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quarta-feira, setembro 14, 2005

Soma e segue - mais 100 mortos no Iraque


Perto de 100 pessoas morreram hoje no Iraque, 80 das quais num atentado suicida em Bagdade, o mais mortífero na capital nas últimas sete semanas, cometido após ameaças extremistas na sequência de uma ofensiva contra rebeldes no nordeste do país.
Estes ataques acontecem depois das ameaças lançadas por grupos extremistas sunitas, entre os quais a Al-Qaeda, depois de uma ofensiva militar na cidade de Tall Affar, no nordeste do Iraque, perto da fronteira com a Síria.
A ofensiva, realizada pelo exército iraquiano, com o apoio das forças norte-americanas, permitiu, segundo as autoridades de Bagdade, capturar rebeldes e combatentes estrangeiros provenientes da Síria.
As operações militares provocaram cerca de 150 mortos entre os rebeldes e mais de 400 suspeitos foram detidos, de acordo com o revelado pelo exército norte-americano.
Está ainda muito longe a pacificação do Iraque, violência gera violência e já ninguém dá importância aos mortos iraquianos. Os “opinion makers “ cristãos/católicos fazem-nos chorar mais um morto americano que 100 iraquianos.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Arranque promissor ???


Arrancou hoje, oficialmente, o ano lectivo 2005/6. O Governo Regional dos Açores aproveitou para, em cerimónia oficial, lançar a 1ª pedra do que será a nova Escola Secundária da Horta.
Esta escola já vem sendo inscrita nos Orçamentos e Planos da Região há mais de uma dúzia de anos. Espero que os trinta meses de prazo de execução da obra, contados a partir de hoje, sejam efectivamente para cumprir.
Mesmo parecendo que a oportunidade da cerimónia se deve ao período eleitoral que se avizinha, o importante é que não seja apenas mais uma iniciativa eleiçoeira, como o boletim e anexos municipais com repetidas referências e fotos aos mesmos acontecimentos e que arranque a obra, já que a actual escola está completamente lotada e ultrapassada para os dias de hoje.

domingo, setembro 11, 2005

Desgraça americana


Há 4 anos atrás os Estados Unidos julgavam-se uma nação invulnerável aos problemas do mundo e do planeta. Depois do 11 de Setembro ficou provado que não há país invulnerável às forças do inimigo. Com Katrina fica provado que não há país invulnerável às tragédias ambientais do planeta.
Bush, um homem de visão estreita e belicosa, recebeu um presente. Nova Orleans é apenas uma fotografia assombrosa que se pode tornar rotineira. Ela veio com uma faixa preta de luto e outra vermelha de alerta: De Katrina para Bush. Ele não entendeu, mas o povo americano, sim.
A tragédia de Nova Orleães está a deixar a descoberto os erros de um governo fechado há anos numa espécie de psicose antiterrorista. Mas, desta vez, ao contrário do 11 de Setembro, não há nenhum inimigo para atirar com as culpas. O "Katrina" poderá ser, assim, o tsunami pessoal de Bush.

sábado, setembro 10, 2005

Ex-ministro, o melhor emprego

Qual é a importância da denúncia pública de Louçã, no meio da corrupção generalizada que envolve os políticos deste país?

Eu respondo: é que pela primeira vez os cidadãos portugueses vêem, preto no branco, como é que estes administradores ganham dinheiro com a miséria alheia.
Esta situação só foi possível, como será provado nas instâncias próprias, porque os interesses dos políticos corruptos se sobrepuseram à segurança e aos interesses dos cidadãos.
Para estes empresários terem os seus negócios montados à mesa do orçamento do Estado, 16 cidadãos morreram, o património florestal está reduzido a metade, a miséria prolifera entre aqueles nossos compatriotas que perderam o pouco que tinham nas chamas.

