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quinta-feira, julho 07, 2005

Continuam morrendo inocentes


Os atentados terroristas em Londres, que vitimaram um número ainda indeterminado de pessoas, merecem a mais viva condenação. Sejam quem forem os seus autores, trata-se de um crime repugnante e aviltante, devendo os seus responsáveis ser rapidamente descobertos e punidos.
Em contraste com a seriedade do jornalismo britânico, bastava sintonizar a RTP e ver o belicista Loureiro dos Santos a prenunciar que vem aí a guerra mundial, com os islâmicos a invadir e matar tudo. Tom igualmente catastrofista nos comentários do SIC Notícias (vem aí o fim do mundo). Espreitando os canais britânicos, era ver a Polícia, os comentadores, os transeuntes a exaltar o carácter multi-étnico da cidade, e a afirmar que este ataque era um ataque a todos eles, sem ver a cor ou a origem, ou religião.
Expresso a minha solidariedade ao povo inglês.
Mas expresso também a maior repulsa pelo "clown" Blair, esse canalha arrogante sorridente que meteu o seu povo numa guerra injusta, num país (Iraque) onde também já morreram milhares de pessoas.
E isto não vai ter fim. Porque com a arrogância imperial de sempre não vão perceber que a saída não é pelas armas. Enquanto isso morreram alguns inocentes hoje em Londres, morrem centenas deles todos os dias no Iraque. Para eles o meu pensamento.
Agora não posso é com os hipócritas que só manifestam incómodo e repulsa quando os mortos são ocidentais, brancos e de boas "familias" (leia-se países). Espero a reacção do povo inglês ao palhaço do Blair.

quarta-feira, julho 06, 2005

Cada um tem o que merece


Responde o atendedor de chamadas da Casa de Saúde:

"Obrigado por ter ligado para o Júlio de Matos (Instituto de Saúde Mental), a companhia mais adequada aos seus momentos de maior loucura."

* Se você é obsessivo-compulsivo, marque repetidamente o 1;

* Se você é co-dependente, peça a alguém que marque o 2 por si;

* Se você tem múltipla personalidade, marque o 3, 4, 5 e 6;

* Se você é paranóico, nós sabemos quem é você, o que você faz e o que quer. Aguarde em linha enquanto localizamos a sua chamada;

* Se você sofre de alucinações, marque o 7 nesse telefone colorido gigante que você, e só você, vê à sua direita;

* Se você é esquizofrênico, oiça com atenção, e uma voz interior lhe indicará o número a marcar;

* Se você é depressivo, não interessa que número marque. Nada o vai tirar dessa sua lamentável situação;

* Porém, se VOCÊ votou Sócrates, não há solução, desligue e espere até 2009.
Aqui atendemos LOUCOS, não atendemos PARVOS ou INGÉNUOS! Obrigado!

terça-feira, julho 05, 2005

A montanha, mais uma vez, pariu um rato


O Programa de Investimento Prioritário (PIIP), hoje apresentado pelo Governo, reunido em peso e com grande pompa, baseia-se numa expectativa excessivamente optimista sobre a disponibilidade do investimento privado, fica aquém das previsões de criação de emprego anunciadas pelo governo e mantém a aposta num modelo económico de desenvolvimento esgotado.

Baseado maioritariamente em capitais privados, o Governo não pode garantir com rigor quando, como e quanto esses mesmos agentes privados vão investir num prazo de quatro anos.

O Programa falha também as metas anunciadas para a criação de emprego. Depois de, na campanha eleitoral, o Partido Socialista ter anunciado 150 000 novos empregos, e de o ministro das Finanças ter prometido no Parlamento 260 mil novos postos de trabalho, o executivo fala agora em 120 mil durante 4 anos. Uma meta que não cobre sequer os postos de trabalho perdidos durante os 3 anos da maioria PSD/PP, e muito menos responde ao aumento do desemprego que o governo prevê no Pacto de Estabilidade ou às novas entradas no mercado de trabalho.

Por último, e mais importante, pensar que o modelo de desenvolvimento económico português é alterado ou positivamente arrastado pelo massivo investimento no TGV ou no novo aeroporto da OTA é reincidir no erro das últimas duas décadas: continuar sem apostar nos portugueses, na sua qualificação e no apoio aos projectos económicos que criem emprego qualificado e qualificante.

segunda-feira, julho 04, 2005

Na África do Sul, tratavam-lhe da saúde!


As declarações do presidente do Governo Regional da Madeira não se limitam a ser politicamente desprezíveis. Incorrem, à face da lei portuguesa, num ilícito criminal [apelo à violência racial]. É um crime público e as autoridades competentes devem tomar conta da situação.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, declarou, no domingo, que não quer chineses a fazer negócios na região autónoma, ao falar da concorrência de países de fora da Europa e do leste europeu.
"Portugal já está sujeito à concorrência de países fora da Europa, os chineses estão a entrar por aí dentro, os indianos a entrar por aí dentro e os países de leste a fazer concorrência a Portugal...", afirmou Jardim, no discurso de encerramento da iniciativa "48 Horas a Bailar", no domingo à noite em Santana. Confrontado com um sinal de uma pessoa entre a assistência, o líder madeirense respondeu: "Está-me a fazer um sinal porquê? Estão aí uns chineses? É mesmo bom para eles ouvirem porque eu não os quero aqui".

Aquelas declarações são um apelo não só implícito como quase explícito à violência racial, ao conflito inter-étnico e à discriminação.
Essas declarações deviam ter sanção. Só num país onde as afirmações destemperadas do presidente do governo regional da Madeira merecem uma espécie de impunidade habitual é que se permite que um responsável político deste nível possa fazer declarações deste quilate.

Não se lembrou certamente das centenas de milhar de madeirenses emigrados no Brasil, EUA, Bermuda, Venezuela, Argentina e na África do Sul, onde tem sido vítimas de violência, xenofobia e racismo.

domingo, julho 03, 2005

G8/Live 8: uma perigosa ilusão

A organização de um concerto rock global descentralizado em dez palcos de dez países diferentes é apresentado como factor de pressão sobre os dirigentes do G8 para realizarem um efectivo perdão da dívida de países pobres e de uma duplicação das ajudas a África.
Na realidade, o que se está encenando não é mais do que a "salvação" da vítima pelo verdugo. Inocenta-se assim os países ricos e as corporações transnacionais que, de facto, controlam as políticas dos principais dirigentes mundiais, criando a ilusão de que eles -os do G8- fazem o melhor que podem, contribuem no máximo das suas possibilidades, etc.

As "ajudas" que tão generosamente os países ocidentais vêm dispensando desde há tantos anos aos países pobres não têm tido como consequência qualquer alívio no seu estado de depauperamento, mas antes têm agravado as condições gerais, no plano da saúde pública e da autonomia alimentar. Mas também se têm agravado as situações das migrações tanto internas como para países terceiros e têm-se sucedido guerras "étnicas" ou de clãs rivais.
As referidas "ajudas" são condicionadas ao cumprimento de draconianos planos ditos de "ajustamento estrutural", sob o mando da dupla FMI / Banco Mundial, que têm como principal característica proceder à privatização de domínios inteiros, como - por exemplo - a distribuição de água, oferecidos a gulosas multinacionais, como a "Vivendi" .

É escusado insistir no depauperamento extremo em que se encontram vários países africanos devido à epidemia de SIDA. Neste caso, anos e anos a fio, os EUA e outros países onde estão sediadas as firmas farmacêuticas detentoras de patentes de medicamentos retrovirais, indispensáveis para o combate à infecção pelo HIV, têm feito toda a pressão possível para impedir que sejam produzidos e comercializados esses medicamentos a um preço compatível com as capacidades desses países paupérrimos.

