tenho direito
E de todas as mordomias que me serão concedidas
Como servidor e representante da Nação.
Prometo não esquecer que há crise… Para os outros.
Prometo não dar mais regalias… Aos outros.
Prometo cortar privilégios… Aos outros.
E com unhas e dentes defender os meus.
É uma honra servir este País
E depois de terminado o mandato
Irei como os meus antecessores
Para institutos ou empresas do Estado
Ou para a Caixa Geral de Depósitos
Fiel depositária de todos, os que como eu,
Não se distinguiram na governação
E que também assinaram este documento
Prometendo nele desfrutar ad eternum
Dos privilégios que me são concedidos
Por ter, mesmo que por pouco tempo,
Sentado o cu na cadeira do poder.

via Email

segunda-feira, junho 20, 2005

224 mil pessoas irrelevantes


Correia de Campos, ministro da Saúde, considera irrelevante que existam 224 mil doentes em lista de espera para uma cirurgia e o que é importante é saber se é possível diminuir o tempo que os doentes aguardam por uma intervenção cirúrgica. Não há nenhum ministro da Saúde com bom senso que fique descansado com 220 mil doentes portugueses em lista de espera. Espero que o ministro tenha o bom senso de imprimir mudanças estruturais nos hospitais para que se possa reduzir o tempo e o número dos doentes em tempo útil.
É extraordinário que o Ministro faça declarações destas...

sábado, junho 18, 2005

Tiques racistas


O discurso do CDS-PP, na A.R., foi ao jeito e na tradição da direita populista, xenófoba e preconceituosa e só faltou fazer um apelo ou apoiar explicitamente a manifestação de extrema-direita, que está anunciada para hoje, a propósito do arrastão. Um discurso típico da extrema-direita, próximo do movimento Frente Nacional, que marcou uma manifestação para Lisboa, "contra o aumento da criminalidade", na sequência dos incidentes do fim-de-semana passado, na praia de Carcavelos.

É inaceitável a "relação entre criminalidade e comunidades imigrantes", as últimas investigações indicam que não foram 500, nem 100 jovens que assaltaram a praia de Carcavelos, "mas algumas dezenas" e apenas um única queixa deu entrada na Polícia Judiciária de Carcavelos.

Embora ressalvando que as questões da segurança dos cidadãos são importantes, não se pode deixar de condenar a "forma alarmista" como o CDS-PP tratou os incidentes em Carcavelos, que só contribuiu para criar um clima de medo e levantar todos os demónios de racismo e xenofobia.

Usar esta questão como arma de arremesso político-partidário é o pior que se pode fazer ao país e fica muito mal na Assembleia da República, que deve ser a casa da democracia e onde o discurso da intolerância e da demagogia não fica nada bem.

sexta-feira, junho 17, 2005

Teste revelador

Imagina que estás no meio da selva e encontras uma cabana na margem de
um rio. Entras na cabana e vês à tua esquerda sete pequenas camas e à
direita uma pequena mesa com sete cadeiras. Sobre a mesa tens uma cesta
com 5 tipos de frutas. São elas:
a) Maçã
b) Banana
c) Morango
d) Pêssego
e) Laranja
Qual a fruta que escolheria? - a tua escolha revela muito de ti:
Resultado do teste nos comentários.

O melhor anti-depressivo

O esperma é combustível para a felicidade. Esta é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York (EUA) e publicado pela revista NewScientist.
O trabalho comparou o humor de mulheres cujos parceiros usam preservativos com o de companheiras de homens que não usam. O resultado comprovou que as mulheres diretamente expostas ao esperma são menos deprimidas.
Segundo os pesquisadores, a única explicação plausível é fato do esperma conter hormonas ligados à alteração de humor, que são absorvidos pela vagina durante o acto sexual.
A pergunta que não quer calar é se esses efeitos também podem ser obtidos quando o esperma é absorvido via oral. Segundo os estudiosos, há grandes possibilidades de isso acontecer.
Eles argumentam que as hormonas do esperma podem sobreviver à digestão, da mesma forma que os esteróides das pílulas anti-concepcionais.
Embora a perspectiva seja a de que o esperma actue como anti-depressivo independentemente da forma como é absorvido, outras pesquisas serão necessárias para comprovar a ingestão oral.
O mesmo se aplica à absorção anal e à possibilidade de homossexuais serem beneficiados pelo esperma dos parceiros. O estudo foi aplicado apenas em mulheres.
Os cientistas advertem que suas conclusões não devem ser usadas para abandonar o uso de camisinhas, "uma gravidez indesejada ou uma doença venérea traria muito mais aborrecimentos que o bem-estar que a exposição direta ao esperma pode proporcionar", diz o pesquisador Gordon Gallup.
Em relações de risco o preservativo é OBRIGATÓRIO.

