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sexta-feira, junho 10, 2005

Festa do mundo rural

Começa hoje e prolonga-se até ao dia 12, na Quinta de S. Lourenço no Faial, a "Festa do Mundo Rural", uma iniciativa de dinamização da cultura local, com fortes componentes agro-pecuária, comercial, industrial, recreativa, artesanato e gastronomia.

O programa inclui concursos de bovinos, lavoura à moda antiga, um festival hípico, uma tourada de praça, palestras, actuações de filarmónicas, grupos folclóricos e agrupamentos de música tradicional e exposições de actividades comerciais e industriais.

As treze Juntas de Freguesia do Faial vão também marcar presença de forma individual na II Festa do Mundo Rural, mostrando as potencialidades das localidades que representam.

A Festa do Mundo Rural é uma organização de um total de oito parceiros faialenses, que vão desde a Câmara Municipal da Horta, à Câmara do Comércio e Indústria da Horta, ao Serviço de Desenvolvimento Agrário do Faial, ao Serviço Florestal da ilha, às Associações de Agricultores e de Jovens Agricultores, à empresa municipal Hortaludus e à Associação de Desenvolvimento Local Adeliaçor.

Se puder, apareça e divirta-se, há mais vida para além das tristezas.

Patriotismo???


Engraçado falar em patriotismo, quando após o 25 de abril fomos sendo governados por incompetentes que se escondem atrás de lobies e de responsabilidades políticas que ninguém sabe o que significam, pois continuam a ser sempre os mesmos, são sempre alternativas a si próprios.

Tenho vergonha de ser português com uma classe política como esta, com lobies que apenas defendem interesses pessoais (médicos, advogados, construtores, etc....), 80% da população portuguesa paga os impostos que enchem a barriga aos políticos e alimenta o orçamento, mas é a eles que lhes é dirigido o espírito de patriotismo. E comida para a boca dos filhos, e direito a um trabalho e posterior reforma, e direito à saúde, e direito à educação??? onde andam eles??? Tenham vergonha sr. presidente da república, sr.s governantes, sr.s deputados e autarcas, quando derem o exemplo, e assumirem responsabilidades civis e criminais em vez de políticas, então falem em patriotismo.

quarta-feira, junho 08, 2005

A cura que nos mata


Portugal há muito que está enfermo.
A Manela prometeu curar-nos e, à força de tantos comprimidos, deu-nos cabo do estômago.
Veio o Cunha e prometeu que desta é que era! e passou a dar-nos PURGANTE.
De tal sorte foi a "purga", que nos pôs a todos de caganeira.
Não fora o facto de, ainda por cima, nos pôr também a pão e água, e teríamos forças para correr até à retrete. A agravar esta dificuldade, ordenou-nos ainda que apertassemos mais o cinto, pelo que não temos tempo de descer as cuecas.
Em consequência destas desgraças, andamos todos cagados, mal-cheirosos e debilitados.
Com tanta soltura, valha-nos S. Bagão, padroeiro das fraldas descartáveis, que estes políticos incompetentes não conseguiram matar-nos da doença, querem agora matar-nos da cura.

terça-feira, junho 07, 2005

Tenham dó do patinho!

Hoje vou falar do costume que certas pessoas têm de voltar as costas quando a conversa não lhes interessa. Há pessoas que visitam este blog (não muitas infelizmente) e depois de darem uma vista de olhos pelos artigos publicados não fazem qualquer comentário aos mesmos. Voltam pura e simplesmente as costas ao Blog e vão-se embora.
Se acham que este blog não tem qualquer interesse, digam. Digam mal, digam o que lhes vier à cabeça mas não voltem as costas sem escrever qualquer coisinha nos comentários.

Façam o favor de ter um bom dia de trabalho ou de descanso e voltem sempre.

Ele há coincidências...

segunda-feira, junho 06, 2005

Altos níveis de produtividade...