Na agricultura, vemos que toda a produção está virada para espécies de exportação, como o café, o cacau, o amendoim, etc. havendo um superávit de produção alimentar muito grande em certos países, em paralelo com situações de fome crónica ou aguda. Isto não é surpreendente, quando se sabe que estas produções para exportação são as principais fontes de divisas de muitos desses países e que essas divisas são indispensáveis para o pesadíssimo serviço da dívida.

O que os países ricos iriam "perdoar", seria apenas as dívidas dos 30 países mais pobres e este "perdão" não envolve todos os capitais em dívida, pois não inclui empréstimos contraídos por esses 30 países directamente a bancos privados ou consórcios desses bancos. Esses países continuariam portanto devedores e pagadores de juros da sua dívida, embora numa percentagem menor.

O capitalismo internacional tem sangrado a generalidade dos países do terceiro mundo, extraindo as suas riquezas a preço muito favorável, com uma interferência constante nos seus assuntos internos, com um constante fornecimento de armas e de equipamento militar, hipotecando inclusive a suas hipóteses de desenvolvimento futuro pelas destruições ambientais maciças.

Os principais defensores políticos da ordem capitalista mundial apenas desejam fazer uma operação de propaganda e contam para isso com a generosa colaboração dos "ídolos" da música pop-rock, que fazem efectivamente parte da sociedade do espectáculo e são efectivamente beneficiários da ordem mundial injusta. Eles nem sequer questionam essa ordem injusta, apenas estão pedindo para os dirigentes do G8 fazerem um "gesto que alivie" os sofrimentos dos países mais pobres. Nem lhes passa pela cabeça que estão apenas a juntar à humilhação de uns - os expoliados e oprimidos - a alienação de outros; os bem-nutridos filhos e filhas desta civilização do desperdício, que assim "aliviam" a sua consciência, "participando" no tal Live 8.

Aqui

sexta-feira, julho 01, 2005

Governantes incompetentes


As contas públicas portuguesas estão a tornar-se uma confusão interminável. Faltam 4 mil milhões de euros no Orçamento actual, feito por Bagão Félix, o Orçamento Rectificativo tem verbas duplicadas, um dos quadros do Relatório da Comissão Constâncio contém um erro – ou uma gralha, de acordo com técnicos do Banco de Portugal – que tomado literalmente faria diminuir o défice esperado para o Orçamento de 2005 de 6,83 para 6,72 %.
Com governantes, ministros e economistas destes não é de estranhar que Portugal esteja nas ruas da amargura. Não fazem outra coisa senão enganarem-nos e enganarem-se, além de aldrabões são incompetentes. Reivindicam salários que dignifiquem a classe política, acumulam chorudas reformas e vencimentos, mas conduziram o País a este buraco sem saída. Eles é que tem de dar provas das suas capacidades – Liderança e Rigor.

quinta-feira, junho 30, 2005

Raposa livre entre galinhas livres

O Livre Comércio é a expressão da moda, talvez a mais manipulada no mundo de hoje.
Nos anos 90 a resistência dos movimentos sociais foi contra o modelo neoliberal, que então se associava aos planos de "ajustamento estrutural" emanados do Fundo Monetário Internacional e calorosamente apoiados pelo Banco Mundial.

Actualmente vivemos a "onda do livre comércio", que ultrapassou muito o significado tradicional da expressão livre comércio e hoje significa não só e não tanto comércio como a projecção global de uma estratégia de dominação imperialista que utiliza o neoliberalismo como seu modo de ser, mas que se ramifica e estende, constituindo um verdadeiro pacote integrado.
Para os países menos desenvolvidos o livre comércio é outra coisa, bem diferente.
A divisão do trabalho entre as nações consiste em que umas se especializem em ganhar e outras em perder. Examinado com objectividade, o comércio internacional cumpre hoje várias funções no sistema imperialista de dominação caracterizado pela globalização de signo neoliberal.
Essas funções são instrumento de domínio em favor dos países ricos, factor de acentuação e perpetuação de desigualdades e iniquidades e cenário de uma guerra virtual pelo controle dos mercados actuais e os do futuro.

O livre comércio não é livre agora nem nunca o foi, nem é já sequer comércio de acordo com o conceito clássico deste, nem sua prática gera crescimento económico per si, nem reduz a pobreza, nem reparte "benefícios mútuos" entre as partes que comerciam.
O livre comércio interessa, mas interessa tanto ou mais a livre mobilidade do capital, a liberalização da conta de capital da balança de pagamentos que equivale à taxa de câmbio de mercado e a liberdade para fugir com o capital, liberdade para o que capital transnacional invista à sua escolha e liberdade para que contrate em condições de "flexibilidade laboral" uma força de trabalho indefesa.

Uma novidade do livre comércio é a capacidade de vincular novas e avançadas tecnologias com baixíssimos salários da força de trabalho.
Os porta-vozes do livre comércio dizem que este é um instrumento para reduzir a pobreza. Mas o aumento do comércio mundial desde os anos 80 contradiz isso. Não existe correlação entre o crescimento do comércio e a redução da pobreza. Por exemplo o México multiplicou as suas exportações e no mesmo período viu multiplicar-se a quantidade de pobres.
Essa liberalização tem um código genético bem claro. É filha do mercado capitalista e não pode ocultar a sua vocação essencial para a exploração comercial que emana do intercâmbio desigual entre partes desiguais às quais o intercâmbio aparente de equivalentes apresenta como iguais.

O mundo melhor é possível, esse da utopia imprescindível que nos permite avançar, não necessita amenizar a liberalização e sim criar outro padrão de valores. Um padrão de valores no qual a solidariedade entre também no comércio, e impeça que este continue a ser o cenário descrito por Che Guevara da actuação da raposa livre entre galinhas livres.

Abandonar - é o mais fácil


Nos tempos que correm continua a ser absolutamente indispensável a existência de um Barnabé. Meus senhores (Daniel e Rui), façam favor de cumprir o vosso dever de cidadania. Este país está a ficar muito mal frequentado é, pois, preciso que haja alguém que faça a sua denúncia e discuta o que é importante ser discutido.
Fico à espera que o Daniel e o Rui se juntem e que em breve tenhamos novidades.
Espero que reconsiderem e não deixem morrer o Barnabé.

domingo, junho 26, 2005

Imensa desilusão

O Orçamento Rectificativo para 2005 consagra a continuidade da política económica. Define o aumento dos impostos, uma política de facilidade em relação ao continuismo económico e, sobretudo, a incapacidade absoluta de combater a fraude fiscal.
Não há democracia enquanto uns pagarem os impostos e os mais ricos não o fizerem, o Governo não tem a coragem, não quer tomar as medidas essenciais no combate contra a fraude fiscal.
A maior parte das empresas registadas no sector financeiro da zona franca da Madeira não só não pagam como não fazem declaração de impostos. Não se sabe nada sobre essas empresas. Evidentemente, um Estado sério não pode aceitar que uma empresa nem sequer lhe faça a declaração de IRC no final do ano.
São indispensáveis medidas como o levantamento do sigilo bancário, a exemplo do que acontece em Espanha.
Neste momento em Portugal os bancos têm de dar informação sobre as contas dos estrangeiros. Um alemão que tenha uma conta em Portugal o banco português dá toda a informação ao fisco alemão, mas não dá informação ao fisco português sobre as contas que existem em Portugal.
Saber a verdade é a regra do combate pela justiça fiscal. Isso é um grande combate em Portugal e este Governo não quis dar um passo essencial nesse sentido, o Governo está a tomar as mesmas medidas que já deram mau resultado no passado, dois por cento de aumento do IVA foi o que fez a Manuela Ferreira Leite e o défice do Estado aumentou em vez de diminuir.
O Orçamento rectificativo consagra uma política recessiva, reduzindo o investimento público quando o investimento privado está igualmente a cair. Esta é a receita para o desastre – e é por causa destas políticas recessivas que se prevê a continuação do aumento do desemprego pelo menos nos próximos dois anos.
Estamos a ir de mal para pior enquanto há privilégios fantásticos de administradores, gestores públicos, que não só fazem fortunas rapidamente como ainda se lhes permitir ter, depois de 18 meses de trabalho, três mil contos de pensão para toda a vida.

