
O retrato de António Borges para a galeria dos presidentes do PSD

O efeito Monica Lewinsky aliado ao entendimento de Blair sobre preferências sexuais está a encontrar eco nos jovens norte americanos.O Santo Massacre
O assalto final a Jerusalém deu-se no dia 15 de Julho de 1099.
Os pacíficos habitantes da cidade, judeus e muçulmanos, representavam para os cruzados o demónio, a impureza, a profanação dos lugares santos. Não os perdoaram. Os árabes que encontraram no pátio da Grande Mesquita foram exterminados à espadada e às lançadas. Aos judeus coube um destino pior. Encerrados no Templo de Salomão, queimaram-nos vivos.
Até hoje os historiadores embaraçam-se com o número das vítimas que os cristãos fizeram em Jerusalém. Oscilam entre 6 mil a 40 mil mortos!
Fanatizado, o cristão comum, considerando-se um vingador celestial, virara um animal feroz a quem um estripamento, uma carótida esguichando, ou a degola dos gentios, parecia a justa revanche dos tormentos de Cristo. Quem respirasse era morto. Mataram inclusive os animais domésticos.
Uns anos antes da catástrofe, o poeta árabe al-Maari, que morrera em 1057, separara os homens em dois grupos: "os que têm cérebro mas não têm religião/ E aqueles que têm religião mas não têm cérebro". O Grande Massacre, ocorrido há 900 passados, além de ter azedado para sempre a relação entre os cristãos e os muçulmanos, permaneceu como um desses estúpidos altares sacrificiais erguidos pelos homens que têm religião mas não têm cérebro.


Todas as religiões tratam da moral, da ética e dos bons costumes. Mas, muitas vezes, o fato de fixarem pensamentos em forma escrita dificulta a evolução moral. Muitos acham que o que está escrito foi escrito por Deus e, portanto, é imutável. Mas o que deu origem à moral foi um fato passado que muitas vezes já não existe. A religião moral é superior à do medo. No entanto, quase nenhuma religião contém somente um elemento, mas elementos tanto de medo como de moral. Geralmente os elementos mais avançados da sociedade seguem mais a religião da moral, e os mais atrasados a do medo.
O vazio legal só favorece a continuação da prática desregulada e não serve de nada enterrar a cabeça na areia, porque os problemas permanecem e fora do controle, a todos os níveis.




O novo Código da Estrada entra em vigor a 26 de Março com regras mais severas e multas mais pesadas para a condução sob o efeito do álcool, excesso de velocidade, manobras perigosas e uso do telemóvel.
Até parece de propósito.