quinta-feira, junho 16, 2005

UE - a crise política e económica


A União Europeia enfrenta um impasse, com a maioria dos países tentando convencer a Grã-Bretanha a aceitar a extinção ou a redução do desconto sobre a sua contribuição ao orçamento do bloco. Enfraquecido por ter tido a sua maioria no Parlamento diminuída, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, resiste a ceder á pressão dos demais 24 membros da UE. Com a população britânica maioritariamente céptica em relação ao bloco — até hoje o país não faz parte da Zona do Euro —, Blair dificilmente terá espaço político para fazer tal movimento.

A única possibilidade de isso acontecer seria se houvesse uma revisão radical da Política Agrícola Comum (PAC), da qual a Grã-Bretanha é uma grande contribuinte, enquanto a França é a maior beneficiária. Ocorre que mexer na PAC agora, com Chirrac encurralado pelo "não" no referendo, parece mais do que improvável. Os britânicos ameaçam utilizar seu poder de veto se a União Europeia impuser o fim do desconto, instituído em 1984 quando a então primeira-ministra Margareth Tatcher aderiu ao bloco.

Além de dificultar a definição do orçamento europeu entre 2007-2013, a ser decidido estes dias, a crise que se avizinha deve atrapalhar ainda mais os esforços da União Europeia para revitalizar sua economia e para conter as ambições nucleares do Irão, sem falar nas relações conturbadas e controversas com a China.

Portugal poderá perder 17 por cento dos fundos comunitários a partir de 2007, na sequência do alargamento da União Europeia e da renegociação do quadro financeiro para o período de 2007-2013.

Portugal, que no período 2000-2006, a preços do ano passado, receberá de fundos estruturais e de fundos de coesão 25.000 milhões de euros, passaria a receber no período de 2007-2013 cerca de 20.000 milhões de euros, sensivelmente menos cinco mil milhões de euros.

Na sequência da "nega" francesa e holandesa, também devem ser suspensas as consultas referendárias nos restantes países europeus, esperemos que para reformular o tratado tendo em conta o querer dos povos.

segunda-feira, junho 13, 2005

Ninguém é perfeito!


Até amanhã Camarada!

Álvaro Cunhal (1913-2005)


A vida foi uma passagem.
Vivida com emoção.
A utopia a miragem.
Que encheu o coração.
Que alimentou de coragem.
Toda a sua geração.

Controverso, Inteligente, Sabedor.
Peito aberto, alma cheia de ideal.
Patriota, exemplo de Lutador.
P’la liberdade do Povo de Portugal.

Iluminado, Artista, Sonhador.
Prisioneiro, torturado, resistente.
Um passo atrás foram dois passos em frente
No caminho de Abril Libertador.

Foste grande, nesta vida acanhada.
Para mim a liberdade foi uma prenda.
Uma dádiva de quem nunca pediu nada.
Talvez que até na morte alguém se ofenda
Ou simplesmente, até amanhã Camarada
Morreu o Homem, Nasceu a Lenda…………

Poema de Arturinho

domingo, junho 12, 2005

Um manguito com 130 anos


Um grande "TOMA" para os políticos de hoje
A figura do Zé Povinho, vítima ao mesmo tempo ingénua e lúcida do viver nacional, nasceu a 12 de Junho de 1875 na Lanterna Mágica e permanece no imaginário nacional.
A figura do Zé Povinho, criada por Raphael Bordalo Pinheiro, perdurou até aos dias de hoje, continuando a ser desenhada por caricaturistas, mantendo algumas características e adquirindo outras. O nosso irmão Zé Povinho não envelheceu sequer, apenas tem vindo a actualizar-se, disfarçando-se frequentemente consoante a conjuntura social, mas resistindo sempre.