Metamorfoses da mala

mala

sexta-feira, junho 24, 2005

Ensino Básico até às 17h30


Com esta medida estou de acordo:
Os horários de funcionamento das escolas do Ensino Básico serão alargados até às 17h30 e 25 por cento dos alunos dos terceiro e quarto anos terão Inglês no próximo ano lectivo.
Só é pena que a sua entrada em vigor seja gradual e que só estejam previstas 50 % das escolas a funcionar neste regime no próximo ano.
O alargamento do horário de funcionamento permitirá oferecer às famílias uma escola a tempo inteiro, com efectivas oportunidades de acesso a actividades extracurriculares, estudo acompanhado, desporto escolar e desenvolver um programa para generalizar no Ensino Básico a utilização das tecnologias de informação em regime extracurricular.
No domínio da Matemática, prevê-se um programa de formação contínua para todos os professores com turmas dos terceiro e quarto anos de escolaridade, envolvendo escolas superiores de educação na formação, acompanhamento e supervisão do ensino da disciplina. Ainda se pretende generalizar o acesso a refeições escolares para todos os alunos do primeiro ciclo do ensino básico.
Espero que não sejam novas falsas promessas, Portugal precisa, como de pão para a boca, de novas gerações instruídas e capazes de responder às exigências que já hoje se colocam.

quarta-feira, junho 22, 2005

Apertar a gravata até ficar importante

A propósito do uso da gravata tem aqui um post à medida.
Também é muito interessante o comentário do Biranta:
...Vocês sabiam que, no Japão, o primeiro ministro proibiu todos os seus "colaboradores", ministros e staff incluídos, de andar de gravata?
Sabem porquê? porque ele tem esperança de que "a moda pegue" e porque, segundo dizem, está provado que a gravata aumenta a temperatura do corpo, em 2 graus. Esse facto obriga a maior dispêndio de energia, nos ares condicionados, para além de provocar problemas entre homens e mulheres, porque os primeiros precisam de regular para uma temperatura mais baixa e as mulheres ficam com frio...
São conhecidas as "figuras" tristes dos "figurões" que suam em bica, mas não despem o casaco nem tiram a gravata... É caso para dizer: "tacanhez, a quanto obrigas"...
Mas, para este tipo de gente cretina, só há uma forma de resolver estes problemas: é alguém "descobrir", (ou inventar) que a gravata afecta, negativamente, o "desempenho sexual dos homens", que provoca impotência. Aí era vê-los, a todos, a tirar as gravatas... Quem quer começar?

Compromisso de honra


Eu, abaixo assinado, declaro solenemente, por minha honra
Que auferirei e desfrutarei
De todos os privilégios a que tenho direito
E de todas as mordomias que me serão concedidas
Como servidor e representante da Nação.
Prometo não esquecer que há crise… Para os outros.
Prometo não dar mais regalias… Aos outros.
Prometo cortar privilégios… Aos outros.
E com unhas e dentes defender os meus.
É uma honra servir este País
E depois de terminado o mandato
Irei como os meus antecessores
Para institutos ou empresas do Estado
Ou para a Caixa Geral de Depósitos
Fiel depositária de todos, os que como eu,
Não se distinguiram na governação
E que também assinaram este documento
Prometendo nele desfrutar ad eternum
Dos privilégios que me são concedidos
Por ter, mesmo que por pouco tempo,
Sentado o cu na cadeira do poder.

via Email

segunda-feira, junho 20, 2005

224 mil pessoas irrelevantes


Correia de Campos, ministro da Saúde, considera irrelevante que existam 224 mil doentes em lista de espera para uma cirurgia e o que é importante é saber se é possível diminuir o tempo que os doentes aguardam por uma intervenção cirúrgica. Não há nenhum ministro da Saúde com bom senso que fique descansado com 220 mil doentes portugueses em lista de espera. Espero que o ministro tenha o bom senso de imprimir mudanças estruturais nos hospitais para que se possa reduzir o tempo e o número dos doentes em tempo útil.
É extraordinário que o Ministro faça declarações destas...

sábado, junho 18, 2005

Tiques racistas


O discurso do CDS-PP, na A.R., foi ao jeito e na tradição da direita populista, xenófoba e preconceituosa e só faltou fazer um apelo ou apoiar explicitamente a manifestação de extrema-direita, que está anunciada para hoje, a propósito do arrastão. Um discurso típico da extrema-direita, próximo do movimento Frente Nacional, que marcou uma manifestação para Lisboa, "contra o aumento da criminalidade", na sequência dos incidentes do fim-de-semana passado, na praia de Carcavelos.

É inaceitável a "relação entre criminalidade e comunidades imigrantes", as últimas investigações indicam que não foram 500, nem 100 jovens que assaltaram a praia de Carcavelos, "mas algumas dezenas" e apenas um única queixa deu entrada na Polícia Judiciária de Carcavelos.

Embora ressalvando que as questões da segurança dos cidadãos são importantes, não se pode deixar de condenar a "forma alarmista" como o CDS-PP tratou os incidentes em Carcavelos, que só contribuiu para criar um clima de medo e levantar todos os demónios de racismo e xenofobia.

Usar esta questão como arma de arremesso político-partidário é o pior que se pode fazer ao país e fica muito mal na Assembleia da República, que deve ser a casa da democracia e onde o discurso da intolerância e da demagogia não fica nada bem.

sexta-feira, junho 17, 2005

Teste revelador

Imagina que estás no meio da selva e encontras uma cabana na margem de
um rio. Entras na cabana e vês à tua esquerda sete pequenas camas e à
direita uma pequena mesa com sete cadeiras. Sobre a mesa tens uma cesta
com 5 tipos de frutas. São elas:
a) Maçã
b) Banana
c) Morango
d) Pêssego
e) Laranja
Qual a fruta que escolheria? - a tua escolha revela muito de ti:
Resultado do teste nos comentários.