Esta denúncia serve para revelar até que ponto os actuais e ex-governantes são insaciáveis, implacáveis e para extrapolarmos para outras situações.
A quem serve o não funcionamento da justiça? A quem serve a compra dos submarinos? A quem serve o estado a que a Saúde chegou? A quem serve a criação de universidades privadas a formarem jovens com cursos que ninguém sabe para que servem?
Se seguirmos as pistas que os incêndios neste caso demonstraram, de certeza que vamos encontrar por trás fortes interesses económicos apoiados ou dirigidos pelas eminências pardas altamente colocadas nos partidos do alternanço.
A questão que se põe é como se vão julgar os culpados, se tudo está dentro da legalidade, suportada com leis feitas a pedido desses dinâmicos empresários da desgraça, como bem provam os regulamentos das reformas feitos na Galp, CGD, Banco de Portugal, etc., feitos para servirem quem os elaborou e implementou?

Uma coisa todos sabemos.
Desde que trouxeram meios aéreos para apagar fogos...estes nunca mais pararam de aumentar em todos aspectos...Quantidades de fogos...tempo que os mesmos levam a ser instintos...custos de combate aos mesmos....
Logo que acabe as horas contratadas e que se passe a pagar os meios aéreos a hora os fogos disparam em cardume...
Portanto tudo isto leva a muita especulação...E os meios aéreos tem um dono...Se agora são um alvo é porque foram apanhados com a boca na botija?

Loureiro foi um dos que inventou a máxima: Bom não é ser do Governo, mas dele sair.
O melhor emprego em Portugal é ser-se ex-ministro.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Moralizar os vencimentos dos gestores!


As novas regras, baseiam-se, dizem, em três princípios:
(1) Prevenir os abusos nas auto-atribuições de vencimentos, devendo “as remunerações ser consentâneas com as praticadas no respectivo sector”;
(2) Moralização, atribuindo os prémios de gestão conforme os objectivos atingidos, e proibindo que recebam as pensões antes de se reformarem;
(3) Transparência, devendo ser descriminados, publicamente, em cada ano, as verbas destinadas a vencimentos e demais regalias dos gestores, nos relatórios e contas.

Em boa verdade, a legislação a aprovar mantém as actuais mordomias, ilegitimamente apropriadas (a lei não tem efeitos retroactivos), o que implica que o país vai ter que continuar a esvair-se com encargos para sustentar a gula criminosa, as benesses escandalosas e injustificadas, apropriadas pelos que agora as têm.
Por isso se prevê que esta lei só venha a fazer efeito em 2007.

É claro que, para credibilizar o embuste, logo vieram os comentadores económicos discordar, com o velho e falacioso argumento de que isso afasta os melhores, destas funções. Dizem, estes comentadores, que estes técnicos devem ser remunerados segundo o seu valor…
Os melhores? Mas essa gente é toda criminosa, incapaz, incompetente e mafiosa, a ponto de nos terem conduzido para a situação degradante em que nos encontramos!
Estou inteiramente de acordo, desde que esse “seu valor” seja determinado em função do impacto económico, para o país, do bom exercício das respectivas funções; isto é conforme a evolução da situação económica. E ainda que seja ratificado pelos cidadãos, após discussão livre e aberta e consulta directa à população.

As pessoas que têm, realmente, valor, não são motiváveis pelo valor absurdo e escandaloso dos vencimentos, porque sabem que isso prejudica os propósitos e objectivos determinados pelos superiores interesses do país, os que motivam as pessoas dignas e de bem. Só os mafiosos se “motivam” com vencimentos escandalosos, de que se apropriam a qualquer custo, à nossa custa e do estado degradante da economia do país, que destroem com a sua incompetência e prepotência, com a sua tacanhez.

extractos daqui

quarta-feira, setembro 07, 2005

27º lugar, a descer e mais desigual

O problema não é Portugal estar no 27º lugar no ranking do desenvolvimento dos países...o problema é estar a descer lugares...e serem maiores as desigualdades, menos ricos cada vez mais ricos e mais pobres cada vez mais pobres.

A desigualdade é a nível nacional e mundial e maior do que há 10 anos.