No restaurante, todos os empregados e empregadas levavam uma colher no bolso da camisa. Quando o empregado vem receber o pedido, perguntam-lhe:
- Porquê a colher?
- Bom,... os donos do restaurante contrataram a consultora Andersen, mestres em eficiência, com o objectivo de rever e melhorar todos os nossos processos. Depois de muitos meses de análises e estatísticas, eles concluíram que os clientes deixavam cair no chão a colher com 73% de maior frequência do que os outros talheres. Isso representava uma frequência de quedas de 3 colheres por hora, por mesa. Se o nosso pessoal ficasse preparado para cobrir essa contingência, nós poderíamos reduzir o tempo de viagens a cozinha e assim, poupar mais de 1,5 horas por homem por turno.
Entretanto ouviu-se um som metálico numa mesa mais atrás. Rapidamente o empregado trocou a colher que tinha caído por aquela que ele levava no bolso e disse: - Trarei outra colher quando for à cozinha, assim não farei uma viagem extra para ir buscar outra...
Os clientes ficaram realmente muito impressionados.
O empregado também trazia uma corda fininha pendurada no fecho das calças, todos os empregados levavam a mesma cordinha.
Um cliente mais curioso pergunta: - Desculpe, mas porque é que tem essa cordinha pendurada?
- Oh, sim! - respondeu, e começou a falar baixinho:
- Essa Consultora da qual lhe falei, achou que nós tambem poderiamos poupar tempo na ida ao WC.
- Como???
- Veja bem, amarrando esta cordinha na ponta do.... bem, voçê sabe, podemos sacá-lo para mijar sem tocar nele eliminando dessa forma, a necessidade de lavarmos as mãos, encurtando o tempo gasto no WC em 67% por homem.
- Isso tem muito sentido, mas....se acordinha ajuda a sacar, como é que a volta a guardar?
- Bem, eu não sei como fazem os outros, mas eu uso a colher.

sábado, junho 04, 2005

Integridade e Idoneidade do Governo.


O governo acaba de decidir, na linha das medidas criminosas e absurdas efectivamente tomadas, (as outras, as medidas demagógicas, são só conversa fiada, como o demonstra esta história) suspender todos os pedidos de reforma antecipada, de trabalhadores com menos de 65 anos.
Entretanto, o ministro das Finanças "reformou-se", com 49 anos, recebendo uma pequena fortuna, mensalmente, como prémio por ser pessoa sem escrúpulos, a ponto de decidir restrições, para os cidadãos, que comprometem, ainda mais, as já fracas condições de sobrevivência das pessoas,enquanto que ele próprio acumula "receitas" de valor exorbitante e injustificado. Não se esqueçam que existem, neste país, mais de 2 milhões de pessoas que sobrevivem (vegetam) abaixo do limiar de pobreza.
Portanto, ficamos esclarecidos quanto à dignidade e sinceridade das intenções do governo e quanto ao carácter democrático e de equidade das medidas que tem vindo a anunciar com todo o cinismo; o mesmo cinismo que usou na campanha eleitoral, quando se fartou de fazer promessas falsas, mentirosas.
Um governo que se diz Socialista decide, para aqueles que vivem com dificuldades, para aqueles que viveram uma vida de trabalho, ganhando ordenados mesquinhos, que estão proibidas as antecipações de reformas, que terão que continuar a trabalhar, (ou a atrapalhar) mesmo de bengala, até aos 65 anos, para ganharem uns míseros cêntimos. Mas os barões, sem vergonha e sem escrúpulos, que o Primeiro ministro escolheu para o governo, podem "reformar-se" aos 49 anos, auferindo reformas escandalosas e injustificadas que põem em causa a sustentabilidade do sistema de pensões; e, ainda por cima, podem continuar a ocupar cargos, recebendo, em acumulação, vencimentos escandalosos, para pavonearem a sua incompetência, para colaborarem no agravamento das nossas condições de vida, no agravamento da nossa situação social e económica, já de si escabrosa.
Mais palavras para quê? Haja vergonha, dignidade, pudor!... É o próprio Primeiro-Ministro que deve demitir-se (ou ser demitido); ou melhor, nunca devia ter-se candidatado usando de tanta mentira e de tanta perfídia.

Post do amigo Biranta de sociocracia

quarta-feira, junho 01, 2005

Definições à Volta do Défice

Nos tempos que correm é possível distinguir as cores políticas de meio mundo através da análise das suas posições sobre o problema do défice. É assim:

Socialistas Crentes: Pensam que a culpa do défice é de Barroso e Santana e acreditam que Sócrates só aumentou os impostos porque não esperava um défice tão grande.