O melhor anti-depressivo

O esperma é combustível para a felicidade. Esta é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York (EUA) e publicado pela revista NewScientist.
O trabalho comparou o humor de mulheres cujos parceiros usam preservativos com o de companheiras de homens que não usam. O resultado comprovou que as mulheres diretamente expostas ao esperma são menos deprimidas.
Segundo os pesquisadores, a única explicação plausível é fato do esperma conter hormonas ligados à alteração de humor, que são absorvidos pela vagina durante o acto sexual.
A pergunta que não quer calar é se esses efeitos também podem ser obtidos quando o esperma é absorvido via oral. Segundo os estudiosos, há grandes possibilidades de isso acontecer.
Eles argumentam que as hormonas do esperma podem sobreviver à digestão, da mesma forma que os esteróides das pílulas anti-concepcionais.
Embora a perspectiva seja a de que o esperma actue como anti-depressivo independentemente da forma como é absorvido, outras pesquisas serão necessárias para comprovar a ingestão oral.
O mesmo se aplica à absorção anal e à possibilidade de homossexuais serem beneficiados pelo esperma dos parceiros. O estudo foi aplicado apenas em mulheres.
Os cientistas advertem que suas conclusões não devem ser usadas para abandonar o uso de camisinhas, "uma gravidez indesejada ou uma doença venérea traria muito mais aborrecimentos que o bem-estar que a exposição direta ao esperma pode proporcionar", diz o pesquisador Gordon Gallup.
Em relações de risco o preservativo é OBRIGATÓRIO.

quinta-feira, junho 16, 2005

UE - a crise política e económica


A União Europeia enfrenta um impasse, com a maioria dos países tentando convencer a Grã-Bretanha a aceitar a extinção ou a redução do desconto sobre a sua contribuição ao orçamento do bloco. Enfraquecido por ter tido a sua maioria no Parlamento diminuída, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, resiste a ceder á pressão dos demais 24 membros da UE. Com a população britânica maioritariamente céptica em relação ao bloco — até hoje o país não faz parte da Zona do Euro —, Blair dificilmente terá espaço político para fazer tal movimento.

A única possibilidade de isso acontecer seria se houvesse uma revisão radical da Política Agrícola Comum (PAC), da qual a Grã-Bretanha é uma grande contribuinte, enquanto a França é a maior beneficiária. Ocorre que mexer na PAC agora, com Chirrac encurralado pelo "não" no referendo, parece mais do que improvável. Os britânicos ameaçam utilizar seu poder de veto se a União Europeia impuser o fim do desconto, instituído em 1984 quando a então primeira-ministra Margareth Tatcher aderiu ao bloco.

Além de dificultar a definição do orçamento europeu entre 2007-2013, a ser decidido estes dias, a crise que se avizinha deve atrapalhar ainda mais os esforços da União Europeia para revitalizar sua economia e para conter as ambições nucleares do Irão, sem falar nas relações conturbadas e controversas com a China.

Portugal poderá perder 17 por cento dos fundos comunitários a partir de 2007, na sequência do alargamento da União Europeia e da renegociação do quadro financeiro para o período de 2007-2013.

Portugal, que no período 2000-2006, a preços do ano passado, receberá de fundos estruturais e de fundos de coesão 25.000 milhões de euros, passaria a receber no período de 2007-2013 cerca de 20.000 milhões de euros, sensivelmente menos cinco mil milhões de euros.

Na sequência da "nega" francesa e holandesa, também devem ser suspensas as consultas referendárias nos restantes países europeus, esperemos que para reformular o tratado tendo em conta o querer dos povos.

segunda-feira, junho 13, 2005

Ninguém é perfeito!


Até amanhã Camarada!

Álvaro Cunhal (1913-2005)


A vida foi uma passagem.
Vivida com emoção.
A utopia a miragem.
Que encheu o coração.
Que alimentou de coragem.
Toda a sua geração.

Controverso, Inteligente, Sabedor.
Peito aberto, alma cheia de ideal.
Patriota, exemplo de Lutador.
P’la liberdade do Povo de Portugal.

Iluminado, Artista, Sonhador.
Prisioneiro, torturado, resistente.
Um passo atrás foram dois passos em frente
No caminho de Abril Libertador.

Foste grande, nesta vida acanhada.
Para mim a liberdade foi uma prenda.
Uma dádiva de quem nunca pediu nada.
Talvez que até na morte alguém se ofenda
Ou simplesmente, até amanhã Camarada
Morreu o Homem, Nasceu a Lenda…………

Poema de Arturinho

domingo, junho 12, 2005

Um manguito com 130 anos


Um grande "TOMA" para os políticos de hoje
A figura do Zé Povinho, vítima ao mesmo tempo ingénua e lúcida do viver nacional, nasceu a 12 de Junho de 1875 na Lanterna Mágica e permanece no imaginário nacional.
A figura do Zé Povinho, criada por Raphael Bordalo Pinheiro, perdurou até aos dias de hoje, continuando a ser desenhada por caricaturistas, mantendo algumas características e adquirindo outras. O nosso irmão Zé Povinho não envelheceu sequer, apenas tem vindo a actualizar-se, disfarçando-se frequentemente consoante a conjuntura social, mas resistindo sempre.

sábado, junho 11, 2005

A campanha do Dinis


O mesmo Manuel Maria Carrilho que há um ano e meio quase bateu num fotógrafo de revistas cor-de-rosa que procurava captar as primeiras imagens do seu filho Dinis, entregou agora o seu filho Dinis para ser fotografado pelas revistas cor-de-rosa e filmado pela rapaziada da campanha à Câmara de Lisboa. É sempre agradável ver como os grandes princípios mudam ao sabor das ambições políticas de um progenitor. O Dinis, o antes desprotegido Dinis, é agora uma bandeira do Manuel, um cartaz com pernas que convida os lisboetas a votarem no "papá". Vou ali tomar uns sais de fruto e já volto...
...E para chegar ao poder, o egocêntrico Manuel Maria Carrilho está disposto a tudo, incluindo empenhar a Bárbara e o Dinis nessa suprema tarefa de ser presidente da Câmara de Lisboa, que evidentemente não é um fim em si mas apenas mais uma etapa que lhe permita no espaço de década e meia chegar a São Bento ou a Belém. Só que para isso tem de conquistar as graças do povo, tarefa árdua tendo em conta o seu nariz empinado e o perfil distante de professor universitário. Daí a Bárbara. Daí o Dinis. Quando vemos as fotos da Caras com os três a passear pela Feira do Livro ou o inacreditável vídeo da sua campanha, percebemos que aquilo não é bem uma família - aquilo é mais um projecto político.

João Miguel Tavares

sexta-feira, junho 10, 2005

Festa do mundo rural

Começa hoje e prolonga-se até ao dia 12, na Quinta de S. Lourenço no Faial, a "Festa do Mundo Rural", uma iniciativa de dinamização da cultura local, com fortes componentes agro-pecuária, comercial, industrial, recreativa, artesanato e gastronomia.

O programa inclui concursos de bovinos, lavoura à moda antiga, um festival hípico, uma tourada de praça, palestras, actuações de filarmónicas, grupos folclóricos e agrupamentos de música tradicional e exposições de actividades comerciais e industriais.

As treze Juntas de Freguesia do Faial vão também marcar presença de forma individual na II Festa do Mundo Rural, mostrando as potencialidades das localidades que representam.

A Festa do Mundo Rural é uma organização de um total de oito parceiros faialenses, que vão desde a Câmara Municipal da Horta, à Câmara do Comércio e Indústria da Horta, ao Serviço de Desenvolvimento Agrário do Faial, ao Serviço Florestal da ilha, às Associações de Agricultores e de Jovens Agricultores, à empresa municipal Hortaludus e à Associação de Desenvolvimento Local Adeliaçor.

Se puder, apareça e divirta-se, há mais vida para além das tristezas.

Patriotismo???


Engraçado falar em patriotismo, quando após o 25 de abril fomos sendo governados por incompetentes que se escondem atrás de lobies e de responsabilidades políticas que ninguém sabe o que significam, pois continuam a ser sempre os mesmos, são sempre alternativas a si próprios.