"Concorda com a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, a pedido da mulher, e quando efectuado em estabelecimento legal de saúde?"
Vai embora, inverno,
Parece haver boas notícias relativamente à rigidez da regra dos 3% do PIB e dos 60 % da dívida pública. Estes valores mantêm-se, mas haverá atenuantes no seu incumprimento. O dinheiro investido em tecnologia, ciência e formação, na reforma da administração pública e no regime de pensões será considerado atenuante.
Durão Barroso assumiu o papel de defensor oficial de uma proposta de directiva que nem sequer é de sua paternidade; e por causa dela arrisca-se a ver chumbado o Tratado Constitucional europeu em França, o que, aliás, o chumbaria tout court, porque carece da unanimidade dos 25 Estados membros para entrar em execução. A costumeira obstinação barrosista arrisca-se a derrotar o "projecto global" que os liberais têm para oferecer à Europa. Ainda bem, se assim for.
UMA GUERRA INJUSTIFICADA, CONTRA O DIREITO E A COMUNIDADE INTERNACIONAL
Argumentos para a agressão
O regime iraquiano constituir uma ameaça para a paz mundial, por ser detentor de armas de destruição maciça e investir na produção de arsenais nucleares, desrespeitando assim as resoluções da ONU.
Violação da Carta da ONU
Fora do quadro da legítima defesa, só o Conselho de Segurança (CS) da ONU pode autorizar o uso da força armada, mas apenas quando esse órgão constate a existência de uma ameaça contra a paz, ruptura da paz ou um acto de agressão (art.s 39.º e 42.º da Carta).
A inaceitável "guerra preventiva"
O direito à «guerra preventiva» poderá ser sempre invocado pelos que tiverem a força, tenham ou não tenham razão; mas nunca pelos que têm razão, se não tiverem a força. A «guerra preventiva» é, pois, muito cruamente, o direito do mais forte.
Consequências para a ordem internacional
O que se perfila no horizonte da estratégia americana é o fim da ordem internacional fundada em 1945, com regras jurídicas vinculativas para todos os países, com uma soberania partilhada entre todos os povos da Terra. E a sua substituição por uma ordem internacional assente na tutela/direcção dos EUA que, como Império do Bem, novos déspotas iluminados, situados num plano superior a quaisquer constrangimentos jurídicos ou convencionais (que apenas «complicam» e portanto retiram eficácia aos planos americanos para o mundo), manterão a ordem, a segurança e a paz internacional, para bem de todos. Tal como esse «bem» for interpretado unilateralmente pela Casa Branca, evidentemente.
As verdadeiras razões
Podemos resumir assim: interesses económicos: tomar conta das reservas de petróleo e, depois da destruição causada pela guerra, beneficiar dos contratos milionários de reconstrução; interesses estratégicos regionais: eliminar o Iraque como potência regional, apagar o foco que o Iraque apesar de tudo representava de uma política árabe independente, quer a respeito dos recursos naturais, quer a respeito da Palestina; interesses estratégicos globais: adquirir vantagem na competição com os rivais do mundo capitalista desenvolvido, ou seja a UE e o Japão, para cujas economias o petróleo do Médio Oriente é vital.
Terror sobre as populações
Comprovou-se que o grande objectivo dos atacantes era o de intimidar e coagir a população civil, como meio de garantir uma rápida e fácil vitória. A operação «Choque e pavor» (nome bem expressivo do terror que pretendia espalhar), que abriu a guerra, destinou-se precisamente, por meio de um ataque aéreo jamais visto na história da humanidade (se exceptuarmos Hiroxima e Nagasáki)
Violência generalizada sobre resistentes e população
O povo iraquiano não acolheu os invasores como libertadores, ao contrário do que (parece que) eles pensavam que iria suceder. Desde logo, não se verificou a sublevação anunciada pelos americanos contra o regime de Saddam Hussein, nem a entrada dos invasores em Bagdad suscitou manifestações de júbilo. Pelo contrário, desde a primeira hora, o povo iraquiano não tem dado tréguas aos ocupantes.
Saque do património cultural iraquiano
Após a ocupação, os militares americanos não só não defenderam activamente os bens patrimoniais, contrariamente ao que fizeram com as instalações e equipamentos petrolíferos, como se alhearam completamente da protecção devida, nomeadamente, aos grandes museus e outras instalações que continham a riqueza cultural do povo ocupado, permitindo conscientemente, deliberadamente, pode dizer-se, o saque e pilhagem desse património
Os actos descritos, praticados pelos militares e outros agentes dos EUA constituem, nos termos do direito internacional, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
A RESPONSABILIDADE DO GOVERNO PORTUGUÊS
- Total alinhamento com a política agressiva dos EUA
- Participação activa na preparação da guerra – cimeira das Lajes
- Claro envolvimento na ocupação – nomeação de José Lamego e destacamento da GNR
-Participação no aproveitamento ilegítimo dos recursos do Iraque
-Governo cúmplice dos invasores e comparticipante na ocupação – Barroso e Santana
- PR envolvido na política governamental
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Em Portugal há, pelo menos, dois milhões de pobres, número que, no entanto, deverá ter aumentado nos últimos dados. A crise social deve-se a "um modelo de produtividade sobrevalorizado", que incentiva o consumo e deixa de lado os afectos e as relações interpessoais.
A revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento é uma condição para a viabilidade da recuperação. A política monetarista do PEC confundiu disciplina orçamental com política pró-recessiva, e por isso agravou a crise de 2002-4, com graves consequências no emprego e no desenvolvimento social.
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a esquerda e a direita 