Socialistas com QI>50: Dizem que a culpa é de Barroso e Santana e sabem que Sócrates só arranjou um défice tão grande para poder aumentar os impostos.

Santanistas: Dizem que Santana não teve tempo para ter culpa do défice e fingem que perceberam as contas de Constâncio. Têm os quatro a mesma opinião.

Barrosistas: Dizem que a culpa é de Guterres e acham que se não fosse a Manuela, o défice seria de 16,92%. Têm pena de não terem feito uma encenação tão gira há 3 anos.

Guterristas: Dizem que a culpa foi de Cavaco e fazem de conta que já sabiam quanto era o défice, embora não saibam muito bem para que é que serve. Acreditam que Constâncio é um génio matemático.

Comunistas Clássicos: Dizem que a culpa é das políticas de direita e pensam que os ricos podem pagar a crise. Ainda não perceberam o que é que o défice tem a ver com impostos. Acham que Constâncio é um perigoso neo-liberal.

CêDêEsses: Dizem que a culpa é das políticas de esquerda e pensam que os ricos devem ser subsidiados por causa da crise. Constâncio merece-lhes todo o respeito, até porque tem um grande BMW e mora na linha.

Bloquistas: Acham que a culpa é da direita e acreditam que a solução para o défice está no aumento da despesa pública. Pensam que Fernando Rosas percebe dessas coisas da economia e até seria um excelente Governador do Banco de Portugal.

Nacionalistas: Acham que a culpa do défice é da Europa e acreditam que isto só vai lá com um Salazar.

Benfiquistas: Só hoje é que ouviram falar no défice e ignoram tudo o que aconteceu na semana passada. Esse Constâncio, é o gajo que vem substituir o Trapatoni?

Nuno Cardoso: A culpa do défice é evidentemente de Rui Rio.

terça-feira, maio 31, 2005

"Açor 052" - cuidado com o inimigo!


As ilhas açorianas do Faial e do Pico vão ser o cenário do exercício militar "Açor 052", que começa hoje, destinado a treinar a defesa de instalações sensíveis do arquipélago contra acções de sabotagem de forças inimigas.

No exercício, que decorre até sexta-feira, participam 260 militares do Exército, Marinha e Força Aérea, a corveta Afonso Cerqueira, um avião C-130, dois Aviocar da Base das Lajes e um helicóptero Puma SA-330.


Em tempo de aperto do cinto, vem esta tropa invadir o nosso sossego e gastar o dinheiro que não temos, para treinar a defesa contra as forças sabotadoras. Admira-me não trazerem os submarinos e, o condecorado Paulo Portas, ex-grande estadista e almirante de doca seca.
Está anunciado o programa da guerra, o local, os objectivos e a inexistência de efeitos colaterais, só falta o inimigo.
É "a guerra do Solnado".

sexta-feira, maio 27, 2005

Ex-deputados de ouro


Quarenta ex-deputados regionais recebem subvenções vitalícias, alguns com apenas sete anos de actividade parlamentar, que já custam aos contribuintes 1,4 milhões de euros por ano (dados de 2004).
A maior subvenção mensal vitalícia ascende a 3 586,93 euros por mês, ficando-se a menor por 1 065,04 euros. O tempo de actividade parlamentar vai entre sete e dezasseis anos.
Actualmente é concedida após doze anos no parlamento e apenas a partir do momento em que o beneficiário complete 55 anos de idade, ou seja, doze anos de parlamento são suficientes para receber a subvenção, que, no entanto, fica a aguardar até que o indivíduo complete 55 anos de vida.
Uma das características mais interessantes da subvenção vitalícia é que é acumulável com qualquer tipo de pensão e com o salário normal do indivíduo.
Quando o ex-deputado se reformar, recebe a sua reforma por inteiro e a ela acresce, sempre, a subvenção vitalícia.
No entanto, o indivíduo pode optar por não trabalhar, limitando-se a receber a sua subvenção vitalícia.
É também interessante notar que quando um beneficiário da subvenção vitalícia falece, o cônjuge recebe uma “subvenção mensal vitalícia de sobrevivência”.