Tenho vergonha de ser português com uma classe política como esta, com lobies que apenas defendem interesses pessoais (médicos, advogados, construtores, etc....), 80% da população portuguesa paga os impostos que enchem a barriga aos políticos e alimenta o orçamento, mas é a eles que lhes é dirigido o espírito de patriotismo. E comida para a boca dos filhos, e direito a um trabalho e posterior reforma, e direito à saúde, e direito à educação??? onde andam eles??? Tenham vergonha sr. presidente da república, sr.s governantes, sr.s deputados e autarcas, quando derem o exemplo, e assumirem responsabilidades civis e criminais em vez de políticas, então falem em patriotismo.

quarta-feira, junho 08, 2005

A cura que nos mata


Portugal há muito que está enfermo.
A Manela prometeu curar-nos e, à força de tantos comprimidos, deu-nos cabo do estômago.
Veio o Cunha e prometeu que desta é que era! e passou a dar-nos PURGANTE.
De tal sorte foi a "purga", que nos pôs a todos de caganeira.
Não fora o facto de, ainda por cima, nos pôr também a pão e água, e teríamos forças para correr até à retrete. A agravar esta dificuldade, ordenou-nos ainda que apertassemos mais o cinto, pelo que não temos tempo de descer as cuecas.
Em consequência destas desgraças, andamos todos cagados, mal-cheirosos e debilitados.
Com tanta soltura, valha-nos S. Bagão, padroeiro das fraldas descartáveis, que estes políticos incompetentes não conseguiram matar-nos da doença, querem agora matar-nos da cura.

terça-feira, junho 07, 2005

Tenham dó do patinho!

Hoje vou falar do costume que certas pessoas têm de voltar as costas quando a conversa não lhes interessa. Há pessoas que visitam este blog (não muitas infelizmente) e depois de darem uma vista de olhos pelos artigos publicados não fazem qualquer comentário aos mesmos. Voltam pura e simplesmente as costas ao Blog e vão-se embora.
Se acham que este blog não tem qualquer interesse, digam. Digam mal, digam o que lhes vier à cabeça mas não voltem as costas sem escrever qualquer coisinha nos comentários.

Façam o favor de ter um bom dia de trabalho ou de descanso e voltem sempre.

Ele há coincidências...

segunda-feira, junho 06, 2005

Altos níveis de produtividade...

No restaurante, todos os empregados e empregadas levavam uma colher no bolso da camisa. Quando o empregado vem receber o pedido, perguntam-lhe:
- Porquê a colher?
- Bom,... os donos do restaurante contrataram a consultora Andersen, mestres em eficiência, com o objectivo de rever e melhorar todos os nossos processos. Depois de muitos meses de análises e estatísticas, eles concluíram que os clientes deixavam cair no chão a colher com 73% de maior frequência do que os outros talheres. Isso representava uma frequência de quedas de 3 colheres por hora, por mesa. Se o nosso pessoal ficasse preparado para cobrir essa contingência, nós poderíamos reduzir o tempo de viagens a cozinha e assim, poupar mais de 1,5 horas por homem por turno.
Entretanto ouviu-se um som metálico numa mesa mais atrás. Rapidamente o empregado trocou a colher que tinha caído por aquela que ele levava no bolso e disse: - Trarei outra colher quando for à cozinha, assim não farei uma viagem extra para ir buscar outra...
Os clientes ficaram realmente muito impressionados.
O empregado também trazia uma corda fininha pendurada no fecho das calças, todos os empregados levavam a mesma cordinha.
Um cliente mais curioso pergunta: - Desculpe, mas porque é que tem essa cordinha pendurada?
- Oh, sim! - respondeu, e começou a falar baixinho:
- Essa Consultora da qual lhe falei, achou que nós tambem poderiamos poupar tempo na ida ao WC.
- Como???
- Veja bem, amarrando esta cordinha na ponta do.... bem, voçê sabe, podemos sacá-lo para mijar sem tocar nele eliminando dessa forma, a necessidade de lavarmos as mãos, encurtando o tempo gasto no WC em 67% por homem.
- Isso tem muito sentido, mas....se acordinha ajuda a sacar, como é que a volta a guardar?
- Bem, eu não sei como fazem os outros, mas eu uso a colher.

sábado, junho 04, 2005

Integridade e Idoneidade do Governo.


O governo acaba de decidir, na linha das medidas criminosas e absurdas efectivamente tomadas, (as outras, as medidas demagógicas, são só conversa fiada, como o demonstra esta história) suspender todos os pedidos de reforma antecipada, de trabalhadores com menos de 65 anos.
Entretanto, o ministro das Finanças "reformou-se", com 49 anos, recebendo uma pequena fortuna, mensalmente, como prémio por ser pessoa sem escrúpulos, a ponto de decidir restrições, para os cidadãos, que comprometem, ainda mais, as já fracas condições de sobrevivência das pessoas,enquanto que ele próprio acumula "receitas" de valor exorbitante e injustificado. Não se esqueçam que existem, neste país, mais de 2 milhões de pessoas que sobrevivem (vegetam) abaixo do limiar de pobreza.
Portanto, ficamos esclarecidos quanto à dignidade e sinceridade das intenções do governo e quanto ao carácter democrático e de equidade das medidas que tem vindo a anunciar com todo o cinismo; o mesmo cinismo que usou na campanha eleitoral, quando se fartou de fazer promessas falsas, mentirosas.
Um governo que se diz Socialista decide, para aqueles que vivem com dificuldades, para aqueles que viveram uma vida de trabalho, ganhando ordenados mesquinhos, que estão proibidas as antecipações de reformas, que terão que continuar a trabalhar, (ou a atrapalhar) mesmo de bengala, até aos 65 anos, para ganharem uns míseros cêntimos. Mas os barões, sem vergonha e sem escrúpulos, que o Primeiro ministro escolheu para o governo, podem "reformar-se" aos 49 anos, auferindo reformas escandalosas e injustificadas que põem em causa a sustentabilidade do sistema de pensões; e, ainda por cima, podem continuar a ocupar cargos, recebendo, em acumulação, vencimentos escandalosos, para pavonearem a sua incompetência, para colaborarem no agravamento das nossas condições de vida, no agravamento da nossa situação social e económica, já de si escabrosa.
Mais palavras para quê? Haja vergonha, dignidade, pudor!... É o próprio Primeiro-Ministro que deve demitir-se (ou ser demitido); ou melhor, nunca devia ter-se candidatado usando de tanta mentira e de tanta perfídia.

Post do amigo Biranta de sociocracia

quarta-feira, junho 01, 2005

Definições à Volta do Défice

Nos tempos que correm é possível distinguir as cores políticas de meio mundo através da análise das suas posições sobre o problema do défice. É assim:

Socialistas Crentes: Pensam que a culpa do défice é de Barroso e Santana e acreditam que Sócrates só aumentou os impostos porque não esperava um défice tão grande.

Socialistas com QI>50: Dizem que a culpa é de Barroso e Santana e sabem que Sócrates só arranjou um défice tão grande para poder aumentar os impostos.

Santanistas: Dizem que Santana não teve tempo para ter culpa do défice e fingem que perceberam as contas de Constâncio. Têm os quatro a mesma opinião.

Barrosistas: Dizem que a culpa é de Guterres e acham que se não fosse a Manuela, o défice seria de 16,92%. Têm pena de não terem feito uma encenação tão gira há 3 anos.

Guterristas: Dizem que a culpa foi de Cavaco e fazem de conta que já sabiam quanto era o défice, embora não saibam muito bem para que é que serve. Acreditam que Constâncio é um génio matemático.