O Relatório sobre a Situação Social Mundial 2005 das Nações Unidas considera que grande parte do mundo se debate com um "problema de desigualdade":

As desigualdades entre países e dentro dos mesmos têm acompanhado a globalização.
O desemprego continua a ser elevado em muitos contextos e as taxas de desemprego dos jovens são particularmente altas.
Há milhões de pessoas a trabalhar que continuam a ser pobres; quase um quarto dos trabalhadores do mundo inteiro não ganha o suficiente para conseguir ultrapassar o limiar de pobreza de 1 dólar por dia e melhorar a situação da sua família.
Em muitos países, as desigualdades salariais, especialmente entre trabalhadores qualificados e não qualificados, aumentaram desde a década de 1980, tendo-se registado uma diminuição dos salários mínimos reais e um aumento acentuado dos rendimentos de nível mais elevado.
Apesar dos progressos realizados em alguns contextos, as desigualdades nas áreas da saúde e da educação aumentaram, especialmente dentro dos países. A África ao Sul do Sara e partes da Ásia são as regiões em que essas desigualdades são maiores.
A violência é muitas vezes fruto da desigualdade.
Os povos indígenas, as pessoas com deficiência, os idosos e os jovens são normalmente excluídos de processos de decisão que afectam o seu bem-estar.

As políticas macroeconómicas e de liberalização do comércio, a globalização económica e financeira, e as mudanças ao nível das instituições internacionais do trabalho não podem ser dissociadas da luta pelo desenvolvimento social, pela igualdade e pela justiça social. Se não adoptarmos uma abordagem abrangente e integrada em relação ao desenvolvimento, estaremos a perpetuar o problema da desigualdade, e isso terá um preço que todos terão de pagar.

Resumo do Relatório

terça-feira, setembro 06, 2005

Manuais de muitas gerações

Hoje, para bem ou para mal dos nossos pecados, todos os anos há manuais diferentes que variam de escola para escola.

sábado, setembro 03, 2005

Uma 2ª volta implica sempre uma 1ª volta

Mário Soares e a direcção PS inviabilizaram uma candidatura unificadora da esquerda, o primeiro por se achar o dono da verdade e da República e ninguém ter tomates para lhe fazer ver que águas passadas não movem moinhos e o Sócrates para desviar a atenção da péssima acção governativa e do mais que provável mau resultado nas autárquicas.
Manuel Alegre, também não teve coragem de enfrentar a direcção partidária e acobardou-se perante o anúncio da candidatura de Soares.
Quantos mais candidatos a esquerda apresentar, mais votos terá no seu conjunto e maior será a derrota da provável candidatura de Cavaco.
Acabou de ser noticiado que Francisco Louçã representará o seu partido na corrida às presidenciais.
Já nos demonstrou ser o único deputado/partido que, na Assembleia de República, aborda questões difíceis, polémicas e pertinentes, apresenta propostas de solução e é capaz de, pela justeza e oportunidade das suas posições, marcar a agenda política.
Estamos perante um deputado com uma intervenção acutilante e sobretudo oportuna quando se trata de denunciar situações lesivas dos mais desfavorecidos e do interesse nacional e exigir responsabilidades aos detentores de cargos públicos.
É inteligente e irreverente e por vezes chega mesmo a ser inconveniente.
Por isso julgo que apareceu a minha alternativa ao voto em branco. Louçã é o candidato que, no decorrer da campanha para presidente da república, melhor poderá contribuir para evitar que este PS liderado por José Sócrates continue a cometer os erros governativos do nosso descontentamento.
Por isso vou tornar o meu voto útil.