sábado, junho 11, 2005

A campanha do Dinis


O mesmo Manuel Maria Carrilho que há um ano e meio quase bateu num fotógrafo de revistas cor-de-rosa que procurava captar as primeiras imagens do seu filho Dinis, entregou agora o seu filho Dinis para ser fotografado pelas revistas cor-de-rosa e filmado pela rapaziada da campanha à Câmara de Lisboa. É sempre agradável ver como os grandes princípios mudam ao sabor das ambições políticas de um progenitor. O Dinis, o antes desprotegido Dinis, é agora uma bandeira do Manuel, um cartaz com pernas que convida os lisboetas a votarem no "papá". Vou ali tomar uns sais de fruto e já volto...
...E para chegar ao poder, o egocêntrico Manuel Maria Carrilho está disposto a tudo, incluindo empenhar a Bárbara e o Dinis nessa suprema tarefa de ser presidente da Câmara de Lisboa, que evidentemente não é um fim em si mas apenas mais uma etapa que lhe permita no espaço de década e meia chegar a São Bento ou a Belém. Só que para isso tem de conquistar as graças do povo, tarefa árdua tendo em conta o seu nariz empinado e o perfil distante de professor universitário. Daí a Bárbara. Daí o Dinis. Quando vemos as fotos da Caras com os três a passear pela Feira do Livro ou o inacreditável vídeo da sua campanha, percebemos que aquilo não é bem uma família - aquilo é mais um projecto político.

João Miguel Tavares

sexta-feira, junho 10, 2005

Festa do mundo rural

Começa hoje e prolonga-se até ao dia 12, na Quinta de S. Lourenço no Faial, a "Festa do Mundo Rural", uma iniciativa de dinamização da cultura local, com fortes componentes agro-pecuária, comercial, industrial, recreativa, artesanato e gastronomia.

O programa inclui concursos de bovinos, lavoura à moda antiga, um festival hípico, uma tourada de praça, palestras, actuações de filarmónicas, grupos folclóricos e agrupamentos de música tradicional e exposições de actividades comerciais e industriais.

As treze Juntas de Freguesia do Faial vão também marcar presença de forma individual na II Festa do Mundo Rural, mostrando as potencialidades das localidades que representam.

A Festa do Mundo Rural é uma organização de um total de oito parceiros faialenses, que vão desde a Câmara Municipal da Horta, à Câmara do Comércio e Indústria da Horta, ao Serviço de Desenvolvimento Agrário do Faial, ao Serviço Florestal da ilha, às Associações de Agricultores e de Jovens Agricultores, à empresa municipal Hortaludus e à Associação de Desenvolvimento Local Adeliaçor.

Se puder, apareça e divirta-se, há mais vida para além das tristezas.

Patriotismo???


Engraçado falar em patriotismo, quando após o 25 de abril fomos sendo governados por incompetentes que se escondem atrás de lobies e de responsabilidades políticas que ninguém sabe o que significam, pois continuam a ser sempre os mesmos, são sempre alternativas a si próprios.

Tenho vergonha de ser português com uma classe política como esta, com lobies que apenas defendem interesses pessoais (médicos, advogados, construtores, etc....), 80% da população portuguesa paga os impostos que enchem a barriga aos políticos e alimenta o orçamento, mas é a eles que lhes é dirigido o espírito de patriotismo. E comida para a boca dos filhos, e direito a um trabalho e posterior reforma, e direito à saúde, e direito à educação??? onde andam eles??? Tenham vergonha sr. presidente da república, sr.s governantes, sr.s deputados e autarcas, quando derem o exemplo, e assumirem responsabilidades civis e criminais em vez de políticas, então falem em patriotismo.

quarta-feira, junho 08, 2005

A cura que nos mata


Portugal há muito que está enfermo.
A Manela prometeu curar-nos e, à força de tantos comprimidos, deu-nos cabo do estômago.
Veio o Cunha e prometeu que desta é que era! e passou a dar-nos PURGANTE.
De tal sorte foi a "purga", que nos pôs a todos de caganeira.
Não fora o facto de, ainda por cima, nos pôr também a pão e água, e teríamos forças para correr até à retrete. A agravar esta dificuldade, ordenou-nos ainda que apertassemos mais o cinto, pelo que não temos tempo de descer as cuecas.
Em consequência destas desgraças, andamos todos cagados, mal-cheirosos e debilitados.
Com tanta soltura, valha-nos S. Bagão, padroeiro das fraldas descartáveis, que estes políticos incompetentes não conseguiram matar-nos da doença, querem agora matar-nos da cura.

terça-feira, junho 07, 2005

Tenham dó do patinho!

Hoje vou falar do costume que certas pessoas têm de voltar as costas quando a conversa não lhes interessa. Há pessoas que visitam este blog (não muitas infelizmente) e depois de darem uma vista de olhos pelos artigos publicados não fazem qualquer comentário aos mesmos. Voltam pura e simplesmente as costas ao Blog e vão-se embora.
Se acham que este blog não tem qualquer interesse, digam. Digam mal, digam o que lhes vier à cabeça mas não voltem as costas sem escrever qualquer coisinha nos comentários.

Façam o favor de ter um bom dia de trabalho ou de descanso e voltem sempre.

Ele há coincidências...