Comunistas Clássicos: Dizem que a culpa é das políticas de direita e pensam que os ricos podem pagar a crise. Ainda não perceberam o que é que o défice tem a ver com impostos. Acham que Constâncio é um perigoso neo-liberal.

CêDêEsses: Dizem que a culpa é das políticas de esquerda e pensam que os ricos devem ser subsidiados por causa da crise. Constâncio merece-lhes todo o respeito, até porque tem um grande BMW e mora na linha.

Bloquistas: Acham que a culpa é da direita e acreditam que a solução para o défice está no aumento da despesa pública. Pensam que Fernando Rosas percebe dessas coisas da economia e até seria um excelente Governador do Banco de Portugal.

Nacionalistas: Acham que a culpa do défice é da Europa e acreditam que isto só vai lá com um Salazar.

Benfiquistas: Só hoje é que ouviram falar no défice e ignoram tudo o que aconteceu na semana passada. Esse Constâncio, é o gajo que vem substituir o Trapatoni?

Nuno Cardoso: A culpa do défice é evidentemente de Rui Rio.

terça-feira, maio 31, 2005

"Açor 052" - cuidado com o inimigo!


As ilhas açorianas do Faial e do Pico vão ser o cenário do exercício militar "Açor 052", que começa hoje, destinado a treinar a defesa de instalações sensíveis do arquipélago contra acções de sabotagem de forças inimigas.

No exercício, que decorre até sexta-feira, participam 260 militares do Exército, Marinha e Força Aérea, a corveta Afonso Cerqueira, um avião C-130, dois Aviocar da Base das Lajes e um helicóptero Puma SA-330.


Em tempo de aperto do cinto, vem esta tropa invadir o nosso sossego e gastar o dinheiro que não temos, para treinar a defesa contra as forças sabotadoras. Admira-me não trazerem os submarinos e, o condecorado Paulo Portas, ex-grande estadista e almirante de doca seca.
Está anunciado o programa da guerra, o local, os objectivos e a inexistência de efeitos colaterais, só falta o inimigo.
É "a guerra do Solnado".

sexta-feira, maio 27, 2005

Ex-deputados de ouro


Quarenta ex-deputados regionais recebem subvenções vitalícias, alguns com apenas sete anos de actividade parlamentar, que já custam aos contribuintes 1,4 milhões de euros por ano (dados de 2004).
A maior subvenção mensal vitalícia ascende a 3 586,93 euros por mês, ficando-se a menor por 1 065,04 euros. O tempo de actividade parlamentar vai entre sete e dezasseis anos.
Actualmente é concedida após doze anos no parlamento e apenas a partir do momento em que o beneficiário complete 55 anos de idade, ou seja, doze anos de parlamento são suficientes para receber a subvenção, que, no entanto, fica a aguardar até que o indivíduo complete 55 anos de vida.
Uma das características mais interessantes da subvenção vitalícia é que é acumulável com qualquer tipo de pensão e com o salário normal do indivíduo.
Quando o ex-deputado se reformar, recebe a sua reforma por inteiro e a ela acresce, sempre, a subvenção vitalícia.
No entanto, o indivíduo pode optar por não trabalhar, limitando-se a receber a sua subvenção vitalícia.
É também interessante notar que quando um beneficiário da subvenção vitalícia falece, o cônjuge recebe uma “subvenção mensal vitalícia de sobrevivência”.

É também interessante notar que quando um deputado deixa o parlamento tem direito a um “subsídio de reintegração”. Os quantitativos são interessantes. Um ano de parlamento dá direito a 6 246,94 euros, enquanto que a uma legislatura correspondem 24 987,76 euros.
O subsídio em causa tem uma finalidade difusa, que parece estar associada a eventuais dificuldades do ex-deputado em retomar o trabalho que mantinha antes de ser eleito. No entanto, esta razão é inconsistente, uma vez que ninguém perde o seu emprego, independentemente do período que passe como parlamentar.

Os que já foram para casa não podem ficar a rir-se de nós. Tem de haver maneira de retirar-lhes alguns destes benefícios, pelo menos nos casos mais escandalosos. É da maior justiça acabar com as acumulações.

Palavras para quê?

Antes do alargamento

quinta-feira, maio 26, 2005

Saber optar

Vende-se "Terreno Soalheiro"

Planta localização

Encostado à Espanha com frente para o Atlântico e com as seguintes características:

1) Bons acessos
2) Viabilidade de construção em qualquer "montado"
3) Alto défice
4) Corrupção total
5) Povo com memória curta e que perdoa tudo
6) Empresários formados em fuga ao fisco
7) Jornalistas comprados
8) Funcionários "supostamente" malandros

Na compra deste pedaço de terra, ainda oferecemos:

a) Package de políticos incompetentes;
b) Conjunto de organismos públicos super lotados e com reforma garantida para os seus funcionários;
c) Viagens “à lá gardére” para os deputados;
d) Reformas chorudas por apenas dois mandatos de deputado;
e) Em caso de aperto pode fugir para o estrangeiro e obter altos cargos.

Urgência na venda devido a risco de colapso do edifício.
Necessita de limpeza URGENTE da CORRUPÇÃO e FUGA AO FISCO!

terça-feira, maio 24, 2005

Os défices do défice

Défice de competência – Todos os ministros das finanças, desde Victor Constâncio, Pina Moura, Manuela Ferreira Leite e Bagão, foram os coveiros das finanças públicas, cada medida que tomaram foi uma cavadela no buraco onde nos querem enterrar. Nunca souberam conter ou diminuir a despesa e muito menos arrecadar as receitas da fuga e da evasão fiscal e fartaram-se de dar incentivos e benefícios fiscais ao capital financeiro e a empresários que ao primeiro revés fazem as malas e põe-se a andar. Se fossem responsabilizados e tivessem de abandonar todos os tachos que ocupam ou passam a ocupar, quando saem do governo, a música seria outra. E o pior é que continuam a "vender receitas".

Défice de responsabilidade – Assistimos recentemente ao escândalo de tráfico de influências, no caso Companhia das Lezírias, onde o Estado é claramente roubado, mas como, provavelmente, o negócio terá sido efectuado por desconhecidos, ninguém foi responsabilizado. Assistimos a uma série de ilegalidades e falsificações para permitir o abate de milhares de sobreiros, mas os ministros responsáveis depressa sacodem a água do capote. O resultado foi que o Estado terá ficado mais pobre, por contrapartida de alguém que terá ficado mais rico. Assistimos todos os dias aos mais variados actos de corrupção e falcatruas de governantes. Se todos os responsáveis fossem incriminados e tivessem de reembolsar os milhões que nos roubaram, também a música seria outra.

Défice de empreendorismo – Grande parte dos nossos empresários, para além de terem pouca formação em gestão, não tem ligações ao meio universitário, não integram os novos licenciados nem dão grande importância à formação profissional dos seus funcionários, não investem na formação nem na cooperação tecnológica entre as empresas, optando antes pela tradicional pseudo-cooperação com o Estado, à mistura com negociatas e investimentos sem inovação e de pouco valor acrescentado. Faltam-nos bons gestores, em todos os sectores de actividade. Acresce a este défice, o respeitante à seriedade e à confiança nas instituições.

De tudo isto se conclui que “Portugal tem um défice de liderança, tanto a nível político, como empresarial” e pior que tudo não inspiram confiança nem mobilizam os cidadãos.