sexta-feira, setembro 02, 2005

A impotência da superpotência

O caos e a desordem com saques, disparos, violações, lixo, águas de esgoto, fogos e escaramuças, cadáveres apodrecendo, milhares de sobreviventes que deambulam pelas ruas inundadas de Novas Orleães e polícias a serem alvejados, depois da passagem do furacão Katrina são o panorama da principal cidade do Estado do Luisiana.
Houve milhares de mortos, feridos, centenas de milhares ficaram sem casa, pilhagens do que restava, etc.
O "texano" encara esta tragédia como uma grande “cowboyada”, quando há dois dias interrompe as suas férias dando logo ordem para atirar a matar.
A comunicação social mostra o desespero dos pobres, mas não explica como é que a nação mais poderosa do planeta (agora, ao nível do 3º Mundo) foi tão incompetente em gerir esta crise apesar do alerta antecipado dos meteorologistas.
É que esta orgulhosa América Imperial está convencida que tem a "protecção divina", que pode fazer as guerras que quiser e onde quiser e que as desgraças que exportam e se abatem sobre outros povos não a afectarão nunca. Como Bush está sempre a invocar o nome de Deus em vão, pode ser que o dito lhe vá abrindo os olhos (leia-se a natureza lhe vá abrindo os olhos), e que o faça reflectir o tão pequeno que é perante a dita...
É certo que os furacões têm estado a aumentar nos últimos tempos em consequência do aquecimento climático.
É uma tragédia que o povo da região assolada deverá também atribuir à (ir)responsabilidade da Administração Bush, ao recusar combater o aumento da concentração de gases de efeito de estufa, sendo os E.U.A. o principal poluidor planetário: 25% do petróleo mundial é consumido neste país, em termos populacionais não representando mais de 5% de toda a humanidade.
Não existem catástrofes 100% naturais; há sempre um factor humano associado na génese destes acontecimentos.
Infelizmente este furacão vem pôr em destaque que os militares numa situação destas são incapazes de auxiliar as suas populações mais pobres. Sim, porque ao contrário da propaganda existe muita miséria nos Estados Unidos.
Com o Bush a América caiu a pique no conceito mundial...nunca tantos se manifestaram em uníssono como na era Bush....e a economia sempre em queda livre, o que não é bom para ninguém...
Mas a total solidariedade ao povo sofredor dos Estados Unidos da América...

Vou engoli-lo, mas só na 2ª volta

quinta-feira, setembro 01, 2005

Por enquanto, o rei vai nu.


"Estimular os Velhinhos, que se recusam a morrer antes do tempo" fico descansado...
O país agora vai mesmo sair da crise...
Os velhinhos vão ficar todos excitados e vão começar a trabalhar.
Só tenho pena é das velhinhas...coitadas...com tanta excitação dos maridos...vão ter de voltar a pôr a febra a trabalhar...
Algumas já nem sabem como funciona...

Sr. Mário passe bem, dê palha ao burro e coma também!
Não são só os velhos que se recusam a morrer, são todos.

Se for eleito ficamos com o reformado mor a fiscalizar os reformados do governo.

Gostei de ver o rosto do Sócrates depois do discurso do seu pai político, depois de tanta porrada ideológica e críticas (nas entrelinhas) à sua governação, este ainda agradeceu as palavras e enalteceu o perfil do rei.

- Este é o verdadeiro choque tecnológico!

Por enquanto, o rei vai nu.
Tenho que começar a pensar nos "sais de frutos".

quarta-feira, agosto 31, 2005

Manel, Manel...

Ontem ao ouvir o início do discurso de Manuel Alegre, fiquei empolgado e dei por mim a pensar: aqui está um homem que sabe qual é o nosso mal, e não tem medo de o dizer...
Mas, e há sempre um mas.... Logo a seguir veio o desespero...
Afinal, o Homem que eu pensava batalhador, sincero e de palavra, em 5 minutos tornou-se num homenzinho do partido, sim senhor, não senhor, desculpem se errei...
Obrigado pela sinceridade. Estamos habituados ao discurso dos socialistas eleitos que "agora vou ser presidente de todos os portugueses, sou supra partidário" etc, etc. e depois todos vimos no que deu. Manuel Alegre conseguiu ser diferente: "divisão não, PS acima de tudo”. Fugiu-lhe a boca para a verdade: Pôs o Partido acima dos seus princípios, dos seus ideais e da sua dignidade.
Manuel Alegre, um homem do Partido que, depois de ter enumerado os nossos males, se recusou a servir o PAÍS e o POVO PORTUGUES para não afrontar o seu Partido.
Muita parra e pouca uva.

Uma desilusão e um problema, não quero o Cavaco, mas Mário Soares também não me convence e é chão que já deu uvas, não mobiliza ninguém.