É também interessante notar que quando um deputado deixa o parlamento tem direito a um “subsídio de reintegração”. Os quantitativos são interessantes. Um ano de parlamento dá direito a 6 246,94 euros, enquanto que a uma legislatura correspondem 24 987,76 euros.
O subsídio em causa tem uma finalidade difusa, que parece estar associada a eventuais dificuldades do ex-deputado em retomar o trabalho que mantinha antes de ser eleito. No entanto, esta razão é inconsistente, uma vez que ninguém perde o seu emprego, independentemente do período que passe como parlamentar.

Os que já foram para casa não podem ficar a rir-se de nós. Tem de haver maneira de retirar-lhes alguns destes benefícios, pelo menos nos casos mais escandalosos. É da maior justiça acabar com as acumulações.

Palavras para quê?

Antes do alargamento

quinta-feira, maio 26, 2005

Saber optar

Vende-se "Terreno Soalheiro"

Planta localização

Encostado à Espanha com frente para o Atlântico e com as seguintes características:

1) Bons acessos
2) Viabilidade de construção em qualquer "montado"
3) Alto défice
4) Corrupção total
5) Povo com memória curta e que perdoa tudo
6) Empresários formados em fuga ao fisco
7) Jornalistas comprados
8) Funcionários "supostamente" malandros

Na compra deste pedaço de terra, ainda oferecemos:

a) Package de políticos incompetentes;
b) Conjunto de organismos públicos super lotados e com reforma garantida para os seus funcionários;
c) Viagens “à lá gardére” para os deputados;
d) Reformas chorudas por apenas dois mandatos de deputado;
e) Em caso de aperto pode fugir para o estrangeiro e obter altos cargos.

Urgência na venda devido a risco de colapso do edifício.
Necessita de limpeza URGENTE da CORRUPÇÃO e FUGA AO FISCO!

terça-feira, maio 24, 2005

Os défices do défice

Défice de competência – Todos os ministros das finanças, desde Victor Constâncio, Pina Moura, Manuela Ferreira Leite e Bagão, foram os coveiros das finanças públicas, cada medida que tomaram foi uma cavadela no buraco onde nos querem enterrar. Nunca souberam conter ou diminuir a despesa e muito menos arrecadar as receitas da fuga e da evasão fiscal e fartaram-se de dar incentivos e benefícios fiscais ao capital financeiro e a empresários que ao primeiro revés fazem as malas e põe-se a andar. Se fossem responsabilizados e tivessem de abandonar todos os tachos que ocupam ou passam a ocupar, quando saem do governo, a música seria outra. E o pior é que continuam a "vender receitas".

Défice de responsabilidade – Assistimos recentemente ao escândalo de tráfico de influências, no caso Companhia das Lezírias, onde o Estado é claramente roubado, mas como, provavelmente, o negócio terá sido efectuado por desconhecidos, ninguém foi responsabilizado. Assistimos a uma série de ilegalidades e falsificações para permitir o abate de milhares de sobreiros, mas os ministros responsáveis depressa sacodem a água do capote. O resultado foi que o Estado terá ficado mais pobre, por contrapartida de alguém que terá ficado mais rico. Assistimos todos os dias aos mais variados actos de corrupção e falcatruas de governantes. Se todos os responsáveis fossem incriminados e tivessem de reembolsar os milhões que nos roubaram, também a música seria outra.

Défice de empreendorismo – Grande parte dos nossos empresários, para além de terem pouca formação em gestão, não tem ligações ao meio universitário, não integram os novos licenciados nem dão grande importância à formação profissional dos seus funcionários, não investem na formação nem na cooperação tecnológica entre as empresas, optando antes pela tradicional pseudo-cooperação com o Estado, à mistura com negociatas e investimentos sem inovação e de pouco valor acrescentado. Faltam-nos bons gestores, em todos os sectores de actividade. Acresce a este défice, o respeitante à seriedade e à confiança nas instituições.

De tudo isto se conclui que “Portugal tem um défice de liderança, tanto a nível político, como empresarial” e pior que tudo não inspiram confiança nem mobilizam os cidadãos.

À espera da consulta do Dr. Constâncio