À espera da consulta do Dr. Constâncio

sábado, maio 21, 2005

Boletim de voto - segundo JPP

Estilo Santana Lopes?


Apesar dos Açores, só há pouco tempo e depois do alargamento, deixarem de ser a região mais pobre da União Europeia, com a média salarial mais baixa do País e grande precaridade no emprego, e sabendo-se que tanto a crise como a retoma chegam cá sempre mais tarde, não deixa de ser curioso o optimismo das declarações do Governo Regional. Espero que não declarem também o fim da austeridade.

O tecido empresarial da Região Autónoma dos Açores não apresenta indicadores que potenciem situações de crise, no curto e médio prazos, no domínio da evolução do emprego, pagamento de salários, encargos sociais, obrigações financeiras, volume de negócios e quota de mercado. Esta é a grande conclusão de um inquérito efectuado pelo Observatório do Emprego e Formação Profissional da Direcção Regional da Juventude, Emprego e Formação Profissional.
..................
Sérgio Ávila manifestou-se convicto que, em 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) açoriano estará acima da média europeia, o que, sendo positivo, não invalida a necessidade de demonstrar técnica e cientificamente que a manutenção dos apoios comunitários são fundamentais.

sexta-feira, maio 20, 2005

Aumento de impostos


O cenário de aumento de impostos voltou a colocar-se, pois as previsões apontam para que o défice orçamental deste ano fique próximo dos 7%.

Aumentos de impostos são métodos perfeitamente legítimos de criar efeitos económicos desejáveis, sejam eles a redistribuição de riqueza, seja o equilíbrio das contas do estado, seja aumentos no investimento em infra-estruturas e sectores considerados estratégicos para preparar o futuro, etc.
Qualquer aumento de impostos deve ter em conta se prejudica ou não a competitividade das nossas empresas. Devemos ter em atenção que neste momento está em curso um movimento de redução de impostos em quase todos os países da União Europeia e Portugal não pode ignorar essa tendência.
A falta de competitividade a nível internacional das empresas portuguesas pode levar à falência das mesmas e ao aumento do desemprego, agravando o clima económico que o País vive.

O problema é que este aumento de impostos em especial não me convence. Continua a incidir sobre os trabalhadores, principalmente a classe média e as pequenas empresas, deixando fora o capital financeiro, as fortunas e os profissionais liberais.
Fede à continuação do laxismo, fede à ausência de um esforço real para combater a fraude e evasão fiscal, fede à recusa em levantar o sigilo bancário, enfim, fede.
Sim, porque se os impostos devidos pelas leis tributárias actuais fossem realmente pagos, Portugal teria um superavit. Infelizmente, quem é cúmplice do crime fiscal quotidiano nunca fala disto. Se economistas incompetentes, como Victor Constâncio e muitos outros, que nem sequer são capazes de enunciar as medidas óbvias, que devem ser tomadas para tirar o País do buraco em que o meteram, fossem sinceros, certamente estariam a propor uma redução dos seus próprios vencimentos, que são, nitidamente, incomportáveis para o País.
Para os amigos dos ladrões que nos roubam a todos, os problemas orçamentais de Portugal devem-se sempre ao "excessivo peso do estado", nunca à dimensão das fugas de capital, das fugas ao fisco, do não pagamento dos impostos retidos na fonte e dos perdões e benefícios fiscais a grandes grupos empresariais. Esta conversa é uma fraude que, de tão repetida, até já parece que é verdade. E o novo ministro das finanças, com esta treta do aumento de impostos, prepara-se para perpetuar a fraude.

Os países mais desenvolvidos, como os da Europa do Norte, têm impostos altíssimos. Há que afirmar com frontalidade que dificilmente se podem pôr em prática políticas de esquerda sem subidas de impostos. Agora, da mesma maneira, dificilmente uma política pode ser de esquerda sem que sejam, principalmente, os ricos a pagar esses impostos. Para uma política realmente de esquerda, é necessária que venha a acompanhar uma reforma fiscal.

quarta-feira, maio 18, 2005

Os fins não "reabilitam" os meios!


Josef Stalin nasceu em 1878, numa aldeia da Geórgia, nação então submetida ao domínio do império dos czares da Rússia. Filho de um sapateiro e de uma lavadeira, estudou num seminário da Igreja Ortodoxa. Mas, ao invés de se tornar padre, será dirigente de um partido marxista e clandestino opositor do despótico regime dos czares, o Partido Bolchevique. Por várias vezes foi preso e deportado para a inóspita região da Sibéria.
Como estadista, Estaline conduziu uma URSS subdesenvolvida ao lugar de 2ª potência industrial do mundo, ultrapassada apenas pelos Estados Unidos da América, e ao desempenho de um papel determinante na derrota do nazismo na 2ª Guerra Mundial.
De modo tenaz, mas fulgurante, em meia dúzia de anos, Estaline impunha a sua liderança ao partido, anulando primeiro politicamente, e nos anos seguintes fisicamente, os que divergiam dos seus pontos de vista e da sua orientação. À medida que os primeiros anos 30 corriam, a sua imagem, mesmo na iconografia do regime, ia-se antepondo à do seu antecessor.
A época de Estaline foi uma “época de grandes realizações e crimes monstruosos que são difíceis de conciliar. Milhões de pessoas foram vítimas da brutal colectivização forçada e do terror em massa - assassinadas ou detidas” em “campos de trabalhos forçados - mas outros milhões trabalharam heroicamente e ergueram-se nas campanhas para forjar uma nação industrial poderosa e derrotar os invasores” nazis comandados por Adolf Hitler.
Creio que ninguém de bom senso poderá desculpar os crimes de Estaline com os sucessos que a URSS alcançou sob o seu governo.
Quanto a considerar-se o estalinismo como a essência do comunismo/socialismo será já um perfeito absurdo. Afinal, os “grandes ideais do socialismo” são a “liberdade, igualdade e solidariedade” e “não há socialismo sem democracia”.
O melhor remédio para os abusos de poder é a democracia. E a melhor forma de melhorar a prevenção de abusos de poder é melhorar a democracia.
Os abusos de poder não são exclusivo de nenhuma ideologia, de nenhum sistema político, de nenhuma classe ou época. Têm ocorrido e continuam a ocorrer, ao longo dos séculos até aos dias de hoje, em nome do comunismo, do capitalismo, do liberalismo, do cristianismo, do islamismo...
A perversão do comunismo personificada em Estaline acaba por ser um excelente exemplo, entre tantos outros, de como o comunismo, na sua verdadeira essência, é um ideal cada vez mais válido. Assenta numa concepção alargada dos direitos humanos fundamentais, da qual a liberdade é um elemento básico e central, apontando não só para a valorização e aprofundamento da democracia política, tanto na vertente representativa como na participativa, mas também da democracia económica, social e cultural: o poder económico tem que estar subordinado ao poder político pertença do povo (à cidadania); tem que haver justiça social e igualdade de oportunidades, tem de ser para todos o direito ao emprego, à habitação, à educação, à saúde, à informação, e muitos mais.

Estaline morreu há 52 anos. Mas perdura como uma grande e trágica lição da História.

fonte: http://www.comunistas.info/

segunda-feira, maio 16, 2005

Para que se conheça



Hino dos Açores
Deram frutos a fé e a firmeza
No esplendor de um cântico novo:
Os Açores são a nossa certeza
De traçar a glória de um povo.

Para a frente! Em comunhão,
Pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
Estão acesas no alto clarão
Da bandeira que nos guia

Para a frente! Lutar, batalhar
Pelo passado, imortal.
No futuro a luz semear,
De um povo triunfal.