PORTUGAL está e continua sem esperança.

segunda-feira, agosto 29, 2005

Alegre, diga apenas: "sou candidato"

Manuel Alegre, afirmou há dias que na República não há lugar para homens-providência e que a Democracia não tem donos.

Quem ama a liberdade só pode estar plenamente de acordo!

Espero, por isso, que amanhã Manuel Alegre não diga "tudo o que tem a dizer" sobre as presidenciais, mas comece apenas por dizer que é candidato!

Desde logo, em nome da coerência!

Mas também e principalmente, em nome da liberdade e da solidariedade!

E ainda, em nome da Esquerda dos valores, das convicções, das causas! A Esquerda dos cidadãos, imensa, toda, e não a pequena esquerda das confrarias partidárias e dos obsessivos jogos pela conquista do poder!

Espero ainda que Manuel Alegre não se preocupe com as sondagens e "análises" que lhe são desfavoráveis. Em 85, também Soares não era favorito e acabou por ser eleito!

De resto, em Democracia há ganhar e perder, e perder, lutando pelos valores em que se acredita, não é desonra nenhuma!

domingo, agosto 28, 2005

"Retrato" Açoriano


daqui

Fiquemo-nos pelos "amantes"

O QUE É O PARAÍSO?
é um lugar onde:
- a polícia é britânica
- os cozinheiros são franceses
- os mecânicos são alemães
- os amantes são portugueses
- e tudo é organizado pelos suíços

O QUE É O INFERNO?
é um lugar onde:
- a polícia é alemã .
- os cozinheiros são ingleses
- os mecânicos são franceses
- os amantes são suíços
- e tudo é organizado pelos portugueses

sábado, agosto 27, 2005

Regresso às origens

Hoje, andei por aqui, como lamento não disfrutar mais deste cantinho.

Morricão, Calheta do Nesquim - PICO

quinta-feira, agosto 25, 2005

Não me façam engolir este sapo

Confirma-se a candidatura de Soares, confirma-se no mesmo instante a vocação de Mário Soares para sapo, um sapo gordo, velho e crescentemente enfatuado, e a vocação da esquerda portuguesa, socialistas incluídos, para a infantil doença de engolir sapos sem sequer esquartejar os bichos.

O homem tem uma relação doentia com o poder. Ele simplesmente adora ser o "rei", o centro das atenções, o manipulador, o bajulado. Soares é um animal da política. O problema com Soares é o problema de qualquer animal: o que é bom para ele não é forçosamente bom para o meio em que habita, pense ele o que pensar.

A função de Soares vir a jogo é interpretada de duas formas. Uma: enquanto serviço prestado ao PS num momento difícil - o que é para rir pois historicamente o PS existiu para servir Soares e não o contrário, sendo ilegítimo admitir que algo tenha mudado. Neste delírio interpretativo, a que aderiram alguns cronistas sem outra inspiração, o Governo é o grande beneficiado pois a candidatura de Soares "tapa" os problemas do executivo ao ocupar, com o estrondo que habitualmente caracteriza a forma de Mário Soares actuar em público, o espaço mediático. Uma (quase certa) derrota seria a derrota de Soares e não do partido nem do governo. E mesmo nas pobres autárquicas os resultados tornaram-se pouco menos que irrelevantes. Respira Sócrates de alívio.

Segunda forma: em vez de bocejar nos programas de televisão e arrastar-se pelas cadeiras da sua fundação, Soares vê uma oportunidade de regressar à arena de que tanto gosta.

Como ninguém na esquerda tem tomates para dizer não a Mário Soares, e como a política de vistas curtas que é hoje característica obrigatória dos governantes faz Sócrates optar pelo mal (para ele) menor do mínimo de mossa na sua imagem (que Soares lhe garante em qualquer cenário), Portugal enfrenta um problema inesperado e indesejado.

Sugiro que nos quotizemos para oferecer a Mário Soares uma Playstation e o "Political SimCity 3", a ver se desampara a loja aos portugueses. E apelo aos portugueses que ainda acham a dignidade um valor, para que opinem, exijam, demandem, argumentem, peçam a Alegre que trave o combate da dignidade nas próximas presidenciais.