De um destino com brio alcançado
Colhermos mais frutos e flores,
Porque é este o sentido sagrado
Das estrelas que coroam os Açores.

Para a frente, açorianos!
Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor firmamos,
Para que mais floresçam os ramos
Da vitória merecida.

Para a frente! Lutar, batalhar
Pelo passado imortal,
No futuro a luz semear,
De um povo triunfal.

Letra: Natália Correia
Música: Teófilo Frazão

domingo, maio 15, 2005

O "lobby" da construção na Horta

Para um simples munícipe não é fácil entender como são autorizadas determinadas obras a empreiteiros e empresas, contrariando todas as exigências que são postas a quem, simplesmente, quer construir ou remodelar a sua casinha.
Como exemplo temos de entre outros: O Hotel Horta implantado na beira da estrada, sem qualquer espaço para estacionamento; O Hotel Canal encravado na Igreja das Angústias, contrariando qualquer enquadramento arquitectónico e inviabilizando as necessárias obras do porto, gare marítima e doca seca; Os blocos de apartamentos, também, encravados na Igreja e cemitério do Carmo, com acessos e efeitos arquitectónicos muito complicados e de gosto duvidoso; Os prédios de apartamentos, ainda, encravados no Bairro da Boa Vista, com uma densidade de construção que não é autorizada a quem queira ultrapassar 20% da área do lote e que destoam completamente das construções envolventes, com um acesso à Canadas das Dutras que não entra na cabeça de ninguém; Alteração da paisagem na zona do Pilar, onde já foi terraplanado o Cabeço para ali se construir.
Muitas obras mais com implantação, estacionamento, zonas verdes, densidade e enquadramento exigidos ou indeferidos à maioria, só são autorizadas a quem mexe cordelinhos.

BE - o quê e porquê?


…O Bloco é um partido democrático, com direito de tendência e direcção colegial. O Bloco insere-se na esquerda global internacional rompendo com a ordem Bush e o sistema imperial. Afirma-se europeísta pela refundação democrática e social da União Europeia. O Bloco de Esquerda é socialista, pluralista e ecologista. Repudia tanto os dogmas como a capitulação ao neo-liberalismo. É este o Bloco que quer crescer e assumir responsabilidades maiores na oposição de esquerda.
O Bloco depende da confiança popular. Não empurra ninguém mas não tem que pedir licença a ninguém para existir e lutar por maiorias sociais para as políticas que preconiza…

…O compromisso é muito claro sobre a prioridade no emprego, sobre a protecção social dos desempregados. O continuísmo da política económica e orçamental prefigura uma espécie de “bloco central” ungido pelo Banco de Portugal. O combate é sobretudo pelo lado da receita sem demonizar o necessário investimento público. Mas ao atermo-nos às declarações dos responsáveis das pastas económicas mais uma vez a pressão é posta na limitação da despesa. De PEC em PEC até ao pecado final. Mas assim não há criação de emprego. Há que escolher entre a ortodoxia liberal e o “estado social”. O estado social também pode prover a contas claras, combater o desperdício e apresentar défices correntes baixos…

…É inaceitável que se adiem as alterações ao Código de Trabalho. A precariedade do trabalho e a desvalorização dos salários alastram por esta via. É incompreensível que o Partido Socialista tenha prometido nas eleições que reporia as propostas de alteração ao Código que fez enquanto oposição e agora precisa de esperar até 2007…

…Insistir na condenação da mistificação que representa a simultaneidade das eleições locais com o referendo ao Tratado Constitucional europeu. Apesar desse condicionamento o Bloco vai fazer campanha pelo Não em nome da Europa que não aceita a cartilha neo-liberal…

…Com uma política clara, sem tacticismos, nem jogo de poder, o Bloco de Esquerda continua e progride. Como sempre o veredicto é das pessoas. Das pessoas que com intencionalidade, razão e afecto continuam a ser exigentes com o Bloco, nos emprestam o seu voto e testemunho. O Bloco de Esquerda não é dono de votos. É simplesmente mandatário de um projecto que hoje ninguém pode ignorar.

(extractos da declaração política de Luís Fazenda)

sábado, maio 14, 2005

Requalificação dos jardins na Horta


Estão chegando ao fim as obras de recuperação urbanística da Praça do Infante, qualquer coisa que se fizesse ali só poderia melhorar o pavimento e dar uma lufada de frescura e contemporaneidade àquela velhinha, mas muito simpática Praça.
Apesar de terem sido apresentadas variadas ideias, acabou por vingar um empedrado de basalto salpicado de calcário, lembrando inúmeras cagadelas dos pardais, que tem o seu habitat nas árvores e palmeiras do Jardim. Com o mesmo trabalho e as mesmas pedras poderiam ter-se desenhado motivos regionais ou históricos, fazendo daquele aprazível lugar um bonito cartão de visita. Acho que foi mais uma oportunidade perdida. Apesar de tudo ficou melhor do que estava.
Estou curioso para ver o resultado da intervenção na Praça da República, para já o poço sumidouro das águas pluviais, no canto com o Largo do Bispo, não vai resolver o problema do lago que se forma ali sempre que chove, pois está ao nível do mar e apesar de já não chover há dias, continua cheio de água.
Não querendo culpar a Câmara, acho que está mal acessorada de arquitectos e engenheiros.

sexta-feira, maio 13, 2005

Viagem pró céu com paragem no hospital

Criticado por não ter cão

Quando estala o verniz e a escandaleira bate à porta de ex-ministros e ex-dirigentes dos partidos da direita, há quem pretenda confundir e inviezar os acontecimentos, tentando respingar de lama quem, corajosamente, denuncia e combate negociatas e poderosos "lobbys".

quinta-feira, maio 12, 2005

carta ao Primeiro-ministro


via Email
Caro Sr. Primeiro-ministro.

Venho por meio desta comunicação manifestar meu total apoio ao seu esforço de modernização do nosso país.
Como cidadão comum, não tenho muito mais a oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma Tributária, percebi que posso definitivamente contribuir mais.
Vou explicar:
Na actual legislação, pago na fonte 31% do meu salário (20 para o IRS e 11 para a Segurança Social). Como pode ver, sou um cidadão afortunado.
Cada vez que eu, no supermercado, gasto o que o meu patrão me pagou, o Estado, e muito bem, fica com 19% para si (31 + 19).
Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral. Mas o meu patrão é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75% daquilo que me paga para a Segurança Social. E ainda 33% para o Estado (50 + 23.75 +33 = 106,75%).
Além disso quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.
Minha sugestão, é invertermos os percentuais. A partir do próximo mês autorizo o Governo a ficar com 100% do meu salário.
Funcionaria assim:
Eu fico com 6.75% limpinhos, sem qualquer ónus mas o Governo fica com as contas
de:
-Escola,
-Seguro de Saúde,
-Despesas com dentista,
-Remédios,
-Materiais escolares,
-Condomínio,
-Água,
-Luz,
-Telefone,
-Energia,
-Supermercado,
-Gasolina,
-Vestuário,
-Lazer,
-Portagens,
-Cultura,
-Contribuição Autárquica,
-IVA,
-IRS,
-IRC,
-IVA
-Imposto de Circulação
-Segurança Social,
-Seguro do carro,
-Inspecção Periódica,
-Taxas do Lixo, reciclagem, esgotos e saneamento
-E todas as outras taxas que nos impinge todos os dias.
-Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Um abraço Sr. Presidente do Concelho e muito boa sorte, do fundo do meu coração!